7 fatos curiosos sobre Pokémon Red, Green e Blue

7 fatos curiosos sobre Pokémon Red, Green e Blue

Sim, somos fãs de Pokémon. Já fizemos uma retrospectiva com todos os jogos da série principal, de Red/Blue até o recente X&Y. Mas e quanto à origem dos monstrinhos? Na coluna Bastidores desta semana, conheça algumas curiosidades de Red/Blue (ou Red/Green no Japão), os games que deram origem a uma das séries mais bem sucedidas de todos os tempos. Confira abaixo.


 Mew foi colocado no final

Mew era bem feinho nos jogos originais

Mew era bem feinho nos jogos originais

Quando as equipes de testes da Nintendo terminaram as suas tarefas, sinalizando que Red e Green estavam prontos para ir ao mercado, os desenvolvedores tomaram uma atitude, no mínimo, inusitada: aproveitar o espaço que sobrou no cartucho para incluir um novo monstrinho, Mew. A empresa achou a atitude muito arriscada, pois quem trabalha com desenvolvimento de software sabe que qualquer operação feita após os testes pode gerar uma imensidão de erros não tratados, como bugs e glitches. E, naquela época, não tinha essa “mamata” de lançar DLC (pacote de download) corretivo, então os processos eram muito mais rígidos. Ainda assim, a decisão foi mantida e Mew permaneceu.

Foi reprogramado do zero para sair no Ocidente

Após o sucesso de Red e Green no Japão, a Nintendo queria trazer a série para o Ocidente. No entanto, simplesmente traduzir o game não era suficiente: foi preciso reprogramá-lo por inteiro. O motivo? O código fonte não era limpo o suficiente, resultado do longo ciclo de desenvolvimento. O time optou por reaproveitar elementos de Pokémon Blue, uma edição melhorada que saiu depois dos originais no Japão, com um visual levemente superior. Este é o motivo de Red e Blue, as edições ocidentais, terem chegado quase dois anos depois ao mercado, em 1998.

Seria possível disputar revanches

Pokemon Red e Green - gameplay

Haja Repel, viu

Tsunekazu Ishihara, o então produtor dos primeiros títulos, revelou em uma entrevista algo interessante: inicialmente, seria possível batalhar contra treinadores mais de uma vez, em plena campanha solo. Ou seja, seria mais fácil aumentar o nível dos monstrinhos. Além disso, era mais frequente encontrar Pokémon selvagens (!). Ambos os aspectos foram revistos na versão final.

Rhydon foi o primeiro

Quando o nome da franquia ainda seria “Capsule Monsters”, com cápsulas no lugar de PokéBolas, alguns designers dentro da Nintendo já estavam desenhando o que seria a primeira geração Pokémon. A primeira criatura foi Rhydon. Nidoking, Slowbro e Kadabra também saíram dos primeiros rabiscos.

190 em vez de 151

Ho-Oh e Lugia estariam nos primeiros games

Ho-Oh e Lugia estariam nos primeiros games

O designer Shigeki Morimoto confirmou que a ideia original era lançar 190 criaturas em Red e Green. No entanto, 39 deles foram deixados de fora, e é por isso que foram encontrados 39 registros no código do jogo com o nome “MissingNo”. A lista completa você pode ver aqui. Basicamente, entre os que foram deixados para a segunda geração, estão Heracross, Tyranitar e Hitmontop, além dos lendários Ho-Oh, Lugia, Raikou, Suicune e Entei.

Mudando de nome

A maioria dos Pokémon tem nomes diferentes no Ocidente e Oriente. Além disso, enquanto a Nintendo se preparava para trazer os primeiros jogos aos EUA, alguns dos monstrinhos receberam nomes que foram mudados pouco antes do lançamento. Kakuna era “Kokoon”. Sandslash se chamava “Sandstorm”. Poliwag era “Aqua”, enquanto Chansey era “Lucky”. Para ver mais, clique aqui.

Lavender Town

Lavender: entristecendo criancinhas desde 1996

Lavender: entristecendo criancinhas desde 1996

Para as crianças que jogaram Red e Green (ou Blue), deve ter sido um choque descobrir que sim, os Pokémon morrem. A vila de Lavender, com sua música macabra, motivou uma série de lendas urbanas no Japão. Não faltaram pessoas querendo vincular esta parte do jogo a suicídios que teriam acontecido. O compositor Junichi Masuda afirmou em entrevistas que a ideia original do jogo não remetia a criaturas “fofinhas”, mas sim a monstros. Por isso, algumas trilhas foram feitas com um certo “ar” de mistério e medo.