Diego von Söhsten

Gamer desde os 2 anos, quando ganhou seu Master System e não conseguia tirar o Sonic do lugar. Hoje, é gerente de projetos PMP e CAPM e possui mestrado na área de TI, mas sempre consegue um tempo pra jogar algo. E-mail: dhvs@outlook.com

Jogamos: Yakuza 6 – The Song of Life mantém o charme da franquia

Yakuza é uma série que nasceu em plataformas PlayStation e por lá ficou, com raras exceções (como o remake dos dois primeiros jogos no Wii U). O que esperar do primeiro jogo da franquia desenvolvido com a atual geração de consoles em mente? Primeiro, que sai no PS4. Segundo, todos os elementos dos anteriores.

Veja abaixo a nossa prévia de Yakuza 6: The Song of Life, direto da E3 2017 em Los Angeles!


Vai ter karaokê de novo

A mecânica de ação em um mundo aberto está mantida: o protagonista Kazuma Kiryu pode esbarrar nas pessoas pelo cenário, arrancar objetos e brigar bastante. O enredo envolve os esforços de Kiryu para proteger uma criança e descobrir o que aconteceu com a mãe dela, Haruka, durante o tempo em que ele passou na prisão, julgado pelos seus crimes.

Os minigames da série estão de volta. Na demo da E3, pudemos achar a casa de karaokê e colocar Kiryu para cantar – este era apenas um dos minigames disponíveis. Foi uma cena bem engraçada, arrancando risadas do pessoal que aguardava para jogar.

Explorando a demo

Na edição que jogamos, duas áreas estavam disponíveis: Kamurocho, visando explorar as sidequests, além de Onomichi, que introduz a narrativa principal do título. Fomos com Kamurocho mesmo, dadas as restrições de tempo. Gostamos do resultado: o Yakuza de sempre, com um visual mais atrativo.

Conversei rapidamente com o pessoal da Atlus, que está fazendo a localização do jogo para o Ocidente, e me falaram que Yakuza 6 é um dos projetos com maior quantidade de diálogo que eles já trabalharam. Tanto que o game foi lançado no Japão no fim de 2016, mas está previsto para um vago “2018” deste lado do mundo. Versões para outras plataformas (inclusive Windows!) não estão descartadas, mas por enquanto é um título exclusivo do PS4.


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Jogamos: Ever Oasis, do 3DS, ressuscita o interesse no portátil

Lembra do estúdio Grezzo, aquele que levou dois The Legend of Zelda clássicos ao 3DS (Ocarina of Time e Majora’s Mask)? Eles estão de volta com uma propriedade intelectual inédita no portátil: Ever Oasis.

O RPG de ação é um dos destaques do 3DS, sendo lançado ainda neste mês de junho. Confira as impressões que tivemos do título, direto da E3 2017!


Uma aventura no deserto

Misteriosas criaturas Chaos estão assombrando o deserto. É se aventurando que você, no papel do jovem Tethu (que também pode ser uma garota na versão final do game), coleta materiais e dinheiro para evoluir o seu pequeno vilarejo e fazê-lo prosperar. A trama principal do jogo traz a busca de Tathu pelo seu irmão mais velho, mas preferimos focar no gameplay durante a demo.

Junto aos colegas Roto e Mithu, a versão jogável na E3 2017 trouxe bastante ação em terceira pessoa, com a possibilidade de trocar de personagem a qualquer momento, enquanto os outros te acompanham. Embora haja uma pegada de Monster Hunter no que diz respeito à exploração e coleta de itens, o game lembra mesmo os Zelda do 3DS. É possível executar golpes fraco e forte, além de se esquivar e usar uma mira travada, lock-on (ao segurar L). É curioso como você apenas sobe de nível quando retorna ao vilarejo: é lá que os pontos de experiência são consolidados.

The Legend of Zelda: Monster Hunter in the Desert 3D

Os três heróis enfrentam um monstro no formato de um vaso no deserto

Ação em tempo real, do jeito que a gente gosta

Experimentamos Ever Oasis no New 3DS XL e também no novíssimo New 2DS XL. O game lida bem com a resolução do portátil, mesmo em telas grandes, com imagens bem suaves. O C-stick (privilégio das edições “New” do aparelho) é usado para rotacionar a câmera para a esquerda e direita. O sistema de combate parece bem natural e é visível que a engine de Ocarina of Time 3D e Majora’s Mask 3D foi reutilizada.

Como foi uma demo e não a versão final, talvez seja melhor segurar um pouco. Mas a primeira impressão foi que o jogo é bastante envolvente, original e um sopro de conteúdo novo no 3DS, que resiste ao tempo e insiste em se manter interessante. A Nintendo e a Grezzo estão de parabéns por investir em uma franquia inédita com tanto potencial.


Ever Oasis será lançado em 23 de junho de 2017. Siga acompanhando a E3 2017 nas redes sociais e no site do BitBlog!

Testamos: New Nintendo 2DS XL é o duas telas definitivo

Já sabemos que o 3DS está longe de morrer, com vários jogos a caminho. Logo, faz sentido a Nintendo ter revelado recentemente o New 2DS XL, novo membro da família do duas telas mais querido a ser lançado em julho. O BitBlog testou o aparelho na E3 2017 – veja as nossas impressões abaixo!

New 2DS XL aberto, desligado

Este era um dos aparelhos apresentados pela Nintendo na E3 2017

A Nintendo não nos autorizou a tirar fotos do aparelho ligado. No entanto, experimentamos o mesmo com Miitopia, Even Oasis e o Mario & Luigi: Bowser’s Minions. No final das contas, a experiência foi bem agradável: o portátil é surpreendentemente leve!

Tamanho da tela? O mesmo do New 3DS XL. Tamanho? O mesmo. Peso: o mesmo do 2DS original. Fica evidente que o novo hardware injeta sobrevida na família de portáteis da Nintendo, custando menos que um New 3DS e excluindo, basicamente, apenas o 3D estereoscópio. Ficamos nos perguntando: como o aparelho só está saindo agora?

Vale a pena lembrar que o “new” no nome promete especificações mais avançadas em relação ao 3DS original. Em resumo, títulos exclusivos como Xenoblade Chronicles 3D (obviamente sem 3D) estão disponíveis, assim como melhorias notáveis em Poochy & Yoshi’s Woolly World e outros títulos. Se você quer curtir a biblioteca do Nintendo 3DS, disponível desde 2011, mas não tem um dispositivo da família, talvez essa seja a hora de começar. Sim, o portátil ainda tem muito chão pela frente!

New-2DS-XL-em-branco-laranja-e-preto-azul

É muito charme para um portátil só

Jogamos: Detroit Become Human é o grande jogo do PS4

Revelado na conferência da Sony na E3 2016, Detroit: Become Human só veio ter mais detalhes revelados no evento de 1 ano depois. Jogável na E3 2017, finalmente pudemos entender o que o estúdio Quantic Dream busca alcançar com o título exclusivo do PS4. Confira abaixo as nossas impressões!


Escolhas e suas consequências

Em uma Detroit alternativa no futuro, a demo traz o jogador no papel de Connor, um androide que trabalha para a polícia, em setor investigativo da cidade. Tudo começa com ele em um apartamento onde supostamente está havendo um crime: um pai ameaça atirar na filha e lançá-la do alto do prédio. É uma situação tensa. Os policiais estão a postos, ameaçando atirar no homem. Neste momento, a liberdade do jogador é notada: é possível explorar o ambiente e encontrar pistas do que realmente houve.

Connor pode observar fotos da família e usar sua base de conhecimento para ter acesso a nomes e idades, por exemplo, do homem e da recém-morta mulher. O policial androide vai, aos poucos, aumentando a porcentagem de sucesso na negociação com o suspeito, até o momento em que decide confrontá-lo e negociar paz. No decorrer do papo, é preciso jogar psicologicamente, buscando evitar uma situação trágica, e a porcentagem de sucesso aumenta ou diminui dependendo das suas escolhas. Ele pediu pro helicóptero policial se afastar? Cabe a você acatar ou não, por exemplo.

Liberdade demais é bom!

Ansioso do jeito que fui, parti pro embate cara a cara com o suspeito com apenas 53% de sucesso previsto. Foi preciso ir construindo a confiança no decorrer da negociação, chegando a 79% e salvando a criança. A liberdade de Detroit abre margem para infinitas possibilidades!

A jogabilidade é um pouco travada, pesada: não é um jogo feito para você correr, mas sim explorar o que for possível. O analógico direito é usado para algumas interações com o cenário. Vale ressaltar o clima de “filme jogável”: Become Human não parece ser um título acelerado com muita ação, mas – ao invés disso – um thriller interativo onde é impossível não se envolver. Quando consegui sucesso com a negociação, ainda assim, fiquei assustado e nervoso com a forma como terminou. É dessa imersão que estou falando.


Sem data prevista ainda, com 2017 parecendo cada vez mais improvável, Detroit: Become Human é candidato ao posto de melhor jogo da E3, e certamente o melhor no estande do PlayStation. Tal interação nunca foi tão bem executada em um game e estamos ansiosos pelo resultado final, assim como mais detalhes do enredo!

Jogamos: Super Mario Odyssey é candidato ao melhor jogo da E3

Um dos momentos mais aguardados por nós – e um dos motivos para cobrir a E3 2017 – era jogar Super Mario Odyssey, novo game do mascote para o Switch. Desde Super Mario Galaxy 2 (Wii, 2010), o bigodudo não estrelava uma aventura em 3D não-linear, com um hub central e diversos mundos em torno dele. Não, pelo menos, em sua série principal, que inclui obras primas como Super Mario 64 (N64, 1996) e Super Mario Sunshine (GameCube, 2002).

O resutlado final é um título que encanta, coloca um sorriso na cara do mais sério dos jogadores e traz a magia de Mario de volta. Confira abaixo as nossas impressões da demo disponível na feira!


O boné e o impacto no gameplay

Em Sunshine, o bigodudo tinha o apoio de F.L.U.D.D., uma bomba de água simpática que permitia flutuar e atingir inimigos. Em World, Yoshi dava novas possibilidades de jogo. O que esperar de Odyssey? A demo não explicava como, mas o herói ia parar em uma cidade chamada New Donk City. Também não soubemos como, mas o boné de Mario tinha dois olhos e podia ser lançado em qualquer direção. Jogá-lo em uma pessoa ou inimigo sem chapéus permite personificá-lo (a), o que aumentava exponencialmente as possibilidades de gameplay: imagine lançar o acessório em um bullet bill: com isso, você voa pelo cenário e alcança plataformas até então impossíveis.

Os movimentos comuns de Mario (wall jumpback fliplong jump) estão de volta, bastando conciliar o botão de pulo (A) e o ZL. Eles são mais necessários do que nunca para se aventurar nas duas áreas da demo: New Donk City (a cidade que mencionamos acima) e um estágio no deserto. Na primeira, é pular em táxis e alcançar lugares mais altos. No segundo, lançar o boné em bullet bills é praticamente obrigatório para descobrir todos os segredos.

Vale mencionar que, em Odyssey, o mascote tem um medidor de energia, similar a 64 e Sunshine. Morrer gasta apenas 10 moedas, retornando à última bandeira onde foi feito check-in. O objetivo é coletar luas espalhadas pelas fases. Moedas comuns e roxas podem ser usadas para adquirir novas habilidades e recuperar energia.

Sorrindo à toa

Odyssey traz a volta da ideia de um palco central com ligação com outros mundos. Fases não tão lineares, porém com múltiplas possibilidades, estão disponíveis. Logo, a exploração volta a fazer parte de um Mario. Foi fácil curtir o game, com exceção das piruetas que fiz no alto dos prédios – tenho medo de altura!

Se por um lado o visual não está tão caprichado assim, o fator “diversão” fala mais alto. Odyssey está longe de ser linear e explorar o vasto mundo do título é uma tarefa muito interessante. A trilha sonora remete aos anos 60, provável passagem do game. Quanto ao fator replay, é difícil afirmar agora com a ausência de informações.


Odyssey é o Mario que aguardamos desde 2010. As novidades (boné, cenários trazendo interações com humanos) são bem-vindas e acrescentam bastante ao pacote. De fato, estamos falando de um jogo candidato a melhor da E3 2017.

Jogamos: Ys VIII Lacrimosa of Dana é um RPG de ação obrigatório

Ys é uma das séries de RPG mais queridas do Japão. A maior parte da série está disponível no Ocidente, mas não fez tanto barulho como poderia. Apenas com Ys: Memories of Celceta (que analisamos aqui) houve repercussão maior no Ocidente do game, que por acaso tem média 82 no Metacritic. Com Ys VIII: Lacrimosa of Dana, a série desembarca no PS4 e se mantém disponível para o fiel público do PS Vita. Jogamos o título na E3 2017, veja as nossas impressões abaixo!

Exploração, exploração, exploração

A demo exposta pela NIS America e Falcom estava limitada ao PS4. No comando do protagonista Adol Christin, a nobre guerreira Laxia e o pescador Sahad, é possível explorar uma grande floresta e enfrentar inimigos terrestres e aquáticos no caminho. Considerando que a demo foi extraída do meio da aventura, não há muito contexto do que aconteceu antes, nem dos motivos pelos quais os três se aliaram.

Assim como nos Ys anteriores, é possível alternar entre os personagens a qualquer momento: você comanda um, enquanto os outros te seguem. Adol é bastante balanceado; Laxia é ágil, mas causa menos danos; Sahad é lento, porém bem forte. Cada um deles tem seus próprios skills. Neste aspecto, Sahad é – de longe – o herói mais divertido de se jogar, visto que suas técnicas são poderosas e escrachadas, no melhor estilo J-RPG.

Ainda falando da demo, o trio encontra um velho amigo no meio do caminho, encontra um rico charlatão e ainda obtém uma luva que permite escalar e acessar novas áreas, no melhor estilo Ys. Um mapa no cantinho da tela facilita ao mostrar de onde você veio e pra onde você pode ir, já que ele é dividido em várias áreas, além de indicar a localização de baús (que dão novos itens).

A fórmula está de volta

Ys VIII: Lacrimosa of Dana é sucessor direto de Memories of Celceta. Logo, se você curtiu o último no PS Vita, pode esperar uma bela sequência. Explorar os ambientes do game é muito divertido. A possibilidade de alternar entre os heróis prolonga a experiência. O design de cada área, dentro de um mapa maior, é bem caprichado e não torna o título repetitivo, muito pelo contrário. Em cima de tudo isso, um enredo envolvente.

Ter ido ao PS4 fez bem para a franquia. Lacrimosa of Dana não vai ganhar o prêmio de jogo mais bonito na plataforma, mas está longe de parecer genérico. Foi uma evolução visual que se manteve fiel ao que é esperado da série. Embora os heróis não tenham tantos detalhes, os cenários são atraentes e empolgam. Ir para um console mais mainstream também aumenta o potencial público de Ys, que merece mais atenção dos jogadores ocidentais.


Ys VIII: Lacrimosa of Dana chega em 12 de setembro ao PS4 e PS Vita em mídias digital e física. Continue acompanhando a nossa cobertura da E3 2017 no site e mídias sociais do BitBlog!

Análise: Poochy & Yoshi’s Woolly World (3DS) é encantador

Yoshi é um dos personagens mais queridos dos videogames. Desde a sua aparição em Super Mario World, o mascote já correu de kart, jogou tênis e golfe… Nada mais justo do que ter aventuras solo, como é o caso de Yoshi’s Story (N64) e Yoshi’s Woolly World (Wii U). Eis que o último ganhou uma edição para o 3DS.

Poochy & Yoshi’s Woolly World é uma aventura fiel à original. Veja abaixo a nossa análise!


Mais bonitinho impossível

Assim como na versão do Wii U, o magikoopa Kamek transforma quase todos os Yoshis de uma simpática vila em novelos de lã, em oferenda ao seu mestre, Bowser Jr. “Quase todos” porque dois Yoshis consegue se salvar. Dessa forma, eles partem em uma aventura para encontrar os colegas e salvá-los, enfrentando diversos chefes espalhados por mundos diferentes.

O visual de lã do Wii U está mantido no 3DS. Mesmo com uma resolução bem menor, o game consegue passar a mesma experiência, preservando a sua identidade. Embora seja fácil, há muito o que colecionar no game: novelos e flores estão espalhados por cada estágio e – se você tiver o objetivo de conquistar todos – o título se torna mais desafiador. Em relação ao mapa mundi do jogo, ele foi simplificado para uma versão 2D, mais linear, sem a liberdade de exploração do original. No 3DS original, o título usa 30 frames por seguindo. Já no New 3DS, a experiência é mais fluida, com 60 fps.

Novos modos

Para jogadores mais jovens, o Mellow Mode permite voar pelo cenário com Yoshi, enquanto os Poochy Pups correm pelo cenário e combatem inimigos e encontram segredos. Além disso, o novo modo Poochy Dash traz o cachorrinho do Yoshi em alta velocidade por diversas fases, coletando diamantes. A compatibilidade com amiibos está mantida, liberando novas roupas. Outra novidade são animações curtas com Poochy e Yoshi, destraváveis diariamente. Elas mostram o “dia a dia” dos mascotes. Ficou faltando o multiplayer cooperativo da edição do Wii U, uma falta notável.

Para jogadores mais hardcore, os novos modos não trazem tanto conteúdo assim. A aventura principal do jogo termina se sobressaindo e, felizmente, é um port bem competente da edição do Wii U. A Nintendo e a Good Feel souberam driblar as limitações de hardware do 3DS para oferecer uma experiência de plataforma 2.5D tão interessante quanto à versão original.


Visual: 4 / 5

Mesmo em resolução inferior, o game continua lindo. O estilo visual com personagens e cenários de lã continua atraente.

Jogabilidade: 3.5 / 5

O Wii Remote faz alguma falta na hora de lançar ovos pelos cenários. Mas, no geral, a mecânica continua a mesma.

Som: 4 / 5

A trilha segue a mesma vibe do título e, de certa forma, é memorável. Você talvez se encontre com as músicas na cabeça quando estiver no trabalho, na faculdade…

Replay: 3.5 / 5

Há muito o que se colecionar, mas a ausência de modo multiplayer incomoda um pouco. Sem ele, o jogo corre o risco de se tornar repetitivo, dependendo do perfil de jogador que você é.


Se você não tem Wii U e quer jogar um game bonito, relaxante e envolvente de plataforma no 3DS, aqui está uma boa opção.

Nota geral: ★★★★☆ (7.5/10)

Data de lançamento: 3 de fevereiro de 2017
Plataforma: 3DS
Desenvolvedora: Good Feel
Publisher: Nintendo
Jogadores: 1