Thiago Neres

Sempre gostou de ler sobre tecnologia e se considera mais um curioso do que um especialista no assunto. Foi repórter do caderno de Informática do Diario de Pernambuco durante três anos e hoje integra a equipe de Redes Sociais do jornal. E-mail: thiago.bneres@gmail.com

Zelda: Breath of the Wild terá DLCs

A expectativa pelo revolucionário Nintendo Switch é grande. O videogame, um híbrido de console e portátil, chega às prateleiras no dia 3 de março junto com o título de lançamento The Legend of Zelda: Breath of the Wild. Além de ser o primeiro Zelda realmente em mundo aberto da franquia, ele trará uma novidade que divide os players: DLCs. A Nintendo vai comercializar dois pacotes com conteúdo adicional junto com um Expansion Pass que fornece itens a Link. A oferta sai por US$ 20 e os DLCs não estarão disponíveis na data do lançamento, mas ambos chegam ainda em 2017.

Vendas de Forza ultrapassam US$ 1 bilhão

A Microsoft está bem satisfeita com o desempenho da franquia Forza, uma das mais consagradas no gênero simuladores de corrida. Em um post veiculado no blog oficial do console, a gigante anunciou que sua série exclusiva ultrapassou US$ 1 bilhão em vendas, o que equivale a pouco mais de R$ 3 bilhões pela cotação atual do dólar. O último game da franquia foi o Forza Horizon 3, lançado em setembro de 2016 e com mais de 350 carros jogáveis. No Metacritic, o jogo ficou com 91 na avaliação da crítica.

8 games alternativos que você precisa jogar

Por mais que você seja um gamer antenado nos principais lançamentos e de olho no mercado há muito tempo, sempre há um gênero preferido. Felizmente, a indústria dos jogos eletrônicos é enorme e oferece uma variedade que vai de xadrez até luta. Títulos mais conhecidos recebem grande atenção das publishers e possuem fãs cativos, enquanto que a maioria dos jogos precisa ser garimpada – o que, de certa forma, não deixa de ser uma atividade prazerosa. Fora do mainstream, há opções bem interessantes que costumam ser ignoradas porque o orçamento barato ainda é associado à baixa qualidade ou porque apostam em nichos bem específicos.

Que tal se livrar deste preconceito?

Abaixo, listamos oito games alternativos que você precisa jogar:

MLB The Show

Este é um game bem conhecido nos Estados Unidos e faz parte do lançamento das quatro grandes ligas por lá – que incluem NBA, NFL e NHL. A série The Show é excelente para quem quer dar uma chance a um novo esporte, visto que o beisebol ainda não é muito popular no nosso país. Pode ser uma boa porta de entrada, principalmente para aprender as regras básicas. A franquia existe desde 2006 e o próximo jogo será lançado no dia 28 de março, exclusivo para PlayStation 4.

Life is Strange

O orçamento modesto de Life is Strange mostra que não é necessário muito dinheiro para ter grandes ideias. Nele, você controla Maxine Caulfield, uma adolescente de 18 anos que, de repente, ganha os poderes de voltar no tempo. Com uma história premiada em que o jogador controla passado, presente e futuro, Life is Strange recebeu a ótima nota de 83 para PC no Metacritic. Também está disponível para PlayStation 4 e Xbox One.

Journey

Journey apresenta uma história enigmática e misteriosa, o que começa pelo personagem principal, que é uma criatura ausente de expressão, sem nome e totalmente coberta. Voando com uma capa no meio do deserto, você precisa seguir uma luz brilhante numa montanha e, até chegar lá, é necessário seguir as pistas, desvendar mistérios e usar a lógica. O título é exclusivo para PlayStation, tendo sido lançado originalmente no PS3 e, depois, remasterizado para o PS4.

Stacked with Daniel Negreanu

Apesar de ser um jogo antigo, lançado em 2006, este game é tido como um clássico do poker. Com a boa nota de 7,7 em 10 no site Gamespot, especializado em crítica, apresenta inteligência artificial bem avançada. O protagonista é Daniel Negreanu, o que enriquece ainda mais o game, pois se trata de um dos melhores jogadores do mundo com grande trajetória no esporte – ele inclusive foi campeão mundial pela primeira vez com apenas 23 anos  A capacidade gráfica não é a mesma que estamos acostumados atualmente, mas se tratando de um jogo em que o raciocínio mental é o que mais conta, os aspectos visuais ficam em segundo plano – tal qual acontece em Clash of Clans, por exemplo.

The Witness

Mais um jogo misterioso nessa lista, é bem difícil encontrar The Witness na lista dos melhores games de 2016, mas ele deve agradar quem gosta de quebra-cabeças. São mais de 700 puzzles durante o jogo que segue um roteiro pouco esclarecedor e coloca o player em primeira pessoa, fazendo com que ele queira explorar cada vez mais. Disponível para PC, PlayStation 4 e Xbox One, The Witness foi avaliado em 87 no Metacritic.

Kentucky Route Zero

Aventura com um cenário escuro e enigmático, Kentucky Route Zero traz uma história cativante cheia de escolhas feitas pelo personagem através dos diálogos. No game, o protagonista, dirigindo seu caminhão, precisa fazer uma entrega rotineira quando pergunta para um frentista de posto como chegar ao determinado local. Ele recomenda pegar a rodovia The Zero, secreta e cheia de incertezas. O jogo é distribuído em cinco atos, e foi muito bem aclamado pela crítica. Foi lançado apenas para PC.

Fotonica

Este é um game completamente diferente dos outros citados nesta lista. Fotonica traz uma experiência audiovisual em que o personagem principal não para de correr, desviar de obstáculos e encontrar novas passagens. Disponível para PC, iOS e Android.

Rocket League

Jogar futebol com carros e bolas eletrônicas gigantes? Isso é o que propõe Rocket League. O gamer pode disputar uma partida contra a inteligência artificial ou se aventurar no modo multiplayer. Mas não pense que se trata de um futebol qualquer com onze jogadores (ou carros) para os dois lados. Em Rocket League, é um contra um,  sem nenhum goleiro ou algo do tipo. Foi eleito o melhor jogo esportivo do ano em 2015 e está disponível para PC, PlayStation 4 e Xbox One.

Super Mario Run: decepcionante ou injustiçado?

Desde que foi lançado para o iOS na semana passada, Super Mario Run tem sido comparado a Pokémon GO de uma forma nada elogiosa. Uma parcela considerável da crítica especializada – e também do público – acredita que o game mobile da Nintendo não vai durar uma longa temporada e dificilmente sobreviverá às primeiras semanas de hype. Para usar uma expressão bem brasileira, ele é visto como “fogo de palha”. Mas esta não é a maior reclamação dos jogadores sobre o runner que foi maciçamente propagandeado pela gigante japonesa e ganhou até destaque no programa do comediante norte-americano Jimmy Fallon. O preço cobrado – US$ 10, o equivalente a R$ 33 na cotação atual – desagradou para valer e teve impacto negativo nas ações da Nintendo, que sofreram uma queda abrupta.

Mas, afinal de contas, Super Mario Run é realmente tão decepcionante assim ou está sendo injustiçado?

As avaliações do título revelam que o descontentamento não pode ser ignorado. No Metacritic, enquanto a nota da imprensa ficou em 77/100, os jogadores se mostraram impiedosos, dando reviews que resultaram na fraca pontuação de 5.5/10. Apesar disso, outro número não poderia ser omitido desta análise: Super Mario Run ultrapassou 40 milhões de downloads nos quatro primeiros dias, o que quebrou o recorde da App Store de número de downloads para aplicativos gratuitos.

Bem… Acontece que, como já foi dito aqui, o jogo não é realmente gratuito.

O download pode ser feito na App Store e, a partir do ano que vem, provavelmente até março, o game desembarca no Android. A grande questão é que somente três fases do primeiro mundo estão disponíveis gratuitamente. Para liberar todo o resto do conteúdo, o jogador precisa desembolar os US$ 10 já mencionados aqui. Ao todo, são seis mundos e cada um deles possui quatro fases que levam em média dois a três minutos para que o gamer chegue ao final. Façamos a conta mais otimista: 6 x 4 x 3 = 72 minutos.

Ou seja, com pouco mais de uma hora, um jogador casual torra seus R$ 33 e zera Super Mario Run. Talvez duas ou três horas, se a pessoa for realmente muito ruim e morrer com frequência – mas muito ruim mesmo, já que o título possui um nível baixíssimo de dificuldade. Se você for o perfil de jogador para qual o game acaba ao resgatar a princesa Peach, de fato, o custo-benefício deixa a desejar. Some isso ao fato de Super Mario Run exigir conexão com a internet e sugar os dados como um vampiro esfomeado e é fácil perceber o motivo da rejeição.

Dito isso tudo, aqui vai minha opinião: eu sou um defensor de Super Mario Run e pendo a achar que ele está sendo injustiçado. Não tanto, só um pouquinho. E por mais que eu seja fã assumido da Nintendo, as críticas fazem sentido.

Vamos, agora, às minhas considerações:

Além das mecânicas clássicas de um runner, existe o modo Corrida em que o jogador pode competir com outros amigos e pessoas do mundo inteiro. A Nintendo também deve ter absorvido alguma inspiração de simuladores como Animal Crossing e deu aos jogadores a possibilidade de criar e customizar seus próprios reinos, com casas, canos e cogumelos coloridos. O fator replayable está presente e não pode ser desconsiderado. Cada fase do modo Mundo de Super Mario Run possui cinco moedas rosas que desafiam o jogador a serem coletadas. Uma vez que isso é feito, a missão é conseguir cinco moedas roxas. E, por fim, cinco moedas pretas. A cada mudança de cor, maior a dificuldade.

Se você for um jogador mais casual, talvez nada disso funcione como atrativo ao ponto de justificar a quantia acima da média para um game de celular. Mas se o desafio de reunir todas as moedas especiais e desbloquear os personagens do jogo te motivam a continuar pulando nos inimigos e desviar de obstáculos, possivelmente as críticas vão soar exageradas. É o meu caso.

Tentar pegar todas as moedas especiais e vencer as corridas com outros jogadores para aumentar o reino transforma Super Mario Run e faz o jogo pular de um título de fácil digestão para um game que exige paciência e muita destreza. Adicione isso ao fato de que Mario é um dos personagens mais populares da indústria dos videogames. E, inegavelmente, Super Mario Run é visualmente bonito e diverte.

Olhando por este lado, talvez os dez dólares tenham sido um investimento até que justo.

Pokémon GO recebe Togepi e Pichu

A Niantic cumpriu o que prometeu na semana passada e fez um anúncio nesta segunda-feira (12) sobre novos monstrinhos em Pokémon GO Um update deve acontecer ainda hoje e, após ele, jogadores poderão conseguir um Togepi e Pichu após chocarem ovos. Ainda não sabemos detalhes sobre os golpes nem quais tipos de ovos podem chocar as criaturas novas. Novos Pokémon da região de Johto que apareceram nas versões Gold e Silver serão adicionados gradativamente ao longo dos próximos meses.

Para quem não lembra, Pichu é um Pokémon elétrico que é a pré-evolução do Pikachu. Já o Togepi é do tipo fada e, de fato, nasce a partir de um ovo tanto no anime como nas versões Gold e Silver. Este episódio, inclusive, está disponível no Netflix e é o mesmo em que Ash entra em contato com criaturas fossilizadas como o Aerodactyl.

Bingo, uma tradição antiga que virou um dos jogos online mais queridos

Quando eu era criança, meus pais tinham o hábito de me levar regularmente às missas aos domingos. A cada dois meses, uma das idas era prolongada para a gente participar do tradicional Bingo da paróquia, normalmente um ponto de encontro para um monte de senhorinhas simpáticas. Não vou mentir, eu gostava mais do que os sermões do padre. A emoção de olhar para os números na cartela e ouvi-los, um a um, saírem da boca do apresentador, era algo mágico. Meus pais diziam que eu dava sorte. Já ganhei DVD, liquidificador, ingressos para cinema e uma série de outras premiações.

Um dos jogos mais conhecidos e tradicionais do mundo, é interessante notar como o Bingo se tornou um momento de diversão extensivo a todas as faixas etárias e não apenas algo restrito à terceira idade. Embora o estigma permaneça, você provavelmente vai se surpreender ao saber que ele ocupa hoje uma importante posição entre os jogos online mais procurados. O que explica isso? Bem, eu acredito que a internet é realmente especialista em transformar coisas antigas, nostálgicas e que fizeram parte de nossas infâncias em algo com uma cara mais digital e moderna sem perder a essência.

Ah, e quando eu falo “coisa antiga”, no caso do Bingo isso quer dizer alguns séculos. Ele foi inventado para a política, como forma de viabilizar a eleição na Itália durante a Idade Média. Naquela época não se tratava de um jogo, mas de uma forma de evitar fraudes e funcionava da seguinte maneira: os nomes dos candidatos eram escritos em bolas, que eram colocadas em uma urna. Então, o sorteio acontecia.

O Bingo passou a ser um jogo a partir de 1530, quando as loterias italianas o nomearam como Lo Gioco del Lotto, e era jogado somente nos finais de semana. Começou a popularizar-se e chegou à França, onde chamava-se Le Lotto. Mais tarde, a Alemanha o utilizou como método de ensino básico para crianças. Em 1929, o Bingo migrou para os Estados Unidos com o nome de Beano. A descoberta foi através de um turista que conheceu o jogo na Alemanha e levou a ideia para as feiras americanas. O jogo já estava tão popular que o russo Edwin S. Lowe não só aprendeu a jogar como reelaborou o jogo em Nova York.

Há duas teorias sobre a substituição do nome Beano por Bingo: a primeira atribui essa alteração ao próprio Edwin S. Lowe. Durante um jogo, ele teria gritado Bingo em vez de Beano. Não se sabe se ele errou a pronúncia de propósito, mas a partir de então as pessoas passaram a preferir e utilizar a palavra Bingo. Outra versão da história faz referência à marcação das cartelas com feijões, que originou a expressão bean go, de origem inglesa, cujo significado é algo como “feijão, vai!”. Tipo Pokémon Go!, só que a Nintendo nem sonhava com videogames – apesar de já existir.

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Voltando aos tempos atuais, a reformulação para a versão online do Bingo conseguiu atrair o público jovem, que se tornou a grande maioria entre os usuários. O Reino Unido é considerado referência quando o assunto é Bingo online. No Brasil, o vídeo bingo é uma modalidade que também vem crescendo e alguns sites já oferecem plataformas de jogo modernas e totalmente interativas, tanto para os iniciantes quanto para os apostadores experientes. Que tal experimentar?

Unigames 2016 discute tendências no mercado de jogos eletrônicos

Começa nesta quinta-feira mais uma edição do Unigames, um evento realizado pela Universidade Católica de Pernambuco (Unicap) que discute tendências no mercado de jogos eletrônicos. De acordo com os organizadores, a ideia é apresentar cases e debater assuntos ligados ao ambiente digital em jogos para web e mobile. Na edição 2016, que vai até o próximo sábado, também entram na pauta arte para o mercado internacional, o mercado de dublagem e o cenário de eSports.

A inscrição para poder participar é gratuita e deve ser feita clicando aqui. Nos dias do evento, a organização pede que o público leve documento de identificação com foto. Quem tiver interesse em participar de uma oficina de ZBrush, um conhecido software de modelagem em 3D, pode se inscrever neste outro link.

PROGRAMAÇÃO

03/11

18h45 às 21h30 – sala 510 bloco A
Apresentação de artigos científicos
Luca Pacheco | O Sagrado no mundo dos jogos
Helda Barros | Uso de RV na saúde
Bárbara Raíssa | Guia de criação de modelos femininos para MMO
Rennan Raffaele | Virtual Reality: an analysis of Immersive UI for first person games
Carla Teixeira | Imersão e medo em jogos de terror
Túlio Caraciolo | Framework para dados DE GAMEPLAY das sessões de jogos

Apresentação da Combogó Unicap
Anthony Lins – Coordenador da Agência

04/11

16h às 18h – sala 406
Oficina de introdução ao Zbrush – (20 vagas)
Wilson Barbosa (aluno do Curso de Jogos Digitais da Unicap)

18h45 às 20h – sala 510 bloco A
Mesa redonda – Produção de Arte AAA para Mercado Internacional
Everaldo Neto e Alex Rodrigues | Co-fundadores da Diorama Arts Studios
Eduardo de Sá Carneiro | Artista conceitual e ilustrador
Antonio Medeiros e Dalton Galvão | Co-fundadores da BLACKZEBRA Studio

20h às 21h30 – sala 510 bloco A
Palestra sobre mercado de dublagem de games no Brasil
Hermes Barolli – Sócio da Dubrasil – Central de Dublagem

05/11

9h às 12h – Anfiteatro – 3º andar, bloco G4

Mesa redonda – eSport: cenário no mundo e no Brasil

Fernando Freitas | Gerente de Produto do Grupo Nagem
Gabriel Ladislau | Influencer da Riot Games
Rafael Oliveira | Co-fundador do Blog D Geek
Rodrigo Branco | Gerente da Super-Con