Call of Duty em terceira pessoa? Conheça Devil's Brigade

Call of Duty em terceira pessoa? Conheça Devil’s Brigade

Call of Duty é uma das franquias mais bem-sucedidas da história dos videogames. Após o lançamento de Modern Warfare em 2007, a série explodiu em termos de popularidade, determinando a saúde financeira da Activision. Para manter a frequência de lançamentos anual, a empresa reveza os projetos entre diferentes estúdios.

Para possibilitar lançamentos tão frequentes, sabe-se que existem inúmeros Call of Duty sendo feitos ao mesmo tempo, com muitos deles terminando cancelados. Um deles seria Devil’s Brigade, para Xbox 360, PS3 e Windows. Conheça um pouco do título em mais um post da coluna No Limbo.

Call of Duty “fora da caixa”

Soldado invade cidade italiana, com visão em terceira pessoa

Tudo parece tão calmo…

Conhecido na Activision por desenvolver jogos relacionados a BMX, além de Agressive Inline e X-Men: The Official Game, o estúdio interno Underground Development recebeu a difícil missão de trabalhar em um Call of Duty. O game seria uma espécie de “plano B”, caso a Infinity Ward não conseguisse entregar Modern Warfare para o final de 2007.

Usando (de forma clichê, mas enfim) a Segunda Guerra Mundial como tema, foi iniciado o desenvolvimento de Devil’s Brigade. Com combates táticos, muita exploração e esquadrões repletos de soldados americanos e canadenses, a primeira missão faria o jogador – em plena Itália – sair do esgoto, alcançando uma praia próxima ao Rio Tibre e então dominando uma cidade repleta por pontes.

A parte inicial do jogo levava 15 minutos e foi usada pela Activision para avaliar a viabilidade do projeto. Até mesmo movimentos de parkour eram possíveis! Orientações para o esquadrão seriam passadas a partir do direcional digital do joystick. Bastava um deslize e todos os colegas poderiam ser mortos. Em um ritmo mais lento que o habitual para um Call of Duty, era preciso adotar uma estratégia coerente para o jogador ser bem-sucedido.

Indo por água abaixo


Gameplay curtíssimo do jogo

Modern Warfare foi terminado a tempo pela Infinity Ward, lançado no fim de 2007 e vendendo horrores (num bom sentido). A Treyarch (com a experiência do segundo e terceiro CoD) já trabalhava no que seria Call of Duty: World at War. Enquanto tudo isso acontecia, a fusão da Activison com a Vivendi Games fazia os executivos reavaliarem os projetos atuais, fechando estúdios que não tinham um histórico comprovado, nem títulos em andamento já com uma quantidade considerável de progresso. Devil’s Brigade era uma aposta que giraria o rumo da série em 180 graus e, mesmo com uma demonstração bem avaliada dentro da Activision, terminou cancelado.

Competir, dentro da empresa, com estúdios com experiência comprovada na franquia tornou-se missão impossível para a Underground Development. No entanto, seria interessante ver o impacto de um game tão diferente como Devil’s Brigade para a série. Inovações são sempre bem-vindas. Infelizmente, CoD terminou seguindo uma fórmula clichê, que segue gerando receitas enormes. Quando tentou-se apostar em algo diferente (Advanced Warfare), os jogadores pediram… um remaster de Modern Warfare. Precisa falar mais alguma coisa?

Quer conhecer mais jogos arquivados? Siga a nossa coluna No Limbo. Já falamos das tentativas frustradas de retorno de Mega Man, do Tomb Raider que envolveria um macaco ajudando Lara CroftHalo para Nintendo DS, a sequência de Star Fox para SNES, Resident Evil 1.5 e 3.5, entre muitos outros!