Curiosidades sobre o Museu do Videogame Itinerante

Curiosidades sobre o Museu do Videogame Itinerante

Se você é brasileiro e fã de games, já deve ter ouvido falar no Museu do Videogame Itinerante. A exposição, que é gratuita e traz mais de 200 consoles ao longo de 43 anos de história, é marcada pela interatividade com o público e roda várias cidades do país. Em abril deste ano, aportou também na capital pernambucana, onde passou uma temporada no Shopping Center Recife. Na ocasião, 40 videogames ficaram disponíveis para os gamers jogarem (com os devidos cuidados, claro).

A novidade é que ele foi escolhido para representar o Brasil no Museum Connections 2016, evento internacional que reúne milhares de profissionais de museus de vários países e acontece em janeiro, em Paris. Em 2014, ele havia sido reconhecido com uma premiação nacional concedida pelo Ministério da Cultura, que o elegeu como o museu mais criativo do país.

A agenda de 2016 ainda está sendo definida, mas o BitBlog já recebeu a informação de que o Museu do Videogame volta ao Recife em abril.

museu do videogame itinerante 2

Confira algumas curiosidades:

A ideia nasceu de um “ultimato” da esposa do curador do museu, Cleidson Lima, que não aguentava mais aquele amontoado de videogames velhos. Ela falou que ou o marido fazia daquilo um negócio ou mandava ele e os videogames para fora de casa.

Apesar da maior parte da coleção ser do próprio Cleidson, alguns itens são “emprestados” por colecionadores da cidade que recebe a exposição. Aqui no Recife, quem deu uma contribuição para deixar o museu ainda mais legal foi Esdras Serrano. O grande sonho do curador do Museu do Videogame é fazer um evento que reúna colecionadores do mundo inteiro.

Uma das maiores dificuldades de Cleidson foi praticar o desapego. Geralmente colecionadores têm muito ciúme do próprio acervo e medo de como as outras pessoas podem manuseá-lo. Felizmente, até hoje, não houve nenhum incidente.

Não é fácil repor alguns materiais quando eles quebram. Certa vez, foi preciso recorrer a um cirurgião dentista, que utilizou resina dentária para consertar o botão do controle de um console antigo.

Não se surpreenda se encontrar coisas que nem sabia que existia, como o Color TV-Game 6, primeiro console da Nintendo. Ou ainda os raríssimos Panasonic Q e o Pippin, da Apple e Bandai.

PlayStation 4, Wii U e Xbox One também estão disponíveis para os jogadores fazerem a festa. Apesar de ser um museu, a nova geração dos consoles não foi deixada de lado.

Todo o acervo é transportado em uma única carreta de 12 metros com seguro contratado de R$ 1 milhão. Dependendo do deslocamento, os consoles podem ficar até seis dias na estrada. Cleidson viaja de avião, mas acompanha o tempo todo a localização do museu itinerante através de rastreadores.

Cleidson é colecionador há dez anos. Ele também possui formação na área de TI e é jornalista. Escreve para o Uol, Olhar Digital e cobre grandes eventos do setor, como a E3. O curador do Museu do Videogame pesquisa a fundo o tema e está escrevendo um almanaque que será um grande guia para colecionadores. Além dos consoles, ele tem cerca de 6 mil jogos – e acha a quantidade pequena.

Ele possui três exemplares do primeiro videogame do mundo, o Magnavox Odyssey. Um deles foi comprado em um brechó em San Francisco por US$ 15. Cleidson fala que o mais legal de colecionar não é gastar dinheiro, mas garimpar. Ele sempre encontra um tempo nas viagens a trabalho para procurar consoles e games raros.

Coincidências do destino: Cleidson Lima nasceu em 1972, mesmo ano do lançamento do Magnavox Odyssey.

Para ele, consoles precisam ter significado e valor sentimental. Seu favorito é o Atari Supergame VG-2800, seu primeiro videogame.