Horizon Zero Dawn inova na concepção de um futuro apocalíptico

Jogamos: Horizon Zero Dawn inova na concepção de um futuro pós-apocalíptico

O estúdio Guerrilla Games fez história no PlayStation com a franquia Killzone. Particularmente, gostei muito do Shadow Fall, primeiro título que joguei no meu PS4 e o quarto da série. Embora eu não me considere um grande fã do gênero FPS (tiro em primeira pessoa), a mecânica e os gráficos arrojados conquistaram meu coração gamer. Este foi o principal motivo de ter vibrado quando foram anunciados mais detalhes sobre Horizon Zero Dawn na conferência da Sony deste ano. Após mais de uma década focada em Killzone, surgia um projeto ousado da Guerrilla buscando um caminho inovador.

Os rumores sobre Horizon começaram no final de 2014. Para o provável desespero e/ou desgosto do time, artes conceituais foram vazadas mostrando uma protagonista de cabelo ruivo lutando contra o que pareciam dinossauros mecânicos.  O ponto interessante sobre o enredo deste RPG de ação é que ele se passa em um futuro pós-apocalíptico onde robôs gigantes ameaçam o que sobrou da humanidade, mas esse toque futurista contrasta com os cenários do game. Em vez de naves espaciais ou cidades tecnologicamente avançadas, como seria de se esperar,  o jogador controla uma caçadora com arco e flecha. Aqui, Aloy é a protagonista ruiva que deixa sua tribo em busca de respostas e percorre paisagens primitivas como florestas, montanhas e cavernas. Nos combates, ela coleta pedaços das máquinas que destrói para construir e aprimorar suas armas.

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Com lançamento previsto para 28 de fevereiro de 2017, a E3 deste ano trouxe uma demo jogável na qual os editores do BitBlog puderam por as mãos.  O jogo está lindo e impecável em detalhes, mostrando um trabalho tão maduro e bem acabado quanto o último Killzone. O mundo aberto parece ser vasto e a quantidade de táticas que podem ser utilizadas no confronto com as máquinas permitem ao jogador adaptar seu próprio estilo de combate a cada instante. A exploração será um ponto forte e o gameplay, ainda que curto, revelou uma jogabilidade descomplicada, com controles fáceis de dominar em pouco tempo.

Apesar da escassez de informações, até para preservar os jogadores de spoilers, Horizon Zero Dawn sem dúvida é uma das coisas mais inovadoras desta nova geração de consoles. Não à toa, recebeu o prêmio de Melhor Jogo Original, ainda em 2015, pelo Game Critics Awards. É um título que, sem dúvida alguma, vai brilhar muito no próximo ano. Parabéns, Guerrilla.