Jogamos: Battlefield 1 é ambicioso, mais do que deveria

Depois da conferência da EA (que o BitBlog transmitiu), era impossível não criar grandes expectativas para jogar Battlefield 1. Combates aéreos, clima mudando aleatoriamente (e afetando o gameplay), um visual deslumbrante e as partidas de até 64 jogadores de sempre. As filas para experimentar o novo game da DICE eram as maiores no EA Play de Los Angeles, sendo preciso ter paciência para aguardar a sua vez. No entanto, o que vimos não foi nada tão revolucionário assim. É mais um título hardcore, e que ainda pode sofrer do mesmo mal de Watch Dogs anos atrás: o hype exagerado.

Antes de começar a brincadeira de fato, o pessoal da EA exibiu um vídeo com algumas instruções e uma visão geral de Battlefield 1. Era impossível não se empolgar. Os combates aéreos, as estratégias e as classes empolgaram bastante. A empresa não nos permitiu filmar nada lá dentro da arena. Ao chegar, 64 PCs (cada um com mouse/teclado e controle do Xbox One, dando liberdade ao público). Rapidamente começou a partida. Em cerca de 15 minutos, ficou bem claro que o game é hardcore mesmo, sendo preciso muita prática para não “apanhar”. Ainda não era possível experimentar o combate aéreo, apenas terrestre. O modo em questão consistia na conquista de bandeiras (seis) em um grande mapa.

Battlefield 1 - gameplayO velho modo de captura de bandeira está de volta

Diferentemente de Titanfall 2, Battlefield 1 não funciona tão bem no joystick. Lento e travado, a impressão é que você está sob alguma desvantagem. A experiência não era nem de perto fluida como no jogo da Respawn, talvez porque a DICE optou por cenários gigantescos e ambiciosos. E é este o possível  pecado do novo Battlefield: ser ambicioso demais. Até aqui, o que vimos foi algo regular. Nem mesmo o clima dinâmico, anunciado com festa pela EA, foi o suficiente para termos algo novo. Resta aguardar o jogo final para sabermos se essas conclusões vão se manter.


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