Jogamos: Breath of the Wild, o novo Zelda, surpreende

A fila era enorme. Dava voltas em torno do estande da Nintendo, a ponto de confundir os seus próprios funcionários. Chamava a atenção de quem chegava. Alguns desistiam, enquanto outros abusavam de paciência para aguardar a sua vez. Assim era a história de quem queria jogar um pouco do aguardado The Legend of Zelda: Breath of the Wild. Embora vá receber uma versão para o NX, apenas a edição do Wii U era jogável, mas não importava: os fãs já estavam satisfeitos.

Em um movimento ousado, a Nintendo dedicou quase que todo o seu espaço no pavilhão da E3 para o game. Usando uma decoração temática, remetendo ao mundo do herói Link, a imersão em Breath of the Wild foi impactante. Com uma equipe super atenciosa, a empresa conseguiu deixar quem saísse com um sorriso no rosto.

Zelda - Estande da Nintendo na E3 2016Jogar Breath of the Wild na E3 era praticamente estar lá, dentro do game

A demonstração apresentada na E3, que jogamos já na primeira hora do evento, consistia em dois momentos: em um, com 15 minutos de duração, o herói já tinha vários equipamentos, como o arco e flecha e o ímã. A ideia era testar a mecânica de combate e se deslumbrar com os gráficos do gigantesco cenário. Em seguida, o momento final, com 20 minutos, que consistia no início do jogo: desde Link acordando, surpreso, até a primeira luta contra inimigos na terra que, segundo um misterioso senhor, é a que originaria o reino de Hyrule (!).

Sim, agora há um botão de pulo (Y), que serve também para escalar paredes e montanhas. Por outro lado, agora só é possível usar um armamento ao mesmo tempo, através do botão X do Gamepad. Não há mais o mapeamento de itens para as teclas. Para ação, existe o botão A, enquanto o B serve para correr (algo que consome resistência e pode deixar Link em apuros) ou guardar uma arma. Maçãs e cogumelos coletados no caminho recuperam energia. A propósito, nunca um Zelda teve tanta interação com elementos do cenário: é possível incendiar florestas e derrubar árvores para coletar lenha, por exemplo. A sensação de liberdade é gritante.

Sim, eventualmente há elementos que surgem repentinamente no cenário. Mas nada que incomode. É possível que seja devido às limitações de hardware do Wii U e que a edição do NX não tenha este problema. No mais, a experiência foi bastante fluida, com efeitos sonoros competentes e diferentes dos que a série acompanha. A impressão que tivemos, ao deixarmos o estande da Nintendo, é que a franquia The Legend of Zelda finalmente se modernizou. Deixou de lado clichês que ninguém aguentava mais para se inspirar em Skyrim, Dragon Age e similares. No final, um resultado surpreendente. Candidato fortíssimo a “game da E3 2016”, em nossa opinião.