Jogamos: RIGS é a tentativa de levar e-Sports ao PS VR

RIGS Mechanized Combat League. O nome é grande, e a expectativa também… Não tem como ver alguém jogar e não querer experimentar o título de ação do PlayStation VR. A proposta é até boa: dois times, cada um com três jogadores, duelam para ver quem marca mais gols em uma arena. Você deve pilotar um “rig”, uma espécie de robô mecha (à la Gundam), e pular em um espaço no meio do cenário para marcar o gol. No entanto, só está apto a fazer isso quem abateu três rigs da equipe adversária, entrando no modo Overdrive.

Há varias classes de rigs: há o mais rápido, o que plana, o que tem pulo duplo, entre outros. A escolha deve se encaixar com o seu estilo de jogo. Além disso, é possível “morfar” para um modo em que se recupera energia ou para outro em que se causa mais dano. Até aí, muita informação de uma vez, mas tudo bem. A coisa começa a desandar na prática: é um jogo do PlayStation VR. Sendo assim, imagina-se que os controles são otimizados para realidade virtual, certo? Errado.

RIGS - E3 2016A Sony dedicou um grande espaço do seu estande para promover RIGS

Para andar, temos o direcional analógico esquerdo. Para olhar para os lados, o direito. Mas e para mirar nos inimigos? Deve-se usar a cabeça mesmo, usando a precisão do PS VR. Essas três ações são necessárias a todo momento, o que pode causar alguma confusão, ainda mais levando em conta que é um título em primeira pessoa. Os movimentos frequentes com a cabeça, em meio a tantos controles, terminam causando enjoo com alguns minutos de jogo, o que prejudica a experiência. E olhe que não aconteceu só comigo, mas com outras pessoas que experimentaram o RIGS ao mesmo tempo que nós.

Posteriormente, soube através de uma pessoa da Sony que é possível desabilitar os direcionais analógicos, usando apenas o movimento da cabeça para mirar e andar. Não sei se isso resolve o enjoo – talvez tenha até efeito reverso – mas definitivamente eu tentaria mais uma vez dessa forma. O game é ambicioso e tem uma proposta boa.