Jogamos: Sea of Thieves é o retorno da Rare

Jogamos: Sea of Thieves é o retorno da Rare

Desde que a Rare foi vendida pela Nintendo à Microsoft, em 2002, o estúdio inglês não foi mais o mesmo. Após patinar com Perfect Dark Zero e desperdiçar talento com a série Kinect Sports, muita gente passou a se questionar: o que aconteceu com a empresa que trouxe Banjo-Kazooie e Conker ao mundo?

Desde que foi anunciado, há um ano, Sea of Thieves criou a expectativa de que seria o retorno da Rare aos holofotes. Nesta E3 2016, enfim, pudemos jogá-lo. E a primeira impressão que tivemos foi que ele é divertido, com um multiplayer forte, mas não tem o que é preciso para manter uma pessoa por horas e horas em frente à TV.

Sea of Thieves - E3 2016 - 2Eu, apreensivo, tentando ajudar a tripulação de alguma forma

Embora a Rare negue que Sea of Thieves seja um MMO, a realidade é que ele tem os elementos necessários para receber essa denominação. Em um oceano vasto, você e sua tripulação podem encontrar outros barcos no caminho. A decisão se vale a pena bombardeá-lo ou não é toda sua e dos seus companheiros. O trabalho em equipe é necessário para poder armar tudo para velejar, ou para tapar buracos que façam o barco afundar, por exemplo. Por isso, o suporte ao voice chat é tão importante. Na demonstração que testamos, um funcionário da Microsoft nos ajudava a preparar tudo e viver a “rotina” do game.

Não espere armas, realismo e sangue aqui. Trata-se de um game despretensioso, e por isso mesmo nos questionamos se a ausência completa de linearidade (ou de continuidade, pelo menos) não poderá prejudicar o fator replay. Será que Sea of Thieves tem o necessário para jogarmos ele por mais de 5 horas? Prefiro aguardar a versão completa para opinar. Neste momento, a impressão que tenho é um enfático “não”.