Jogamos: Star Child mistura magia, mistério e medo - BitBlog

Jogamos: Star Child mistura magia, mistério e medo

O primeiro jogo em VR que eu testei no estande da Sony durante a E3 2016 foi o Wayward Sky. Fiquei apaixonado por ele e escrevi aqui no BitBlog que se tratava de uma experiência relaxante para o jogador. Desta vez, em 2017, elegi Star Child, título recém-anunciado pela Playful Corporation, para iniciar os trabalhos. O game me cativou durante todo o gameplay. E aí pensei em começar este texto falando que tive muita sorte novamente. Mas seria injusto. Foi pura competência. Star Child é uma mistura de magia, mistério e medo que prende a pessoa em outro mundo, mas carrega traços que revelam beleza além disso. É um jogo para a alma.

Antes de qualquer coisa, é preciso alertar aos mais empolgados que pouca informação foi revelada sobre o título, já que ele está em fase inicial de desenvolvimento. Sabemos basicamente que é um game de plataforma 2.5D com elementos de puzzle. Mas se me permitem um exercício de futurologia, digo que o que eu joguei foi o suficiente para cravar: vai ser incrível!

Em Star Child, você controla uma mulher que caminha em um mundo que parece ser mágico, mas ao mesmo tempo perigoso. Existe uma forte pegada de sci-fi e o visual bebe na fonte de tons azuis com neón, mas com espaço para o colorido. Porém, o uso das outras cores é bem comedido e ao mesmo tempo sombrio, evocando mistério. A iluminação está linda. Trilha sonora, idem. E aí você sente vontade de explorar tudo com o Playstation VR acoplado no seu rosto.

Se por um lado a experiência é encantadora, por outro não tardará ao jogador perceber que tudo ali converge para que ele se sinta vulnerável. A visão de uma personagem minúscula diante da imensidão do ainda incompreendido cenário é prova disso. O final da demo, que infelizmente é curtinha, traz a cereja no bolo.

Vemos com mais detalhes – e o VR é perfeito para esse tipo de exploração – os contornos do que parece ser o – ou um dos – inimigo da protagonista. Visualmente se assemelha muito com um inseto gigante robótico, mas isso já é especulação minha. Quando parece ser o fim da linha para nossa personagem, eis que ao fundo uma espécie de estátua gigante que emite uma luz azulada, intervém e protege.

Você sabe que foi salvo por algum tipo de guardião.

Você se sente uma formiga.

Você apenas instintivamente inclina a cabeça para admirar este ser bruto e angelical enquanto torce para que Star Child não demore a chegar nas prateleiras.