PlayStation faz 20 anos no Ocidente, veja curiosidades

Em setembro de 1995, chegava ao Ocidente o dispositivo que mudou o rumo da indústria de videogames. O PlayStation foi responsável por quebrar a guerra entre Nintendo e Sega, além de atrair um novo público consumidor, mais maduro. O BitBlog resolveu homenagear a plataforma da Sony listando curiosidades. Esta é a primeira edição da nossa coluna mensal Console do Mês.

01) Mudanças no joystick

Em seus três primeiros anos no mercado, o console teve mudanças no controle, passando por três modelos diferentes. O original, disponível no lançamento, era bastante similar ao do SNES, com a inclusão de mais dois gatilhos (L2 e R2) na parte superior. O Dual Analog (na imagem acima, o do meio) foi na onda do Nintendo 64 e incluiu dois direcionais analógicos. Uma função rumble (aquela tremidinha no controle), também herdada do concorrente, foi acrescentada, mas apenas no modelo japonês. A versão definitiva, o Dual Shock (à direita, na foto acima) trouxe o rumble em todas as edições e permitiu uma “pegada” mais confortável.

02) O significado dos botões

Ao projetar o joystick do PlayStation, a Sony acreditava que os estúdios seguiriam o seu conceito inicial: o quadrado representaria um mapa, o triângulo acionaria outra perspectiva de visão no game, enquanto o círculo confirmaria ações e o X serviria para cancelar / voltar. Na versão ocidental, o sentido do X com o círculo foi invertido, embora poucos tenham dado atenção ao significado das demais teclas.

03) O lançamento ocidental

Nos EUA, o PS1 chegou ao mercado com oito games, sendo apenas dois deles indispensáveis: Rayman e Ridge Racer. O segundo foi o chamado killer app da plataforma, tornando-se rapidamente um sucesso. Para quem não está familiarizado, o termo se refere a títulos que são tão cobiçados que, sozinhos, justificam a compra de um console. Nada inesperado, pois era baseado no jogo para arcade de mesmo nome, que era uma febre. Na época, repercutiu bastante uma declaração de Bill Gates, que disse preferir o PS1 em relação aos concorrentes.

04) Os comerciais

A Sony investiu bastante em publicidade na época. Enquanto a Sega e a Nintendo trocavam farpas em anúncios, quem se deu bem foi o PlayStation, com narrativas bem mais criativas, exaltando o poder da plataforma e o seu já extenso catálogo de títulos.

05) Nintendo… PlayStation?

Essa muitos já sabiam, mas não poderia ficar de fora da lista. Originalmente, o PS1 seria um acessório para o Super Nintendo executar títulos em CD-ROM. O desenvolvimento caminhava bem, até que a Nintendo achou o contrato bastante tendencioso para a Sony e resolveu cancelar o acordo. Que roubada, hein? Antes de transformar o PlayStation em um console por conta própria, a empresa japonesa procurou ainda a Sega, para tentar viabilizá-lo como um acessório para o Mega Drive. Entretanto, o Mega CD já era quase uma realidade e a Sony ouviu mais uma negativa. Mario e Sonic nem imaginavam os pesadelos que suas respectivas casas teriam, anos depois.

06) Final Fantasy

No momento em que a Square transferiu o desenvolvimento de Final Fantasy VII do Nintendo 64 para o PlayStation, considerando a economia com as mídias (afinal, cartuchos eram mais caros que CDs) e as taxas menores de licenciamento, a indústria tremeu. Era o movimento que bastava para os demais estúdios perderem o medo de apostar no novo aparelho. Por muitos anos, empresas como a própria Square, Capcom e Konami dedicaram quase que todo o seu esforço à plataforma da Sony, tendo um bom retorno financeiro com a decisão.

07) PSone: mais leve e portátil

PSone

Em julho de 2000, nos EUA, era disponibilizada uma edição menor do PS1, o chamado PSone. O modelo fez tanto barulho que, no Natal daquele ano – época em que as vendas disparam – ele foi mais comercializado que o PlayStation 2, que também era novidade. O PSone fez sucesso no Brasil, onde junto à edição original vendeu 2,5 milhões de unidades (não, não estamos contabilizando o PolyStation, nem os outros clones).

08) Crash Bandicoot

Nem Mario, nem Sonic. O mascote mais conhecido da era PS1 era mesmo Crash Bandicoot. Com um ar mais moderninho que os rivais, Crash se tornou uma das franquias mais queridas até hoje, embora ande um pouco esquecida pela Activision. Recebeu três títulos no PlayStation, deixando de ser exclusivo da Sony após versões para o GameCube e o Xbox.


Parabéns, PlayStation! Não tem como esquecer uma das fases mais importantes na história dos jogos. Esta é a primeira edição da nossa coluna Console do Mês. Tem alguma dica de videogame para a gente falar em outubro? É só deixar nos comentários.