Presidente da Telefônica critica WhatsApp e rejeita parceria

Presidente da Telefônica Brasil critica WhatsApp e rejeita possibilidade de parceria

O setor de telefonia vem passando por transformações no mundo inteiro. Nos últimos anos, o mercado observa uma mudança no comportamento dos usuários, com o crescimento de pacotes de dados e a queda da receita por voz. Um dos principais motivos é a indústria dos aplicativos para dispositivos móveis e, consequentemente, a popularização de serviços que oferecem VoIP, como o WhatsApp. A estratégia das operadoras para reagir à concorrência está longe de seguir um padrão. Ao menos no Brasil. Enquanto TIM e Claro trabalham parcerias com o WhatsApp, incluindo planos com utilização ilimitada, o presidente da Telefônica Vivo, Amos Genish, é ferrenho crítico do app.

Segundo o Olhar Digital, o executivo teria dito, durante congresso da Associação Brasileira de Televisão por Assinatura, que o WhatsApp “trabalha contra as leis brasileiras”. E foi além: “Não é admissível uma empresa prover serviço de voz sem licença do regulador, usando os números das demais operadoras e sem pagar impostos”. A Telefônica é dona da Vivo, operadora que sempre fez um grande esforço para se aproximar do público jovem. Recentemente, lançou uma campanha muito legal pelo uso consciente do celular, inclusive mirando a audiência das redes sociais. No Brasil, a marca é uma das principais apoiadoras da Campus Party, um celeiro de inovação e empreendedorismo.

Justamente por isso, a fala de Amos Genish deve provocar certa repercussão. O argumento dele se assemelha às críticas da categoria dos taxistas contra o Uber (que por sinal já está contratando gente aqui para o Recife). Não é o que se espera de uma operadora tão antenada e descolada. Porém, de acordo com o Olhar Digital, o presidente da Telefônica foi enfático: “Não vai acontecer nunca de fazermos parceria com o WhatsApp”.