Projeto Samsung completa dez anos no CIn da UFPE - BitBlog

Projeto Samsung completa dez anos no CIn da UFPE

Se para a indústria de tecnologia e informação um ano é tempo demais, imagine dez. O projeto Samsung do Centro de Informática (CIn) da UFPE está completando uma década e seus gestores reconhecem que foi preciso se reinventar constantemente para acompanhar as novidades, mas também creditam a esse dinamismo o sucesso da iniciativa e o amadurecimento da equipe.

A companhia sul-coreana, que também mantém fortes laços com o Centro de Estudos e Sistemas Avançados do Recife (Cesar), colocou os pés no CIn em 2005. Um dos motivos para isso foi a Lei da Informática, que oferece incentivos fiscais às empresas que investem em pesquisa e desenvolvimento.

Um dos coordenadores do projeto Samsung, Fabio Silva recorda que há 10 anos a equipe começava com 12 colaboradores e não se falava em smartphones. Havia um foco no desenvolvimento de aplicações móveis bem mais simples que as atuais, já que as plataformas eram muito limitadas.

“Após um ano de desenvolvimento, nosso primeiro grande projeto foi o SMB, uma espécie de cliente de e-mail que era o único que rodava em celulares Samsung. Ele foi lançado em 2006 e portado para mais de 18 idiomas, competindo com a BlackBerry”, conta Fabio Silva.

Entre 2006 e 2014 a Samsung também operou um centro de testes no CIn. Todo aparelho novo da marca que fosse ser lançado no Brasil deveria passar por lá. Foram mais de cem modelos testados com o objetivo de avaliar performance, durabilidade e uso da memória pelos aplicativos.

Hoje o projeto é focado em aplicações móveis e na área de PC, que também abarca tablets e outros dispositivos, como leitores de QR codes. “Estudamos, por exemplo, como melhorar a acessibilidade e economia de energia. Também fizemos o protótipo de mais de 30 aplicações para tablets, desenvolvendo recursos para câmera, galeria de imagem e edição”, explica Fabio.

Na opinião dele, é positivo que o projeto busque novos horizontes com o passar do tempo. “Capacitamos os colaboradores em algumas áreas e depois vamos explorando outras. A parceria da Samsung não pode ter um objetivo fixo porque perde um pouco do sentido acadêmico”, avalia.

A opinião é endossada pelo coordenador do CIn, o professor André Santos. “Alunos e pesquisadores podem ter acesso a tecnologias antes de serem lançadas. Há uma década era o 2G que predominava, então as coisas evoluem muito rápido e é preciso se adaptar. O projeto tem que funcionar como um laboratório mesmo e se abrir às novidades”, comenta.

A equipe atual é formada por 91 pessoas, incluindo estagiários e trabalhadores regidos pela CLT. A contratação é feita através de edital aberto e podem concorrer pessoas de todo o país.

* Como a Samsung não autoriza fotos do interior do recinto, na imagem mostramos uma das confraternizações da equipe.