Encerramento da quarta edição da Campus Party Recife

Saiba como foi o encerramento da quarta edição da Campus Party Recife

Encerramento Campus Party Recife

Mais uma edição da Campus Party Recife chega ao fim. Apesar dos problemas com as filas e credenciamento – criticados também por muitos campuseiros – no geral o evento foi muito bom. É aquela velha história: a Campus Party é feita pelos campuseiros. Sempre fico impressionado com a quantidade de boas ideias e gente interessante com espírito de inovação que circula por lá. A sensação é que cada vez mais a organização dá uma atenção especial aos conteúdos de empreendedorismo e estimula muito a realização de concursos, hackathons e premiações. Foram tantos neste ano que eu perdi as contas. Isso é maravilhoso porque serve como estímulo para a turma que quer tirar uma ideia do papel. O apoio do Sebrae é sempre muito importante, assim como a conexão ultrarrápida oferecida pela Telefônica Vivo, um dos grandes atrativos da Campus Party.

Claro que o encontro não se resume a esse perfil de campuseiro. Além dos empreendedores, há os que vão para acompanhar certas palestras, a galera fissurada em conexão que faz download de gigabytes de seriados, os gamers (boa parte ocupada jogando League of Legends) e os curiosos, que não sabem muito bem o que estão fazendo ali mas se divertem com o espírito da Campus Party. Um evento que tem e produz sua cultura própria, vide os gritos, Pica-pau, Gandalf, brincadeira do PicMe e tantas outras coisas.

Pois é, acabou e vai deixar saudades.

A cerimônia oficial de encerramento aconteceu na noite do sábado (25), por volta das 20h. Ela começou com uma hora de atraso e precisamos registrar algo inusitado durante o teste de tela e som do palco Terra, o principal da feira. Não sabemos se era parte da programação ou se foi algum tipo de “incidente”, mas alguém rodou um clipe do Long MC, que é gravado no Recife. O vídeo faz duras críticas ao transporte público e aos políticos. Confesso que não sei o que o Governo de Pernambuco e a Prefeitura do Recife acharam disso. Pode ter sido uma autocrítica ou o desejo de valorizar a livre opinião, como também pode ter acontecido totalmente fora do script. O fato é que provocou estranheza.

Sobre a cerimônia em si: um grupo de maracatu entrou na Arena e se dirigiu ao palco Terra fazendo uma performance que chamou a atenção de todo mundo para, em seguida, se juntar a um robô gigante. A organização agradeceu aos patrocinadores e apoiadores, exibiu alguns números do evento e anunciou as startups premiadas nas várias premiações. Um ponto importante aqui foi a preocupação em não deixar esses empreendimentos morrerem na praia. No caso do concurso Hacker Cidadão, promovido pela Empresa Municipal de Informática (Emprel), foi dito que as equipes passarão por uma rodada de pitches e devem receber mentoria para desenvolver os negócios.

Também gravamos depoimentos de alguns campuseiros falando sobre a despedida da quarta edição da Campus Party Recife: