Startup de games de Recife se apresenta na Campus Party

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Palestra Studios of Magic CPRecife4

Desenvolver games não é algo tão simples, mas é divertido. Foi essa a principal ideia trazida pela Studios of Magic, empresa pernambucana de desenvolvimento de jogos. Com o seu primeiro título, Battle of Gods: Ascension, o desenvolvedor Miguel Doherty e o designer Harrison Florencio enfrentaram muitos desafios no caminho. Foi exatamente esta experiência que eles compartilharam, na noite desta quinta, com o público presente no Palco Marte da #CPRecife4.

A origem de tudo

Battle of Gods: Ascension

De acordo com a dupla, o público-alvo escolhido para Ascension foi o chamado midcore player – jogadores avançados que, na correria do dia a dia, desejam ter uma experiência rápida e prática. Através de um alto fator de replay e mecânicas desafiadoras, o objetivo era, com o menor esforço possível, entregar algo simples para um primeiro jogo. Devido a isso, o gênero de estratégia foi selecionado.

Lições aprendidas e recomendações

Através da chamada prática Playtesting, a Studios of Magic envolveu várias pessoas para testar partes do jogo e obter feedback sobre eventuais alterações. Até mesmo o grupo no Facebook do IGDA Recife participou. A engine Unity foi aplicada no desenvolvimento, devido à base de conhecimento da equipe.

O conceito de Core gameplay, também empregado, sugere que um game costuma ter o seu escopo incrementado no decorrer do tempo, cabendo aos desenvolvedores remover o que é desnecessário e voltar a focar na proposta. Durante o ciclo de construção do Ascension, a mecânica empregada foi alterada algumas vezes, gerando retrabalho, por exemplo.

Modelo de negócio, uma difícil decisão

Battle of Gods: Ascension é um título pago, tanto na loja do Android quanto do iOS. Esta decisão, de acordo com Harrison, foi tomada porque eles acreditavam na época que com isso seria possível atingir um público mais específico e obter um retorno mais garantido. Entretanto, conforme apresentado na palestra, cerca de 90% do faturamento do mercado mobile corresponde a títulos free-to-play (aqueles em que não se paga nada para iniciar a jogar, mas microtransações vão surgindo no decorrer das fases para facilitar as partidas). Com isso, o retorno de Ascension não atendeu ainda as expectativas de rentabilidade, embora o estúdio tenha conseguido atenção da crítica.

Veja o trailer de Battle of Gods: Ascension: