Startup portuguesa quer levar brasileiros para a Europa

Startup portuguesa quer levar brasileiros para a Europa

O BitBlog costuma falar bastante de empreendedorismo, com foco em Pernambuco. Mas você já se perguntou como seria empreender fora do Brasil? E mais, falando para o público brasileiro? Hoje, escrevemos sobre a Landing.jobs, uma startup portuguesa que está de olho em nosso país. Através de uma plataforma online, especialistas de TI podem participar de processos seletivos em Lisboa, Londres e Amsterdã, entre outras cidades.

Conversamos com Flávia Motta, gerente de projetos, e Pedro Oliveira, co-fundador. Além de explicar o modelo de negócios da empresa, ambos falaram bastante sobre o momento da Landing.jobs e como ela pretende impulsionar a ida de brasileiros para a Europa. Confira:


Qual o foco de vocês exatamente para o Brasil? Firmar parcerias por aqui, para desenvolver o nosso mercado? Ou apenas buscar talentos e levá-los para a Europa?

Flávia Motta: Há um movimento para vir ao país – não apenas para encontrar candidatos, mas para ofertar oportunidades. Houve vagas que oferecemos em empresas como a BankFacil e a Dafiti. Entretanto, neste momento, a prioridade é ser uma ponte para os profissionais que querem viver uma experiência no exterior.

Qual a diferença da Landing.jobs em relação a outros sites, já consolidados, que envolvem contratação de pessoas?

Flávia Motta: Existe uma tendência de mudança no modelo de recrutamento mundial, para acabar com os processos onde o candidato não recebe retorno. Não quisemos apenas atuar como multiplicadores de vagas. Na Landing.jobs, o usuário não tem nenhum custo em manter seu cadastro na ferramenta e todos os perfis são revisados por nossos recrutadores. Além disso, fazemos contato com pessoas cujos currículos se destaquem, para percebermos qual a oportunidade ideal para elas.

Um outro diferencial da Landing.jobs são os referral rewards, prêmios que são dados aos especialistas que indiquem alguém para uma determinada vaga, caso aconteça a respectiva contratação. Também estamos lançando uma competição apenas para brasileiros, a Copa.Landing.jobs, que vai testar conhecimentos nas áreas de Back-end, Front-end, Data Science e Desenvolvimento Mobile. Vamos dar certificados a todos os participantes, 40 consultorias de carreira e 4 viagens a Lisboa.

Por falar em Lisboa, como é o mercado de TI por aí?

Flávia Motta: É recente. Eu, por exemplo, sou carioca e vim morar aqui há alguns meses. Tem muita gente empreendendo e algumas startups cresceram bastante, como a Farfetch, um e-commerce de luxo sediado na cidade do Porto. Semana passada, uma empresa de moda comprou o concorrente alemão, então as coisas estão acontecendo por aqui. Percebo que há muitas ideias principalmente nas áreas de educação, atendimento ao cliente e serviços bancários.

Poderia falar mais sobre o modelo de negócio do produto? Já que a plataforma é gratuita para os candidatos, como vocês monetizam o negócio?

Pedro Oliveira: Quem paga são as empresas que recrutam os candidatos. Sempre que um usuário pertencente à nossa plataforma é contratado, após um período de experiência de um mês, a organização passa a pagar uma taxa mensal de 1% do ordenado bruto do candidato durante 8 ou 12 meses, caso o serviço seja básico ou premium, respectivamente.

Qual o tamanho da Landing.jobs hoje? Quais os planos para os próximos anos?

Pedro Oliveira: Recebemos 750 mil euros de investimentos em 2015. Isso nos permite construir uma equipe que seja capaz de fazer a Landing.jobs crescer e, ao mesmo tempo, nos dá mais responsabilidade. Tem muita gente olhando para nós agora. Estamos crescendo em escala exponencial e ​estamos quase a supera​r​ as metas que estabelecemos com nossos investidores​ para 2015.

Eu poderia listar a quantidade de oportunidades de trabalho e de candidatos registrados, mas essa não é uma boa medida do nosso trabalho. Nosso verdadeiro foco está nas contratações bem-sucedidas. Nós já chegamos a países como ​Holanda, Brasil, Alemanha e Inglaterra. Abrimos um escritório em Londres, que é o verdadeiro hub tecnológico da Europa. Nós queríamos estar próximos às oportunidades de investimento futuro.

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