ação

Jogamos: Metal Gear Survive é inesperadamente divertido

O anúncio de Metal Gear Survive no ano passado deixou alguns fãs preocupados: será que trazer a franquia para um espaço mais inquieto, com mais ação e menos espionagem, terminaria bem?

Jogamos o game na E3 2017 na edição para PS4. Veja as nossas impressões abaixo!


Portais, zumbis e dimensões

Dezenas de zumbis atacando de uma vez só

No final da missão não fica nada fácil manter-se seguro

Em uma realidade alternativa, zumbis são transportados entre dimensões. Resta a você sobreviver ao ataque de um exército de criaturas estranhas. Esta é a trama do modo multiplayer do título, pelo menos, já que a campanha solo segue guardada a sete chaves. Em grupos de 4 pessoas, é preciso usar estratégia e muita conversa para orquestrar as missões, que são todas cooperativas.

Na demo da E3, estávamos em um cenário que lembrava ruínas de uma fortaleza, com um gerador que precisa ser protegido do ataque dos mortos-vivos. Com a missão dividida em três momentos, tínhamos pessoas de perfis diferentes: o game permite o uso de um homem ou mulher especialista em combate a curto alcance e outro(a) a médio alcance. Cada um tinha kits de armamento diferentes.

Em um primeiro momento, a ideia era infiltrar na fortaleza. Para isso, havia duas formas: com muita paciência, passando-se despercebido entre os poucos zumbis que ali estavam, ou partindo pro tiroteio e quebrando tudo. Em seguida, preparar terreno (e plantar machine guns!) para eliminar criaturas que eram transportadas de um portal para lá, dessa vez incluindo Bombers: cabeçudos, resistentes a tiros, porém explosivos ao serem derrotados. Na última etapa, usar robôs para proteger o gerador de um ataque massivo, mantendo-o operacional até um contador de tempo se esgotar.

Dividir para conquistar

Zumbis indo embora em balões

Adeus, jovens

Para quem curte e admira Metal Gear Solid, é difícil aceitar a ideia de a série ter tiroteios online com bichos excêntricos. Mas acredite: funciona, pelo menos no multiplayer. Na demo que joguei, outro jornalista brasileiro e mais dois gringos se juntaram a mim nesta missão cooperativa e conseguimos chegar com sucesso ao fim. Há, sim, elementos de MGS: a ideia de recuperar energia tratando partes do corpo com itens específicos, os balões que levam inimigos pro espaço ou um pouco de espionagem que ainda resta.

Após morrer uma vez e fazer algumas customizações de armas primárias e secundárias, além de entender como o D-pad funciona para plantar machine guns, barricades e até selecionar granadas, a experiência melhorou. Muito. Embora o novo medidor de resistência pare o seu personagem quando ele corre bastante, esgotando o mesmo, dá para lidar com isso e dividir para conquistar.

Enquanto alguns companheiros se organizavam no combate a curto alcance, eu plantei machine guns e fiquei agindo a nível mais estratégico, impedindo zumbis e bombers de se aproximarem do espaço do gerador. Na etapa final, larguei de vez o plano, subi em um robô e saí chutando (literalmente) a galera. Sim, chutes são bem efetivos contra alguns tipos de inimigos. Quando a partida terminou, teve aplausos e bastante comemoração. Sim, foi divertido.


Para curtir Survive, o melhor conselho que podemos dar é: abra sua mente. Pense que este é um spin-off da amada série e, se você curtir, será uma oportunidade nova de explorar o universo de Metal Gear, desta vez online com amigos (e desconhecidos). A campanha solo ainda é uma interrogação e pode prejudicar o pacote final, mas estamos otimistas.

Metal Gear Survive chega no início de 2018 ao PS4, Windows (via Steam) e Xbox One.

Jogamos: Yakuza 6 – The Song of Life mantém o charme da franquia

Yakuza é uma série que nasceu em plataformas PlayStation e por lá ficou, com raras exceções (como o remake dos dois primeiros jogos no Wii U). O que esperar do primeiro jogo da franquia desenvolvido com a atual geração de consoles em mente? Primeiro, que sai no PS4. Segundo, todos os elementos dos anteriores.

Veja abaixo a nossa prévia de Yakuza 6: The Song of Life, direto da E3 2017 em Los Angeles!


Vai ter karaokê de novo

A mecânica de ação em um mundo aberto está mantida: o protagonista Kazuma Kiryu pode esbarrar nas pessoas pelo cenário, arrancar objetos e brigar bastante. O enredo envolve os esforços de Kiryu para proteger uma criança e descobrir o que aconteceu com a mãe dela, Haruka, durante o tempo em que ele passou na prisão, julgado pelos seus crimes.

Os minigames da série estão de volta. Na demo da E3, pudemos achar a casa de karaokê e colocar Kiryu para cantar – este era apenas um dos minigames disponíveis. Foi uma cena bem engraçada, arrancando risadas do pessoal que aguardava para jogar.

Explorando a demo

Na edição que jogamos, duas áreas estavam disponíveis: Kamurocho, visando explorar as sidequests, além de Onomichi, que introduz a narrativa principal do título. Fomos com Kamurocho mesmo, dadas as restrições de tempo. Gostamos do resultado: o Yakuza de sempre, com um visual mais atrativo.

Conversei rapidamente com o pessoal da Atlus, que está fazendo a localização do jogo para o Ocidente, e me falaram que Yakuza 6 é um dos projetos com maior quantidade de diálogo que eles já trabalharam. Tanto que o game foi lançado no Japão no fim de 2016, mas está previsto para um vago “2018” deste lado do mundo. Versões para outras plataformas (inclusive Windows!) não estão descartadas, mas por enquanto é um título exclusivo do PS4.


Quer saber mais da E3? Siga acompanhando o BitBlog no site e em nossas redes sociais!

Jogamos: Detroit Become Human é o grande jogo do PS4

Revelado na conferência da Sony na E3 2016, Detroit: Become Human só veio ter mais detalhes revelados no evento de 1 ano depois. Jogável na E3 2017, finalmente pudemos entender o que o estúdio Quantic Dream busca alcançar com o título exclusivo do PS4. Confira abaixo as nossas impressões!


Escolhas e suas consequências

Em uma Detroit alternativa no futuro, a demo traz o jogador no papel de Connor, um androide que trabalha para a polícia, em setor investigativo da cidade. Tudo começa com ele em um apartamento onde supostamente está havendo um crime: um pai ameaça atirar na filha e lançá-la do alto do prédio. É uma situação tensa. Os policiais estão a postos, ameaçando atirar no homem. Neste momento, a liberdade do jogador é notada: é possível explorar o ambiente e encontrar pistas do que realmente houve.

Connor pode observar fotos da família e usar sua base de conhecimento para ter acesso a nomes e idades, por exemplo, do homem e da recém-morta mulher. O policial androide vai, aos poucos, aumentando a porcentagem de sucesso na negociação com o suspeito, até o momento em que decide confrontá-lo e negociar paz. No decorrer do papo, é preciso jogar psicologicamente, buscando evitar uma situação trágica, e a porcentagem de sucesso aumenta ou diminui dependendo das suas escolhas. Ele pediu pro helicóptero policial se afastar? Cabe a você acatar ou não, por exemplo.

Liberdade demais é bom!

Ansioso do jeito que fui, parti pro embate cara a cara com o suspeito com apenas 53% de sucesso previsto. Foi preciso ir construindo a confiança no decorrer da negociação, chegando a 79% e salvando a criança. A liberdade de Detroit abre margem para infinitas possibilidades!

A jogabilidade é um pouco travada, pesada: não é um jogo feito para você correr, mas sim explorar o que for possível. O analógico direito é usado para algumas interações com o cenário. Vale ressaltar o clima de “filme jogável”: Become Human não parece ser um título acelerado com muita ação, mas – ao invés disso – um thriller interativo onde é impossível não se envolver. Quando consegui sucesso com a negociação, ainda assim, fiquei assustado e nervoso com a forma como terminou. É dessa imersão que estou falando.


Sem data prevista ainda, com 2017 parecendo cada vez mais improvável, Detroit: Become Human é candidato ao posto de melhor jogo da E3, e certamente o melhor no estande do PlayStation. Tal interação nunca foi tão bem executada em um game e estamos ansiosos pelo resultado final, assim como mais detalhes do enredo!

Jogamos: Ys VIII Lacrimosa of Dana é um RPG de ação obrigatório

Ys é uma das séries de RPG mais queridas do Japão. A maior parte da série está disponível no Ocidente, mas não fez tanto barulho como poderia. Apenas com Ys: Memories of Celceta (que analisamos aqui) houve repercussão maior no Ocidente do game, que por acaso tem média 82 no Metacritic. Com Ys VIII: Lacrimosa of Dana, a série desembarca no PS4 e se mantém disponível para o fiel público do PS Vita. Jogamos o título na E3 2017, veja as nossas impressões abaixo!

Exploração, exploração, exploração

A demo exposta pela NIS America e Falcom estava limitada ao PS4. No comando do protagonista Adol Christin, a nobre guerreira Laxia e o pescador Sahad, é possível explorar uma grande floresta e enfrentar inimigos terrestres e aquáticos no caminho. Considerando que a demo foi extraída do meio da aventura, não há muito contexto do que aconteceu antes, nem dos motivos pelos quais os três se aliaram.

Assim como nos Ys anteriores, é possível alternar entre os personagens a qualquer momento: você comanda um, enquanto os outros te seguem. Adol é bastante balanceado; Laxia é ágil, mas causa menos danos; Sahad é lento, porém bem forte. Cada um deles tem seus próprios skills. Neste aspecto, Sahad é – de longe – o herói mais divertido de se jogar, visto que suas técnicas são poderosas e escrachadas, no melhor estilo J-RPG.

Ainda falando da demo, o trio encontra um velho amigo no meio do caminho, encontra um rico charlatão e ainda obtém uma luva que permite escalar e acessar novas áreas, no melhor estilo Ys. Um mapa no cantinho da tela facilita ao mostrar de onde você veio e pra onde você pode ir, já que ele é dividido em várias áreas, além de indicar a localização de baús (que dão novos itens).

A fórmula está de volta

Ys VIII: Lacrimosa of Dana é sucessor direto de Memories of Celceta. Logo, se você curtiu o último no PS Vita, pode esperar uma bela sequência. Explorar os ambientes do game é muito divertido. A possibilidade de alternar entre os heróis prolonga a experiência. O design de cada área, dentro de um mapa maior, é bem caprichado e não torna o título repetitivo, muito pelo contrário. Em cima de tudo isso, um enredo envolvente.

Ter ido ao PS4 fez bem para a franquia. Lacrimosa of Dana não vai ganhar o prêmio de jogo mais bonito na plataforma, mas está longe de parecer genérico. Foi uma evolução visual que se manteve fiel ao que é esperado da série. Embora os heróis não tenham tantos detalhes, os cenários são atraentes e empolgam. Ir para um console mais mainstream também aumenta o potencial público de Ys, que merece mais atenção dos jogadores ocidentais.


Ys VIII: Lacrimosa of Dana chega em 12 de setembro ao PS4 e PS Vita em mídias digital e física. Continue acompanhando a nossa cobertura da E3 2017 no site e mídias sociais do BitBlog!

Jogamos: Star Wars Battlefront 2 é tudo o que os fãs esperam

O primeiro Battlefront, de 2015, é lindo e tem um multiplayer bastante competitivo. Mas os fãs queriam mais. A ausência de um modo estória foi bastante sentida e a EA mostrou que ouviu os feedbacks. Com isso, Star Wars Battlefront 2 foi anunciado e conta com uma saga entre os episódios VI e VII dos filmes. O BitBlog jogou a demo do game e traz as nossas impressões abaixo. Para ver o que rolou na conferência da EA Play, clique aqui!

Um multiplayer ainda mais envolvente

Já temos algumas informações do modo estória, mas o que nós jogamos na EA Play, em Los Angeles, foi uma demo multiplayer. Em partidas 20 x 20, dois times entram em combate: um exército de clones escolta um gigantesco tanque em direção a um templo, enquanto um grupo de stormtroopers precisa defender a área e explodir o tal veículo. A demo era dividida em três momentos da operação de ataque (ou defesa, dependendo de onde você está).

Pudemos escolher entre quatro classes de personagens: Assault (equilibrados), Heavy Assault (lentos, porém com grande poder explosivo), Officer (mais ágeis) e Specialist (com armas de longo alcance). Cada vez em que acertávamos – ou até mesmo eliminávamos – alguém, ganhamos pontos de combate. Estes pontos podem ser trocados pelo uso de veículos ou heróis (como Rey e Darth Maul).

A demo começou com a câmera invertida e, até conseguir mudar a configuração (em meio ao tiroteio), perdi algum tempo. Com a configuração ok, fui razoavelmente bem como o Specialist, até descobrir o critério do ranking no final da partida: não apenas quem morria menos e eliminava mais oponentes, mas também quem ganhava mais pontos. Mesmo na zona intermediária do placar no que diz respeito aos dois primeiros critérios, quando veio a questão dos pontos, fui parar lá no fundo! Triste fim.

A partida foi bem equilibrada e o mapa selecionado para a demo foi uma escolha acertada. O uso de habilidades secundárias estava lá e também trouxe valor para a experiência.

Resumo da ópera

Agressivo para iniciantes, Battlefront 2 premia os jogadores mais experientes com os mapas, que são grandes e cheios de detalhes. A jogabilidade parece bem natural, exceto pelo comando de aeronaves: para quem jogou a série Rogue Squadron, vai ser difícil se acostumar com os movimentos e curvas. Sim, Battlefront 2 é mais um Battlefield com os personagens de George Lucas no lugar.

O visual é bem realista, dado o poder do motor Frostbite. A trilha orquestrada é exatamente o que se espera de um jogo de Star Wars. A impressão que temos é que o game realmente traz muito conteúdo, com altíssimo fator replay. A notícia de que os DLCs serão gratuitos deixa ainda mais interessante o custo benefício. Resta saber se você está pronto para a curva de aprendizado que o título exige, pois este não é um Titanfall: é uma experiência puramente hardcore.


Star Wars Battlefront 2 chega ao Windows (via Origin), PS4 e Xbox One na primavera brasileira (entre setembro e novembro) de 2017. Siga acompanhando a EA Play 2017 e a E3 2017 aqui no BitBlog, direto de Los Angeles, para mais novidades!

Veja o jogo em mundo aberto de The Flash que terminou cancelado

The Flash: The Fastest Man Alive seria uma aventura super ambiciosa do herói para PlayStation 3, Xbox 360 e Wii. Depois de tantos títulos de qualidade duvidosa, a publisher Brash Entertainment se aliou aos desenvolvedores da Bottlerock Entertainment e à Warner Bros. para criar o jogo definitivo da estrela da DC Comics. No entanto, o game não viu a luz do dia. Conheça essa história em mais um post da nossa coluna No Limbo.

Flash encontra… GTA?

A Warner Bros. cederia os direitos da propriedade intelectual. A Brash Entertainment, com executivos experientes na indústria de Hollywood, os recursos financeiros. E a Bottlerock Entertainment, formada por desenvolvedores com jogos AAA no currículo. Foi assim que os trabalhos no novo jogo de The Flash iniciaram, em 2007.

Com o subtítulo The Fastest Man Alive, o projeto considerava a data de lançamento para o final de 2009. Trazendo cidades norte-americanas em um estilo cartoon, o roteiro era de Marv Wolfman, responsável por New Teen Titans e outras séries em HQ. Em um imenso mundo aberto, o fator que prometia trazer diversão era a ultra-velocidade do herói: além da caminhada e corrida olímpica, dois modos super rápidos seriam disponibilizados para o jogador. Apenas com uma altíssima velocidade, alinhada a combos e manobras, Flash poderia chegar a lugares supostamente inalcançáveis no cenário.

Flash correndo em alta velocidade pelas ruas

Alta velocidade, Flash!

Em combate, quanto mais golpes eram executados nos inimigos, mais rapidamente um medidor especial enchia. Ao alcançar o topo, novos truques eram disponibilizados, como criar cópias de si mesmo e confundir os inimigos, ou causar uma espécie de golpe giratório. O desafio para os desenvolvedores era indicar facilmente para os jogadores quais objetos do cenário eram interativos e quais não eram. Um recurso interessante era a moral do Flash frente aos civis: por onde o herói passava, pessoas aplaudiriam caso ele estivesse com este indicador positivo. Permitir tiroteios no meio da cidade, explosões e alarmes de polícia prejudicariam a imagem do cara.

Dando errado

Tá, tava tudo supostamente bem, então o que deu errado? The Flash: The Fastest Man Alive foi cancelado devido ao mau gerenciamento de recursos. A Brash Entertainment não tinha executivos com experiência em videogames, apenas em cinema, e os mesmos queriam conduzir o projeto da mesma forma que os seus filmes low-budget: pouco dinheiro, prazo curto.

Jumper: Griffin’s Story, adaptação do filme homônimo para PS2, Xbox 360 e Wii, foi um exemplo de péssimo trabalho da publisher: alcançou pontuações medíocres no Metacritic (28 na versão do Wii). O game de The Flash, embora contasse com desenvolvedores experientes, estava sujeito ao mesmo estilo de gestão.

Em novembro de 2008, após o fracasso de seus outros games, a Brash fechou as portas. Com isso, o estúdio que trabalhava em The Fastest Man Alive, a Bottlerock, precisou interromper os trabalhos, já que não tinha recursos nem acesso à propriedade intelectual. A Namco ainda injetou recursos no ano seguinte para possibilitar o desenvolvimento de um outro projeto, que também terminou mal. Com isso, a Bottlerock também faliu. Que fim, hein?

Abaixo, veja um pouco da história que nós contamos, além de algumas imagens do game, cortesia do pesquisador Liam Robertson. Quer conhecer mais jogos arquivados? Siga a nossa coluna No Limbo. Já falamos das tentativas frustradas de retorno de Mega Man, Halo para Nintendo DS, o Tomb Raider da Nintendo, o “clone Pokémon” da From Software, a sequência de Star Fox para SNES, Resident Evil 1.5 e 3.5, a adaptação cancelada de 007 Casino Royale para PS3 e 360, entre muitos outros!

Conheça Riqa, o Tomb Raider cancelado da Nintendo

Durante a E3 1999, a Nintendo revelava um título para o N64 que seria “o concorrente de Tomb Raider“. Desenvolvido pelo Bits Studios e publicado pela gigante japonesa, Riqa tinha – de fato – muitas inspirações nas aventuras de Lara Croft. No entanto, o game terminou cancelado. Conheça um pouco mais dessa história em mais um post da coluna No Limbo.

Cobrindo uma lacuna

Na década de 90, praticamente todo mundo tinha um Tomb Raider – Saturn, PlayStation, Windows, DOS, Mac, Dreamcast – exceto o Nintendo 64. Quando a Core começava a trabalhar em uma versão para o console 64-bit, os trabalhos na sequência já estavam avançados e o acordo de exclusividade com o PlayStation se tornava realidade. Logo, a Nintendo sabia: era preciso agir. Não ter um jogo no mesmo estilo seria uma oportunidade perdida.

Em 1997 o projeto para desenvolver um (a) rival para Lara Croft começava. A Bits Studios, com uma dúzia de games duvidosos em seu histórico, recebia a missão, sob acompanhamento da Nintendo. Na E3 1999, após rumores, Riqa era anunciado oficialmente, com direito a uma demonstração jogável. Mantendo uma perspectiva de ação em terceira pessoa, a protagonista – que leva o nome do jogo – deveria eliminar humanos e monstros na exploração de diversas áreas, além de solucionar puzzles.

A mídia recebeu bem a demo jogável e passou a nutrir expectativa pelo título, com data de lançamento prevista para o início de 2000. O que aconteceu no ano seguinte? Nada. Riqa não foi terminado a tempo e a chegada do GameCube se tornava iminente, exigindo um investimento considerável na atualização do projeto. Ao mesmo tempo, a “onda” de Lara Croft já estava esfriando e Tomb Raider não tinha mais o mesmo apelo. Em resumo, Riqa foi cancelado sem nenhum alarde pela empresa japonesa.

Cancelamento e mudança de rumo

Sem apoio da casa de Mario, o Bits Studios ativou seu plano de contingência: uma nova propriedade intelectual sob seu domínio, usando boa parte dos trabalhos feitos em Riqa. Assim surgiu Rogue Ops, um jogo de ação multiplataforma (Xbox, PS2, GameCube) publicado pela Kemco. Mecânicas inspiradas em Metal Gear Solid e Splinter Cell foram acrescentadas para fazer o título ficar mais apelativo ao público norte-americano, mas a reação foi morna e não houve sequências.

Em 2017, no entanto, um fã de games beta teve acesso à versão não-concluída de Riqa e postou os primeiros 15 minutos do título no YouTube – este é o vídeo que você pode ver acima no post. Abaixo, veja como ficou Rogue Ops, o “sucessor espiritual”, e faça as suas comparações! Quer conhecer mais jogos arquivados? Siga a nossa coluna No Limbo. Já falamos das tentativas frustradas de retorno de Mega Man, Halo para Nintendo DS, o “clone Pokémon” da From Software, a sequência de Star Fox para SNES, Resident Evil 1.5 e 3.5, a adaptação cancelada de 007 Casino Royale para PS3 e 360, entre muitos outros!