Activision

StarCraft Remastered é revelado pela Blizzard

Clássico de 1998, StarCraft será relançado para Windows e Mac no meio de 2017. StarCraft Remastered vai trazer também o pacote de expansão Brood War, gráficos em 4K e trilhas sonoras refeitas. Além disso, contará com suporte à Blizzard App (conhecida antes como Battle.net), o mesmo client de Overwatch – habilitando um sistema robusto de matchmaking.

O anúncio foi feito em um evento do game na Coreia do Sul. Mike Morhaime, CEO da Blizzard, destaca que o game é uma “referência nos jogos competitivos e em ligas eSports durante quase 20 anos”. Ainda não há informações sobre o preço da edição remasterizada. No entanto, sabe-se que tanto o original quanto o StarCraft Remastered terão cross-play e compartilharão os dados salvos. Tá de parabéns pelo gesto, Blizzard! Só assim para justificar a compra de um remaster, principalmente em uma época em que a indústria parece viver uma crise de identidade.

PS4 Pro é anunciado no PlayStation Meeting

Diretamente de Nova Iorque, a Sony anunciou nesta quarta-feira o PlayStation 4 Slim (o segredo mais mal guardado do ano) e o novíssimo PS4 Pro. Acompanhe abaixo o que rolou no evento PlayStation Meeting desta quarta-feira.

Primeiramente, muito prazer, PS4 Slim

PS4 Slim em pé, ao lado da sua embalagem

Olá, Slim

Já tínhamos abordado aqui no BitBlog: o modelo Slim do PlayStation 4 é um dos segredos mais mal guardados da história dos videogames. Há alguns dias, imagens e vídeos de unboxing do dispositivo vazaram na internet. A Sony esperou até o último instante para falar dele. Por isso, não nos surpreendeu a notícia. O Slim vai substituir o modelo atual, custando US$ 299 na América do Norte e com lançamento em 15 de setembro.

Se você possui o PS4 original, que já teve sua produção descontinuada, não se preocupe: trata-se apenas de uma “plástica”, ou um facelift – como a indústria gosta de chamar estes relançamentos. Além disso, a empresa japonesa anunciou que uma atualização de firmware vai trazer o recurso HDR a todos os 40 milhões de PlayStation 4 já vendidos em todo o mundo. Não ficará tão bom quanto no Pro, mas foi uma decisão acertada de Andrew House e seu time.

PS4 Pro: o novo queridinho da Sony

PS4 Pro em pé

Olá, Pro

O que a internet realmente queria ver no evento era o chamado PS4 Neo. Pedidos atendidos: a Sony revelou a evolução do PlayStation 4, que se chamará Pro. Quem achava que ia demorar pra vê-lo se surpreendeu: o PS4 Pro será lançado em 10 de novembro deste ano na América do Norte, custando US$ 399. Contando com suporte nativo a 4K e HDR, o console terá poder de processamento elevado: o poder da GPU foi dobrado e o clock rate aperfeiçoado. Com isso, até quem não possui TVs 4K poderá notar a diferença no desempenho dos games otimizados para o dispositivo.

A Sony anunciou que mais da metade dos seus títulos já lançados, até aqui, para o PlayStation 4 receberão atualizações para ficarem mais “bonitos” e leves no Pro, que vai compartilhar o mesmo catálogo de jogos do modelo tradicional. É uma evolução: compra quem quiser uma experiência mais avançada. Ao mesmo tempo, um possível “PS5” fica mais longe com este anúncio.

A indústria e o PS4 Pro

Cenário e protagonista de Horizon Zero Dawn

Da talentosa Guerilla Games, Horizon chega já em fevereiro de 2017

Imagens de futuros lançamentos exclusivos (Spiderman, Days Gone e Horizon: Zero Dawn) demonstraram a evolução visual do Pro. Além disso, os já lançados InFamous: First Light, Shadows of Mordor, Deus Ex: Mankind Divided, Call of Duty: Black Ops 3 e Paragon estão entre os games que receberão atualização para funcionarem melhor no novo modelo.

Executivos da Activision e EA Games revelaram no palco que as suas próximas novidades (Call of Duty: Infinite Warfare, Call of Duty: Modern Warfare Remastered, Fifa 17, Battlefield 1 e Mass Effect Andromeda) também estarão otimizados, já no dia de lançamento, para o Pro. A Ubisoft marcará presença da mesma forma com versões melhoradas de Watch Dogs 2 e For Honor. Pelo jeito, a indústria parece estar abraçando a nova criação da Sony, que chega ao mercado quase 1 ano antes do seu principal concorrente, o Xbox One Scorpio.

7 curiosidades sobre o clássico Tony Hawk’s Pro Skater

Tony Hawk’s Pro Skater, lançado em 1999 no PlayStation (e depois levado a outras plataformas), foi o primeiro de uma saga de sucesso nos videogames. Embora uma tentativa fracassada de retorno tenha acontecido em 2015, a excelência dos títulos originais da série é lembrada até hoje. A franquia do skatista Tony Hawk é ainda uma das responsáveis pela popularização dos games esportivos. Conheça, em mais uma coluna Bastidores, algumas curiosidades sobre o primeiro jogo.

Inspirado em… Super Mario 64?

Versão beta de THPS no PS1

Versão beta de THPS no PS1

No início do desenvolvimento, Pro Skater tinha uma visão distante, com os personagens descendo rampas e ladeiras de skate. Fazer manobras para obter pontuações mais altas e colecionar as famosas fitas já eram recursos presentes nesta versão. No entanto, para o time de produção, era difícil “encaixar as peças” e visualizar o esporte reproduzido nos jogos, de forma divertida. Após analisar Super Mario 64 e outros games similares, a equipe da Neversoft mudou o rumo do projeto, adotando uma mecânica mais livre.

Tony Hawk foi mais do que um personagem jogável

O famoso esportista era o ícone do skate naquele momento, nada mais justo do que chamá-lo para ser o protagonista. No entanto, o envolvimento de Hawk foi além, sendo participativo durante todo o ciclo de desenvolvimento: a mecânica adotada e as manobras foram discutidas em conjunto. A ideia era refletir a visão dele em relação ao esporte em um formato jogável.

Segredos bizarros

Namorada de Hawk na tela de pausa

Namorada de Hawk na tela de pausa

THPS é lembrado por ter cheats (códigos secretos) bem inusitados. Embora nos games seguintes seja possível desbloquear personagens como o Homem-Aranha, o primeiro jogo não fica muito atrás no quesito “bizarrice”. Por exemplo, após apertar uma sequência de teclas na tela de pausa, surge a namorada de Tony Hawk na tela. Outro comando traz a namorada de um dos programadores.

Censura no N64

Ao mesmo tempo em que tentou emplacar uma imagem de maturidade, a Nintendo também tropeçou, diversas vezes, em suas políticas de censura. Na edição do Nintendo 64, várias músicas do título foram censuradas, tendo que ser regravadas. A ideia era obter a classificação “para todos os públicos”. No PS1 e Dreamcast, para efeito de exemplo, o game era não recomendado para menores de 13 anos. A censura às faixas foi bem criticada pelos fãs, já que em alguns casos teria alterado o sentido das mesmas. Até o letreiro com os nomes das manobras foi trocado: no PS1 e DC, ele sai da tela deixando um rastro de sangue. No N64, as letras simplesmente descem.

Bruce Willis de skate

Sim, esse é Willis. Bizarro é pouco

Sim, esse é Willis. Bizarro é pouco

No início do desenvolvimento, o famoso skatista não tinha sido ainda modelado em 3D. Como os trabalhos precisavam andar, a Neversoft reaproveitou um modelo de Bruce Willis para testar as mecânicas adotadas. Isso foi porque o primeiro jogo do estúdio, Apocalypse (PS1), usava o ator como protagonista. O jeito foi colocá-lo andando de skate temporariamente.

Escolhendo as músicas

A trilha sonora da série definiu uma geração. Poucos sabem, no entanto, que o próprio Hawk sugeriu cada faixa. O primeiro jogo trazia de Dead Kennedys a Goldfinger, enquanto as sequências tiveram nomes mais comerciais (Foo Fighters, System of a Down, AC/DC).

Uma manobra impulsionou as vendas

Mesmo com o skate no auge, ainda havia incertezas em relação ao desempenho de THPS nas vendas. No entanto, um mês antes da chegada do jogo às lojas, uma manobra (900) feita perfeitamente por Hawk na X Games 99 trouxe grande atenção da mídia e do público, indiretamente refletindo no título, de acordo com o próprio time. Foi um sucesso tão devastador que a Activision transformou Pro Skater em uma série anual.

Call of Duty: Infinite Warfare se passa no espaço

Rumores de um Call of Duty no espaço têm sido discutidos nos últimos anos. Nesta semana, o boato se tornou realidade com o anúncio de Infinite Warfare, o mais novo lançamento da série. A Activision irá focar suas atenções na nova geração e, por isso, o game sairá apenas para PS4, Xbox One e PC em 4 de novembro. Fãs do PS3 e 360 não receberão novos jogos da franquia.

Para onde ir com IW? Os últimos Call of Duty foram bastante criticados pela ausência de novidades. Até mesmo algumas cenas em CG foram repetidas. A pressão por lançamentos anuais, que está se tornando comum na indústria, fez os recentes Advanced Warfare e Ghosts, por exemplo, não venderem o esperado.

Call of Duty Infinite Warfare - 2Combates espaciais em um Call of Duty… Esse momento chegou

O estúdio Infinity Ward, responsável pelo novo título, espera que a ambientação no espaço traga novas possibilidades. “Podemos levar o jogador para ambientes insanos, como a superfície de um asteróide sem controle, além de combate em gravidade zero”, afirmou Jacob Minkoff, diretor de design, em entrevista ao site Gamespot. Será possível, a partir de uma luta terrestre, chamar uma nave e voar pelos céus de planetas extremos, sem interrupções.

Uma versão especial do game vai trazer o remaster de Modern Warfare, de 2007, um dos mais elogiados da geração passada. O estúdio Raven Software recebeu a missão de adaptar MW para o PS4, One e PC, melhorando as texturas, iluminação, áudio e uma série de outros aspectos. 10 mapas multiplayer já foram garantidos pela Activision. Contrariando o desejo dos fãs, este remaster não será vendido separado. Será preciso adquirir a edição especial de Infinite Warfare para jogá-lo.

Call of Duty Infinite Warfare - 3Call of Duty encontra Mass Effect?

Ver Call of Duty finalmente saindo da sua zona de conforto será uma experiência muito positiva. Depois de tanto clichê, enfim, surgiu um jogo que prova que a série está tentando se reinventar. Estaremos cobrindo in loco a E3 2016, então, quem sabe a gente não passa mais novidades para vocês… ;)

Análise: Guitar Hero Live

Após semanas jogando Guitar Hero Live, finalmente pude formar uma opinião concreta sobre o título. E, de cara, já aviso: não se trata de mais um “joguinho de ritmo”, mas sim de um belo retorno da franquia da Activision. A versão analisada foi a do Wii U, mas não leve isso em conta, já que é o mesmo jogo nos outros consoles: PS4, PS3, Xbox One e Xbox 360. Confira nossa análise.

Primeiras impressões

Após abrir o pacote gigante – composto pelo disco, guitarra e folhetos de instruções – configurei o que devia, inseri o receptor USB no console e comecei a jogar. Foi o momento em que criei, perdurando por alguns minutos, resistência ao acessório. Enfrentei dificuldade nas partidas iniciais, devido ao novo layout dos botões.

Guitar Hero Live - nova guitarra - 2Seis teclas, agrupadas pelas cores preto e branco. Parece simples, mas não é

Assim que o título é executado pela primeira vez, uma espécie de tutorial surge. É preciso se familiarizar com as seis teclas, reposicionadas no novo modelo de guitarra. Ao mesmo tempo em que a sensação de estar tocando um instrumento de verdade aumenta, já que é possível realizar mais combinações, é preciso – mais do que nunca – ter prática. Até mesmo os especialistas nos jogos anteriores da franquia vão sofrer um pouco para se acostumar. Logo após o tutorial, veio Fall Out Boy com sua “My Songs Know What You Did in the Dark” e eu não tenho vergonha de dizer que fui bem mal. Mas melhorei nas tentativas seguintes.

Falando sobre o acessório, é preciso abordar o botão “Hero Power”. Ele serve para acionar o “Hero Mode”, que permite animar os fãs nos shows (calma, já explico), tocar automaticamente as próximas notas, entre outras funções. A tecla de Pausa está bem próxima, posicionada de forma estratégica. Se você tem apenas o Wii U, não espere nada do Gamepad, que é totalmente desnecessário. Agora, falaremos da principal inovação de Live: a interação com o público.

Guitar Hero Live - plateiaÉ assim que a plateia vai te olhar se você tocar mal

Saem os personagens virtuais, entram pessoas. Jogar Guitar Hero Live traz a sensação de estar em algo real. Na campanha solo, você é guitarrista de uma famosa banda e vai tocar três faixas em um festival. Antes de começar, você vai apertar a mão dos seus companheiros na parte de trás do palco, subir e descer escadas, aquecer, até encarar o público e iniciar o show propriamente dito. Toda a visão é em primeira pessoa. Se tocar mal, a qualquer momento, a multidão vai fazer cara feia e seus companheiros podem te xingar (ou até tentar arrancar sua guitarra). Vá bem para presenciar todo mundo aos pulos, se divertindo.

Neste principal modo, é possível escolher um festival e então uma banda, com seu respectivo setlist de 3 músicas. Cada grupo tem uma especialidade: o fictício The Jephson Hangout, que toca “Counting Stars” do OneRepublic, é o mesmo que manda ver em “Demons”, do Imagine Dragons, por exemplo. Já uma das girl bands presentes, a The Out-Outs, toca Katy Perry, Avril Lavigne e Rihanna. A Blackout Conspiracy é especalista em metal, trazendo Bring Me the Horizon, Pierce the Veil e Of Mice & Men.

Sendo um rockstar

Uma nova guitarra com um gameplay diferenciado. Será que, na prática, funciona? Posso dizer que sim. Após um período de adaptação (que pode ir de 20 minutos a uma manhã inteira, dependendo do seu estilo de jogo), você vai se ver balançando de um canto ao outro, em algumas vezes até cantando junto. Por falar nisso, quem tiver um microfone USB pode plugar no console e cantar qualquer uma das canções. Pode ser o próprio guitarrista ou um amigo. E é aí que os momentos divertidos surgem.


Bom, esse cara pelo menos tentou cantar

Além da campanha solo, um modo multiplayer local está presente. Nele, a tela se divide na vertical e cada jogador tem o seu público. Difícil vai ser colocar isso em prática, já que o pacotão (que inclui o game e a guitarra) custa entre R$ 400 e R$ 600 no Brasil (nos EUA, sai entre US$ 80 e US$ 100). A guitarra não é vendida separadamente por aqui, mas em terras norte-americanas ela é encontrada por US$ 50. Ou seja, é uma brincadeira cara.

Uma análise de Guitar Hero Live não seria a mesma se não tratasse o modo Guitar Hero TV. Neste game, não há mais a opção de comprar uma música e executá-la quando quiser. Ao invés disso, a Activision criou uma espécie de “MTV jogável”: vários clipes são exibidos em sequência e é possível jogá-los, como faixas normais da campanha solo. Não estão presentes as bandas e o público, apenas clipes. De hora em hora, o gênero muda: de pop a metal, ou de indie rock a rap. A programação da GHTV está disponível em seu site. Cada partida reúne ainda outros sete competidores de qualquer lugar do mundo, ao vivo. Seja o primeiro da sala para ganhar moedas virtuais, que te permitem jogar uma música específica do catálogo a qualquer momento (mas sem baixar, ainda por streaming).

Guitar Hero TV -2Jogar online contra outras sete pessoas, no GHTV, é divertido

Vi muita gente pedindo o retorno dos DLCs, mas gostei bastante do Guitar Hero TV. Toda semana tem várias músicas novas no catálogo e não é obrigatório gastar dinheiro para ir além das 42 opções offline. A Activision fez essa mudança porque acredita que vivemos em tempos onde se compra muita coisa, que é jogada fora logo depois. Acho que a opção de DLC poderia estar presente, mas eu, particularmente, não sinto falta. Só espero que a empresa continue reforçando o catálogo.

Uma lista de músicas democrática

Nos modos offline, tem um pouco de tudo. A maioria absoluta das faixas é datada de 2000 pra cá, o que pode afastar a turma mais old school que não conhece The Lumineers, The Killers, Royal Blood, Halestorm e Kasabian. Este pessoal vai ficar feliz com a Guitar Hero TV, que traz mais de 200 opções, passando por Marilyn Manson, Faith no More, Megadeth, R.E.M e The Clash. Veja tudo o que está disponível na Wikipedia.

Neste assunto, minha crítica vai para a ideia da Activision de colocar Skrillex, Zedd e Calvin Harris. Sim, eles tem músicas legais, mas não para se jogar com uma guitarra. É algo forçado demais. Se aboliram o uso de outros instrumentos, o mínimo que poderia se esperar é que o uso do acessório seria consistente. Não foi o caso. Sobre a Guitar Hero TV especificamente, estou sentindo falta das centenas de faixas dos jogos anteriores da franquia. Quero jogar Muse, Breaking Benjamin e Seether, só para citar alguns. A impressão que passa é que quiseram “virar a página” com Live, após 5 anos sem lançamentos. Mas podiam ter lembrado do catálogo antigo.


Visual: 4 / 5

Guitar Hero Live traz muitas filmagens com pessoas reais e uso de clipes. Em conjunto com menus dinâmicos e intuitivos, a aparência final é positiva.

Jogabilidade: 4.5 / 5

No início, tudo é meio atrapalhado. Com prática, tudo se resolve. Os casuais vão sofrer um pouco para entrarem no ritmo.

Som: 4 / 5

Um catálogo justo e democrático, com alguns pontos fora da curva (Calvin Harris?).

Replay: / 5

O multiplayer local e o GHTV são viciantes, mas a campanha solo dura pouco.


Guitar Hero TVGuitar Hero Live supera expectativas e se esforça para inovar

Rock Band 4 trouxe mais do mesmo, Guitar Hero Live trouxe inovação. Este é um dos motivos para dizer que o estúdio FreeStyleGames desenvolveu uma experiência superior e que merece ser jogada. É uma pena que seja algo caro, em especial para os brasileiros.

Nota geral: ★★★★☆ (4/5)

Data de lançamento: 2 de dezembro de 2015 (Brasil)
Plataforma: Wii U (usada na análise), PS4, PS3, Xbox One, Xbox 360
Desenvolvedora: FreeStyleGames
Publisher: Activision
Jogadores: 1-2 (offline) e 1-8 (online)

Estúdio criador de Candy Crush é comprado por US$ 5,9 bilhões

Lembra do Candy Crush, aquele joguinho viciante de celular que também está no Facebook e as pessoas adoram encher o saco com notificações dele? A empresa desenvolvedora do game, a King Digital, foi comprada por US$ 5,9 bilhões pela Activision Blizzard, responsável por várias franquias consagradas, como Call of Duty, Guitar Hero e Diablo. A aquisição ainda passará por trâmites legais envolvendo acionistas e entidades antitruste, devendo se concretizar no primeiro semestre do ano que vem. Os jogos para dispositivos móveis do estúdio – incluindo Candy Crush – totalizaram uma base de 474 milhões de usuários no terceiro trimestre de 2015.

Analistas da indústria dos games avaliam que o movimento da Activision Blizzard representa uma tentativa de abocanhar um novo público, que consome jogos casuais. Atualmente, segundo o The Verge, apenas 5% do faturamento da empresa vem do segmento mobile. A transação bilionária é considerada uma das maiores dos últimos tempos na indústria dos videogames e superou a compra da Mojang (Minecraft) pela Microsoft, em 2014, por US$ 2,5 bilhões.

Candy Crush King