Arcade

O retorno de Streets of Rage que (quase) ninguém viu

Você conheceu Streets of Rage? Composta por três jogos, a série beat’em up (“destrua o que vier”) 2D foi um dos grandes sucessos do Mega Drive na década de 90. Com conversões para Game Gear, Master System, Sega CD e Arcade, a trilogia foi relançada posteriormente no PS2, GameCube, Wii, Xbox 360 e PS3. O que poucos sabem é que houve duas tentativas de resgatar a franquia, ambas malsucedidas. Na coluna No Limbo, desta vez, falaremos da segunda (e mais “conhecida”) delas, feita pelo estúdio Ruffian Games.

Tentando reviver a série

O charme "anos 80" tava bem visível no gameplay

O charme “anos 80” tava bem visível no gameplay

Criada em 2008, a escocesa Ruffian Games foi formada por pessoas que trabalharam em Project Gotham Racing, Fable e o primeiro Crackdown. De acordo com rumores, a Microsoft teria injetado dinheiro na empresa para que ela desenvolvesse Crackdown 2. Após este projeto, embora bem-sucedido, o estúdio não teve mais trabalhos AAA, focando suas atenções em títulos para o Kinect original. Em paralelo a tudo isso, surgiu uma ideia: reviver a franquia Streets of Rage. Para isso, obviamente, seria preciso convencer a Sega de que o esforço valeria a pena.

Em poucas semanas, a equipe da Ruffian montou um protótipo considerado “pre-pre-pre alpha” pelo diretor do estúdio, o inglês Gary “Gaz” Liddon. Em 2012, vazou um vídeo que mostra o gameplay desta versão, com a primeira fase sendo jogada pelo level designer Sean Noonan, que também participou do projeto. A ideia original era a de um reboot da série, que seria vendido apenas em formato digital para o PlayStation 3, Xbox 360 e PC. A Sega, no entanto, cancelou os trabalhos, alegando que era preciso focar em suas principais propriedades intelectuais, como Sonic the Hedgehog e Football Manager. O jogo nunca foi terminado.

Futuro?

O futuro de Streets of Rage pertence apenas à Sega. A companhia japonesa, no entanto, tem sido bastante questionada pelos fãs nos últimos anos. Desde o fim do Dreamcast, as maiores franquias clássicas da empresa (exceto por Sonic) foram subaproveitadas. Phantasy Star virou algo restrito ao Japão, Crazy Taxi foi reformatado para os smartphones em formato free-to-play, Skies of Arcadia e as demais foram engavetadas… Com o seu atual posicionamento, é muito improvável ver  a Sega trazendo Streets of Rage de volta, infelizmente.

Quer ver mais jogos que foram cancelados? Veja a nossa coluna No Limbo. Aproveite e confira o post que fizemos sobre Star Wars 1313, o game de ação que nós nunca poderemos jogar.

Prévia: Pokkén Tournament (Wii U)

Em viagem recente ao Japão, um dos meus principais objetivos foi – além de conhecer lugares fantásticos – jogar um pouco o que, até então, era exclusividade de lá. Uma passagem por Tokyo não seria a mesma se eu não tivesse ido a Akihabara, o bairro nerd da cidade. Lá, visitei as lojas da Sega, onde pude experimentar Mario Kart: Arcade GP 2, Luigi’s Mansion Arcade e, claro, Pokkén Tournament.

Já disponível em terras nipônicas para arcade, com uma versão global a caminho para Wii U (agendada para março), o título em questão é uma mistura de Pokémon e Tekken. Desenvolvido pelo mesmo time da série de luta da Bandai Namco, Pokkén Tournament é divertido, principalmente no modo multiplayer. A mecânica é parecida com a de Tekken, mas com novas possibilidades que aumentam o fator replay – principalmente para os fãs dos monstrinhos. Confira a prévia exclusiva do BitBlog.

Pokkén TournamentSuicune é o mais “rockstar” dos Pokémon disponíveis

Gameplay

Com movimentação tridimensional, é possível andar por arenas que lembram Pokémon Stadium, do N64. A versão jogável tinha Blaziken, Pikachu, Charizard, Lucario, Machamp, Suicune, Gardevoir, Sceptile e Weavile. A edição de console terá ainda Mewtwo, Chandelure, Garchomp, Braixen e Shadow Mewtwo (este último apenas para quem adquirir o título em pré-venda). Cada criatura tem golpes únicos e requer prática. Charizard, por exemplo, era bastante lento, mas tinha um dos movesets mais eficientes: o Seismic Toss que o diga, pois me ajudou a vencer um dos torneios disponíveis na campanha solo.

Pokkén Tournament - arcade japonês 2No arcade, uma tentativa custava 100 ienes, o equivalente a quase R$ 3,50

É possível chamar um Pokémon de suporte, no meio das batalhas, para ajudar nos combates. Lembro de ter invocado Ninetales, que soltava várias chamas em direção ao oponente, e Emolga, que eletrocutava o inimigo e reduzia sua velocidade. Após usar este recurso, é preciso aguardar um certo tempo para chamar um parceiro novamente.

Controles

Fiquei surpreso ao perceber que a única forma de jogar Pokkén Tournament – pelo menos no arcade – era com um controle similar aos dos consoles mais antigos. Com um direcional digital e quatro botões (ataque leve, ataque forte, ataque especial e pulo), o acessório se mostrou simples e ágil. Uma versão similar chegará também ao Wii U.

Da mesma forma que em Tekken, é possível se defender dos golpes. Exceto do ataque especial, que pode ser fatal.

Pokkén Tournament - arcade japonêsO controle chamava a atenção de quem estava na loja da Sega


Não espere um Super Smash Bros.: Pokkén Tournament traz uma experiência mais hardcore. Leva-se algum tempo até a se acostumar com a mecânica. Não há itens pelo cenário, apenas você e o oponente. Isso pode afastar um pouco os casuais. De qualquer forma, este é o título que o console da Nintendo precisava para tentar ganhar mais fôlego no mercado. No arcade ou no Wii U, o game vale a pena. Mas tenha um amigo por perto, pois a campanha single-player enjoa logo.

7 games de Star Wars pra você aguardar o novo filme

Enquanto Star Wars: The Force Awakens não chega aos cinemas, que tal ir entrando no clima jogando videogame? O BitBlog listou 7 títulos memoráveis de Star Wars, desde a época 16-bit até as gerações de consoles recentes, passando pelo PC.

7) Star Wars Episode I: Racer

Ano de lançamento: 1999
Plataformas: PC, Nintendo 64, Dreamcast, Mac OS, Arcade

No clima do Episódio 1, que chegava aos cinemas na mesma época, a LucasArts lançou um game inspirado em suas corridas de pod racer. A ideia era reviver uma das melhores partes do filme no conforto de casa. E deu certo. Racer é um belo jogo de corrida futurista. A trilha sonora era, no mínimo, sensacional (tanto que homenageamos aqui no BitBlog). E o multiplayer era motivo pra passar horas e horas em frente à TV.

6) Star Wars Jedi Knight: Dark Forces II

Ano de lançamento: 1997
Plataforma: PC

Exclusivo para Windows, Jedi Knight surpreendeu pelo visual caprichado para a época, além de duas visões de jogo: em primeira e em terceira pessoa. Com o uso de armas e do tradicional sabre de luz – que rebate tiros e ilumina ambientes – o título trouxe 21 fases para exploração, em uma narrativa paralela a dos filmes. Além disso, tinha multiplayer online, o que era um diferencial naquele momento.

5) Star Wars: Shadows of the Empire

Ano de lançamento: 1996
Plataformas: Nintendo 64 e PC

Star Wars Shadows of the Empire

Ambicioso. Isso define Shadows of the Empire. Misturando veículos terrestres e aéreos com o gênero de ação/plataforma em 3D, o game era daquele tipo “ame ou odeie”. Dividiu opiniões por ter estágios variados: uns eram entediantes, enquanto outros eram surpreendentes. Uma hipótese seria a pressão da Nintendo para ter o jogo pronto no lançamento do N64, mas não importa. No geral, Shadows of the Empire merece ser jogado – mesmo com a câmera atrapalhada ou a falta de polimento em alguns aspectos. No mínimo, você vai lembrar das suas aventuras voando com um jetpack pelos cenários grandiosos.

4) Star Wars: The Force Unleashed

Ano de lançamento: 2008
Plataformas: PS3, PSP, PS2, Xbox 360, Wii, Nintendo DS, PC, Mac OS X, N-Gage, iOS

Situado entre os episódios III e IV dos filmes, The Force Unleashed é protagonizado por um aprendiz de Darth Vader, que descobre seu caminho durante o enredo. Se adapta bem a diferentes estilos de jogo: seja você um apressadinho – que sai destruindo tudo, sem pensar duas vezes – ou um jogador mais estratégico. Vendeu milhões de cópias, passando por quase uma dúzia de plataformas.

3) Star Wars: Knights of the Old Republic

Ano de lançamento: 2003
Plataformas: Xbox, PC, Mac OS X, iOS, Android

Star Wars Knights of the Old Republic

O que você esperaria de um game de Star Wars desenvolvido pela BioWare, de Mass Effect e Dragon Age? Mesmo no início dos anos 2000, o estúdio canadense já fazia trabalhos reconhecidos pela indústria. KOTOR – como o título é chamado pelos fãs – colecionou prêmios e mostrou que era possível incorporar o gênero RPG ao amado universo de George Lucas. Ganhou versões para iOS e Android quase uma década após.

2) Super Star Wars

Ano de lançamento: 1992
Plataformas: SNES, Wii, PS4, PS Vita

Super Star Wars

Super Star Wars marcou a primeira adaptação fiel do Episódio IV para o mundo dos videogames. No comando de Luke Skywalker, Han Solo ou Chewbacca, seja a pé ou no comando de uma X-Wing, inaugurou as aventuras da série no SNES. Fez tanto sucesso que foi relançado muitos anos após para o Wii e, mais recentemente, no PS4 e PS Vita.

1) Star Wars Rogue Squadron III: Rebel Strike

Ano de lançamento: 2003
Plataforma: GameCube

Para muitos, Rogue Squadron II é a melhor adaptação para videogames de Star Wars. Mas nem todos lembram do lançamento seguinte. Rogue Squadron III: Rebel Strike trazia todas as fases do seu antecessor em modo multiplayer cooperativo, além de contar com uma campanha inédita. Não se limitou a combate aéreo, já que alguns estágios tinham uma “pegada” de ação em terra, com resquícios da série Battlefront original. Foi um dos melhores títulos do GameCube e é uma pena que tenha ficado ali, em 2003. Queremos uma continuação já!

Filme Pixels estreia nesta quinta-feira

Pixels-O-Filme

Seres intergalácticos interpretam um arquivo em vídeo com imagens de jogos de arcade clássicos como uma declaração de guerra e transformam personagens em armas justamente para atacar a Terra. Em resumo, é este o enredo do filme Pixels, que entra em cartaz nos cinemas nesta quinta-feira (23). O jornalista Júlio Cavani, do Diario de Pernambuco, foi convidado a uma sessão fechada para a imprensa e já conferiu o longa.

“Como peças do quebra-cabeça digital Tetris, tudo se encaixa em Pixels. A aventura protagonizada pelo ator Adam Sandler faz uma combinação entre velhos e novos recursos do cinema de entretenimento de forma relativamente sincera, sem parecer tanto com uma colagem oportunista de tendências de mercado”, analisa. Clique aqui para ler a crítica completa de Júlio Cavani sobre Pixels.

Feliz aniversário, Pac-Man!

Nesta sexta-feira tem um personagem muito querido na indústria dos jogos que completa aniversário. O Pac-Man (que muita gente aqui do Brasil conheceu como Come-come) está completando 35 anos desde que foi lançado pela Namco para arcades lá no Japão, em 1980. Seu criador é o game designer Toru Iwatani, que trabalhava na empresa há apenas três anos quando teve a ideia de desenvolver um jogo simples e que agradasse o público feminino. Ora, se na época de hoje ainda existe sexismo na indústria dos videogames, imagine como era a situação há três décadas e meia. Os games eram considerados “coisa de menino” e, pensando numa lógica estereotipada, o mercado apostava para valer nos títulos sangrentos.

Existem várias histórias por trás da criação de Pac-Man. Uma delas diz que Toru Iwatani estava numa boa com uns amigos quando resolveram pedir pizza. Ao tirar uma fatia, o criativo japonês olhou para o restante daquela figura e imaginou uma boca. Mas em uma entrevista antiga, o criador da bolinha amarela insaciável que come mais que Magali deu outra versão. Falou que em japonês há uma onomatopeia que representa o ato de comer. Tipo o nosso “nhac-nhac”, só que na Terra do Sol Nascente é “paku-paku”. Daí o nome Pac-Man. E o formato dele? Seria derivado do ideograma japonês para a palavra “boca”, que lembra um retângulo ou quadrado. Mas Toru percebeu que uma bola passava a ideia de algo mais dinâmico e ágil. Assim nasceu o aniversariante do dia.

Ainda há um pequeno detalhe nessa história toda. O mascote é conhecido no Japão como Puckman, que é seu nome original. Com medo de que no ocidente ele fosse chamado de Fuckman, o personagem aportou do outro lado do hemisfério como Pac-Man, evitando piadas e confusões na pronúncia.

O BitBlog conversou com o professor Breno Carvalho, coordenador do curso de jogos digitais da Universidade Católica de Pernambuco, para saber como foi a repercussão do lançamento de Pac-Man. “Por conta das cores e da forma dos personagens, o público feminino adorou. Nos fliperamas eram as mulheres que ganhavam dos caras”, explica. O próprio formato do game foi bem inovador na época e ajudou a consagrar a temática de labirintos. “Mesmo sem muita tecnologia para definição de objetos na época, o Pac-Man foi um dos únicos a ter um bom design de personagens e cenário que não demonstrava problemas ou limitações técnicas”, diz Breno Carvalho, citando o livro 1001 Games para Jogar Antes de Morrer.

O professor também é autor da dissertação “Doodle game: Uma definição de marca mutante jogável”, inspirado no doodle criado pelo Google em 2010, em homenagem aos 30 anos do mascote. O conceito pareceu grego para você? Calma que lá vem a explicação: “Marca mutante jogável é uma identidade dinâmica na qual se observam traços da assinatura matriz, com mutação de elementos gráficos da marca, apresentando-se de maneira consistente e contemporânea. Também há a inserção de recursos audiovisuais e interativos, regidos por uma narrativa com objetivo claro, regras que propõem a tomada de decisão por parte do usuário em um determinado tempo/espaço e resultados quantificáveis para o jogador”, ensina o coordenador do curso de jogos digitais da Unicap.

Algumas curiosidades:

1) Pac-Man vai ser um dos personagens homenageados no filme Pixels, que estreia em 23 de julho e faz referência a clássicos dos videogames.

2) Durante o processo de criação, sugeriram a Toru Iwatani que ele colocasse olhos no personagem, mas ele não gostou da ideia. Mesmo assim, com a inclusão de Pac-Man na franquia Super Smash Bros, da Nintendo, ele ganhou traços humanoides.

3) Existe até mesmo um jogo de kart com Pac-Man.

4) Os fantasmas que perseguem nossa querida bola amarela possuem personalidades próprias e nomes: Blinky, Pinky, Inky e Clyde.

5) Billy Mitchell é o detentor do recorde mundial do Pac-Man. Ele levou mais de seis horas para completar o jogo, conseguindo alcançar a pontuação máxima que é 3.333.360 pontos. Para isso, ele teve que completar 256 telas. E detalhe: não perdeu uma única vida.

 

Sony divulga novo trailer do filme Pixels


A Sony divulgou nesta terça-feira o segundo trailer do filme Pixels, que estreia nos cinemas no dia 23 de julho. Com elenco composto por Kevin James, Adam Sandler, Peter Dinklage (o anão Tyrion, de Game of Thrones), Josh Gad e Michelle Monaghan, a película caminha para o humor pastelão com uma história bizarra.

Seres intergalácticos interpretam um arquivo em vídeo com imagens de jogos de arcade clássicos como uma declaração de guerra e transformam personagens em armas justamente para atacar a Terra. Para defender o planeta, a saída é recorrer aos jogadores veteranos, que conhecem esses games melhor do que ninguém.

Embora tudo seja mais um grande besteirol americano, o público gamer deve se divertir com as referências à cultura dos jogos eletrônicos. Pixels traz referências a Pac-Man, Donkey Kong, Centopeia, Space Invaders, Breakout, Galaga e vários outros. Tem até um japonês que, se brincar, é uma sátira ao lendário Shigeru Miyamoto, criador de Mario.

Confira o trailer: