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Zelda: Breath of the Wild é eleito melhor jogo da E3 2016

A E3 2016 foi épica! A edição deste ano da maior feira de videogames aconteceu em junho. O BitBlog esteve presente e trouxe tudo, tudo, tudo (ou quase) o que aconteceu por lá (confira na tag BitBlogNaE3), direto de Los Angeles. E, para virar a página, só faltava a tradicional lista de melhores jogos do evento, feita anualmente pelo Game Critics Awards, que envolve os votos da imprensa.

Mesmo enfrentando uma concorrência forte de Horizon: Zero Dawn e do novo God of War, o destaque ficou mesmo com The Legend of Zelda: Breath of the Wild, para Wii U (com versão para o NX a caminho). Veja abaixo a lista completa, com nossa opinião para cada categoria. Afinal, jogamos muita coisa no evento!


Melhor jogo do evento

The Legend of Zelda: Breath of the Wild (Wii U, NX)
Desenvolvedora: Nintendo
Leia aqui nossas impressões

Zelda - Breath of the Wild

Opinião BitBlog: Como não concordar? Ao entrar no pavilhão do LA Convention Center, o imponente estande que a Nintendo montou já chamava atenção. As filas para jogar o título davam voltas e voltas no entorno. Tudo isso para conferir a nova aventura de Link, que incorpora mecânicas clássicas da série com a modernidade de Dragon Age e similares. O time de Shigeru Miyamoto realmente saiu da zona de conforto para atualizar a franquia – e conseguiu. Mal podemos esperar por março de 2017! Que venha The Legend of Zelda: Breath of the Wild.

Melhor nova série

Horizon Zero Dawn (PS4)
Desenvolvedora: Guerrilla Games
Leia aqui nossas impressões

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Opinião BitBlog: Ao colocar as mãos no joystick do PS4 para curtir a aposta da Sony para este ano, pude perceber: o hype faz todo o sentido. O universo de Horizon é imenso, detalhado e único. Em nossa opinião, a briga com For Honor (veja aqui nossas impressões), da Ubisoft, foi boa nesta categoria. Mas no final, concordamos. Horizon: Zero Dawn merece o prêmio.

Melhor jogo de console

The Legend of Zelda: Breath of the Wild (Wii U, NX)
Desenvolvedora: Nintendo
Leia aqui nossas impressões

Opinião BitBlog: Não tem nem o que falar. Essa categoria é mesmo de The Legend of Zelda: Breath of the Wild.

Melhor jogo de realidade virtual

Batman: Arkham VR (PS4)
Desenvolvedora: Rocksteady
Leia aqui nossas impressões
(Não fomos autorizados a divulgar imagens do título)

Opinião BitBlog: Ao aguardar na fila para curtir a demonstração, conversamos rapidamente com o pessoal da Rocksteady. Eles afirmaram que, toda vez que terminam de desenvolver um game do herói-morcego, dizem que foi o último. Mas aí surge uma oportunidade imperdível e eles voltam atrás. Após jogar a demonstração completa de Arkham VR, fica evidente o motivo: trazer Batman para a realidade virtual foi uma bela sacada. Sem a ação dos projetos anteriores, aqui o foco é a investigação. A propósito, a imersão é excelente. Gostamos muito de Arkham VR, mas, nesta disputadíssima categoria – em nossa opinião – o prêmio deveria ir para Thumper (PS4, Oculus Rift, Vive, veja aqui nossas impressões) – uma experiência que conseguiu ser ainda mais imersiva do que a nova aventura do morcego.

Melhor jogo de PC

Civilization VI (Windows, Mac OS X, Linux)
Desenvolvedora: Firaxis

Opinião BitBlog: Não jogamos o novo Civilization, apenas vimos o gameplay. O que a imprensa tem elogiado tanto é que, mesmo mantendo a essência clássica da franquia, o estúdio Firaxis conseguiu introduzir várias mecânicas novas. Até a inteligência artificial foi retrabalhada completamente.

Melhor hardware

PlayStation VR (PS4)
Fabricante: Sony Interactive Entertainment
Leia aqui tudo que jogamos no PS VR

PlayStation VR - o dispositivo

Opinião BitBlog: Não podíamos concordar mais! O PlayStation VR dominou o show. Mesmo em experiências frenéticas que causaram enjoo (Rigs e Eagle Flight, por exemplo), temos que reconhecer o enorme potencial do acessório em aventuras on-rails (como no assustador Until Dawn: Rush of Blood, Wayward Sky, Thumper e Batman: Arkham VR). Depois da E3 2016, finalmente acreditamos no potencial da realidade virtual nos videogames.

Melhor jogo de ação

Battlefield 1 (PS4, Xbox One, PC)
Desenvolvedora: DICE
Leia aqui nossas impressões

Battlefield 1 - gameplay

Opinião BitBlog: Conforme colocamos em nossa prévia, Battlefield 1 é bem ambicioso. Embora o hype seja enorme, não vimos nada extraordinário no game, que segue fielmente a fórmula da série. Em nossa opinião, seria mais justo o prêmio ir para o incrível Titanfall 2 (veja aqui nossas impressões), o destaque da EA neste ano. Em segundo lugar, ficaria Dead Rising 4 (veja aqui nossas impressões), um dos momentos mais divertidos que tivemos no evento!

Melhor jogo de console

The Legend of Zelda: Breath of the Wild (Wii U, NX)
Desenvolvedora: Nintendo
Leia aqui nossas impressões

Opinião BitBlog: Não tem nem o que falar. Essa categoria (também) é mesmo de The Legend of Zelda: Breath of the Wild.

Melhor RPG

Final Fantasy XV (PS4, Xbox One)
Desenvolvedora: Square Enix
Leia aqui nossas impressões

Final Fantasy XV - E3 2016 - 2

Opinião BitBlog: O sistema de combate mudou completamente. Embora isso tenha afastado alguns fãs de longa data, convidamos estes a testarem o próximo FF, assim que estiver disponível. A Square Enix realmente está se esforçando para inovar. XV consegue ser frenético como nenhum outro Final Fantasy, ao mesmo tempo em que traz elementos clássicos. O prêmio é justo, Final Fantasy XV foi o melhor RPG da EE 2016.

Melhor jogo de corrida

Forza Horizon 3 (Xbox One, PC)
Desenvolvedora: Playground Games, Turn 10

Opinião BitBlog: Mais uma disputa grande. Embora Horizon 3 agrade bem os fãs, por uma pequena diferença, acreditamos que o prêmio poderia ir para Gran Turismo Sport. A imersão no último foi maior, então, vamos usar isto como critério de desempate. Na correria da E3, terminamos sem escrever prévias para eles, mas fica aqui a nossa recomendação para o título do PS4.

Melhor jogo de luta

Injustice 2 (PS4, Xbox One)
Desenvolvedora: Netherrealm

Opinião BitBlog: Sim, o prêmio é de Injustice 2, por dois motivos: além de ser divertido, não houve concorrência na feira.

Melhor jogo de esportes

Steep (PS4, Xbox One, PC)
Desenvolvedora: Ubisoft Annecy
Leia aqui nossas impressões

Steep - gameplay

Opinião BitBlog: Jogamos Steep. A iniciativa da Ubisoft de inovar no gênero é louvável. Alguns bugs foram encontrados na demonstração, mas nada que prejudique a experiência. Se a categoria se limitasse a futebol, certamente indicaríamos Pro Evolution Soccer 2017 (veja aqui nossas impressões e uma entrevista exclusiva). Como não é caso, assinamos embaixo: parabéns, Steep!

Melhor jogo para a família

Skylanders: Imaginators (PS4, Xbox One, Wii U, PC, PS3, Xbox 360)
Desenvolvedora: Toys for Bob

Opinião BitBlog: Não há concorrência, portanto, assinamos embaixo, é Skylanders: Imaginators mesmo. Quem poderia ameaçar o posto seria Sea of Thieves (veja aqui nossas impressões), mas este último pecou pela ausência de modo cooperativo local e pela mecânica repetitiva.

Melhor multiplayer online

Titanfall 2 (PS4, Xbox One, PC)
Desenvolvedora: Respawn
Leia aqui nossas impressões

Titanfall 2

Opinião BitBlog: Claro que é Titanfall 2. Além de ser a chegada da série ao PS4, o título consegue melhorar o que já era bom no anterior. Graças à liberdade de jogar em um gigante Titan ou não, aos cenários relativamente pequenos (perfeitos para o combate) e ao mais importante: agilidade.

Melhor jogo independente

Inside (Xbox One, PC)
Desenvolvedora: Playdead

Opinião BitBlog: Não jogamos Inside. Subestimamos a atmosfera envolvente do indie, que já está há seis anos em desenvolvimento. Ao mesmo tempo que amamos We Happy Few (veja aqui nossas impressões), gostaríamos de experimentar Inside para tirarmos uma conclusão. Portanto, nesta categoria, vamos ficar devendo.

Menção honrosa para gráficos

God of War (PS4)
Desenvolvedora: Sony Santa Monica

Opinião BitBlog: O novo God of War não estava jogável, mas merece o prêmio. Através do gameplay exibido na feira, ficou evidente que ele merece!

Como construir seu controle de Xbox no Design Lab

Um dos destaques da Microsoft, na conferência do Xbox na E3, foi o Design Lab: uma plataforma online que permite construir seu próprio controle de Xbox One. Mas como vai funcionar na prática?

Conversamos com representantes da empresa durante a E3 2016, e eles nos esclareceram vários pontos. Primeiro de tudo: o serviço só chega ao Brasil em 2017. O lançamento ainda em 2016 está restrito aos EUA e Canadá. Além disso, o controle personalizado será mais caro: ao invés dos US$ 60 do joystick convencional, as criações do Design Lab custarão US$ 80 se ficarem restritas à troca de cores. Se você quiser incluir um texto no mesmo, como uma frase ou a sua gamertag da Live, o acessório vai ficar ainda mais caro: US$ 90. Não há preços ainda para o Brasil.

Xbox One Design Lab - E3 2016 - 2Aqui, em Los Angeles, a Microsoft expôs várias combinações possíveis na E3

Pudemos dar uma conferida numa versão beta do Design Lab. O serviço é muito simples: você seleciona cores primária e secundária para o joystick e então vai nas combinações de cada botão. Por último, a opção de colocar uma frase. Após o pagamento online, a criação chega em até 14 dias na sua casa. Gostei bastante, só tenho medo dos preços que serão praticados no Brasil. Afinal, em terras tupiniquins, um controle convencional do One custa absurdos R$ 500 (preço oficial)…

PES 2017: entrevistamos Adam Bhatti, da Konami

Atualização (30/08/2016): a Konami confirmou o licenciamento de 20 clubes da Série A, além de pelo menos seis estádios. Milton Leite será o narrador da edição brasileira. Veja as novidades aqui.


Durante a E3 2016, ao chegar à sala de reuniões da Konami, rapidamente encontrei inúmeros PS4 com uma demo de PES 2017. Enquanto aguardava a apresentação sobre o game que seria feita por lá, resolvi jogar um pouco o novo Pro Evolution Soccer. Além do visual nitidamente superior, devido às melhorias feitas no motor Fox Engine, os goleiros claramente estavam fazendo defesas mais difíceis do que de costume. É, eu tinha notado algumas das melhorias da série neste ano, antes mesmo de ouvir os representantes da Konami.

O time responsável não consegue esconder a empolgação com as inovações desta versão, que tem como lema a frase “controle a realidade”. Entre as de maior destaque, além das já mencionadas, está a inteligência artificial adaptativa. A promessa é que o game aprenda como você joga, através de machine learning, e se adapte a isso. Em complemento, os movimentos dos jogadores estão mais naturais e os passes mais precisos. Os escanteios de PES, considerados “engessados” por alguns, receberam quatro esquemas possíveis, flexibilizando o uso de novas estratégias.

Quem curte partidas online vai gostar de saber que as estatísticas foram reforçadas. Você saberá mais sobre o seu histórico contra um amigo específico, por exemplo, além de ver registrado o estilo de jogo de cada um, categorizado por diferentes aspectos, como os movimentos preferidos. Por outro lado, a funcionalidade Edit Data Sharing possibilitará, no PS4, a transferência de times e jogadores personalizados via USB. Um novo myClub vai mudar a forma de contratar talentos.

Pro Evolution Soccer 2017 - myClubFicou mais simples a forma de contratação no myClub

Após a jogatina, entrevistei com exclusividade o Adam Bhatti, que é Global Product and Brand Manager da série PES. O representante da Konami falou sobre as melhorias, realidade virtual e até o mercado brasileiro. Confira!


As novidades de PES 2017 certamente são interessantes. Mas e quanto às edições do jogo no PS3 e Xbox 360? Elas também receberão estas inovações?

Ainda estamos olhando para a geração passada. Em resumo, posso assegurar a você que o “sentimento” ao jogá-las será o mesmo, mas as novas edições (PS4/Xbox One) são as mais precisas quanto à nossa visão para o título, principalmente no que diz respeito às animações e inteligência artificial. No fundo, é o mesmo motor de jogo, a Fox Engine, que é adaptável.

E quanto à versão para PC? Ela está mais próxima do PS4 e One, ou da geração passada?

Ainda não falamos em PC porque há vários detalhes a serem anunciados. O desenvolvimento não terminou e o lançamento está um pouco longe, já que será no inverno norte-americano (para o Brasil, entenda como verão). Posso garantir que o game, nos consoles (não a versão PC), terá mais mudanças significativas entre o 2016 e o 2017 do que aconteceu entre o 2015 e o 2016.

Pro Evolution Soccer 2017 - 2

Qual a visão de vocês em relação a realidade virtual na série PES?

Estamos discutindo isso neste momento. O foco para este ano são as melhorias já anunciadas, mas estaremos onde os jogadores estiverem. Se realidade virtual emplacar, por que não? No Brasil, por exemplo, ainda não há muitos PS4. Logo, o mercado de VR nele ainda não é grande. Vamos aguardar.

Recentemente, foi anunciado que os servidores online de PES 2015 serão desligados em agosto, em menos de 2 anos após o lançamento. Isso gerou insatisfação entre os fãs. Como isso afeta PES 2017?

Isto (desligar os servidores tão cedo) não é algo que planejamos. Não faríamos se houvesse público lá. No caso de PES 2015, creio que cerca de apenas 200 pessoas usavam recursos online. Notamos que os fãs se importam com atualizações de times e uniformes, entre outras melhorias, e por isso eles mudam de versão. PES 2015 foi um sucesso comercial, mas o público mudou. É caro manter servidores no ar e percebemos que pode ser mais benéfico, para ambas as partes, investir em melhorias para as edições seguintes.

No Brasil, há rumores da saída de Silvio Luiz da narração e a entrada de Milton Leite. Eles procedem?

(risos) Ainda não há nada a ser anunciado. Não posso responder sobre isso. Se tivermos que mudar (a narração), o que garanto é que a nova opção será definida para agradar os fãs.

Pro Evolution Soccer 2017 - 3

Quais times brasileiros estarão presentes em PES 2017?

Eu diria para o público não se preocupar. Faremos este tipo de anúncio na Gamescom, em agosto. Como o game ainda não tem uma data de lançamento específica, apenas a época (verão brasileiro), preferimos ficar confortáveis primeiro com o título antes de revelar mais detalhes. Ainda há questões a serem resolvidas no desenvolvimento.

Para terminar: como é feita a escolha de quais estádios estão representados no jogo? Quais os desafios em relação ao licenciamento?

Depende de parceria com os clubes. Quanto aos jogadores, por exemplo, temos que negociar os direitos um a um, por isso em PES 2016 tivemos tão poucas representações fiéis em cada clube. Já em relação aos estádios, também depende de negociação. Todo ano, no entanto, fazemos uma pesquisa global levando em conta a opinião do nosso público. Se os fãs quiserem muito sugerir algum estádio, por exemplo, podem entrar em contato conosco pelas redes sociais do PES, temos uma equipe para este fim. Para a versão 2017, já há muitos detalhes encaminhados, então só faríamos alguma adição se muita gente pedir.

Jogamos: We Happy Few é um indie claramente inspirado em 1984

Nem só de blockbusters vive a E3. O maior evento de videogames do mundo, que aconteceu nesta semana, no Los Angeles Convention Center, também abriu espaço para que os indies pudessem brilhar. Um dos títulos que chamou atenção do público – e, consequentemente, do BitBlog – foi o We Happy Few, que tem lançamento previsto para 26 de julho deste ano. A princípio, ele é um exclusivo do Xbox One e PC.

Claramente inspirado no clássico 1984, de George Orwell, e frequentemente comparado a Bioshock, o enredo elaborado pela Compulsion Games insere o jogador no universo distópico de Wellington Wells. A cidade inglesa fictícia foi invadida pelos alemães nazistas em 1964 e conseguiu derrotá-los recorrendo ao que ficou conhecido como “Very Bad Thing” (uma coisa muito ruim), um episódio que parece ter mudado o destino dos cidadãos do lugar. Desde então, eles passaram a tomar pílulas de Joy, uma droga que suprime lembranças tristes e pode provocar psicose.

we happy few 2

O gamer vivencia as consequências das escolhas de Arthur Hastings, um cidadão que decide deixar de tomar as pílulas e percebe que o mundo em que acreditava não passava de uma ilusão. Por conta disso, ele passa a ser perseguido e precisa encontrar uma forma de escapar da cidade.

Na E3, pudemos jogar os primeiros momentos de We Happy Few. Vemos Arthur Hastings, que trabalha como arquivista na prefeitura, examinando documentos antigos e censurando alguns deles – o que é quase um paralelo a Winston Smith e seu papel no Ministério da Verdade, em 1984. Outro elemento que remete à obra é a figura do Uncle Jack, uma espécie de Big Brother de Wellington Wells.

Distopias geralmente rendem boas histórias e Bioshock, franquia da qual sou fã, é um grande exemplo disso. Em We Happy Few, o jogador sente vontade não apenas de escapar, mas de entender mais sobre a história e o contexto que levou à construção de uma sociedade perturbadora como aquela. O pano de fundo deste indie game, ainda que de forma subliminar, propõe reflexão sobre questões filosóficas e existenciais, como o que é a que a felicidade e o que é real.

we happy few 3

Outro aspecto interessante sobre We Happy Few é que ele foi financiado pelo Kickstarter e arrecadou mais de 300 mil dólares canadenses (equivalente a R$ 800 mil). Já existe uma wiki oficial com informações sobre a história para situar os jogadores e gerar mais expectativa, embora eu tenha a impressão de que ela revela mais do que deveria. Ainda assim, vale dar uma olhada para se preparar.

Eu, pessoalmente, estou empolgado com mais uma criação da Compulsion Games e acredito que vai ser um título do qual muita gente vai lembrar nos próximos anos. Talvez parte disso é porque considero animador quando a indústria dos videogames tenta arriscar mais (Horizon e Steep, que o digam). De todo modo, o lançamento de We Happy Few começa a ser um motivo para eu lamentar não possuir um Xbox One.

Jogamos: Eagle Flight transforma o jogador em uma águia

Antes de testar Eagle Flight no estande da Ubisoft da E3, a portas fechadas, confesso que não me encantava muito pelo game. Isso só veio começar a mudar após as grandes experiências que tive recentemente com o PS VR: Until Dawn – Rush of Blood, Thumper e Batman Arkham VR me fizeram voltar a acreditar em realidade virtual. Logo, nada mais justo agora do que encarnar uma águia e voar pelos céus de Paris, certo?

No modo versus (multiplayer), dois times buscam fazer “gols”: para isso, é preciso capturar uma presa e levá-la até o topo da Torre Eiffel. O problema (ou não) é que você pode atirar em outras águias, ou sofrer dano vindo da equipe rival. Com isso, a presa é perdida e o jogo se inverte. A proposta é bem interessante, obrigando o jogador a voar baixo, entre os prédios, para desviar dos projéteis. Isso pode ser difícil com tantos obstáculos, mas é – de certa forma – emocionante.

Eagle Flight - 2Hora de voar!

É preciso usar o joystick em combinação com o VR para poder acertar os adversários, além de se locomover adequadamente. Como os movimentos da cabeça controlam a direção do jogador, em alguns momentos é comum se sentir enjoado, e aí entra minha sugestão: um comando para girar 180 graus, por mais absurdo que seja, poderia ajudar na jogabilidade.

Eagle Flight chega no fim do ano às três principais plataformas de VR: Oculus Rift, HTC Vive e PlayStation VR.

Jogamos: Steep mistura esportes e mundo aberto

Além de For Honor, Steep foi uma aposta da Ubisoft para a E3 2016. Quando o jogo foi revelado na conferência da empresa, aqui em Los Angeles, notei que boa parte do público ficou bem surpreso e não compreendeu bem a proposta. Nada melhor do que jogar, no estande da Ubisoft, para entender melhor: afinal, é um título esportivo ou não?

Em resumo, Steep consiste em aventuras radicais na neve. No papel de um esportista, você pode mudar de um ponto para o outro e participar de desafios – sejam eles com outros jogadores online, ou com “fantasmas” (replays) de outras pessoas. Dependendo da missão, você poderá ir planando no ar, para-quedas, esqui ou snowboard. Faça mais manobras (segurando o gatilho direito e soltando após um pulo, girando no ar) para ganhar pontos, acelere ou freie, desvie de obstáculos e tente o primeiro lugar. É possível ainda acionar o modo GoPro, em primeira pessoa, que aumenta a imersão e a dificuldade ao mesmo tempo.

Steep - E3 2016Jogar Steep dá vontade de fugir do calor do Brasil

Vamos ser sinceros: os ambientes nas montanhas geladas são bonitos, mas poderiam estar mais trabalhados. Além disso, alguns glitches foram encontrados, um deles inclusive nos obrigou a reiniciar a demonstração. São questões passáveis e não tiram o brilho do jogo, mas se a data de lançamento é realmente em dezembro, vale a pena o time se apressar um pouco para resolver esses pontos. Questionei ainda um funcionário da Ubisoft em relação ao fator replay: como manter o interesse da comunidade após o lançamento? Ele me garantiu que haverá torneios e atividades especiais para manter o engajamento dos jogadores. Uma preocupação a menos.

Bom, após essa experiência positiva, recomendo a todos que se inscrevam no site do game para participar de futuros open betas. Jogar Steep é relaxante e, ao mesmo tempo, motivador. Esqueça 1080 e SSX: a era do mundo aberto chegou aos títulos esportivos.

Jogamos: For Honor é o retorno dos combates medievais

Gosto muito de ver os grandes players da indústria de games investindo em franquias novas. É louvável que a Ubisoft, neste ano, tenha deixado passar Assassin’s Creed e tenha investido em duas novas séries. Uma delas é For Honor, que chamou nossa atenção e que testamos durante a E3 2016.

Na demo – que tinha duração máxima de 10 minutos – a primeira fase do jogo estava disponível. Em The Art of Battle, no comando de um viking, comandamos um exército no ataque a um grupo rival, até vencer o seu líder. Tudo começa com a explicação de como atacar e se defender – este último, por acaso, é importantíssimo. Para se proteger de ataques adversários adequadamente, ao estar com a mira travada neles (LB no caso do Xbox One, ou L2 no PS4), é preciso usar o analógico direito na direção do golpe. Caso contrário, o protagonista sofre danos consideráveis.

For Honor - E3 2016Reação do público no estande da Ubisoft foi bem positiva

Após a explicação “básica”, a ação começa. Ao lutar contra grandes grupos de oponentes, não é interessante travar a mira, pois é possível acertar mais de um ao mesmo tempo. No entanto, ao lidar com guerreiros mais experientes, usar uma estratégia defensiva é essencial para sobreviver. Ao contrário de outros companheiros da imprensa, não achei For Honor difícil. De fato, exige uma certa prática, mas não é nada do outro mundo. Mal posso esperar para conhecer os modos de combate multiplayer online que a Ubisoft promete. 02 de fevereiro de 2017 nunca pareceu tão longe!