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The Legend of Zelda completa 30 anos, veja curiosidades

Neste domingo, 21 de fevereiro, uma das séries mais amadas dos videogames completa 30 anos. Estamos falando de The Legend of Zelda.

Em 1986, nesta mesma data, a franquia estreava no Japão com um game para o NES. Pela primeira vez, Link salvava a Princesa Zelda e a terra de Hyrule do terrível Ganon. Trazendo elementos de RPG, ação e os famosos calabouços, o jogo foi eleito o melhor do ano por várias publicações e se tornou rapidamente um hit, vendendo mais de 6,5 milhões de unidades. Foi uma experiência diferente de tudo que os consoles já tinham recebido, redefinindo paradigmas e estabelecendo padrões usados até hoje.

Para comemorar a data, o BitBlog listou alguns dos jogos mais épicos da franquia Zelda (e outro nem tanto), com as inovações que cada um trouxe, além de músicas marcantes (à la BitSound, nossa coluna de trilhas sonoras).

Se você gostar da nossa publicação e quiser divulgá-la para seus amigos que também curtem Zelda, ficaremos muito felizes se você compartilhar o post nas redes sociais. ;-)

Os dois mundos paralelos de A Link to the Past


A trilha de Kakariko Village é uma das mais memoráveis do título de SNES

Após o início bem-sucedido no NES, chegou a vez do Super Nintendo receber a sua própria aventura Zelda. Em 1991 (no Japão) e 1992 (nos demais países), era lançado A Link to the Past. Com mais poder de hardware disponível, vieram novas possibilidades: andar na diagonal, correr com o uso das Pegasus Boots e o ataque giratório com a espada, além do conceito de mundos paralelos. A Link to the Past é lembrado também por conter diversos easter eggs, descobertos quase uma década depois.

The Legend of Zelda - A Link to the Past - 2Colorido e detalhado, o visual de A Link to the Past foi um marco no catálogo do SNES

Estragando a série em The Faces of Evil


Zelda ganhou mecânica de plataforma e cenas de diálogo. Assustador.

Se existe algo que a Nintendo deve se arrepender até hoje é da negociação com a Philips nos anos 90. Foram cedidos direitos para o desenvolvimento de jogos de Mario e Zelda no fracassado CD-i, tentativa da Philips de ingressar nos videogames. Os títulos eram realmente assustadores.

Link - The Faces of Evil - CD-iParece desenho do Paint, mas trata-se de um jogo do saudoso (só que não) Philips CD-i

O primeiro game (se é que podemos chamar assim) de The Legend of Zelda no CD-i chamava-se Link: The Faces of Evil. Com elementos de plataforma 2D e cenas em desenho animado, era difícil não se assustar com a má qualidade do produto. Para piorar, vieram ainda The Wand of Gamelon e Zelda’s Adventure. Não se preocupe, não vamos falar deles aqui.

A revolução de Ocarina of Time


Trilha do Hyrule Field é épica

O projeto de levar Zelda a um ambiente completamente tridimensional foi um dos mais ambiciosos da história da Nintendo. Após tantos atrasos e retrabalho, o produto final não decepcionou: Ocarina of Time, do N64, é considerado por muitos o melhor jogo de todos os tempos. Em 1998, conhecíamos elementos 3D que viraram padrão na indústria. O travamento de mira e as ações sensitivas ao contexto (os mesmos botões realizando tarefas diferentes, de acordo com a situação) repercutiram bastante.

The Legend of Zelda - Ocarina of Time - Link crianca e EponaA relação de companheirismo entre Link e a égua Epona marcou nossas vidas

Imagine comandar um jovem Link, solitário e fraco, que ia se tornando aos poucos um grande guerreiro, que viaja no tempo e se torna um adulto capaz de vencer o vilão Ganondorf. Com o uso de uma ocarina mágica, chamar a égua Epona ou fazer chover tornavam-se tarefas possíveis para o herói, trazendo novas possibilidades para o gameplay. Ocarina of Time inovou em outras dezenas de aspectos que nós não vamos abordar – afinal, não cabe aqui. Vale considerar que OoT é o game mais bem avaliado até hoje no Metacritic, com pontuação média de 9,9. Um remake, em 2011 para o 3DS, conseguiu aperfeiçoar algo que já era excelente.

Explorando o imenso oceano de Wind Waker


A faixa The Great Sea é a mais memorável de Wind Waker

Na minha opinião, o melhor título da série. Wind Waker, de 2003, inovou sem medo: ao adotar um estilo visual cartoon, buscou retratar mais as emoções dos personagens. Antes do lançamento no GameCube, não faltou gente (e me incluo nisso) torcendo o nariz, achando que virou “joguinho de criança”. Independentemente das vendas, consideradas baixas para um Zelda (pouco mais de 3 milhões no mundo todo), estamos falando de um universo à altura de Ocarina of Time. Saem Epona e o Hyrule Field, entra o King of Red Lions e a navegação por grandes oceanos.

The Legend of Zelda - Wind Waker - oceanoEmbarcar (literalmente) em uma jornada por um vasto mundo: não tem preço

Com direito a um remake HD para o Wii U de altíssimo nível, Wind Waker é cativante. Um pouco mais fácil do que os capítulos anteriores da franquia, mas igualmente ambicioso. Ao terminar a batalha final, lembro da tristeza que bateu… Parecia que estava me despedindo de um grande amigo.

Depois do mimimi dos fãs mais (chatos) conservadores, a Nintendo se viu obrigada a desenvolver um título mais maduro, pensado no público norte-americano, o Twilight Princess, que falamos em seguida.

A maturidade de Twilight Princess

A trilha de Hyrule Field em Twilight Princess é incrível

O Zelda que todo mundo queria: sombrio, com muitos mistérios e gráficos de ponta. Twilight Princess, de 2006, foi o primeiro da série a ser lançado (quase) ao mesmo tempo em duas plataformas: no fim da vida do GameCube e no lançamento do Wii, com suporte a controle por movimento. Aqui, Link podia virar um lobo, correndo mais rápido e encontrando caminhos escondidos. Esta foi a forma que o time de desenvolvimento encontrou pra fugir do clichê de “mundos paralelos” ou de “viagem no tempo”.

The Legend of Zelda - Twilight Princess HD - combate a cavaloNo Wii U, Twilight Princess vai ficar ainda mais interessante

Neste jogo, a Nintendo implementou recursos que não couberam em Ocarina of Time, devido a limitações de hardware. Entre eles, o combate a cavalo, já que Epona estava de volta. Os inimigos são bem mais difíceis aqui, já que o título apela nitidamente para um público mais hardcore. Não importa: mesmo com os controles forçados para Wii, Twilight Princess é uma grande experiência – e que vai ficar ainda melhor na versão HD para Wii U, que chega em 6 de março.

Se perdendo no mundo aberto de Zelda Wii U

O pouco que vimos até aqui do novo game é suficiente para nos deixar empolgados

Um novo Zelda está programado para o Wii U em 2016, mas pouco se sabe sobre ele. Vamos cobrir a E3 2016 ao vivo, em Los Angeles, e esperamos falar sobre ele o quanto antes para vocês. Até lá, é de conhecimento geral que o título terá um “mundo muito vasto”. Pelas imagens do vídeo acima, os efeitos gráficos estão caprichados, sem abrir mão de um estilo cartoon que remete a Skyward Sword, do Wii. Vamos aguardar!

 

#BitSound100 – Rocket League

Parece que foi ontem… Eu estava cobrindo a Campus Party Recife, em 2015, quando vi muita gente jogando algo, no mínimo, bizarro no PC. Um game de futebol com carros? Era, no mínimo, inusitado. Mal sabia eu que estava começando o fenômeno Rocket League.

Sequência de um jogo que passou despercebido no PS3 em 2008, Rocket League está disponível no PS4 e no PC (via Steam). Consiste em veículos com armamentos, que precisam atingir uma enorme bola de forma a jogá-la na área do time rival. Além da mecânica simples e viciante, é importante lembrar que jogadores do PS4 podem competir com quem está no PC, e vice-versa. As futuras edições para Xbox One, Linux e Mac OS X também devem trazer este recurso de cross-play.

Rocket LeagueInusitado, mas inovador. Este é Rocket League

É curioso saber que o jogo foi financiado, indiretamente, por trabalhos do estúdio Psyonix em grandes produções, como Gears of War e Mass Effect 3. Um dos principais motivos para o sucesso absurdo de Rocket League foi a estratégia adotada: no PS4, ele foi lançado já de forma gratuita na PS Plus, permanecendo dessa forma durante todo o mês de julho de 2015, o que o fez ganhar grande fama e disparar suas vendas nos meses seguintes. Isso que é confiar no seu trabalho, não é mesmo?

A trilha sonora de Rocket League é agitada, assim como o seu gameplay. Não pelo áudio, mas pelo conjunto da obra, este é o nosso homenageado no BitSound do mês. Escute a faixa In My Dreams acima, logo no topo deste post.

Todo mês o BitBlog traz, na coluna BitSound, uma trilha sonora de um game. Tem alguma sugestão para o próximo homenageado? Pode sugerir nos comentários.

Super Mario World completa 25 anos, veja legado

Em 21 de novembro de 2015, era lançado no Japão um dos títulos mais queridos do famoso mascote da Nintendo. Super Mario Bros. 4: Super Mario World (sim, lá o nome é esse mesmo) chegava ao mercado no mesmo dia que o Super Famicom, o Super Nintendo de lá. Para comemorar o aniversário de 25 anos do game, o BitBlog falou sobre alguns dos legados que o clássico deixou. Confira!

Yoshi, o dinossauro debutante

Evolução de YoshiEvolução do famoso dinossauro: o seu protótipo, aparição em Super Mario World e modelo atual

Shigeru Miyamoto, criador da série Mario, queria um animal que acompanhasse o bigodudo já nos primeiros games Super Mario Bros., na década de 80. Entretanto, as limitações técnicas do NES impediram a viabilidade disso. A ideia ficou na gaveta até o desenvolvimento do primeiro jogo da série para Super NES.

Yoshi foi inspirado em Tamagon, o dragão protagonista de Devil World. Seu nome completo é T. Yoshisaur Munchakoopas, de acordo com um guia da Nintendo de 1993. Namora um outro dinossauro, Birdo.

Parece que foi ontem que eu jogava os estágios da Star Road e descobria as versões alternativas de Yoshi… O azul, que pode voar, o vermelho, que cospe fogo e o amarelo, que causa dano ao atingir o solo. Bons tempos!

Ghost Houses e seus labirintos

Ghost House em Super Mario WorldQuando você não está perdido, está correndo de dezenas de Boos

Além de trazerem uma trilha sonora marcante, as Ghost Houses de Super Mario World também são lembradas pelos seus puzzles e saídas secretas. A fórmula “correr e pular” mudou um pouco, tirando os jogadores da aparente linearidade e obrigando-os a encontrar formas criativas de completar os estágios.

As fases “assombradas”  se tornaram um dos destaques do game de SNES, voltando na série spin-off New Super Mario Bros., para DS, Wii, 3DS e Wii U. Além disso, viraram palco de disputas de kart (Super Mario Kart) e tênis (Mario Tennis).

Pra mim, a pior coisa das Ghost Houses era não poder entrar com Yoshi. Achava isso um absurdo, no auge dos meus cinco anos.

Mario pode voar!

Caped MarioEsse era o item mais “rockstar” do jogo

Sim, eu sei que existia o Raccoon Mario antes disso. Mas a capa tinha todo um charme. E a mecânica de voo com ela em Super Mario World era bem mais divertida! Ela virou até item em Super Mario Kart e retornou em games posteriores da série principal, porém teve seu auge em SMW.

Com a capa, Mario (ou Luigi, disponível no modo multiplayer) podia alcançar passagens secretas no topo das fases, além de uma série de itens. Eu era daqueles jogadores que, ao perder este power-up, voltava ao começo dos estágios só para consegui-lo novamente.

Banzai Bills: é hora de correr!

Banzai Bill em Super Mario WorldNada mais assustador do que se deparar com um Banzai Bill

Não satisfeita com os Bullet Bills dos títulos anteriores, a Nintendo estava empenhada em assustar os jogadores. Eis que surge a versão “digivolvida”, o Banzai Bill, logo no primeiro mundo de SMW. Algo impossível de reproduzir no NES, mas que se tornava realidade com o novo 16-bit da empresa.

Magikoopas

Magikoopa em Super Mario WorldEncontrar um deles era algo bem… frustrante

Não tinha nada mais detestável em SMW do que os Magikoopas! Toda vez que via um, ficava na eterna dúvida: tento matá-lo ou corro? De qualquer forma, estes Koopas podem lançar feitiços que transformam elementos das fases, além de serem fatais para o coitado do Mario. Eles são os inimigos de alto escalão do exército de Bowser, além de serem conselheiros do mesmo.

O líder destas tartarugas infelizes, Kamek, só veio estrear na sequência de Super Mario World, mas comprova o legado do título em relação aos Magikoopas. Eles estão presentes em dezenas de games Mario.

A música tema dos estágios

Já percebeu que a música das fases – sejam elas tradicionais, aquáticas ou até Ghost Houses – é a mesma, com pequenas variações? A trilha é marcante e foi tema até de um trabalho de alunos da UFPE, apresentado no vídeo acima. Assista e deixe a nostalgia fluir.


Pra mim, o melhor de tudo é poder demonstrar todos estes elementos acima, ao construir uma fase em Super Mario Maker (já leu nossa análise?). Não tem forma melhor de homenagear o aniversariante.

E para você, qual o legado mais marcante de Super Mario World?

#BitSound98 – GTA: San Andreas

Grand Theft Auto: San Andreas foi um marco na indústria dos games. Suceder GTA III era difícil, mas San Andreas conseguiu expandir a franquia em várias direções.

O game traz três metrópoles fictícias: San Fierro, Los Santos e Las Venturas. No papel de um mafioso, o jogador investiga o assassinato de sua mãe, bem como reergue sua gangue local. Como é de praxe na série, além da campanha, missões paralelas intermináveis estão disponíveis no mapa. Polêmico, porém divertido, o último GTA do PS2 é o homenageado no BitSound desta semana.

Grand Theft Auto - San Andreas

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#BitSound97 – Alan Wake

Nesta semana, foi confirmada uma sequência para Alan Wake. Enquanto mais detalhes sobre a continuação não vêm, o BitSound desta semana lembra uma das faixas do primeiro game: War, da banda Poets of the Fall. Escute no vídeo acima.

Alan Wake, para os desavisados, é considerado um sucessor moderno do clássico Alone in the Dark. Mesclando ação com uma narrativa forte, o jogador controla um escritor em busca de sua esposa desaparecida.

Alan Wake

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#BitSound96 – Radical Rex

O BitSound desta semana veio do fundo do baú. Na época em que ter um mascote era uma necessidade para as empresas de games, a Activision lançava um jogo estrelado por um dinossauro que andava de skate. Nascia Radical Rex, para SNES, Mega Drive e Sega CD.

Radical Rex

O enredo não era nada inovador… O carismático tiranossauro precisa salvar sua namorada, Rexanne (sério!), de um vilão maligno chamado Sethron. Com habilidades que variavam de cuspir fogo a um spray de bolhas (!), Rex avançava por 10 fases, com chefões considerados difíceis para a época. Longe de ser uma obra-prima, o jogo vendeu bem e era comum até mesmo no Brasil. Pela nostalgia, aqui está o BitSound desta semana.

Abaixo, escute a trilha Jungle:

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#BitSound95 – Tony Hawk’s Pro Skater 5

Foram oito anos sem jogos na franquia. Mas a espera acabou: Tony Hawk’s Pro Skater 5 chegou ao Xbox One e PlayStation 4 no final de setembro, sendo que versões para Xbox 360 e PS3 serão lançadas em novembro.

THPS5 tenta repetir a fórmula da série: skatistas profissionais estão disponíveis no jogo, em cenários baseados em cidades reais, com uma trilha sonora transitando entre o punk e o rock alternativo. A Activision promete para o futuro, através de DLC, personagens como Lorde e Lil Wayne, além de novos modos. O grande problema é que o título foi lançado precocemente, com muitos bugs e glitches, como você viu aqui no BitBlog. Mas já que as músicas presentes no game foram bem selecionadas e lembram bastante as primeiras edições da franquia, seria injusto falar apenas das coisas ruins, não é mesmo? Vamos tentar acreditar que a Activison vai conseguir corrigir os problemas.

Escute a faixa Little Monster, do Royal Blood, que faz parte da trilha do jogo:

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