Campus Party

#CPRecife4: GoNutri alia computação visual à nutrição

Startup GoNutri

O BitBlog estará presente durante todos os dias da quarta edição da Campus Party Recife para mostrar o que há de mais legal no evento. Particularmente, uma das coisas que eu mais gosto é conversar com os jovens empreendedores que estão tentando fazer as próprias startups decolarem. Como já falamos por aqui, um dos espaços, mantido com curadoria do Sebrae, é o Startup & Makers. São 50 empreendimentos que estão na área da Open Campus, aberta ao público. Uma oportunidade bacana de fazer networking e validar as ideias.

Esta postagem é para falar um pouco sobre a GoNutri, startup recifense que alia computação visual à nutrição. E de que forma isso funciona? Os caras querem usar a câmera do smartphone para reconhecer alimentos em um prato ou na mesa e exibir a tabela nutricional deles. O time é formado por Nicollas Freitas, 21 anos, Lucas Guilherme, 21, e Asaffe Carneiro, 24. No Startup & Makers, eles estavam fazendo demonstrações com uma maçã. Dei uma testada e funciona, embora precise melhorar bastante.

GoNutri Tela 1

Como Diego (co-autor do blog comigo) já fez pesquisas na área de reconhecimento de imagens, sei que isso é muito complexo e a quantidade de falsos positivos é enorme. As aplicações acabam se confundindo bastante, mesmo com algoritmos poderosos.

GoNutri Tela 2Outra questão é que o processamento, atualmente, é feito no celular. Realizar isso com uma maçã pode ser tranquilo, mas e no futuro, quando eu apontar a câmera para uma salada ou uma refeição rica em alimentos diversos? Ao mesmo tempo, enviar a foto para um servidor responsável pelo processamento e aguardar o retorno com as informações pode tornar o desenvolvimento mais complicado.

Vou torcer para que os caras da GoNutri consigam driblar essas dificuldades técnicas. O trio planeja faturar em cima de anúncios de empresas fitness e nutricionistas veiculados no aplicativo.

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Startup de games de Recife se apresenta na Campus Party

Palestra Studios of Magic CPRecife4

Desenvolver games não é algo tão simples, mas é divertido. Foi essa a principal ideia trazida pela Studios of Magic, empresa pernambucana de desenvolvimento de jogos. Com o seu primeiro título, Battle of Gods: Ascension, o desenvolvedor Miguel Doherty e o designer Harrison Florencio enfrentaram muitos desafios no caminho. Foi exatamente esta experiência que eles compartilharam, na noite desta quinta, com o público presente no Palco Marte da #CPRecife4.

A origem de tudo

Battle of Gods: Ascension

De acordo com a dupla, o público-alvo escolhido para Ascension foi o chamado midcore player – jogadores avançados que, na correria do dia a dia, desejam ter uma experiência rápida e prática. Através de um alto fator de replay e mecânicas desafiadoras, o objetivo era, com o menor esforço possível, entregar algo simples para um primeiro jogo. Devido a isso, o gênero de estratégia foi selecionado.

Lições aprendidas e recomendações

Através da chamada prática Playtesting, a Studios of Magic envolveu várias pessoas para testar partes do jogo e obter feedback sobre eventuais alterações. Até mesmo o grupo no Facebook do IGDA Recife participou. A engine Unity foi aplicada no desenvolvimento, devido à base de conhecimento da equipe.

O conceito de Core gameplay, também empregado, sugere que um game costuma ter o seu escopo incrementado no decorrer do tempo, cabendo aos desenvolvedores remover o que é desnecessário e voltar a focar na proposta. Durante o ciclo de construção do Ascension, a mecânica empregada foi alterada algumas vezes, gerando retrabalho, por exemplo.

Modelo de negócio, uma difícil decisão

Battle of Gods: Ascension é um título pago, tanto na loja do Android quanto do iOS. Esta decisão, de acordo com Harrison, foi tomada porque eles acreditavam na época que com isso seria possível atingir um público mais específico e obter um retorno mais garantido. Entretanto, conforme apresentado na palestra, cerca de 90% do faturamento do mercado mobile corresponde a títulos free-to-play (aqueles em que não se paga nada para iniciar a jogar, mas microtransações vão surgindo no decorrer das fases para facilitar as partidas). Com isso, o retorno de Ascension não atendeu ainda as expectativas de rentabilidade, embora o estúdio tenha conseguido atenção da crítica.

Veja o trailer de Battle of Gods: Ascension:

 

Consultores do Sebrae na Campus Party Recife querem ajudar startups a decolarem

Sebrae Campus Party Recife

Um dos pontos fortes da quarta edição da Campus Party Recife, que começou nesta quinta-feira (23), é o fomento ao empreendedorismo. Um dos palcos, o Lua, é totalmente dedicado ao tema e brinca justamente com o conceito de “mundo da lua”, que remete às pessoas sonhadoras e visionárias. A curadoria dos conteúdos dele passa pelo Sebrae, que sempre atua como parceiro da Campus Party e aproveita o evento para realizar diversas ações.

O BitBlog conversou com o coordenador de projetos de startups no Sebrae, Márcio Brito, que explicou como acontecerá o apoio aos empreendedores. Ele destacou que 20 consultores vão ficar circulando pelo evento – tanto na Arena, que é a parte paga, como na Open Campus, aberta ao público – para abordar os campuseiros interessados em montar um negócio. Na conversa, é trabalhado o conceito de modelo de negócios (Canvas). Através dele, é possível ter uma visão geral da startup e mapear estratégias para relacionamento com cliente, canal de vendas, etc.

O Sebrae também disponibilizou um formulário online para que os campuseiros identifiquem em que estágio estão quando se trata de empreendedorismo. Segundo Márcio Brito, basicamente são quatro:

Curiosidade – Fase onde a pessoa não sabe absolutamente nada sobre empreendedorismo, mas simpatiza com a ideia de montar seu próprio negócio, embora nunca tenha amadurecido um plano.

Ideação – Nesta etapa, o indivíduo já pensou em uma ideia para transformá-la em negócio, mas não sabe exatamente como tirá-la do papel.

Operação – É o estágio inicial de uma startup, quando o modelo de negócios está validado. O negócio já começou a operar, mas ainda se foca em preocupações iniciais, como montar equipe e formar os times de marketing e vendas.

Tração – É o momento mais maduro, quando o negócio começa a se consolidar e os empreendedores buscam meios de fazê-lo crescer rapidamente, geralmente com o auxílio de investidores e/ou mentoria.

“Atendemos 1.500 campuseiros no ano passado e nesta edição da Campus Party Recife queremos superar esta quantidade. A maioria se encontra na fase da ideação. Conversando com nossos consultores, eles vão recebendo feedback de como avançar”, destaca Márcio Brito.

Além disso, outro espaço muito interessante na quarta edição da Campus Party Recife é o Startup & Makers, formado por 50 startups que participam de atividades que envolvem networking, mentoria e exposição ao público. Elas ficam em estandes na entrada da Arena e espalhadas pelo Open Campus. Vale chegar junto e conversar para conhecer as ideias.

 

Abertura da Campus Party Recife é seguida de longas filas

Arena da Campus Party Recife

Os campuseiros que chegaram cedo no primeiro dia da quarta edição da Campus Party Recife receberam um balde de água fria. Depois de muita expectativa para entrar em um dos maiores eventos de tecnologia do estado, a galera precisou enfrentar longas filas no credenciamento, no raio-x e no cadastro de notebooks. Para piorar, em alguns momentos o sistema ficava fora do ar, retardando mais ainda a chegada do pessoal.

Claro, são 4 mil campuseiros e público estimado de 60 mil pessoas. Sabemos que é muita gente. A demora na entrada não tira o brilho do que é um evento grandioso como a Campus Party, mas a verdade é que isso se tornou um problema crônico. Aconteceu em todas as quatro edições no Recife. Não custava nada a organização pensar em estratégias para otimizar isso nas edições futuras. Afinal, é a impressão inicial de quem chega. Os veteranos podem nem se incomodar tanto, mas e os novatos?

A programação oficial começa às 15h, com uma cerimônia oficial de abertura que terá a presença do governador Paulo Câmara.

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Campus Party Recife abre as portas para receber público estimado de 60 mil visitantes

Arena Campus Party Recife

A quarta edição da Campus Party Recife já começou. A abertura do portões aconteceu por volta das 10h30 e o BitBlog acompanhou a euforia dos campuseiros na chegada para o maior evento de inovação, empreendedorismo e tecnologia de Pernambuco. Neste ano serão 4 mil campuseiros que terão acesso à Arena, além de um público estimado de 60 mil pessoas. Para quem não sabe muito bem como é o funcionamento da Campus Party Recife, a Arena é a parte paga, restrita aos campuseiros, palestrantes, parceiros e etc. Já a Open Campus funciona também no Centro de Convenções, mas é aberta a qualquer pessoa. Enquanto na Arena funcionam seis palcos, com programação das 10h30 às 23h, a Open Campus recebe outras atividades, como a a Campus Future e exposição de simuladores. Vamos falar mais sobre isso tudo nas próximas postagens.

O primeiro campuseiro da fila era o cearense Renan Araújo, que chegou por aqui por volta das 21h da quarta-feira. Deve ser louco, mas tudo bem. É a Campus Party e, afinal de contas, o espírito é este mesmo. Não se assuste se ver pessoas gritando “Ôe” ou correndo do nada sem motivo aparente. Geralmente é alguma ação de marketing começando a rolar e, se você adora receber mimos e presentinhos, recomendamos que fique de olho no Twitter.

Até por volta do meio-dia, quando este post era escrito, a fila do credenciamento estava enorme. Imprensa e convidados especiais têm uma colher de chá e passam por outra fila, bem menor, mas os campuseiros precisam conter a ansiedade e lidar com duas enormes filas. A primeira é a do credenciamento. A segunda é para entrar na Arena ou no camping, já que o evento é extremamente cauteloso com segurança e todo mundo é revistado, além de passar pelo raio-x. Quem for levar notebooks para aproveitar a internet de 20 Gbps oferecida pela Telefônica Vivo deve fazer uma espécie de cadastro do aparelho antes de entrar. Isso é realizado na própria fila do raio-x.

Outra coisa que pode pegar os novatos de surpresa: A internet é cabeada e há cabos em todas as bancadas da Arena. Não vá esperando wi-fi. Recomendamos que não caia na tentação de se conectar às redes sem fio abertas ao público que são compartilhadas pelos próprios campuseiros. É pouco seguro, afinal, muita gente aqui entende bastante de tecnologia, rastreamento de dados (técnicas de sniffing) e nem todo mundo é bem intencionado.

Mas no geral a Campus Party é um evento incrível. Palavra de quem já esteve em uma edição em São Paulo e foi para todas que ocorreram no Recife. Este final da manhã e início de tarde é mais para a turma se acomodar na Arena e nas barracas. A programação começa oficialmente às 15h, com uma cerimônia de abertura que contará com o governador Paulo Câmara.

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Hackathon em prol da cidade na Campus Party Recife

Campus Party Recife Hackathon 1

A Prefeitura do Recife lançou, na manhã desta terça-feira (07), um concurso hackathon para que os participantes da quarta edição da Campus Party Recife desenvolvam aplicativos e sistemas em prol da cidade. A iniciativa faz parte de um conjunto de atividades organizadas pela gestão municipal de olho no maior encontro de tecnologia, cultura geek e empreendedorismo do estado. A #CPRecife4 – como é apelidada, em linguagem cibernética – vai acontecer entre os dias 23 a 26 de julho, no Centro de Convenções, em Olinda.

Hackathons são grandes maratonas de programação que almejam o bem estar social através da resolução de problemas urbanos. Em outras palavras, os participantes duelam contra o relógio para conseguir criar um aplicativo em tempo recorde que resolva dificuldades em temas como transporte público ou saúde.

Desta vez, a Prefeitura do Recife decidiu incorporar ao concurso o conceito de living labs (laboratórios vivos, em tradução livre). A ideia é incentivar os participantes a trabalharem ambientes digitais de colaboração, permitindo que os cidadãos abasteçam o conteúdo das soluções desenvolvidas pelos campuseiros ou as utilizem para fiscalizar o poder público.

Os temas do hackathon da Campus Party Recife deste ano têm relação estreita com programas da prefeitura: Mãe Coruja, Transforma Recife, Recife Bom de Bola, Diário Oficial e Acessibilidade e Mobilidade na Cidade de Pessoas com Deficiência. Vídeos e textos com histórias de personagens fictícios, mas envolvendo problemas reais, foram disponibilizados no site da maratona de programação para inspirar o desenvolvimento das plataformas.

Campus Party Recife Hackathon 2

Detalhes sobre a premiação não foram revelados, mas o presidente da Empresa Municipal de Informática (Emprel), Eugênio Nunes, está estudando distribuir equipamentos eletrônicos, como tablets e smartphones, para os primeiros colocados.

Para participar, é preciso se inscrever na quarta edição da Campus Party Recife e no site da competição. Os participantes podem usar as informações disponíveis no Portal Dados Abertos, um esforço da gestão municipal em se tornar mais transparente.

“Como o tempo é curto, as soluções serão embrionárias, mas a Emprel e a Prefeitura do Recife estarão abertas ao diálogo com os vencedores para estimulá-los a darem continuidade aos projetos”, explica Eugênio Nunes, enfatizando que o debate sobre a cidade e o fomento ao empreendedorismo são as principais contribuições da disputa.

Também promovem ações na Campus Party as secretarias de Desenvolvimento e Empreendedorismo, Educação, Meio Ambiente e Sustentabilidade, Saúde, Turismo e Lazer, Desenvolvimento Social e Direitos Humanos e Saúde. Veja um resumo aqui.

EcoDesafio

A Secretaria de Meio Ambiente também vai promover uma competição, só que voltada para o desenvolvimento de games educativos com temáticas ambientais. Os assuntos explorados serão arborização, poluição sonora, mudanças climáticas e Unidades de Conservação da Natureza. O valor total em premiações será de R$ 60 mil.