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Jogamos: Dead Rising 4 traz a diversão de sempre

Jogar Dead Rising é sempre uma experiência divertida. Por mais controverso que pareça ser, o game consegue ser violento e, ao mesmo tempo, bem humorado. O quarto título da série consegue ser ainda mais sangrento do que os anteriores, com quantidades recordes de zumbis à sua volta.

Três anos após a estreia da franquia no Xbox One, a Capcom Vancouver não pretende mudar muita coisa em relação ao seu antecessor. Dead Rising 4 tem recursos curiosos, como as selfies que o protagonista Frank pode tirar – com direito a caretas – ou a armadura de aço que permite arremessar carros e objetos pelos ares. No final das contas, o que importa é saber que, em poucos minutos, você eliminou milhares de zumbis das formas mais bizarras possíveis, com direito a combos malucos.

Dead Rising 4 - E3 2016A fila para jogar o game era enorme

Na E3 2016, quem quisesse jogar Dead Rising 4 tinha que enfrentar filas que só não eram maiores que as de Gears of War 4 e ReCore. A quase uma hora de espera valeu a pena, no entanto. Embora eu tenha conseguido travar a demonstração, sendo preciso reiniciá-la, os 10 minutos de experiência foram muito interessantes. Combinar o uso de armas brancas com o lança-projéteis é impagável. E ainda ganhei um par de meias de brinde! Até nisso o título é escrachado.

A Capcom revelou, no último dia de E3, que o game apocalíptico chegará ao PS4 um ano após do lançamento no Xbox One e Windows 10 – ou seja, no final de 2017. Se você curte a série, no entanto, não recomendaria esperar esse tempo todo. Dê um jeito de jogar, porque trata-se de um dos principais lançamentos do ano.

 

Jogamos: Resident Evil VII está realmente assustador

A aparência da casa de madeira montada no meio do pavilhão não deixava dúvidas: iríamos tomar sustos ali dentro. Sob o nome Resident Evil VII, algumas portas davam acesso a salas com pouca iluminação onde jogamos a demo do novo título da franquia, anunciado durante a conferência da Sony na E3. A principal mudança é a visão em primeira pessoa, que deve cair muito bem na versão para o VR – esta, um verdadeiro teste de coragem. Infelizmente só conseguimos jogar a demo para o PS4, lembrando que o game também será lançado para Xbox One e PC em 24 de janeiro de 2017.

De cara, foco na exploração e no horror psicológico pesado. A missão era tentar sair vivo de uma casa macabra. Nos primeiros minutos, basicamente se vê um quarto com uma televisão ligada. Há um corredor escuro com um armário trancado a corrente, uma escada para uma sala com o que pareciam ser manequins e a cozinha. Um videotape traz um flashback e você controla um cara que faz parte de um trio tentando entrar e explorar a casa, quando algo sai terrivelmente errado. Neste momento do flashback a iluminação muda e fica em preto e branco. A sensação de angústia é permanente durante toda a demo e os efeitos sonoros são a cereja no bolo para consolidar o clima de pânico, assim como coisas que acontecem ou aparecem dependendo de certas ações. A mecânica de examinar objetos e fazê-los interagir com o cenário continua uma marca forte da série.

Em resumo, Resident Evil VII promete demais. A demo está liberada para os assinantes da PS Plus e estamos muito ansiosos para colocar as mãos no game no início do ano que vem. Já consideramos uma compra certa. Abaixo, caso você não se importe em estragar a surpresa, colocamos um vídeo da demo. É importante lembrar o que os produtores deixaram claro: ela não é um mero recorte do jogo final, mas uma experiência concebida como uma espécie de teaser.

Resident Evil 7 poderá voltar às origens da série

Resident Evil está fazendo 20 anos em 2016. Como forma de comemorar, é previsto um novo game da franquia neste ano, embora a Capcom evite declarações oficiais sobre o assunto. No entanto, todo mundo sabe que Resident Evil 7 está sendo feito há algum tempo.

O presidente da consultoria japonesa Kantan Games revelou, em seu Twitter, que RE7 será exibido na E3 2016 e que terá uma mecânica similar a dos primeiros jogos da série, voltando às suas raízes de survival horror. Ainda de acordo com o executivo, o game designer Jordan Amaro – que trabalhou em MGS V e no cancelado P.T. da Konami – teria sido contratado pela Capcom para trabalhar no novo projeto.

Resident Evil 1 - PS1Muitos sustos, câmera fixa e pouca munição: será que isso tudo vai voltar?

Embora eu entenda o saudosismo dos fãs e os constantes pedidos pela mecânica antiga, com menos ação e um clima mais horripilante, não podemos afirmar de jeito algum que os Resident Evil recentes foram ruins. Não joguei o sexto, mas RE4, RE5 e RE Revelations 2 foram obras primas.

Há algum tempo, executivos da Capcom vinham afirmando que a série spin-off Revelations tinha mais elementos de survival horror como forma de agradar mais os fãs antigos, enquanto a franquia principal seguia em uma linha de ação para os jogadores ocidentais apreciarem mais. No entanto, Revelations ainda é bem diferente dos títulos originais. Será que finalmente teremos uma experiência assustadora dessa vez? Estaremos cobrindo a E3, então, vamos te deixar atualizado.


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Street Fighter V é finalmente lançado

Após anos de espera, Street Fighter V chegou, na madrugada desta terça-feira, ao PlayStation 4 e ao PC. O jogo foi um dos assuntos mais comentados do dia. Os proprietários do Linux e SteamOS (o que inclui as Steam Machines) receberão suas edições entre março e junho de 2016, enquanto uma versão para Mac ainda não está nos planos da Capcom.

Recepção

Com média de 8,2 no Metacritic, o título de luta foi aprovado por grande parte da imprensa, mas com ressalvas importantes. A IGN elogiou a mecânica apresentada e os recursos competitivos, mas criticou a pouca quantidade de conteúdo. A EGM acredita que o quinto capítulo da famosa franquia poderá se tornar algo muito especial, mas apenas quando as atualizações prometidas pela Capcom se tornarem realidade. Até lá, o portal acredita que é um produto inacabado. Outros sites elogiaram o visual e a jogabilidade, classificando o jogo como obrigatório para quem gosta do gênero.

Enquanto alguns jogadores traziam apenas elogios, outros usaram fóruns da internet para reclamar do preço cobrado pelo game. Por se tratar de algo ainda carente de modos (principalmente no single-player), há quem defenda que o título deveria ser mais acessível, ao invés de cobrar o preço convencional de um lançamento (US$ 60).

Street Fighter V - RyuVisual de SF V é um dos pontos altos

Problemas no online

O produtor de Street Fighter V, Yoshinori Ono, usou o Twitter para pedir desculpas pela instabilidade dos modos online. Nesta terça-feira, muitos jogadores não conseguiram se conectar aos servidores da Capcom. Ono informou que uma conta no Twitter irá atualizar os seguidores em relação ao status de conectividade.

Futuro

Mesmo com algumas críticas convincentes, o futuro de Street Fighter V empolga. A Capcom quer que o mesmo dure uma geração inteira de consoles, já que vai lançar conteúdo adicional para download de forma frequente. SF V tem tudo para se tornar um dos melhores games de luta de todos os tempos, com grande popularidade. Basta resolver os pontos em aberto, que não são poucos.