CIn

Estudantes da UFPE vão para mundial de maratona de programação

Estudantes e professores do Centro de Informática da UFPE comemoram bons resultados neste fim de semana. Um grupo de alunos disputou a final brasileira da Maratona de Programação, em São Paulo, que aconteceu na sexta (13) e sábado (14).  O time Turing-indecisos, formado por Duhan Caraciolo, Mário HenriqueGustavo Stor foi eleito campeão com medalha de ouro, ficando em primeiro lugar entre as demais equipes da América Latina. Agora, junto com outras quatro equipes brasileiras, eles vão representar o país na International Collegiate Programming Contest (ICPC), que acontece de 15 a 20 de maio de 2016, em Phuket, na Tailândia.

Promovida pela Sociedade Brasileira de Computação, a maratona funciona da seguinte forma: os times são compostos por três alunos, que tentarão resolver durante cinco horas o maior número possível de problemas que são entregues no início da competição. Eles têm à disposição apenas um computador e material impresso (livros, listagens, manuais) para vencer a batalha contra o relógio. Alguns problemas requerem apenas compreensão, outros conhecimento de técnicas mais sofisticadas e alguns podem ser realmente muito difíceis de serem resolvidos, explica o site institucional do evento.

“É como se fosse uma união de competição internacional de matemática, lógica e computação que é resolvida através de programação. Quando você fica sabendo de brasileiros contratados por empresas como Facebook, Google ou Microsoft, boa parte conseguiu por meio da maratona. Ela dá muita visibilidade”, explica Gustavo Stor, que estuda ciência da computação na UFPE e já teve passagens pelo INdT e pela rede social de Mark Zuckerberg.

Ballions UFPE Maratona de Programação

Embora não tenha se classificado para a mundial, outro time da UFPE, o Ballions, teve excelente desempenho e conseguiu a medalha de prata. É formado por Vítor Castelo BrancoMarlon Santos e José Renê Santos Leite. Também merecem aplausos. 

UFPE abre concurso para professor do Centro de Informática

O Centro de Informática (CIn) da Universidade Federal de Pernambuco vai realizar um novo concurso para professor. De acordo com as informações do edital, a remuneração é de R$ 8.639,50, já computando o vencimento básico e a retribuição por titulação. Segue comunicado da assessoria de comunicação:

A vaga é para professor adjunto A, com dedicação exclusiva para a área de computação. Para participar da seleção é preciso de titulação mínima de doutor em informática ou áreas afins. As inscrições terão início no dia 16 de novembro e seguem até o dia 15 de dezembro. Elas devem ser feitas na Diretoria do Centro Acadêmico mediante a apresentação de documentos listados no edital. Para concluir a inscrição é preciso pagar uma taxa de R$ 215,99.

A seleção é composta por prova escrita; prova didática e/ou didático-prática e/ou defesa de memorial; e julgamento de títulos. As provas do concurso ainda não têm datas definidas, mas podem ser realizadas num prazo de até 120 dias após o fim do período de inscrição. O concurso terá validade de um ano podendo ser prorrogado por mais um.

 

Confira a programação do Talk a Bit 2015, que acontece na UFPE

CIn UFPE Talk a Bit

O Centro de Informática da UFPE recebe, no dia 3 de outubro, a edição 2015 do Talk a Bit. O evento, que é organizado pela empresa júnior CITi, aborda inovação, ciência e entretenimento. A expectativa dos organizadores é receber mais de 300 alunos e movimentar os quatro espaços do encontro – Learn, Partner, Code e Play – com programação simultânea (assim como funciona na Campus Party). As inscrições estão abertas e custam a partir de R$ 30. Clique aqui para se inscrever. A entrada dá direito a uma camisa e pizza, alimento favorito de 11 a cada 10 nerds. Já falei para vocês que adoro pizza de cartola?

O Learn, como o próprio nome sugere, é um espaço voltado para o aprendizado. Nele, professores e profissionais de TI farão palestras para inspirar os participantes e trazer as novidades do mercado. Segurança da informação, processamento gráfico e gamification serão temas explorados no palco.

No Code, o público vai colocar a mão na massa participando de workshops que vão das linguagens Java Script e Python ao funcionamento do poderoso motor gráfico Unreal Engine.

Para quem está no clima de empreender, montar o próprio negócio e ganhar o mundo, a pedida é o palco Partner. Uma galera da Jump deve falar sobre aceleração e veteranos das startups vão jogar aquele balde de água fria necessário sobre o ecossistema do Recife e as dificuldades do empreendedorismo.

Se você ficar cansado com todas essas atividades e precisar dar uma relaxada, fica o convite para conhecer o espaço Play. Além de uma competição de FIFA, a organização do Talk a Bit prepara surpresas para divertir os participantes.

Veja a programação completa no site oficial do evento e acompanhe as novidades também no Facebook.

Motorola investe R$ 40 milhões em laboratório na UFPE

A Motorola investiu R$ 40 milhões na criação de um novo laboratório no Centro de Informática da Universidade Federal de Pernambuco. A unidade faz parte dos planos da empresa de expandir as operações em pesquisa e desenvolvimento no país e já está funcionando desde o início de maio deste ano. A instalação atua com testes e simulações para validar o uso das redes 4G nos aparelhos fabricados pela companhia.

De acordo com o diretor de desenvolvimento de produtos da Motorola, José Soares, esse trabalho, até então, era realizado exclusivamente nos Estados Unidos. “Com as mais avançadas tecnologias e recursos existentes no mundo, o projeto consumiu investimentos da ordem de R$ 40 milhões. A partir de agora, o Brasil vai protagonizar essas pesquisas”, avalia. Uma das metas é fazer com que o país ocupe uma posição de liderança em testes de aparelhos para redes 4G.

O laboratório vai desenvolver provas complexas que simulam a rede 4G oferecida pelas operadoras. Através desses testes, é possível “imitar” o comportamento de uma rede sem a necessidade de que exista uma operadora. “Simulamos todos os processos envolvendo as redes de transmissão de uma operadora, desde chamada, conexão com a rede e envio de dados e voz. Como existe uma grande demanda pelo 4G no Brasil, é preciso acelerar a capacidade de desenvolver produtos com essa tecnologia no país”, observa José Soares.

O professor Augusto Sampaio, coordenador do projeto CIn/Motorola, explica que a equipe já está montada e é composta por gerentes técnicos e de qualidade, além de 35 alunos (de iniciação científica, mestrado e doutorado) e docentes especialistas no assunto. “Nossa parceria de mais de uma década é centrada em pesquisa, inovação e formação especializada. A relação de confiança estabelecida ao longo desses anos foi um fator decisivo para este investimento no Centro de Informática da UFPE”, pontua.

A dobradinha entre CIn e Motorola existe desde 2002. Ao falar sobre os resultados, o professor Augusto Sampaio destaca a publicação de 48 artigos relacionados à parceria, o modelo de formação conhecido como residência de software e a ferramenta TarGeT, que gera testes a partir de requisitos descritos em linguagem natural. Dividem a coordenação do projeto com ele os professores Alexandre Mota, Hermano Moura e Juliano Iyoda.

No estado, a Motorola também operou durante algum tempo o Brazil Test Center, que funcionava no Porto Digital. Fruto de uma parceria em conjunto com o Centro de Estudos Avançados do Recife (Cesar) e o CIn da UFPE, ele se destinava à criação de plataformas de testes de software para celulares. Apelidado de BTC, o projeto ficou ativo de outubro de 2004 a dezembro de 2009. “Ele foi importante porque deu muita visibilidade para a gente, inclusive internacional. O laboratório com tecnologia 4G é uma continuidade natural”, explica o professor Augusto Sampaio.

 

CodeCup 2015 na UFPE é marcado por boas ideias

A edição 2015 do CodeCup foi realizada no último fim de semana, no Centro de Informática da UFPE. O evento é uma grande maratona de programação para que desenvolvedores e designers pratiquem suas habilidades. “Comparado à última edição, as equipes estavam mais focadas e a grande maioria trouxe problemas práticos para trabalhar em soluções”, analisa o universitário Bruno Barbosa, um dos organizadores e assessor de gestão do CITi.

Vamos às equipes vencedoras:

Categoria Web – Obra Limpa

Serviço web para mostrar à população algumas informações sobre obras públicas, como o orçamento planejado, o quanto já foi gasto, o que já foi realizado, se a obra está atrasada e informações sobre cada político envolvido no projeto.

Equipe: Eduardo Henrique Rodrigues, Deyvson Lazaro, Mateus Bolsoni, Ricardo Robson e Pedro Henrique.

Categoria Mobile – Pequenas Maneiras: Episódio Água

Jogo mobile desenvolvido em Unity para conscientizar crianças a respeito do uso efetivo de água, evitando desperdício. O game funciona de uma maneira similar ao famoso Dumb Ways to Die, no qual existem várias fases, cada uma com um determinado minigame. Elas trazem várias situações em que pode ocorrer economia ou reuso de água. Na primeira fase, por exemplo, é pedido que o jogador colete água da chuva, arrastando baldes para os locais marcados.

Equipe: Mariana Lucena, Felipe R. Brasil e Vinicius Guedes.

Categoria Softex – Sidewalk

Nesta categoria, os participantes precisaram trabalhar no seguinte problema: “Como transformar o cidadão em uma ferramenta de monitoramento público?”. A equipe vencedora desenvolveu uma solução mobile para facilitar o trajeto de cadeirantes pela cidade. O Sidewalk mapeia o município com informações fornecidas pelos próprios usuários, indicando onde existem rampas para cadeirantes, buracos e obstáculos nas calçadas. Ele também permite que os cadeirantes vejam a melhor rota para chegar a um destino com base nesses dados.

Equipe: Yelken H F Gonzales, Adonias Vicente, Igor Matos.

 

CodeCup 2015 acontece no fim de maio, na UFPE

O CITi, empresa júnior do Centro de Informática da UFPE, em parceria com a Softex, promovem a edição 2015 do CodeCup, uma maratona de programação que vai acontecer no último fim de semana deste mês de maio, nos dias 30 e 31. O objetivo é reunir desenvolvedores e designers que devem propor ideias, formar equipes e correr contra o tempo para colocar os planos em prática. Ou, numa analogia mais precisa, os códigos na tela. Os participantes escolhem se concorrerão nas categorias “melhor aplicação web” ou “melhor aplicação mobile”, além de uma terceira categoria que ainda não foi divulgada e será sugerida pela Softex. Os ingressos custam R$ 20 e podem ser comprados na sala do CITi ou pelo site www.codecup.com.br.

Embora seja realizado num fim de semana e possua ritmo intenso, o formato se diferencia em alguns pontos de um Startup Weekend. “O evento é um grande hackathon, portanto é voltado para código. Ele não evidência tanto a parte de negócios como o Startup Weekend. A ideia é aproximar os estudantes do mercado de trabalho e mergulhar na prática da programação”, explica o graduando Bruno Barbosa, 20 anos, assessor de gestão do CITi e um dos organizadores do CodeCup 2015. A expectativa é que algumas linguagens como Android, HTML, CSS e JavaScript predominem nos projetos propostos pelos times. O tema é livre e haverá quatro pausas para as equipes receberem feedback dos mentores.

Projeto Samsung completa dez anos no CIn da UFPE

Se para a indústria de tecnologia e informação um ano é tempo demais, imagine dez. O projeto Samsung do Centro de Informática (CIn) da UFPE está completando uma década e seus gestores reconhecem que foi preciso se reinventar constantemente para acompanhar as novidades, mas também creditam a esse dinamismo o sucesso da iniciativa e o amadurecimento da equipe.

A companhia sul-coreana, que também mantém fortes laços com o Centro de Estudos e Sistemas Avançados do Recife (Cesar), colocou os pés no CIn em 2005. Um dos motivos para isso foi a Lei da Informática, que oferece incentivos fiscais às empresas que investem em pesquisa e desenvolvimento.

Um dos coordenadores do projeto Samsung, Fabio Silva recorda que há 10 anos a equipe começava com 12 colaboradores e não se falava em smartphones. Havia um foco no desenvolvimento de aplicações móveis bem mais simples que as atuais, já que as plataformas eram muito limitadas.

“Após um ano de desenvolvimento, nosso primeiro grande projeto foi o SMB, uma espécie de cliente de e-mail que era o único que rodava em celulares Samsung. Ele foi lançado em 2006 e portado para mais de 18 idiomas, competindo com a BlackBerry”, conta Fabio Silva.

Entre 2006 e 2014 a Samsung também operou um centro de testes no CIn. Todo aparelho novo da marca que fosse ser lançado no Brasil deveria passar por lá. Foram mais de cem modelos testados com o objetivo de avaliar performance, durabilidade e uso da memória pelos aplicativos.

Hoje o projeto é focado em aplicações móveis e na área de PC, que também abarca tablets e outros dispositivos, como leitores de QR codes. “Estudamos, por exemplo, como melhorar a acessibilidade e economia de energia. Também fizemos o protótipo de mais de 30 aplicações para tablets, desenvolvendo recursos para câmera, galeria de imagem e edição”, explica Fabio.

Na opinião dele, é positivo que o projeto busque novos horizontes com o passar do tempo. “Capacitamos os colaboradores em algumas áreas e depois vamos explorando outras. A parceria da Samsung não pode ter um objetivo fixo porque perde um pouco do sentido acadêmico”, avalia.

A opinião é endossada pelo coordenador do CIn, o professor André Santos. “Alunos e pesquisadores podem ter acesso a tecnologias antes de serem lançadas. Há uma década era o 2G que predominava, então as coisas evoluem muito rápido e é preciso se adaptar. O projeto tem que funcionar como um laboratório mesmo e se abrir às novidades”, comenta.

A equipe atual é formada por 91 pessoas, incluindo estagiários e trabalhadores regidos pela CLT. A contratação é feita através de edital aberto e podem concorrer pessoas de todo o país.

* Como a Samsung não autoriza fotos do interior do recinto, na imagem mostramos uma das confraternizações da equipe.