E3 2016

Jogamos: Horizon Zero Dawn inova na concepção de um futuro pós-apocalíptico

O estúdio Guerrilla Games fez história no PlayStation com a franquia Killzone. Particularmente, gostei muito do Shadow Fall, primeiro título que joguei no meu PS4 e o quarto da série. Embora eu não me considere um grande fã do gênero FPS (tiro em primeira pessoa), a mecânica e os gráficos arrojados conquistaram meu coração gamer. Este foi o principal motivo de ter vibrado quando foram anunciados mais detalhes sobre Horizon Zero Dawn na conferência da Sony deste ano. Após mais de uma década focada em Killzone, surgia um projeto ousado da Guerrilla buscando um caminho inovador.

Os rumores sobre Horizon começaram no final de 2014. Para o provável desespero e/ou desgosto do time, artes conceituais foram vazadas mostrando uma protagonista de cabelo ruivo lutando contra o que pareciam dinossauros mecânicos.  O ponto interessante sobre o enredo deste RPG de ação é que ele se passa em um futuro pós-apocalíptico onde robôs gigantes ameaçam o que sobrou da humanidade, mas esse toque futurista contrasta com os cenários do game. Em vez de naves espaciais ou cidades tecnologicamente avançadas, como seria de se esperar,  o jogador controla uma caçadora com arco e flecha. Aqui, Aloy é a protagonista ruiva que deixa sua tribo em busca de respostas e percorre paisagens primitivas como florestas, montanhas e cavernas. Nos combates, ela coleta pedaços das máquinas que destrói para construir e aprimorar suas armas.

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Com lançamento previsto para 28 de fevereiro de 2017, a E3 deste ano trouxe uma demo jogável na qual os editores do BitBlog puderam por as mãos.  O jogo está lindo e impecável em detalhes, mostrando um trabalho tão maduro e bem acabado quanto o último Killzone. O mundo aberto parece ser vasto e a quantidade de táticas que podem ser utilizadas no confronto com as máquinas permitem ao jogador adaptar seu próprio estilo de combate a cada instante. A exploração será um ponto forte e o gameplay, ainda que curto, revelou uma jogabilidade descomplicada, com controles fáceis de dominar em pouco tempo.

Apesar da escassez de informações, até para preservar os jogadores de spoilers, Horizon Zero Dawn sem dúvida é uma das coisas mais inovadoras desta nova geração de consoles. Não à toa, recebeu o prêmio de Melhor Jogo Original, ainda em 2015, pelo Game Critics Awards. É um título que, sem dúvida alguma, vai brilhar muito no próximo ano. Parabéns, Guerrilla.

Jogamos: Dead Rising 4 traz a diversão de sempre

Jogar Dead Rising é sempre uma experiência divertida. Por mais controverso que pareça ser, o game consegue ser violento e, ao mesmo tempo, bem humorado. O quarto título da série consegue ser ainda mais sangrento do que os anteriores, com quantidades recordes de zumbis à sua volta.

Três anos após a estreia da franquia no Xbox One, a Capcom Vancouver não pretende mudar muita coisa em relação ao seu antecessor. Dead Rising 4 tem recursos curiosos, como as selfies que o protagonista Frank pode tirar – com direito a caretas – ou a armadura de aço que permite arremessar carros e objetos pelos ares. No final das contas, o que importa é saber que, em poucos minutos, você eliminou milhares de zumbis das formas mais bizarras possíveis, com direito a combos malucos.

Dead Rising 4 - E3 2016A fila para jogar o game era enorme

Na E3 2016, quem quisesse jogar Dead Rising 4 tinha que enfrentar filas que só não eram maiores que as de Gears of War 4 e ReCore. A quase uma hora de espera valeu a pena, no entanto. Embora eu tenha conseguido travar a demonstração, sendo preciso reiniciá-la, os 10 minutos de experiência foram muito interessantes. Combinar o uso de armas brancas com o lança-projéteis é impagável. E ainda ganhei um par de meias de brinde! Até nisso o título é escrachado.

A Capcom revelou, no último dia de E3, que o game apocalíptico chegará ao PS4 um ano após do lançamento no Xbox One e Windows 10 – ou seja, no final de 2017. Se você curte a série, no entanto, não recomendaria esperar esse tempo todo. Dê um jeito de jogar, porque trata-se de um dos principais lançamentos do ano.

 

Jogamos: Resident Evil VII está realmente assustador

A aparência da casa de madeira montada no meio do pavilhão não deixava dúvidas: iríamos tomar sustos ali dentro. Sob o nome Resident Evil VII, algumas portas davam acesso a salas com pouca iluminação onde jogamos a demo do novo título da franquia, anunciado durante a conferência da Sony na E3. A principal mudança é a visão em primeira pessoa, que deve cair muito bem na versão para o VR – esta, um verdadeiro teste de coragem. Infelizmente só conseguimos jogar a demo para o PS4, lembrando que o game também será lançado para Xbox One e PC em 24 de janeiro de 2017.

De cara, foco na exploração e no horror psicológico pesado. A missão era tentar sair vivo de uma casa macabra. Nos primeiros minutos, basicamente se vê um quarto com uma televisão ligada. Há um corredor escuro com um armário trancado a corrente, uma escada para uma sala com o que pareciam ser manequins e a cozinha. Um videotape traz um flashback e você controla um cara que faz parte de um trio tentando entrar e explorar a casa, quando algo sai terrivelmente errado. Neste momento do flashback a iluminação muda e fica em preto e branco. A sensação de angústia é permanente durante toda a demo e os efeitos sonoros são a cereja no bolo para consolidar o clima de pânico, assim como coisas que acontecem ou aparecem dependendo de certas ações. A mecânica de examinar objetos e fazê-los interagir com o cenário continua uma marca forte da série.

Em resumo, Resident Evil VII promete demais. A demo está liberada para os assinantes da PS Plus e estamos muito ansiosos para colocar as mãos no game no início do ano que vem. Já consideramos uma compra certa. Abaixo, caso você não se importe em estragar a surpresa, colocamos um vídeo da demo. É importante lembrar o que os produtores deixaram claro: ela não é um mero recorte do jogo final, mas uma experiência concebida como uma espécie de teaser.

Jogamos: Final Fantasy XV é um novo recomeço

Após alguns tropeços em títulos recentes, ser bem-sucedida em Final Fantasy XV é uma questão de honra para a Square Enix. Considerando que o jogo vem sendo feito desde 2006, com direito a muitas reviravoltas na produção, em 30 de setembro – data de lançamento – saberemos se a longa espera valeu a pena. Até lá, oportunidades como a E3 nos ajudam a termos um gostinho de como está ficando o aguardado título.

Na E3, além da demo em VR (falaremos dela depois), foi disponibilizada a missão The Trial of the Titan. Ao explorar uma caverna e enfrentar alguns inimigos, pudemos enfim avaliar o novo sistema de combate do game, que sai do tradicional modelo em turnos para uma abordagem mais dinâmica. Até que funcionou bem! Mas era só o início. Ao seguir com o protagonista Noctis e seus parceiros Gladiolus, Ignis e Prompto pelo caminho, eis que surge um gigante chefe. Foi preciso me esquivar de vários ataques para poder, enfim, achar uma brecha para invocar Blizzara no braço da criatura. Com isso, os heróis seguiram a aventura e terminou a demonstração.

Final Fantasy XV - E3 2016 - 2Segredo para vencer o chefão da E3: correr, correr e correr

Quando terminou, a impressão é que a demo foi tão rápida que não deu pra formular uma opinião adequada. O novo sistema de batalhas é interessante, mas exige um pouco de treino. Além disso, resta saber se o resultado final será tão linear como vimos na E3. Por enquanto, vamos ficar na torcida para a franquia voltar ao seu auge.

Jogamos: RIGS é a tentativa de levar e-Sports ao PS VR

RIGS Mechanized Combat League. O nome é grande, e a expectativa também… Não tem como ver alguém jogar e não querer experimentar o título de ação do PlayStation VR. A proposta é até boa: dois times, cada um com três jogadores, duelam para ver quem marca mais gols em uma arena. Você deve pilotar um “rig”, uma espécie de robô mecha (à la Gundam), e pular em um espaço no meio do cenário para marcar o gol. No entanto, só está apto a fazer isso quem abateu três rigs da equipe adversária, entrando no modo Overdrive.

Há varias classes de rigs: há o mais rápido, o que plana, o que tem pulo duplo, entre outros. A escolha deve se encaixar com o seu estilo de jogo. Além disso, é possível “morfar” para um modo em que se recupera energia ou para outro em que se causa mais dano. Até aí, muita informação de uma vez, mas tudo bem. A coisa começa a desandar na prática: é um jogo do PlayStation VR. Sendo assim, imagina-se que os controles são otimizados para realidade virtual, certo? Errado.

RIGS - E3 2016A Sony dedicou um grande espaço do seu estande para promover RIGS

Para andar, temos o direcional analógico esquerdo. Para olhar para os lados, o direito. Mas e para mirar nos inimigos? Deve-se usar a cabeça mesmo, usando a precisão do PS VR. Essas três ações são necessárias a todo momento, o que pode causar alguma confusão, ainda mais levando em conta que é um título em primeira pessoa. Os movimentos frequentes com a cabeça, em meio a tantos controles, terminam causando enjoo com alguns minutos de jogo, o que prejudica a experiência. E olhe que não aconteceu só comigo, mas com outras pessoas que experimentaram o RIGS ao mesmo tempo que nós.

Posteriormente, soube através de uma pessoa da Sony que é possível desabilitar os direcionais analógicos, usando apenas o movimento da cabeça para mirar e andar. Não sei se isso resolve o enjoo – talvez tenha até efeito reverso – mas definitivamente eu tentaria mais uma vez dessa forma. O game é ambicioso e tem uma proposta boa.

 

Jogamos: Demo de Batman Arkham VR acaba cedo demais

Um dos super-heróis mais populares da atualidade, sobretudo na indústria dos videogames, Batman agora faz parte do seleto portfólio de jogos que se arriscam a enveredar pelo território da realidade virtual. Arkham VR é da Rocksteady, o mesmo estúdio que lançou o Arkham Knight em junho do ano passado poucos dias após a E3 de 2015. Na ocasião, ele recebeu boas notas e críticas positivas da IGN, referência no mercado. Dificilmente alguém imaginava que o homem-morcego voltaria a dar as caras na E3 deste ano. Mas ele voltou e agora é um exclusivo do PlayStation VR da Sony.

O BitBlog, que está em Los Angeles para cobrir o evento, conversou informalmente com uma pessoa do time de desenvolvimento na fila para jogar a demo do Batman: Arkham VR. Ela nos contou que a equipe estava muito preocupada com a possibilidade de vazamentos e ficou extremamente satisfeita ao perceber que os fãs foram pegos de surpresa. Fotos ou vídeos da tela eram proibidos. O próprio gameplay em tempo real, como mostramos na gravação abaixo, estava vetado.

O motivo alegado seria resguardar o elemento surpresa. Mas nós saímos da demo desconfiados se as verdadeiras razões não foram outras. Explico através de uma comparação: se a demonstração do Batman fosse uma montanha-russa, ela começaria com uma longa subida para se encerrar imediatamente antes da descida alucinante. Ou seja, deixou todo mundo na expectativa e depois jogou um balde de água fria, embora pareça interessante.

BitBlog Batman Arkham VR

Na demo em que jogamos – existe outra, focada na exploração de uma cena de crime – o jogador não controlava os movimentos do Batman. Começava com Bruce olhando uma foto (que podia ser manuseada com o PS Move) e tocando piano para fazer o chão se abrir e revelar seu esconderijo secreto. Ao descer, o gamer sentia o gostinho de colocar a máscara de Batman e contemplar a própria face em um espelho. Na sequência, testamos a mira de três armas, incluindo as Batarangs (shurikens de Batman em formato de morcego) acopladas no cinturão. Terminava com um elevador conduzindo nosso super-herói para as profundezas da Batcave. E pronto.

Sem nenhuma ação ou perspectiva de mecânica de combate, ficamos um pouco frustrados. A demo acabou onde parecia que estava só começando. Mas ainda assim foi uma experiência divertida e imersiva. Embora os detalhes sejam escassos, a própria Sony descreve, ao menos por hora, o Batman: Arkham VR como “uma intensa história em primeira pessoa sobre o mistério de um assassinato, ao melhor estilo das comics do Batman e com foco nas suas habilidades de detetive”. A conclusão é que é muito cedo para a Rocksteady dizer a que veio desta vez. O lançamento está programado para outubro deste ano.

Jogamos: Sea of Thieves é o retorno da Rare

Desde que a Rare foi vendida pela Nintendo à Microsoft, em 2002, o estúdio inglês não foi mais o mesmo. Após patinar com Perfect Dark Zero e desperdiçar talento com a série Kinect Sports, muita gente passou a se questionar: o que aconteceu com a empresa que trouxe Banjo-Kazooie e Conker ao mundo?

Desde que foi anunciado, há um ano, Sea of Thieves criou a expectativa de que seria o retorno da Rare aos holofotes. Nesta E3 2016, enfim, pudemos jogá-lo. E a primeira impressão que tivemos foi que ele é divertido, com um multiplayer forte, mas não tem o que é preciso para manter uma pessoa por horas e horas em frente à TV.

Sea of Thieves - E3 2016 - 2Eu, apreensivo, tentando ajudar a tripulação de alguma forma

Embora a Rare negue que Sea of Thieves seja um MMO, a realidade é que ele tem os elementos necessários para receber essa denominação. Em um oceano vasto, você e sua tripulação podem encontrar outros barcos no caminho. A decisão se vale a pena bombardeá-lo ou não é toda sua e dos seus companheiros. O trabalho em equipe é necessário para poder armar tudo para velejar, ou para tapar buracos que façam o barco afundar, por exemplo. Por isso, o suporte ao voice chat é tão importante. Na demonstração que testamos, um funcionário da Microsoft nos ajudava a preparar tudo e viver a “rotina” do game.

Não espere armas, realismo e sangue aqui. Trata-se de um game despretensioso, e por isso mesmo nos questionamos se a ausência completa de linearidade (ou de continuidade, pelo menos) não poderá prejudicar o fator replay. Será que Sea of Thieves tem o necessário para jogarmos ele por mais de 5 horas? Prefiro aguardar a versão completa para opinar. Neste momento, a impressão que tenho é um enfático “não”.