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Jogamos: Star Wars Battlefront 2 é tudo o que os fãs esperam

O primeiro Battlefront, de 2015, é lindo e tem um multiplayer bastante competitivo. Mas os fãs queriam mais. A ausência de um modo estória foi bastante sentida e a EA mostrou que ouviu os feedbacks. Com isso, Star Wars Battlefront 2 foi anunciado e conta com uma saga entre os episódios VI e VII dos filmes. O BitBlog jogou a demo do game e traz as nossas impressões abaixo. Para ver o que rolou na conferência da EA Play, clique aqui!

Um multiplayer ainda mais envolvente

Já temos algumas informações do modo estória, mas o que nós jogamos na EA Play, em Los Angeles, foi uma demo multiplayer. Em partidas 20 x 20, dois times entram em combate: um exército de clones escolta um gigantesco tanque em direção a um templo, enquanto um grupo de stormtroopers precisa defender a área e explodir o tal veículo. A demo era dividida em três momentos da operação de ataque (ou defesa, dependendo de onde você está).

Pudemos escolher entre quatro classes de personagens: Assault (equilibrados), Heavy Assault (lentos, porém com grande poder explosivo), Officer (mais ágeis) e Specialist (com armas de longo alcance). Cada vez em que acertávamos – ou até mesmo eliminávamos – alguém, ganhamos pontos de combate. Estes pontos podem ser trocados pelo uso de veículos ou heróis (como Rey e Darth Maul).

A demo começou com a câmera invertida e, até conseguir mudar a configuração (em meio ao tiroteio), perdi algum tempo. Com a configuração ok, fui razoavelmente bem como o Specialist, até descobrir o critério do ranking no final da partida: não apenas quem morria menos e eliminava mais oponentes, mas também quem ganhava mais pontos. Mesmo na zona intermediária do placar no que diz respeito aos dois primeiros critérios, quando veio a questão dos pontos, fui parar lá no fundo! Triste fim.

A partida foi bem equilibrada e o mapa selecionado para a demo foi uma escolha acertada. O uso de habilidades secundárias estava lá e também trouxe valor para a experiência.

Resumo da ópera

Agressivo para iniciantes, Battlefront 2 premia os jogadores mais experientes com os mapas, que são grandes e cheios de detalhes. A jogabilidade parece bem natural, exceto pelo comando de aeronaves: para quem jogou a série Rogue Squadron, vai ser difícil se acostumar com os movimentos e curvas. Sim, Battlefront 2 é mais um Battlefield com os personagens de George Lucas no lugar.

O visual é bem realista, dado o poder do motor Frostbite. A trilha orquestrada é exatamente o que se espera de um jogo de Star Wars. A impressão que temos é que o game realmente traz muito conteúdo, com altíssimo fator replay. A notícia de que os DLCs serão gratuitos deixa ainda mais interessante o custo benefício. Resta saber se você está pronto para a curva de aprendizado que o título exige, pois este não é um Titanfall: é uma experiência puramente hardcore.


Star Wars Battlefront 2 chega ao Windows (via Origin), PS4 e Xbox One na primavera brasileira (entre setembro e novembro) de 2017. Siga acompanhando a EA Play 2017 e a E3 2017 aqui no BitBlog, direto de Los Angeles, para mais novidades!

Jogamos: Need for Speed Payback quer ser o mais envolvente

Misturar jogos de corrida com um enredo mais profundo é algo meio polêmico. Poucos conseguiram. Por isso, tanta resistência do público com o anúncio de Need for Speed Payback, que terá um modo campanha com uma pegada meio “cinematográfica”. Experimentamos o game durante a EA Play, direto de Los Angeles. Veja abaixo as nossas impressões – e aqui tudo o que rolou na conferência.

Cinema encontra os games

Tyler, Mac e Jess são jovens que se unem para derrubar um cartel em Fortune Valley. Eles estão dispostos a tudo: perseguições em alta velocidade, piruetas e outras manobras impossíveis arriscadas. Trazer este nível de imersão para os games é algo que muita gente já tentou, sem sucesso. A Ghost Games, em seu terceiro Need for Speed, quer impressionar desta vez e por isso Payback parece tão ambicioso.

Nossas impressões

Sim, Payback é lindo. Usando o poder do motor Frostbite, o game tem os gráficos mais atraentes da série até aqui. Isto ficou evidente na demo que jogamos durante a EA Play, na edição para Windows (com o joystick do Xbox One). O vídeo acima é uma versão reduzida da demo, que levou cerca de cinco minutos, e mostra uma perseguição onde o objetivo, primeiramente, é derrubar carros do cartel The House usando manobras e, em seguida, alcançar um caminhão suspeito.

Se o NFS anterior pecou pela falta de um modo offline, Payback quer ir na direção oposta e trazer o multiplayer online como uma espécie de bônus. Infelizmente, a demo foi muito curta, mas já dá pra elogiar os controles precisos e o visual. A impressão que tivemos é que a galera de Payback teve fortes influências de Velozes e Furiosos e da série Burnout para desenvolver o jogo, já que este é o NFS mais “explosivo” que me recordo. Resta saber se, com longas jogatinas, o título seguirá interessante e o enredo envolvente.


Need for Speed Payback chega ao Windows (via Origin), PS4 e Xbox One em 10 de novembro de 2017. Siga acompanhando a EA Play 2017 e a E3 2017 aqui no BitBlog, direto de Los Angeles, para mais novidades!

Jogamos: FIFA 18 no Nintendo Switch é interessante

Desde a versão “capada” de FIFA 15 no 3DS, fãs da Nintendo estavam sem a franquia esportiva da EA. Para quebrar o hiato de três anos, vem aí FIFA 18 para o Nintendo Switch. Jogamos um pouco do título na EA Play 2017 (veja o que rolou na conferência), em Los Angeles, e trouxemos nossas impressões aqui.

Fifa no Switch VS outras plataformas

O anúncio de EA Sports FIFA for Nintendo Switch – título que foi rapidamente trocado para FIFA 18 – deixou uma pulga atrás da orelha: o que esperar desta edição? De fato, não é válido comparar o jogo no Switch com as suas versões de PS4 e Xbox One. O modo The Journey, em que você controla o personagem Alex Hunter em busca do sucesso, não está aqui. O motor Frostbite não é usado – ao invés disso, uma engine da EA Vancouver feita para dispositivos móveis.

Por outro lado, pense no que as edições têm em comum: Ultimate Team, modos online, copa internacional feminina, modo torneio. Ou seja: há bastante conteúdo. A EA promete 1080p com o Switch “dockado” e 720p na jogabilidade portátil. Múltiplas opções de controle estarão disponíveis: usando um ou dois Joy-cons por pessoa, além do Pro Controller. Isso significa que, sim, duas pessoas poderão curtir o game ao mesmo tempo com o Switch em “table-top” (portátil apoiado na mesa). Mais um pra lista, depois de Mario Kart 8 Deluxe, Super Bomberman R e FAST RMX!

Jogabilidade

Jogador do Chelsea em destaque

O visual tá legal, vamos combinar

A demo da EA Play trazia um confronto entre Liverpool e Bayern. Jogar com as teclas reduzidas dos Joy-cons pode parecer desafiador no princípio, mas acredite: é uma questão de costume. No final da demo, eu já estava com um desempenho bem melhor. O que incomoda, no entanto, é o tamanho da tela: para quem está acostumado com o game na TV, tudo parece muito apertado na tela do console da Nintendo.

Quanto ao visual, lembrou as edições do Xbox 360 e PS3. Não, isso não é ruim! Principalmente com a visão portátil, onde eventuais falhas ficam imperceptíveis. Gostaria, no entanto, de vê-lo na TV em 1080p, para poder falar mais do visual. Fotos do jogo não foram autorizadas pela EA no evento, mas a imagem acima (in-game) já dá um gostinho.


FIFA 18 chega ao Switch na mesma data que nas demais plataformas: 29 de setembro de 2017. Siga acompanhando a EA Play 2017 e a E3 2017 aqui no BitBlog, direto de Los Angeles, para mais novidades!

EA Play: veja o que rolou na conferência da EA

Repetindo 2016, a EA optou por não participar da E3 propriamente dita, tendo o seu próprio evento (EA Play) acontecendo na mesma semana. Transmitimos a conferência ao vivo direto do Hollywood Palladium aqui no BitBlog. Veja o que rolou abaixo e, já adiantando: fiquem de olho no BitBlog, porque teremos posts sobre os games que experimentamos no decorrer da semana!

Rua do Hollywood Palladium, onde rolou a EA Play.

Rua do Hollywood Palladium, onde rolou a EA Play. No início da manhã, horas antes do evento, as filas quilométricas ainda não existiam

  • Andrew Wilson, CEO da EA, surge para fazer uma introdução ao evento. Menciona que a EA lidou com feedbacks do público, especialmente após Star Wars Battlefront (o de 2015) ter vindo sem modo estória, e que a empresa leva em consideração tais opiniões.
  • Andrew Gulotta, produtor de Battlefield 1, anuncia mapas para junho e julho, além de um grande DLC em setembro com oito novos mapas relacionados à Primeira Guerra Mundial. Patrick Sordurland anuncia um modo para o fim do ano que vai permitir partidas com grupos menores de jogadores.
Andrew Wilson, CEO da EA, abrindo o evento

Andrew Wilson, CEO da EA, abrindo o evento

  • FIFA 18 vem com tudo. Um trailer no telão é exibido, destacando Cristiano Ronaldo (capa no jogo). Em seguida, um vídeo bem-humorado que anuncia o retorno de Alex Hunter e seu modo The Journey no título deste ano.
Centenas de jornalistas do mundo todo durante a conferência

Centenas de jornalistas do mundo todo durante a conferência

  • Marcus Nilsson, produtor executivo de Need for Speed Payback, fala do modo estória do game, que envolve a perseguição a um cartel. Novas possibilidades de personalização serão destaque no novo NFS, permitindo “tunar” até mesmo veículos antigos, como um Fusca.

  • A Way Out é anunciado como o novo jogo indie a receber investimento do programa EA Originals. Josef Fares vem ao palco e fala da liberdade criativa que está tendo com a EA. O jogo terá foco na cooperação: será possível jogar apenas com 2 pessoas, seja online ou offline, mas sempre em tela dividida. Dois protagonistas, Vincent e Leo, terão suas próprias perspectivas do início ao fim. Sai no início de 2018, sem menção a plataformas ainda.

  • A EA fala um pouco do Seed, sua divisão de pesquisa, que vem procurando novas formas de aprimorar inteligência artificial e tornar os projetos da empresa mais realistas.
  • Hora de falar de potência gráfica. Madden NFL 18, em sua versão para o Xbox Scorpio, é prometido como o jogo mais bonito e detalhado já feito pela empresa. Uma nova franquia a cargo da Bioware, Anthem, é anunciada rapidamente em um teaser, com a promessa de mais informações durante a conferência da Microsoft.

  • NBA Live 18 será dois em um: terá partidas em quadras e nas ruas. Demo estará disponível em agosto.
  • EA fala das suas iniciativas de caridade e justiça social e anuncia, para comemorar, que o EA Access (no Xbox One), Origin Access (no Windows) e títulos selecionados para o PS4 estarão gratuitos durante toda a semana seguinte.
  • Para fechar, Star Wars Battlefront 2. Janina Gavankar, atriz que interpreta uma das personagens principais, fala um pouco do seu orgulho em participar do projeto e antecipa: o jogo tem três vezes mais conteúdo que o antecessor, passando pelas três eras da saga.
Stormtroopers invadem palco da EA Play 2017

Stormtroopers invadem palco da EA Play 2017

  • O modo estória será situado entre os episódios VI e VII dos filmes. Sistema de classes e evolução de personagens e armas deixam o título ainda mais profundo. DLCs pós-lançamento do título serão todos gratuitos!
  • Personagens como Darth Maul, Rey e Han Solo serão jogáveis. Primeira partida multiplayer (oficial) do jogo acontece ao vivo, em times de 19 pessoas cada, embora na versão final seja 20 x 20.
Primeira partida multiplayer (oficial) de Battlefront 2 foi na EA Play, com dois times de 19 pessoas

Primeira partida multiplayer (oficial) de Battlefront 2 foi na EA Play, com dois times de 19 pessoas

É isso! Obrigado por acompanhar a gente. Abaixo, um vídeo que lançamos em nosso Facebook com os bastidores do evento. Siga acompanhando o BitBlog para novos posts sobre EA Play e E3!

EA Play 2017 terá novidades de Star Wars Battlefront e Need for Speed

A Electronic Arts revelou os planos para a EA Play deste ano. A segunda edição do evento, assim como ocorreu em 2016, vai anteceder a E3 – a maior feira de games do mundo – e será realizada entre os dias 10 e 12 de junho, em Los Angeles. Na ocasião será mostrada a nova sequência de Star Wars Battlefront, que estará jogável para os presentes. Outros destaques da EA Play 2017 serão FIFA 18, NBA Live 18, Madden NFL 18 e um novo Need for Speed. Há a possibilidade de que outros jogos sejam revelados de surpresa durante o evento, que ainda contará com competições e transmissões ao vivo para criar aquele hype indispensável à indústria dos games.

O que é a EA Play?

É um evento da Electronic Arts que terá sua segunda edição em 2017. Assim como a E3, ele acontece em Los Angeles, nos Estados Unidos, porém um pouco antes da tradicional feira no LA Convention Center. A ideia é criar um ambiente dedicado e com mais imersão para os fãs das franquias da EA, já que é um período em que somos bombardeados de informações sobre lançamentos.

Como participar do evento?

Geralmente existe um credenciamento gratuito para imprensa e blogs especializados em games. O BitBlog cobriu a EA Play 2016 direto de Los Angeles e vai tentar retornar ao evento neste ano. Para jogadores que estejam dispostos a desembolsar uma grana e viajar para os Estados Unidos, há ingressos pagos. A Electronic Arts vai começar a vender ingressos para a EA Play 2017 no dia 20 de abril, a partir das 13h no horário de Brasília. Geralmente eles esgotam rápido. Se você está interessado em adquirir um ingresso para a EA Play 2017, assinar a newsletter do evento pode ser uma boa ideia. De uma forma ou de outra, quem ficar em casa vai ter a cobertura do BitBlog e da própria EA, com transmissões ao vivo e updates nas redes sociais.

Jogamos: Battlefield 1 é ambicioso, mais do que deveria

Depois da conferência da EA (que o BitBlog transmitiu), era impossível não criar grandes expectativas para jogar Battlefield 1. Combates aéreos, clima mudando aleatoriamente (e afetando o gameplay), um visual deslumbrante e as partidas de até 64 jogadores de sempre. As filas para experimentar o novo game da DICE eram as maiores no EA Play de Los Angeles, sendo preciso ter paciência para aguardar a sua vez. No entanto, o que vimos não foi nada tão revolucionário assim. É mais um título hardcore, e que ainda pode sofrer do mesmo mal de Watch Dogs anos atrás: o hype exagerado.

Antes de começar a brincadeira de fato, o pessoal da EA exibiu um vídeo com algumas instruções e uma visão geral de Battlefield 1. Era impossível não se empolgar. Os combates aéreos, as estratégias e as classes empolgaram bastante. A empresa não nos permitiu filmar nada lá dentro da arena. Ao chegar, 64 PCs (cada um com mouse/teclado e controle do Xbox One, dando liberdade ao público). Rapidamente começou a partida. Em cerca de 15 minutos, ficou bem claro que o game é hardcore mesmo, sendo preciso muita prática para não “apanhar”. Ainda não era possível experimentar o combate aéreo, apenas terrestre. O modo em questão consistia na conquista de bandeiras (seis) em um grande mapa.

Battlefield 1 - gameplayO velho modo de captura de bandeira está de volta

Diferentemente de Titanfall 2, Battlefield 1 não funciona tão bem no joystick. Lento e travado, a impressão é que você está sob alguma desvantagem. A experiência não era nem de perto fluida como no jogo da Respawn, talvez porque a DICE optou por cenários gigantescos e ambiciosos. E é este o possível  pecado do novo Battlefield: ser ambicioso demais. Até aqui, o que vimos foi algo regular. Nem mesmo o clima dinâmico, anunciado com festa pela EA, foi o suficiente para termos algo novo. Resta aguardar o jogo final para sabermos se essas conclusões vão se manter.


Leia mais:
Jogamos: Titanfall 2 surpreende pela diversão
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Jogamos: Titanfall 2 surpreende pela diversão

Estivemos, neste domingo, na EA Play em Los Angeles. O primeiro dia do evento reservou, além da conferência morna (que cobrimos aqui no BitBlog), uma experiência imersiva bem interessante. Com espaço aberto à imprensa e ao grande público (desde que tenha sido feita a reserva previamente), era possível jogar um pouco de Titanfall 2, Battlefield 1, Fifa 17 e Madden NFL 17. Aqui, falaremos as nossas impressões sobre a sequência do jogo de tiro da Respawn.

A EA reservou um grande espaço apenas para demonstrar Titanfall 2. No último andar do The Novo em Los Angeles, um ambiente cheio de referências ao título era encontrado. Ao contrário de Battlefield 1, não era preciso esperar muito para jogar. A empresa não autorizou a imprensa a gravar vídeos (nem mesmo fotos) dentro da arena onde houve as partidas, mas falaremos as nossas impressões por aqui. Em um combate local intenso de 16 vs 16 jogadores (sendo alguns deles bots, e não pessoas reais), pudemos experimentar um pouco do que o estúdio Respawn promete entregar em 28 de outubro para PS4, Xbox One e PC.

Titanfall 2Controlar Titans nunca foi tão legal

O primeiro Titanfall era rápido. O segundo é mais ainda, afinal, conta com a chegada do grappling hook (ou gancho, como preferir). Além disso, controlar um Titan ficou mais acessível e divertido. Diferentemente de outros FPS (tiro em primeira pessoa), o jogo tem cenários nem tão grandes, nem tão pequenos, o que favorece o combate para o pessoal intermediário. Sim, quem é mais hardcore vai gostar, mas não acredito que quem joga 120 horas terá necessariamente condições de abater quem jogou um décimo disso. Titanfall 2 foi feito para “democratizar” o FPS sem perder a sua essência, e isso é sensacional.

O visual não está tão diferente do primeiro game, mas continua fluido. Na demo de 10 minutos que jogamos (sim, é pouco), não experimentamos nenhum tipo de travamento. A experiência parece estar bastante madura para um lançamento em outubro. Com opções limitadas de customização e armamentos – afinal, era uma demonstração – não há muito o que falar além disso, apenas fica a expectativa pela chegada do jogo. Para os mais ansiosos, um open beta estará disponível no meio do ano, de acordo com a EA.