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#CPRecife4: Entrevista com Tulio Caraciolo, gamer e empreendedor

Público na Campus Party Recife 4

Tulio Caraciolo, 32 anos, atua profissionalmente na área de games desde 2006 e já fundou três empresas na área. Atualmente, é Produtor Executivo nos estúdios Manifesto e BigHut Games, onde gerencia um grupo de 50 pessoas na criação de jogos para diversas audiências e plataformas. Além disso, Tulio é aluno de doutorado no Centro de Informática (CIn) da UFPE, onde desenvolve pesquisas sobre algoritmos e técnicas que permitam ajustar a dificuldade em títulos comerciais, de forma a possibilitar experiências adaptadas para cada tipo de jogador.

Na Campus Party Recife, o gamer falou sobre Game as a Service (GaaS) – um novo paradigma que permite a distribuição de jogos de forma digital – seja por download ou via transmissão (streaming). Um conceito que, ao mesmo tempo em que traz facilidades e novas possibilidades de distribuição, proporciona também debates na indústria, devido a games que são lançados com muitos bugs – que só são corrigidos através de atualizações.

Também foi abordado o conceito de freemium games – títulos que são lançados de forma gratuita, mas que pedem microtransações para que seja possível chegar mais longe ou adquirir itens exclusivos. Para engajar o público a desembolsar um valor, na visão de Tulio, é preciso investir em novos conteúdos, balanceamento constante da inteligência artificial, experiências multi-player e em fidelização dos jogadores. Este modelo veio a ser destaque a partir de 2011, quando passou a representar a maioria das vendas nas lojas da Apple e da Google. Na atualidade, embora os premium games (pagos, obrigatoriamente) sejam bastante representativos, estão mais associados às franquias mais maduras e consolidadas na indústria – algo que, na opinião de Tulio, também deve mudar. Acompanhe a entrevista.


Para as startups que vão desenvolver seu primeiro game, você recomendaria a abordagem freemium? Ou este tipo de empresa ainda não tem maturidade para promover atualizações frequentes e manter o público engajado?

Sim, o modelo freemium se aplica às startups e é o mais recomendado neste cenário. É complicadíssimo gerar um título premium (pago) que tenha renda constante – talvez no PC, mas há dificuldades. O caminho que indico é criar e disponibilizar um produto mínimo viável, medir custo e uso no decorrer do tempo com ferramentas web analíticas e ir iterando com atualizações. Como foi mencionado na apresentação, apenas 20% do esforço envolve lançar um game, em si, neste modelo.

Qual a importância do modelo Games as a Service para a indústria brasileira de jogos? Ela é a responsável pela evolução nos últimos anos?

O crescimento da indústria no país tem mais a ver com a popularização e facilidade de distribuição. Na minha visão, o Brasil precisa melhorar muito. Existem algumas iniciativas isoladas obtendo repercussão, mas ainda não há um jogo referência, que seja realmente estruturado e tenha feito grande sucesso, como alguns casos que vemos em países da Europa, por exemplo.

Um dos grandes sucessos da BigHut Games, de Tulio: Boney the Runner

Franquias mais maduras, como Assassin’s Creed e Call of Duty, devem aderir a este modelo freemium no futuro, com microtransações, ou ele estará limitado a jogos casuais?

Com certeza haverá adesão, é apenas uma questão de tempo. Jogos mais complexos, principalmente de console, por terem muito conteúdo, exigem uma largura de banda mais expressiva para download. É diferente adquirir um complemento de 100 MB, por exemplo, em um jogo mais casual em relação a transferir 1 GB de conteúdo em uma grande produção. Por isso, estas franquias ainda estão afastadas do modelo freemium, mas certamente irão aderir.

Serviços de streaming como o PS Now (vídeo abaixo), da Sony, e o GameFly, presente em TVs da Samsung, permitem que usuários paguem uma assinatura e tenham acesso a um catálogo para jogar, em transmissão direta. Você acredita neste modelo fazendo sucesso no Brasil? Será o fim dos consoles, da forma que conhecemos?

Acredito que (o streaming) vai emplacar por aqui sim, mas é algo a médio prazo, pois ainda não estamos prontos. Precisamos, primeiro, ter uma internet melhor. O crescimento da largura de banda vai permitir este modelo. Os consoles ainda têm algumas gerações pela frente, mas a mídia física deve deixar de existir logo. É só ver o que aconteceu com as indústrias de filmes e músicas. Quem ainda compra DVDs e CDs? Pouca gente. Quanto mais a banda larga evoluir, mais rápida será esta transição.


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Entrevista com Erick de Albuquerque, investidor-anjo do Porto Digital

Erick de Albuquerque

De xerocador a investidor-anjo do Porto Digital. O consultor de empresas Erick de Albuquerque, 35 anos, é figura conhecida nos bastidores do parque tecnológico e da cena local de startups. Empreendedor desde jovem, conseguiu faturar seu primeiro milhão aos 21 anos, pouco depois de trazer para o Recife uma operação de venda de refrigerante de uma fábrica do Rio de Janeiro. Já trabalhou no Sindicato dos Fazendários, na Prefeitura do Recife, montou um negócio para colocar gás natural em posto de combustível e foi presidente da empresa júnior da Faculdade Marista, onde se formou em desenvolvimento de sistemas para internet. Também fez um mestrado em administração de empresas com ênfase em estratégia empresarial pela Faculdade Getúlio Vargas em parceria com a Universidade de Ohio.

Hoje é sócio-fundador da Prima Consultoria, empresa que ajudou a criar em 2004, mas sempre arranja algum tempo para encontrar e aconselhar a nova geração de empreendedores. De estilo simples e pouco formal, ele valoriza a família, é apaixonado pelo estado e enxerga o dinheiro como um símbolo de conquista. “Nunca gostei de carro da moda nem pensava em viagens. O dinheiro era para eu provar a mim mesmo que podia mais do que eu pensava. É como ser o menino mais feio do colégio e conquistar a garota mais bonita da sala”, explica. Erick será um dos palestrantes da quarta edição da Campus Party Recife, que começa na próxima quinta-feira e vai até o domingo.


Conheci Erick quando ainda era repórter do caderno de Informática do Diario de Pernambuco. Posso estar enganado, mas acredito que o primeiro encontro foi durante a primeira ou segunda edição da Campus Party Recife. Dentro da correria que é uma cobertura deste tipo de evento, trocamos poucas palavras e recordo que ele me deu seu cartão da Prima Consultoria e mencionou ter um fundo de investimento em startups.

Por inexperiência e pela pressa em produzir as pautas programadas para o dia, a conversa não evoluiu muito. Algum tempo depois, voltamos a conversar quando fiquei sabendo do Feec, um evento que ele produzia. Mas não associei de imediato o nome à pessoa. Isso também aconteceu em outro evento, direcionado para profissionais de marketing digital. Erick estava lá como um dos organizadores e veio me cumprimentar, mas eu sequer lembrava o nome dele, embora tenha disfarçado. Para evitar uma nova gafe, decidi adicioná-lo no Facebook.

Através das redes sociais, descobri como ele era comunicativo e cheio de convicções. Mas, sobretudo, dedicava muito tempo a dar conselhos aos novos empreendedores, contando a própria história de vida e compartilhando experiências pessoais. Lembro agora de algo que ele me disse durante a entrevista. Chegou a cursar radialismo e desistiu nos primeiros períodos “porque não dava dinheiro”, mas não abandonou a ideia por completo porque gosta muito de falar.

A primeira vez que o vi falar pelos cotovelos foi em uma palestra na edição 2014 da Campus Party Recife. Lá, constatei que Erick era mais que um conselheiro ou investidor. Era um militante do empreendedorismo, capaz de dedicar horas preciosas do dia, descuidar da própria saúde e viajar para o sertão do estado apenas pelo prazer de ajudar startups que estão começando.


Como você começou a empreender?

Eu já tinha o DNA empreendedor desde os 15 anos de idade. Gostava de imprimir etiqueta, adesivo e vender essas coisas lá em casa. Era a necessidade de ganhar dinheiro junto com a energia da juventude.

O início da carreira profissional, como empregado, incomodava você?

Tive grandes decepções como empregado, mas tive muito mais aprendizados do que decepções. Trabalha no setor público e isso faz com que você crie grandes expectativas. Passei por uma fase onde a prefeitura tinha um governo populista, o de João Paulo, e queria fazer muita coisa nova. Depois, por questões políticas, você passa a ter decepções. Também trabalhava muito e não tinha realizações pessoais. Não era um problema financeiro, mas de só conseguir protagonizar aquilo que me era delegado.

Qual foi o passo seguinte como empreendedor?

Não tinha nada a ver com tecnologia, inovação ou startup. Fui ao Rio de Janeiro participar de um curso sobre tributos e, na praia, alguém me ofereceu um guaraná diferente, natural, que vinha num corpo descartável e fechado com alumínio. Falei com um amigo sobre a possibilidade de levar isso para Recife e visitei a fábrica para conversar com o dono. Tinha acabado de fazer 20 anos. Do acordo que fizemos até montar tudo foi rápido.

Como foi a conquista do primeiro milhão?

Quando eu vi, o negócio do guaraná e o do gás natural tinham faturado mais de um milhão e eu tinha apenas 21 anos. Descobri que era doente, porque em vez de comprar um apartamento, eu queria investir mais. As pessoas buscavam coisas diferentes das que eu almejava. Meus amigos tinham o desejo de trabalhar em uma grande empresa enquanto eu sonhava em descobrir uma oportunidade para ganhar um milhão de novo.

E a sua relação com o dinheiro?

Para mim o importante do dinheiro é o empoderamento. É poder comer em um restaurante bom sem me preocupar com a conta. Nunca gostei de carro nem pensava em viagens. O dinheiro era para eu me sentir desafiado e conseguir algo, provar a mim mesmo que podia mais do que eu pensava. É como ser o menino mais feio do colégio e conquistar a garota mais bonita da sala. Mas dinheiro te dá uma felicidade que é momentânea. Felicidade consolidada é composta por uma série de outras coisas que, para mim, estão no Recife, como família e amigos. Por isso não penso em sair daqui, é o meu lugar.

Você controla seus gastos?

Nunca fui um bom gestor financeiro. Gosto de ter a liberdade de comprar o que eu quiser e comer onde quiser, mas não gosto da obrigação de acompanhar o saldo do banco. Não fico monitorando a curva.


Na entrevista, Erick contou que chegou a fazer uma graduação em desenvolvimento de sistemas pela Unibratec e abandonou rápido. Ele também passou no vestibular em radialismo e desistiu. Houve uma terceira graduação que o investidor-anjo relatou ter deixado para trás: direito, na Universo. “Gretchen era da minha sala. Nunca a vi lá, mas disseram que era da minha turma”, brinca.

Segundo ele, algumas pessoas da família o pressionavam para ser médico ou advogado e seguir uma carreira “tradicional”. Mas com a mãe era diferente. “Ela só queria me ver sorrindo e feliz. Com certeza teria me bancado se eu tivesse feito escolhas erradas”, reflete. Em dado momento de nossa conversa, ele disse que amigos e família influenciam 50% das decisões de um empreendedor.

Outro ponto crucial que Erick fez questão de enfatizar foi uma espécie de desapego à formação acadêmica para poder empreender. Não que ele desvalorize isso, mas a mensagem que tentou passar é que qualquer pessoa pode chegar lá. Lembrou que quando conseguiu seu primeiro milhão, sequer tinha curso superior completo.  


Como você desenvolveu sua visão de mercado na juventude?

Para mim era Deus que me guiava. Hoje tenho certeza disso. Não tinha visão de mercado. Por tentativa e erro eu terminava acertando. Poderia ter errado, quebrado e perdido o dinheiro. Na época eu também lia muito os jornais e sempre fui impactado pelas notícias de grandes investimentos.

Como começou a investir em startups?

Em 2011, a Prima Consultoria fechou um contrato com o Porto Digital para mapear o setor de economia criativa. Acabei conhecendo a Mobiclub, startup que era incubada pelo parque tecnológico e trabalhava a ideia de um cartão de fidelidade digital. Gostei do perfil dos meninos e decidi ajudá-los, porque estavam quebrados. No primeiro ano, injetei meio milhão de reais com marketing, estrutura física e outras necessidades.

Por que é importante ter um ecossistema de startups?

As startups se ajudam mais do que se portam como concorrentes. Elas compartilham experiências e falam mais dos seus erros do que as empresas do mercado tradicional. Eu sinto que há uma indisponibilidade dessas empresas em se engajar com as startups, oferecer mentoria e participar. Os empresários de pernambuco estão vacilando em não se conectar com o ecossistema de inovação do estado. É uma grande oportunidade de acelerar os negócios, mas falta interesse. O esforço para estar conectado é mínimo, porque a galera de inovação é muito receptiva.

Por que você gosta tanto do Recife? Nunca pensou em sair daqui?

Acho que todo recifense é um pouco assim. As pessoas falam que eu gosto daqui porque sou bem sucedido, mas já provei de vários lugares. Todos os meus amigos, embora sejam poucos, estão aqui. Recife é realmente uma cidade um pouco caótica porque tem uma estrutura que não comporta as pessoas. Para driblar isso, mudei meus horários e não sinto tanto esse caos.

Sou apaixonado pelas raízes daqui. Já tive contato com outros ecossistemas e sinto que não há nada demais, exceto um PIB muito maior. Mas não tem minha mãe nem minha tia para eu comer um bolo na casa dela.

Durante anos o Nordeste concentrou mais de 50% da população pobre do Brasil. Qual é o propósito da sua vida se você pode contribuir com o ecossistema e prefere ir para a Califórnia? Eu não iria para o Vale do Silício hoje. Eu me sentiria egoísta, mas é uma opinião muito minha. É uma questão de compaixão pelo outro.


Novamente percebi no discurso de Erick um tom de militância pelo empreendedorismo. Descobri, em nossa entrevista, que ele participou de 24 edições do Startup Weekend. Ao todo, foram cerca de 1.350 horas de mentoria para jovens empreendedores. Propus que ele fizesse a seguinte conta: baseado em quanto cobra por hora de consultoria pela Prima, quanto daria esse total? Alguns toques na calculadora do celular e ele chegou ao valor: R$ 4,8 milhões. Perguntei a Erick se tinha algum arrependimento, já que nunca parou para fazer a conta. Ele garantiu que não.

“No passado, eu fui ajudado pelas pessoas. Alguém pagou um curso de informática para mim e sempre carreguei isso comigo”, revela. Futuramente, Erick se envolveria em trabalhos voluntários como na Faculdade Marista, onde ajudou a formar 1.500 jovens da comunidade de Apipucos. Embora considere o dinheiro importante, senti um grande altruísmo e sinceridade nas respostas dele.

No própria dia da entrevista, uma sexta-feira, terminamos por volta das 20h. Erick ainda ia jantar com um garoto de Natal que o estava esperando na aceleradora Jump para conhecer o empreendimento e dar algumas orientações. É como se não houvesse preocupação em descansar ou aproveitar o fim de semana.


Qual a maior vantagem e o maior problema do Porto Digital?

Eu vejo o Porto como uma plataforma muito aberta. Embora alguns digam que ele é fechado ou uma panela, sinto boa receptividade para sugestões e ideias. O maior benefício é a série de conexões que existem entre empresas, empreendedores e agentes diversos do ecossistema. No meu prédio e no edifício vizinho há mais de 30 startups. As pessoas se encontram na hora do almoço para trocar experiências. O maior gargalo é a burocracia interna, já que o Núcleo de Gestão do Porto Digital precisa dedicar boa parte do tempo à prestação de contas. É uma equipe muito boa que poderia concentrar esforços em promover o pólo de tecnologia. Algumas empresas também reclamam da área física do Porto e de dificuldades de estacionamento, mas acredito que é um problema da cidade, que não consegue responder essas demandas no tempo ideal.

Quais as características desejáveis em um empreendedor?

Você achar que porque recebe mal vai trabalhar menos ou mal é ser medíocre. Pessoas medíocres dificilmente serão empreendedoras. Quando o cara gosta de ouvir, não é tímido e é afeito a novidades, já é um bom caminho. Também é importante pensar fora do padrão e não se limitar o tempo todo por regras.

Quais os conselhos para os jovens empreendedores?

Não se pode esperar que vai ganhar muito dinheiro numa curva pequena de tempo. É uma ilusão que pode custar o tesão inicial. Talvez aconteça, mas é sorte. As pessoas se inspiram demais em casos como o de Mark Zuckerberg, que são um em um milhão. Planeje o máximo que você puder antes de empreender e saiba que ainda será pouco. Trabalhe muito, porque sem trabalho não há resultado. Se você for filho de milionários, vai trabalhar menos. Se for classe média ou pobre, precisa saber que vai trabalhar muito, bem mais que oito horas por dia. Seus amigos, namorada e família também precisam ter noção dessas coisas porque vão influenciar suas decisões. Reserve um tempo também para cuidar da sua saúde.


Em alguns momentos da entrevista, Erick deu a entender que seu ritmo acelerado já chegou a prejudicar sua saúde. No processo de aquisição do primeiro milhão, ele precisou abrir mão de “alguma receita” por conta disso. Em outro período, ficou quatro meses em uma cama de hospital, embora não tenha dado maiores detalhes. Admito que também não me aprofundei nessas razões porque ele se mostrou fechado a compartilhar algo tão pessoal. Preferi não entrar em um terreno tão delicado. Mas isso explica o conselho aos empreendedores para cuidar da saúde.

Há muitos anos, Erick dorme em torno de quatro horas por noite. No domingo consegue passar mais horas na cama, mesmo sem dormir. “Estou com minha noiva há 13 anos e ela fala que eu trabalhei em um ritmo fora do normal. Não me arrependo, mas aprendi que isso teve um custo para a minha saúde”, pondera.


Como descobrir se uma ideia é boa?

Se você tem uma ideia para empreender, tem a obrigação de conversar com um potencial cliente ou consumidor dela. Ao falar com o usuário, o ponto de vista dele vai trazer coisas que podem agregar valor. Costumo dizer que se seu produto não resolve a dor de ninguém, ele precisa ser uma modinha muito boa. Validar uma ideia não é difícil, mas é trabalhoso. Se você quer vender pipoca em um lugar, precisa ir nele e conhecer as pessoas, conversar com elas.

Qual a maior frustração de um investidor?

O time das startups. A maior parte dos empreendedores se acha muito, tem certeza de para onde o negócio deve ir, só que não consegue pagar as contas e os pais acabam sustentando. Muitas vezes as pessoas também escutam feedback, mas não mudam. Preferem quebrar a cara para depois agir. O investidor olha mais para a equipe do que para a ideia porque é bem mais difícil mudar o time do que o projeto.