Game Boy

7 fatos curiosos sobre Pokémon Red, Green e Blue

Sim, somos fãs de Pokémon. Já fizemos uma retrospectiva com todos os jogos da série principal, de Red/Blue até o recente X&Y. Mas e quanto à origem dos monstrinhos? Na coluna Bastidores desta semana, conheça algumas curiosidades de Red/Blue (ou Red/Green no Japão), os games que deram origem a uma das séries mais bem sucedidas de todos os tempos. Confira abaixo.


 Mew foi colocado no final

Mew era bem feinho nos jogos originais

Mew era bem feinho nos jogos originais

Quando as equipes de testes da Nintendo terminaram as suas tarefas, sinalizando que Red e Green estavam prontos para ir ao mercado, os desenvolvedores tomaram uma atitude, no mínimo, inusitada: aproveitar o espaço que sobrou no cartucho para incluir um novo monstrinho, Mew. A empresa achou a atitude muito arriscada, pois quem trabalha com desenvolvimento de software sabe que qualquer operação feita após os testes pode gerar uma imensidão de erros não tratados, como bugs e glitches. E, naquela época, não tinha essa “mamata” de lançar DLC (pacote de download) corretivo, então os processos eram muito mais rígidos. Ainda assim, a decisão foi mantida e Mew permaneceu.

Foi reprogramado do zero para sair no Ocidente

Após o sucesso de Red e Green no Japão, a Nintendo queria trazer a série para o Ocidente. No entanto, simplesmente traduzir o game não era suficiente: foi preciso reprogramá-lo por inteiro. O motivo? O código fonte não era limpo o suficiente, resultado do longo ciclo de desenvolvimento. O time optou por reaproveitar elementos de Pokémon Blue, uma edição melhorada que saiu depois dos originais no Japão, com um visual levemente superior. Este é o motivo de Red e Blue, as edições ocidentais, terem chegado quase dois anos depois ao mercado, em 1998.

Seria possível disputar revanches

Pokemon Red e Green - gameplay

Haja Repel, viu

Tsunekazu Ishihara, o então produtor dos primeiros títulos, revelou em uma entrevista algo interessante: inicialmente, seria possível batalhar contra treinadores mais de uma vez, em plena campanha solo. Ou seja, seria mais fácil aumentar o nível dos monstrinhos. Além disso, era mais frequente encontrar Pokémon selvagens (!). Ambos os aspectos foram revistos na versão final.

Rhydon foi o primeiro

Quando o nome da franquia ainda seria “Capsule Monsters”, com cápsulas no lugar de PokéBolas, alguns designers dentro da Nintendo já estavam desenhando o que seria a primeira geração Pokémon. A primeira criatura foi Rhydon. Nidoking, Slowbro e Kadabra também saíram dos primeiros rabiscos.

190 em vez de 151

Ho-Oh e Lugia estariam nos primeiros games

Ho-Oh e Lugia estariam nos primeiros games

O designer Shigeki Morimoto confirmou que a ideia original era lançar 190 criaturas em Red e Green. No entanto, 39 deles foram deixados de fora, e é por isso que foram encontrados 39 registros no código do jogo com o nome “MissingNo”. A lista completa você pode ver aqui. Basicamente, entre os que foram deixados para a segunda geração, estão Heracross, Tyranitar e Hitmontop, além dos lendários Ho-Oh, Lugia, Raikou, Suicune e Entei.

Mudando de nome

A maioria dos Pokémon tem nomes diferentes no Ocidente e Oriente. Além disso, enquanto a Nintendo se preparava para trazer os primeiros jogos aos EUA, alguns dos monstrinhos receberam nomes que foram mudados pouco antes do lançamento. Kakuna era “Kokoon”. Sandslash se chamava “Sandstorm”. Poliwag era “Aqua”, enquanto Chansey era “Lucky”. Para ver mais, clique aqui.

Lavender Town

Lavender: entristecendo criancinhas desde 1996

Lavender: entristecendo criancinhas desde 1996

Para as crianças que jogaram Red e Green (ou Blue), deve ter sido um choque descobrir que sim, os Pokémon morrem. A vila de Lavender, com sua música macabra, motivou uma série de lendas urbanas no Japão. Não faltaram pessoas querendo vincular esta parte do jogo a suicídios que teriam acontecido. O compositor Junichi Masuda afirmou em entrevistas que a ideia original do jogo não remetia a criaturas “fofinhas”, mas sim a monstros. Por isso, algumas trilhas foram feitas com um certo “ar” de mistério e medo.

Conheça 5 games que foram desenvolvidos por uma única pessoa

A jornada de um desenvolvedor / designer de games é desafiadora, principalmente no Brasil, onde faltam incentivos. Embora vários cursos (inclusive de graduação) se popularizem cada vez mais, ainda são poucos os que prosperam por aqui. E quando o desenvolvimento é composto por uma única pessoa? O BitBlog listou, na coluna Bastidores desta quinzena, alguns títulos famosos que foram feitos por apenas um (isso mesmo) corajoso. Quem sabe o post não serve de motivação para você, não é mesmo?

Minecraft

Minecraft Education Edition

Minecraft tornou-se um universo próprio, sendo usado inclusive como ferramenta educativa

É difícil de acreditar que este aqui, um dos cinco games mais vendidos de todos os tempos, tenha começado de forma tão humilde. Markus Persson, um programador sueco, é o responsável por criar a famosa versão alpha de Minecraft. A partir daquele momento, o mundo conheceu o jogo, novas pessoas integraram o time e… Você sabe como termina: mais de 106 milhões de cópias vendidas (dados de julho de 2016) entre PC, consoles e smartphones.

Stardew Valley

Não, não tem RPG Maker aqui!

Não, não tem RPG Maker aqui! Brincadeiras à parte, Stardew Valley foi feito por uma única pessoa

Considerado por muitos o maior jogo indie de 2016, Stardew Valley é mais um exemplo da perseverança de uma alma solitária. O projeto demorou três anos, mas valeu a pena: em menos de seis meses, já são mais de 1,4 milhão de unidades vendidas. O trabalho do desenvolvedor Eric Barone lembra os melhores dias de Harvest Moon no SNES. Esqueça a cara “RPG Maker” – até porque o XNA foi a ferramenta usada – e você poderá descobrir um novo vício.

Tetris

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Inocente e viciante: Tetris vem até instalado em televisão

O possível primeiro game que seus pais – ou até avós, no meu caso – jogaram também foi feito por uma pessoa. O designer russo Alexey Pajitnov trabalhava na Russian Academy of Science quando lançou seu projeto, em junho de 1984. A ideia do nome é uma combinação de “tetra” (os blocos que caem possuem, todos, quatro elementos) e “tênis”. O resultado é surpreendente: mais de 170 milhões de cópias vendidas em toda a franquia, sendo 70 milhões unidades físicas e os 100 milhões restantes em formato digital para smartphones. A maior parte do sucesso veio apenas com o lançamento do Game Boy, em 1989, que teve a sua própria versão e chacoalhou a indústria por inteiro. A propósito, Tetris vai ganhar filme em 2017. Bizarro é pouco…

Rollercoaster Tycoon

Aquele momento 1999 do post

Aquele momento 1999 do post

O simulador mais querido da década de 90 foi fruto do programador escocês Chris Sawyer, que modificou elementos de trabalhos anteriores para incorporar montanhas-russas. O jogo original saiu em 1999 para Windows PC, e logo ganhou versões para Xbox, Nintendo 3DS, Mac OS X, iOS e Android. Somando os cinco títulos da série, são mais de 9 milhões de cópias vendidas globalmente. Dá para acreditar que todo esse trabalhou começou com somente uma pessoa?

No Heroes

Para não ficar apenas nos games mais famosos, resolvi colocar um projeto que está sendo feito por um talentoso desenvolvedor. Tiago, um português, vem cuidando sozinho de No Heroes desde 2011. É um projeto em grande evolução, como é possível perceber em suas atualizações no YouTube. Fazer um FPS (tiro em primeira pessoa) não é para qualquer um. O Unity foi o motor de jogo escolhido. O título será free-to-play sem microtransações (!), havendo apenas a venda de skins para os equipamentos. Ainda não há data de lançamento prevista para o game, que chegará à Steam “em breve” como Early Access.

Bônus: o multiplayer de GoldenEye 007 (N64)

Goldeneye 007 - N64 - Multiplayer

Eita, saudade

Para muitos, GoldenEye 007 é o melhor FPS de todos os tempos. Mas você sabia que o famoso modo multiplayer foi feito por um único desenvolvedor, e em apenas um mês? Escondido da Nintendo, Steve Ellis implementou tudo e só avisou quando o modo estava pronto, em cima da data de lançamento do game. O cara é, no mínimo, talentoso, concorda?


Algo em comum entre os projetos acima (exceto o “bônus” de GoldenEye): todos eles demoraram. Portanto, se você quer desenvolver jogos sozinho de qualquer jeito, lembre: persistência e auto-motivação são as chaves para o sucesso.

Game Boy Advance completa 15 anos

Se você gosta de videogames, certamente já teve (ou conhece alguém que possuiu) um dispositivo Game Boy. Símbolo de uma época em que a Nintendo reinava sozinha no ramo dos portáteis, a marca foi encerrada com o Game Boy Advance, que completou nesta semana 15 anos desde o seu lançamento no Japão. O BitBlog trouxe uma homenagem ao GBA como parte da coluna Console do Mês. Confira abaixo e relembre estes momentos com a gente. Se você gostar do nosso post, agradecemos bastante pelos compartilhamentos nas redes sociais! ;-)

Project Atlantis: um Super Nintendo portátil

Na década de 90, a Nintendo tinha uma meta ousada: trabalhar em um sucessor para o Game Boy original, com hardware significativamente superior. Após o fracasso do Virtual Boy, que tinha esse objetivo, a empresa iniciou, em meados de 1995, o Project Atlantis. O dispositivo deveria ter poder de processamento suficiente para executar os jogos do calibre do SNES na palma da mão. O nome era uma referência aos Jogos Olímpicos de Atlanta em 1996, época de lançamento prevista para o dispositivo. Tempo bem curto para os engenheiros construírem algo tão ambicioso, não?

Game Boy Advance - predecessorProtótipo do Project Atlantis, revelado pela Nintendo na GDC 2010

Criar o sucessor do Game Boy não foi uma tarefa nada fácil. O time de desenvolvimento da Big N até construiu um protótipo funcional, mas que gastava toda a energia das pilhas em pouquíssimo tempo, além de ser grande e desajeitado. A tecnologia utilizada era tão cara que o projeto foi abandonado, afinal, um tal de Pokémon Red & Blue deu sobrevida ao GB. A Nintendo voltou as atenções para o Game Boy Color, de 1998, que era uma revisão do modelo original, desta vez trazendo cores, sem atualização relevante de hardware, enquanto investiu pesado no desenvolvimento de mais jogos Pokémon.

Após o sucesso do GBC, a empresa retomou o Project Atlantis. Ao mesmo tempo em que alguns componentes estavam mais “em conta”, com a natural evolução tecnológica, certos recursos foram deixados de lado, como forma de baratear ainda mais o produto final. Foi o caso da iluminação na tela (afinal, nem sempre era possível jogar na claridade), dos botões X e Y, além de um chip de áudio moderno. Mesmo abrindo mão disso tudo, o resultado final era convincente. Com isso, a Nintendo anunciou em 2000 o Game Boy Advance de forma oficial, revelando inclusive os primeiros games.

Game Boy Advance - Space World 2000GBA na feira Space World 2000. Modelo apresentado, com botões em laranja, nunca foi lançado

Lançamento, sucesso e fim

Após debutar no Japão em março de 2001 e bater recordes, o GBA chegou ao Ocidente em junho do mesmo ano. Custando US$ 99 (EUA) e R$ 399 (Brasil), o portátil foi um sucesso também neste lado do planeta. Os jogos custavam US$ 29 (EUA) e R$ 129 (Brasil). Entre os primeiros destaques, estavam Mario Kart: Super Circuit, Tony Hawk’s Pro Skater e Rayman Advance. Foi notícia nos jornais daqui (inclusive em nosso parceiro Diario de Pernambuco, lembro bem!). Eu ia ao supermercado com a família só pra ficar paquerando o aparelho na vitrine, até ser privilegiado com um no Natal de 2001.

Jogos de Game Boy Advance no BrasilCaixas de Super Mario Advance e Sonic Advance no Brasil. Tive o prazer de ter ambos

Em 2002, com o fim da parceria da Nintendo com a Gradiente, que lançava os seus produtos em território brasileiro, o GBA não recebeu mais oficialmente nenhum título por aqui, exceto através de algumas parcerias pontuais com importadoras (como foi feito em Pokémon Fire Red & Leaf Green). Ainda assim, os preços aumentaram muito e ficou difícil sustentar o portátil no Brasil, enquanto o mundo todo curtia o GBA.

Quanto tudo ia bem (exceto pros fãs daqui, pra variar), eis que a Sony surgiu para anunciar um concorrente em 2003. O PlayStation Portable (PSP) chegaria no final de 2004 em terras nipônicas, trazendo gráficos 3D de ponta e jogos voltados a um público mais maduro. A Nintendo ficou realmente nervosa. Até então, todos os concorrentes que a organização enfrentou no ramo dos portáteis foram grandes fracassos. Mas não se podia subestimar a Sony. Naquele momento, o PS2 já vendia o triplo do GameCube e do Xbox. Era preciso fazer algo.

Game Boy Advance SPGame Boy Advance SP: a forma que a Nintendo encontrou de tornar o GBA atraente mais uma vez

O GBA SP, primeira revisão da plataforma, trazia um visual mais adulto, além de iluminação front-light (longe do ideal, mas melhor que nada). Lembro como se fosse ontem o momento em que chegou meu SP em casa, após torrar dois anos de mesada! O portátil foi um sucesso absoluto, mas a Nintendo sabia que era uma questão de tempo até o PSP chegar ao mercado e causar problemas.

Em paralelo ao seu mais recente Game Boy, a Nintendo começou a trabalhar no bizarro/inovador/desajeitado DS. O ciclo de desenvolvimento deste novo portátil foi quase que em tempo recorde. O DS chegou apenas três anos e meio após o GBA, em 2004, como forma de rivalizar com a aposta da Sony. Deu certo, pois o DS se tornou o videogame mais vendido da história (junto ao PS2). Obviamente, o Game Boy Advance perdeu muita força com isso.

Game Boy MicroMinúsculo, o GB Micro foi a última revisão do Advance

Entre 2005 e 2007, quando foi descontinuado, o último Game Boy da história recebeu jogos importantes, como Banjo-Pilot, Boktai 2, relançamentos de Donkey Kong Country 3 e Final Fantasy IV/V/VI,  The Legend of Zelda: The Minish Cap e Mega Man Zero 4. Uma última revisão do aparelho, o Game Boy Micro, foi lançada em 2005. Vendeu pouco e tornou-se item de colecionador.

Mesmo com a concorrência do seu próprio sucessor, o GBA fez bonito. Somando as vendas do modelo original (de 2001), SP e Micro, foram 81,51 milhões de unidades comercializadas no planeta, sendo considerado o sétimo videogame mais vendido até aqui. Curiosamente, 1 milhão à frente do PSP. É engraçado como, mesmo assim, o GBA não é muito lembrado pelos fãs e pela imprensa. Tantas franquias boas nasceram nele: Golden Sun, Advance Wars e Mario & Luigi, só para citar algumas.

Particularmente, o GBA foi o meu último portátil da Nintendo por muito tempo. Afinal, nunca gostei deste conceito de “duas telas”. Migrei para a concorrência, quando adquiri um PSP e, mais recentemente, um PS Vita. Tenho muito respeito pelo DS, mas definitivamente eu não curto ele. Vida longa ao GBA!

Os jogos mais vendidos

Pokémon está no topo, como você talvez tenha imaginado. Mas nem só dos monstrinhos viveu o GBA. Veja abaixo os 10 títulos mais comercializados globalmente, de acordo com o site Metacritic. Em negrito, os games que eu recomendo.

Pokemon Ruby e SapphirePokémon Ruby & Sapphire se passa no continente de Hoenn e traz novos monstrinhos

  • Pokémon Ruby & Sapphire – 2002 – 15,85 milhões
  • Pokémon Fire Red & Leaf Green – 2004 – 10,49 milhões
  • Pokémon Emerald – 2004 – 6,41 milhões
  • Super Mario Advance – 2001 – 5,49 milhões
  • Mario Kart: Super Circuit – 2001 – 5,47 milhões
  • Super Mario Advance 2: Super Mario World – 2002 – 5,46 milhões
  • Super Mario Advance 4: Super Mario Bros. 3 – 2003 – 5,20 milhões
  • Namco Museum – 2001 – 4,24 milhões
  • Pac-Man Collection – 2001 – 2,94 milhões
  • Super Mario Advance 3: Yoshi’s Island – 2002 – 2,91 milhões
  • Finding Nemo – 2003 – 2,82 milhões
  • The Legend of Zelda: A Link to the Past – 2002 – 2,70 milhões
  • Frogger’s Adventures: Temple of the Frog – 2002 – 2,39 milhões
  • Kirby: Nightmare in Dream Land – 2002 – 2,27 milhões
  • Wario Land 4 – 2001 – 2,26 milhões
  • Sonic Advance – 2001 – 2,24 milhões
  • Spyro: Season of Ice – 2001 – 2,23 milhões
  • Mario & Luigi: Superstar Saga – 2003 – 2,17 milhões
  • Final Fantasy Tactics Advance – 2003 – 2,13 milhões
  • Yu-Gi-Oh! The Eternal Duelist Soul – 2001 – 2,07 milhões

O retorno de um clássico: Adventures of Mana chega ao iOS e Android

Você se lembra da clássica série de RPG Mana, da Square Enix? Lançada no Ocidente em 1991 como Final Fantasy Adventure, para Game Boy, a franquia logo conseguiu conquistar seu próprio espaço e o direito de usar um nome próprio.

O primeiro jogo da saga acabou de ser relançado. Adventures of Mana é um remake caprichado para iOS e Android. Com muita ação, gráficos refeitos e interface otimizada para smartphones, o título é uma adaptação justa para os US$ 14 cobrados. Nada mudou no enredo: dois guerreiros tentam impedir um terrível vilão de destruir a Árvore de Mana. Mas espere uma trilha sonora refeita por Kenji Ito, ninguém menos do que o compositor do jogo original.

Adventures of Mana - 2Interface está bem intuitiva no remake

Para quem prefere jogar em plataformas dedicadas, uma boa notícia: a Square Enix está considerando uma versão ocidental para PS Vita, após milhares de pedidos nas redes sociais e ter tido uma boa recepção no Japão. Imagino que o custo para trazer pra cá seria mínimo, então vamos cruzar os dedos e aguardar a confirmação. Todo o respeito aos smartphones, mas ainda acho melhor jogar RPGs em portáteis como o Vita ou o 3DS. Os botões físicos fazem falta.

Abaixo, veja o trailer de Adventures of Mana, já disponível no Google Play e no iTunes:

Pokémon completa 20 anos em 2016; relembre os jogos

Com mais de 200 milhões de cópias vendidas em todo o mundo, os jogos da série Pokémon marcaram a infância e a adolescência de muitos. Segundo o GameSpot, a franquia é a segunda mais bem-sucedida dos videogames comercialmente, perdendo apenas para Mario. Já de olho no aniversário de 20 anos dos monstrinhos, em 27 de fevereiro de 2016, o BitBlog revisitou a série principal, do Game Boy até o 3DS. Afinal, eles já chegaram até mesmo ao Recife

Pokémon Red e Blue: o começo de tudo

Pokemon Red and Green

No continente de Kanto, o objetivo era vencer os oito líderes de ginásio Pokémon, confrontar a Elite dos Quatro e se tornar o mestre Pokémon. Outro desafio, talvez maior ainda, era obter os 151 bichinhos. Façanha que só era possível apenas através de trocas com amigos, conectando dois aparelhos Game Boy com o então revolucionário cabo Game Link.

Red e Green chegaram ao Japão em fevereiro de 1996, esgotando rapidamente nas lojas e dando início a uma das franquias mais consagradas de todos os tempos. Nos EUA, foram relançados como Red e Blue depois de dois anos e meio. É importante lembrar a sacada da Nintendo: as duas edições eram bastante semelhantes, exceto pelo fato de que cada uma tinha alguns Pokémon exclusivos. Isso obrigou muita gente a adquirir dois os jogos ou interagir com amigos.

Pokémon Yellow foi lançado posteriormente, sendo bem semelhante aos seus antecessores, mas trazendo uma narrativa mais alinhada a do anime. Pikachu acompanha o protagonista durante as aventuras em Kanto, podendo mudar de humor de acordo com o tratamento dado ao mesmo. Nada mais divertido do que irritá-lo.

Pokémon Stadium

Não tem como esquecer também de Pokémon Stadium, para N64, que permitia – através do acessório Transfer Pak – colocar os Pokémon do cartucho do Game Boy para lutar em 3D na TV. Um sonho que se tornava realidade. Foi emocionante ver meu querido Pidgeot nível 100 em 3D… Ah, e o minigame do Lickitung comendo sushi? Bons tempos!

Pokémon Gold e Silver inovam com cores

Pokemon Gold and Silver

Por mais que Red, Green/Blue e Yellow funcionassem no novíssimo Game Boy Color, eles não usavam toda a paleta de cores possível no dispositivo. Foi aí que a segunda geração, iniciada com as edições Gold e Silver, chegou: embora com o GBC em mente, elas também funcionavam no Game Boy original.

Se alguém achava que a criatividade dos produtores ia acabar, se enganou: a segunda geração trouxe 100 novos monstrinhos tão carismáticos quanto os da primeira. Quem não gostava de Chikorita, Cyndaquil e Totodile? Os lendários Ho-oh e Lugia eram fantásticos! Além disso, o visual se tornou nitidamente mais charmoso, inspirado fortemente no Japão antigo.

Uma edição melhorada, Crystal, chegou exclusivamente ao Game Boy Color. Com mais recursos de hardware garantidos, os pokémon receberam animações durante as batalhas, foi incluída uma nova área no mapa – a Battle Tower – e o jogador pode, pela primeira vez, escolher entre um protagonista homem ou mulher.

Pokemon Stadium 2

Claro que a Nintendo não perderia a oportunidade de lançar Pokémon Stadium 2 no N64. Trazendo compatibilidade com a nova geração via Transfer Pak, as 100 novas criaturas e mais um monte de minigames, foi um dos últimos grandes títulos do console.

Pokémon Ruby e Sapphire traz batalhas entre duplas

Pokemon Ruby and Sapphire

Muito se especulou sobre a chegada da franquia ao Game Boy Advance. Embora tenha gráficos muito simples, trouxe algumas novidades bem-vindas: batalhas entre duplas, suporte ao leitor de cartões e-Reader, mudanças no clima (inclusive afetando as lutas), entre outras.

Ruby e Sapphire surgiram no momento em que Pokémon começava a entrar em um leve declínio de popularidade. Os 135 novos monstrinhos já não eram tão, digamos, inspirados. A edição “melhorada” da vez, Emerald, não tinha o suficiente para justificar um novo título e, por isso, recebeu críticas de parte dos jogadores. Foi aqui que eu, particularmente, perdi um pouco o interesse na saga.

Nesta geração, a Nintendo não desenvolveu títulos de Pokémon para consoles no gênero de combate, como Stadium 1 e 2. Ao invés disso, optou por narrativas próprias single-player, com Pokémon Colosseum e Pokémon XD: Gale of Darkness – ambos para GameCube.

Pokémon Diamond e Pearl estreia batalhas online

Pokemon Diamond and Pearl

A Nintendo precisava fazer algo para reverter a queda de popularidade da série e voltar a conquistar novos públicos. Com Diamond e Pearl, estreia das criaturas no DS, uma simples funcionalidade vendeu os jogos: multiplayer online. Pela primeira vez, era possível disputar com pessoas do mundo todo sem “gambiarras”, como o aparelho que conectava celulares ao Game Boy nas gerações anteriores. Bastava uma conexão Wi-Fi. Considerando o ano de 2006, foi uma verdadeira revolução.

O visual de Diamond e Pearl era bem fraquinho e os fãs reclamaram disso. A trilha sonora também deixou a desejar. Pelo menos o objetivo foi cumprido: colocar Pokémon, de novo, no interesse do público. A conexão com Battle Revolution, do Wii, ajudou a prolongar a vida útil dos games. Platinum, a versão melhorada de Diamond e Pearl, foi eleita pela crítica como um dos melhores títulos do DS.

Pokémon Black e White fazem jus ao Nintendo DS

Pokemon Black and White

Na quinta geração dos monstrinhos, o estúdio Game Freak resolveu trabalhar melhor os pontos fracos de Diamond e Pearl. Com Black e White, assim como as suas respectivas continuações, os gráficos foram aperfeiçoados, assim como a trilha sonora, que esteve mais uma vez inspirada.

Os pokémon ganharam animações completas, as lutas tornaram-se mais agradáveis de assistir (com mudança de foco da câmera), as quatro estações foram implementadas… Os fãs e críticos corresponderam aclamando Black e White, o que permitiu grande sucesso comercial.

Pokémon X & Y: um mundo, enfim, 3D

Pokemon X and Y

Pela primeira vez, Pokémon era renderizado completamente em 3D em um portátil. Somando isso às chamadas Mega Evoluções – que trouxeram novas formas para os monstrinhos – e aos novos recursos de customização do protagonista, o resultado final ficou excelente. Para quem ficou algum tempo sem jogar nada da franquia, este é o motivo para voltar.

Pokémon X & Y marcou a estreia da franquia no 3DS, usando seu hardware ao máximo para prover a aventura que qualquer fã sonhava em jogar. É, no mínimo, justo elogiar os recursos online, maduros e indo além do óbvio modo 1×1 ou 2×2. Algo que me chamou a atenção também foi a “humildade” da Game Freak, que estreou apenas 70 criaturas e prestigiando – consideravelmente – gerações anteriores. É possível, em um certo momento, até escolher entre Squirtle, Charmander e Bulbassauro. Nostalgia pura!


Veja também: Pokémon GO! vai trazer a série ao mundo real, através do celular

10 games clássicos que você (provavelmente) jogou na sua infância

Se você nasceu entre 1980 e 1990, a chance de um dos jogos listados abaixo ter feito parte da sua infância é grande. O BitBlog listou alguns clássicos da década de 90. Você lembra deles?

10) Final Fantasy VII
Plataforma: PlayStation
Data de lançamento: 31 de janeiro de 1997 (EUA)

O mercenário Cloud Strife e seus amigos partem em busca de explicações sobre experimentos realizados no planeta em que vivem. Executados por uma organização corrupta chamada ShinRa, os mesmos estão consumindo os recursos naturais e causando problemas sociais. Este é o enredo do sétimo episódio de Final Fantasy, um sucesso do PS1 que já vendeu cerca de 10 milhões de cópias em todo o mundo.

09) Starcraft
Plataformas: PC, Mac e Nintendo 64
Data de lançamento: 31 de março de 1998 (EUA) – PC

O primeiro grande sucesso da Blizzard, Starcraft envolve a guerra entre espécies galácticas. O clássico de estratégia ainda é jogado no PC de forma online nos dias atuais, pois conta com uma base fiel de fãs.

08) Counter-Strike
Plataformas: PC, Mac, Linux e Xbox
Data de lançamento: 19 de junho de 1999 (EUA) – PC

O popular “mod” de Half-Life para partidas multiplayer online fez bastante sucesso, ao ponto de virar um game próprio cinco anos depois no Xbox. Counter-Strike consiste em disputas entre terroristas e contra-terroristas, através de dezenas de armas e inúmeros cenários. “CS”, como é chamado pelos fãs, foi um dos maiores responsáveis pela massificação das Lan Houses há mais de 10 anos (e por muitas notas baixas na escola também).

07) Pokémon Red & Blue
Plataforma: Game Boy
Data de lançamento: 28 de setembro de 1998 (EUA)

Pokemon Red e Blue

O título que massificou o Game Boy no Ocidente e que deu início a uma das franquias mais rentáveis de todos os tempos. As versões Red e Blue tinham a mesma estória, mas cada uma tinha alguns monstrinhos exclusivos. Era possível se conectar ao Game Boy de outro amigo via cabo Game Link, viabilizando partidas multiplayer e troca de Pokémon entre os jogadores.

06) Resident Evil
Plataformas: PlayStation, Saturn, PC e Nintendo DS
Data de lançamento: 22 de março de 1996 (EUA) – PS1

A famosa série de horror começou no PS1, com um game assustador e repleto de desafios. A saga de Chris Redfield e Jill Valentine em busca de seus companheiros desaparecidos nas dependências de Raccoon City impulsionou dezenas de sequências, filmes e até livros.

05) Chrono Trigger
Plataformas: Super Nintendo
Data de lançamento: 22 de agosto de 1995 (EUA) – SNES

Contando com um time de renomados produtores, desenhistas e músicos, Chrono Trigger marcou a década de 1990 com o seu enredo cativante e personagens carismáticos. As viagens de Chrono pelo tempo para salvar o mundo até hoje estão nos corações de milhões de fãs.

04) Sonic the Hedgehog 2
Plataformas: Mega Drive, Master System
Data de lançamento: 21 de novembro de 1992 – Mega Drive

O segundo jogo da franquia Sonic é um dos mais lembrados. Com a introdução do herói Tails e o novo movimento Spin-Dash, este foi um título obrigatório para quem tinha o Mega Drive. Uma versão alternativa para Master System, com menos recursos e fases diferentes, também foi lançada, mas não obteve o mesmo sucesso.

03) Super Mario 64
Plataforma: Nintendo 64
Data de lançamento: 26 de setembro de 1996 (Américas)

A primeira aventura de Mario em ambientes tridimensionais revolucionou a indústria e criou novos paradigmas. Este foi o game que impulsionou o Nintendo 64 no lançamento, além de ter representado uma das transições mais elogiadas de um mascote do 2D para o 3D. A essência da série foi mantida, mesmo com tantas novidades.

02) Super Metroid
Plataforma: Super Nintendo
Data de lançamento: 18 de abril de 1994 (EUA)

A saga solitária da caçadora de recompensas Samus Aran no planeta Zebes se mostrou um dos jogos mais maduros da geração 16-bit. Enquanto Samus procura os malignos Space Pirates e recupera seus equipamentos, o jogador vai se envolvendo profundamente com o enredo.

01) The Legend of Zelda: Ocarina of Time
Plataforma: Nintendo 64
Data de lançamento: 23 de novembro de 1998 (Américas)

A jornada de Link para impedir a destruição do mundo por Ganondorf  – enquanto usa sua Ocarina para mudar o clima, o horário e até para se teletransportar – é tão envolvente, tão imensa e tão épica que ainda é considerada o melhor Zelda de todos os tempos. Para muitos, além disso: Ocarina of Time é também avaliado como o melhor título da história.


E você, se identificou com a lista? Faltou algum jogo dos anos 90? Queremos a sua opinião nos comentários.