Game Boy Advance

Game Boy Advance completa 15 anos

Se você gosta de videogames, certamente já teve (ou conhece alguém que possuiu) um dispositivo Game Boy. Símbolo de uma época em que a Nintendo reinava sozinha no ramo dos portáteis, a marca foi encerrada com o Game Boy Advance, que completou nesta semana 15 anos desde o seu lançamento no Japão. O BitBlog trouxe uma homenagem ao GBA como parte da coluna Console do Mês. Confira abaixo e relembre estes momentos com a gente. Se você gostar do nosso post, agradecemos bastante pelos compartilhamentos nas redes sociais! ;-)

Project Atlantis: um Super Nintendo portátil

Na década de 90, a Nintendo tinha uma meta ousada: trabalhar em um sucessor para o Game Boy original, com hardware significativamente superior. Após o fracasso do Virtual Boy, que tinha esse objetivo, a empresa iniciou, em meados de 1995, o Project Atlantis. O dispositivo deveria ter poder de processamento suficiente para executar os jogos do calibre do SNES na palma da mão. O nome era uma referência aos Jogos Olímpicos de Atlanta em 1996, época de lançamento prevista para o dispositivo. Tempo bem curto para os engenheiros construírem algo tão ambicioso, não?

Game Boy Advance - predecessorProtótipo do Project Atlantis, revelado pela Nintendo na GDC 2010

Criar o sucessor do Game Boy não foi uma tarefa nada fácil. O time de desenvolvimento da Big N até construiu um protótipo funcional, mas que gastava toda a energia das pilhas em pouquíssimo tempo, além de ser grande e desajeitado. A tecnologia utilizada era tão cara que o projeto foi abandonado, afinal, um tal de Pokémon Red & Blue deu sobrevida ao GB. A Nintendo voltou as atenções para o Game Boy Color, de 1998, que era uma revisão do modelo original, desta vez trazendo cores, sem atualização relevante de hardware, enquanto investiu pesado no desenvolvimento de mais jogos Pokémon.

Após o sucesso do GBC, a empresa retomou o Project Atlantis. Ao mesmo tempo em que alguns componentes estavam mais “em conta”, com a natural evolução tecnológica, certos recursos foram deixados de lado, como forma de baratear ainda mais o produto final. Foi o caso da iluminação na tela (afinal, nem sempre era possível jogar na claridade), dos botões X e Y, além de um chip de áudio moderno. Mesmo abrindo mão disso tudo, o resultado final era convincente. Com isso, a Nintendo anunciou em 2000 o Game Boy Advance de forma oficial, revelando inclusive os primeiros games.

Game Boy Advance - Space World 2000GBA na feira Space World 2000. Modelo apresentado, com botões em laranja, nunca foi lançado

Lançamento, sucesso e fim

Após debutar no Japão em março de 2001 e bater recordes, o GBA chegou ao Ocidente em junho do mesmo ano. Custando US$ 99 (EUA) e R$ 399 (Brasil), o portátil foi um sucesso também neste lado do planeta. Os jogos custavam US$ 29 (EUA) e R$ 129 (Brasil). Entre os primeiros destaques, estavam Mario Kart: Super Circuit, Tony Hawk’s Pro Skater e Rayman Advance. Foi notícia nos jornais daqui (inclusive em nosso parceiro Diario de Pernambuco, lembro bem!). Eu ia ao supermercado com a família só pra ficar paquerando o aparelho na vitrine, até ser privilegiado com um no Natal de 2001.

Jogos de Game Boy Advance no BrasilCaixas de Super Mario Advance e Sonic Advance no Brasil. Tive o prazer de ter ambos

Em 2002, com o fim da parceria da Nintendo com a Gradiente, que lançava os seus produtos em território brasileiro, o GBA não recebeu mais oficialmente nenhum título por aqui, exceto através de algumas parcerias pontuais com importadoras (como foi feito em Pokémon Fire Red & Leaf Green). Ainda assim, os preços aumentaram muito e ficou difícil sustentar o portátil no Brasil, enquanto o mundo todo curtia o GBA.

Quanto tudo ia bem (exceto pros fãs daqui, pra variar), eis que a Sony surgiu para anunciar um concorrente em 2003. O PlayStation Portable (PSP) chegaria no final de 2004 em terras nipônicas, trazendo gráficos 3D de ponta e jogos voltados a um público mais maduro. A Nintendo ficou realmente nervosa. Até então, todos os concorrentes que a organização enfrentou no ramo dos portáteis foram grandes fracassos. Mas não se podia subestimar a Sony. Naquele momento, o PS2 já vendia o triplo do GameCube e do Xbox. Era preciso fazer algo.

Game Boy Advance SPGame Boy Advance SP: a forma que a Nintendo encontrou de tornar o GBA atraente mais uma vez

O GBA SP, primeira revisão da plataforma, trazia um visual mais adulto, além de iluminação front-light (longe do ideal, mas melhor que nada). Lembro como se fosse ontem o momento em que chegou meu SP em casa, após torrar dois anos de mesada! O portátil foi um sucesso absoluto, mas a Nintendo sabia que era uma questão de tempo até o PSP chegar ao mercado e causar problemas.

Em paralelo ao seu mais recente Game Boy, a Nintendo começou a trabalhar no bizarro/inovador/desajeitado DS. O ciclo de desenvolvimento deste novo portátil foi quase que em tempo recorde. O DS chegou apenas três anos e meio após o GBA, em 2004, como forma de rivalizar com a aposta da Sony. Deu certo, pois o DS se tornou o videogame mais vendido da história (junto ao PS2). Obviamente, o Game Boy Advance perdeu muita força com isso.

Game Boy MicroMinúsculo, o GB Micro foi a última revisão do Advance

Entre 2005 e 2007, quando foi descontinuado, o último Game Boy da história recebeu jogos importantes, como Banjo-Pilot, Boktai 2, relançamentos de Donkey Kong Country 3 e Final Fantasy IV/V/VI,  The Legend of Zelda: The Minish Cap e Mega Man Zero 4. Uma última revisão do aparelho, o Game Boy Micro, foi lançada em 2005. Vendeu pouco e tornou-se item de colecionador.

Mesmo com a concorrência do seu próprio sucessor, o GBA fez bonito. Somando as vendas do modelo original (de 2001), SP e Micro, foram 81,51 milhões de unidades comercializadas no planeta, sendo considerado o sétimo videogame mais vendido até aqui. Curiosamente, 1 milhão à frente do PSP. É engraçado como, mesmo assim, o GBA não é muito lembrado pelos fãs e pela imprensa. Tantas franquias boas nasceram nele: Golden Sun, Advance Wars e Mario & Luigi, só para citar algumas.

Particularmente, o GBA foi o meu último portátil da Nintendo por muito tempo. Afinal, nunca gostei deste conceito de “duas telas”. Migrei para a concorrência, quando adquiri um PSP e, mais recentemente, um PS Vita. Tenho muito respeito pelo DS, mas definitivamente eu não curto ele. Vida longa ao GBA!

Os jogos mais vendidos

Pokémon está no topo, como você talvez tenha imaginado. Mas nem só dos monstrinhos viveu o GBA. Veja abaixo os 10 títulos mais comercializados globalmente, de acordo com o site Metacritic. Em negrito, os games que eu recomendo.

Pokemon Ruby e SapphirePokémon Ruby & Sapphire se passa no continente de Hoenn e traz novos monstrinhos

  • Pokémon Ruby & Sapphire – 2002 – 15,85 milhões
  • Pokémon Fire Red & Leaf Green – 2004 – 10,49 milhões
  • Pokémon Emerald – 2004 – 6,41 milhões
  • Super Mario Advance – 2001 – 5,49 milhões
  • Mario Kart: Super Circuit – 2001 – 5,47 milhões
  • Super Mario Advance 2: Super Mario World – 2002 – 5,46 milhões
  • Super Mario Advance 4: Super Mario Bros. 3 – 2003 – 5,20 milhões
  • Namco Museum – 2001 – 4,24 milhões
  • Pac-Man Collection – 2001 – 2,94 milhões
  • Super Mario Advance 3: Yoshi’s Island – 2002 – 2,91 milhões
  • Finding Nemo – 2003 – 2,82 milhões
  • The Legend of Zelda: A Link to the Past – 2002 – 2,70 milhões
  • Frogger’s Adventures: Temple of the Frog – 2002 – 2,39 milhões
  • Kirby: Nightmare in Dream Land – 2002 – 2,27 milhões
  • Wario Land 4 – 2001 – 2,26 milhões
  • Sonic Advance – 2001 – 2,24 milhões
  • Spyro: Season of Ice – 2001 – 2,23 milhões
  • Mario & Luigi: Superstar Saga – 2003 – 2,17 milhões
  • Final Fantasy Tactics Advance – 2003 – 2,13 milhões
  • Yu-Gi-Oh! The Eternal Duelist Soul – 2001 – 2,07 milhões

Pokémon completa 20 anos em 2016; relembre os jogos

Com mais de 200 milhões de cópias vendidas em todo o mundo, os jogos da série Pokémon marcaram a infância e a adolescência de muitos. Segundo o GameSpot, a franquia é a segunda mais bem-sucedida dos videogames comercialmente, perdendo apenas para Mario. Já de olho no aniversário de 20 anos dos monstrinhos, em 27 de fevereiro de 2016, o BitBlog revisitou a série principal, do Game Boy até o 3DS. Afinal, eles já chegaram até mesmo ao Recife

Pokémon Red e Blue: o começo de tudo

Pokemon Red and Green

No continente de Kanto, o objetivo era vencer os oito líderes de ginásio Pokémon, confrontar a Elite dos Quatro e se tornar o mestre Pokémon. Outro desafio, talvez maior ainda, era obter os 151 bichinhos. Façanha que só era possível apenas através de trocas com amigos, conectando dois aparelhos Game Boy com o então revolucionário cabo Game Link.

Red e Green chegaram ao Japão em fevereiro de 1996, esgotando rapidamente nas lojas e dando início a uma das franquias mais consagradas de todos os tempos. Nos EUA, foram relançados como Red e Blue depois de dois anos e meio. É importante lembrar a sacada da Nintendo: as duas edições eram bastante semelhantes, exceto pelo fato de que cada uma tinha alguns Pokémon exclusivos. Isso obrigou muita gente a adquirir dois os jogos ou interagir com amigos.

Pokémon Yellow foi lançado posteriormente, sendo bem semelhante aos seus antecessores, mas trazendo uma narrativa mais alinhada a do anime. Pikachu acompanha o protagonista durante as aventuras em Kanto, podendo mudar de humor de acordo com o tratamento dado ao mesmo. Nada mais divertido do que irritá-lo.

Pokémon Stadium

Não tem como esquecer também de Pokémon Stadium, para N64, que permitia – através do acessório Transfer Pak – colocar os Pokémon do cartucho do Game Boy para lutar em 3D na TV. Um sonho que se tornava realidade. Foi emocionante ver meu querido Pidgeot nível 100 em 3D… Ah, e o minigame do Lickitung comendo sushi? Bons tempos!

Pokémon Gold e Silver inovam com cores

Pokemon Gold and Silver

Por mais que Red, Green/Blue e Yellow funcionassem no novíssimo Game Boy Color, eles não usavam toda a paleta de cores possível no dispositivo. Foi aí que a segunda geração, iniciada com as edições Gold e Silver, chegou: embora com o GBC em mente, elas também funcionavam no Game Boy original.

Se alguém achava que a criatividade dos produtores ia acabar, se enganou: a segunda geração trouxe 100 novos monstrinhos tão carismáticos quanto os da primeira. Quem não gostava de Chikorita, Cyndaquil e Totodile? Os lendários Ho-oh e Lugia eram fantásticos! Além disso, o visual se tornou nitidamente mais charmoso, inspirado fortemente no Japão antigo.

Uma edição melhorada, Crystal, chegou exclusivamente ao Game Boy Color. Com mais recursos de hardware garantidos, os pokémon receberam animações durante as batalhas, foi incluída uma nova área no mapa – a Battle Tower – e o jogador pode, pela primeira vez, escolher entre um protagonista homem ou mulher.

Pokemon Stadium 2

Claro que a Nintendo não perderia a oportunidade de lançar Pokémon Stadium 2 no N64. Trazendo compatibilidade com a nova geração via Transfer Pak, as 100 novas criaturas e mais um monte de minigames, foi um dos últimos grandes títulos do console.

Pokémon Ruby e Sapphire traz batalhas entre duplas

Pokemon Ruby and Sapphire

Muito se especulou sobre a chegada da franquia ao Game Boy Advance. Embora tenha gráficos muito simples, trouxe algumas novidades bem-vindas: batalhas entre duplas, suporte ao leitor de cartões e-Reader, mudanças no clima (inclusive afetando as lutas), entre outras.

Ruby e Sapphire surgiram no momento em que Pokémon começava a entrar em um leve declínio de popularidade. Os 135 novos monstrinhos já não eram tão, digamos, inspirados. A edição “melhorada” da vez, Emerald, não tinha o suficiente para justificar um novo título e, por isso, recebeu críticas de parte dos jogadores. Foi aqui que eu, particularmente, perdi um pouco o interesse na saga.

Nesta geração, a Nintendo não desenvolveu títulos de Pokémon para consoles no gênero de combate, como Stadium 1 e 2. Ao invés disso, optou por narrativas próprias single-player, com Pokémon Colosseum e Pokémon XD: Gale of Darkness – ambos para GameCube.

Pokémon Diamond e Pearl estreia batalhas online

Pokemon Diamond and Pearl

A Nintendo precisava fazer algo para reverter a queda de popularidade da série e voltar a conquistar novos públicos. Com Diamond e Pearl, estreia das criaturas no DS, uma simples funcionalidade vendeu os jogos: multiplayer online. Pela primeira vez, era possível disputar com pessoas do mundo todo sem “gambiarras”, como o aparelho que conectava celulares ao Game Boy nas gerações anteriores. Bastava uma conexão Wi-Fi. Considerando o ano de 2006, foi uma verdadeira revolução.

O visual de Diamond e Pearl era bem fraquinho e os fãs reclamaram disso. A trilha sonora também deixou a desejar. Pelo menos o objetivo foi cumprido: colocar Pokémon, de novo, no interesse do público. A conexão com Battle Revolution, do Wii, ajudou a prolongar a vida útil dos games. Platinum, a versão melhorada de Diamond e Pearl, foi eleita pela crítica como um dos melhores títulos do DS.

Pokémon Black e White fazem jus ao Nintendo DS

Pokemon Black and White

Na quinta geração dos monstrinhos, o estúdio Game Freak resolveu trabalhar melhor os pontos fracos de Diamond e Pearl. Com Black e White, assim como as suas respectivas continuações, os gráficos foram aperfeiçoados, assim como a trilha sonora, que esteve mais uma vez inspirada.

Os pokémon ganharam animações completas, as lutas tornaram-se mais agradáveis de assistir (com mudança de foco da câmera), as quatro estações foram implementadas… Os fãs e críticos corresponderam aclamando Black e White, o que permitiu grande sucesso comercial.

Pokémon X & Y: um mundo, enfim, 3D

Pokemon X and Y

Pela primeira vez, Pokémon era renderizado completamente em 3D em um portátil. Somando isso às chamadas Mega Evoluções – que trouxeram novas formas para os monstrinhos – e aos novos recursos de customização do protagonista, o resultado final ficou excelente. Para quem ficou algum tempo sem jogar nada da franquia, este é o motivo para voltar.

Pokémon X & Y marcou a estreia da franquia no 3DS, usando seu hardware ao máximo para prover a aventura que qualquer fã sonhava em jogar. É, no mínimo, justo elogiar os recursos online, maduros e indo além do óbvio modo 1×1 ou 2×2. Algo que me chamou a atenção também foi a “humildade” da Game Freak, que estreou apenas 70 criaturas e prestigiando – consideravelmente – gerações anteriores. É possível, em um certo momento, até escolher entre Squirtle, Charmander e Bulbassauro. Nostalgia pura!


Veja também: Pokémon GO! vai trazer a série ao mundo real, através do celular

10 videogames “imitação” que confundem o público

Parece incrível como, em pleno ano de 2015, os consoles clones ainda existem. No momento em que você lê esta matéria, certamente há uma mãe comprando um deles para os filhos em algum lugar do mundo. A reação em casa, logo depois, provavelmente não vai ser das melhores… Mas o que seria um videogame clone?

Principalmente em mercados emergentes, versões de plataformas famosas costumam ser vendidas, usando um nome parecido, mas um hardware bem diferente. Foi assim com o famoso PolyStation, que nada mais era do que um Nintendinho (NES) com cara de PlayStation. Pra piorar de vez a confusão, a caixa dele era similar à do Nintendo 64. Na hora de apertar “Open”, em vez de se deparar com o drive de CD, surgia uma entrada para cartuchos.

O BitBlog listou 10 plataformas alternativas que provocaram confusão. Veja e se surpreenda.


10) Pop Station PCP

Inspiração: Sony PSP
Mercado de origem: China

O PSP, querido portátil da Sony, foi lembrado pelos chineses através do PCP. Não me pergunte o que diabos significa este nome, mas o dispositivo lembra um daqueles “minigames” da década de 90. O mais curioso é a mídia usada pelos jogos: eles são fornecidos em formato de cartuchos com displays LCD (!), que devem ser encaixados no aparelho. Isso mesmo, o PCP em si (sem mídia nenhuma) vem sem tela. Se a ideia foi homenagear o VMU do Dreamcast, acho que não deu tão certo. O console imitação tem outro detalhe esquisito: é comercializado com fone de ouvido (!!!).

09) JXD S5100
Inspiração: Nintendo Wii U
Mercado de origem: China

 

Com uma “homenagem” ao controle Gamepad do Wii U, este aqui foi uma obra da empresa chinesa Jin Xing. Usando o Android 2.4.3 como sistema operacional, o dispositivo é classificado pelos seus criadores como um tablet e ganhou um sucessor em apenas 1 mês no mercado.

08) Game Theory Admiral
Inspiração: Game Boy Advance
Mercado de origem: desconhecido

Um portátil, com cara de GBA, mas que funciona apenas com cartuchos do Famicom, o Nintendinho japonês. Esta é a proposta do Game Theory Admiral. Como consta na caixa, ele fornece “cores de alta precisão”. Tá certo.

07) Xdcx
Inspirações: Xbox e Dreamcast
Mercado de origem: Japão

Xdcx - Clone do Xbox e Dreamcast

Uma mistura de Dreamcast com o primeiro Xbox, este aqui foi desenvolvido durante uma competição japonesa, mas não foi vendido oficialmente.

06) Treamcast
Inspiração: Dreamcast
Mercado de origem: China

Treamcast

Foi só anunciarem o fim do Dreamcast que lançaram um clone bem bizarro. O Treamcast consistia em uma modificação do videogame da Sega, mantendo suas peças originais, trazendo ainda um joystick semelhante ao do Saturn e uma tela LCD embutida, que lembrava a do PS1. Essa “salada” chamou a atenção da Sega, que entrou com uma ação judicial e interrompeu a fabricação do aparelho.

05) Chintendo Vii
Inspiração: Nintendo Wii
Mercado de origem: China

Para enriquecer ainda mais o post, uma obra de arte. O Chintendo Vii conta ainda com jogos AAA (ironia, ok?) embutidos na memória, como o Fry Egg (sim, aprenda a fritar um ovo usando sensores de movimento!) e Fever Move (o jogo da estátua, corajosamente levado a um videogame). Épico.

 04) FunStation 3
Inspiração: PlayStation 3
Mercado de origem: Taiwan

O PolyStation que se cuide… Em 2007, veio ao mundo o FunStation 3. Esqueça os discos Blu-Ray do PS3: o console aceita apenas cartuchos. Inclusive, o pacote básico do mesmo já traz o seu título mais consolidado no mercado: “Super Game – 1000000 in 1”. Com tamanha modernidade e um catálogo tão vasto, muitos se perguntam: “por que eu ainda não comprei um FunStation 3”?

03) Ouye
Inspirações: PS4 e Xbox One
Mercado de origem: China

O console, em si, lembra o PS4. O joystick é a cara daquele encontrado no Xbox One. E os jogos? Bom, o Ouye nada mais é do que um trambolho com Android 4.4.2 que tem saída 4K. Claro, por que não jogar Angry Birds em 4K? Que ideia genial.

02) Neo Double Games
Inspiração: Nintendo DS
Mercado de origem: China

Esqueça o Nintendo DS. A novidade do momento é o Neo Double Games, que traz duas telas, sendo uma com iluminação backlight e outra sem. Afinal, pra que gastar bateria, não é mesmo? O moderno dispositivo traz vários títulos na memória e é o feroz rival do PCP, apresentado aqui na lista. Duelo de titãs.

01) PolyStation
Inspiração: PlayStation
Mercado de origem: China

Um clássico. Como explicar o sucesso deste clone do NES? Basta ler o que há na caixa:

“1- A máquina. Visualize gráficos 8-bit incríveis e sons com qualidade de cartucho (!) em incríveis 94 MhZ (!!);
2-  O controle. Alcance novos níveis de precisão. Use o ergonômico joystick, que contém 14 botões e direcionais analógicos (onde???);
3- Os jogos. Os gráficos colocam você em ambientes 3D (não, viu). Se prepare para velocidade e animação em um campo interminável de perspectivas (ruins, tá?);
4- Conecte e jogue. Cabos estéreo AV são incluídos para a mais alta qualidade de imagem (pra que HDMI?) e som. Além disso, você pode ter sua zona de diversão conectada à TV simultaneamente (que moderno! Pensei que era pra conectar na geladeira!)”.

 

O fenômeno Mario Kart: conheça a história da série

Poucas séries fizeram tanto sucesso nos videogames quanto Mario Kart. É a 12ª franquia mais bem-sucedida na indústria, com mais de 105 milhões de unidades vendidas em todo o mundo, de acordo com a Nintendo. O BitBlog fez uma retrospectiva, mostrando cada um dos títulos lançados para consoles e portáteis. Eu, particularmente, tenho todos (exceto pelo Mario Kart DS – ainda!) e sou fã #1 da série. Até hoje a caixinha em português do Super Mario Kart tá aqui, conservada.


Super Mario Kart
Plataforma: Super Nintendo
Ano de lançamento: 1992

A estreia de Mario e sua turma nas corridas de kart aconteceu no saudoso SNES. Permitindo partidas para até 2 jogadores, 20 pistas na campanha principal e quatro modos, Super Mario Kart é simplesmente inesquecível. Uma curiosidade interessante: na versão japonesa do game, Bowser e a princesa Peach tomam champagne em suas comemorações – algo que ia contra a política da Nintendo, uma vez que seus mascotes não poderiam aparecer ingerindo bebidas alcoólicas. Sinto saudade da Koopa Beach

Mario Kart 64
Plataforma: Nintendo 64
Ano de lançamento: 1997

Mario Kart 64

Na edição 64-bit da franquia, pela primeira vez Wario e Donkey Kong tornaram-se personagens jogáveis. Além disso, até 4 pessoas passaram a jogar simultaneamente nos modos multiplayer. Com cenários completamente tridimensionais e a vinda de itens como o Casco Espinhudo (amado por uns, odiado por outros) e os cascos triplos, este aqui era obrigatório nas coleções de Nintendo 64. Melhor pista, na minha humilde opinião: Sherbet Land (malditos pinguins).

Mario Kart: Super Circuit
Plataforma: Game Boy Advance
Ano de lançamento: 2001

Estreia das corridas de Mario e sua turma nos portáteis, Super Circuit é o menos querido pelos fãs, talvez pela falta de grandes inovações. De qualquer forma, a possibilidade de se divertir em qualquer lugar, podendo conectar-se aos GBAs de outros amigos para partidas em grupo, fez o título ser bem vendido na época. Além disso, trouxe 40 circuitos: 20 inéditos, 20 clássicos – embora todos sejam muito simples. A Sky Garden é “interessantezinha”…

Mario Kart: Double Dash!!
Plataforma: GameCube
Ano de lançamento: 2003

Com uma mecânica que permitia dois corredores por kart, Double Dash!! trouxe algumas mudanças para permitir esta novidade, como os itens duplos e rebalanceamento dos personagens. A possibilidade de conectar-se a outros consoles GameCube para partidas em LAN abriu uma brecha, na época, para alguns gamers disputarem partidas online, ao plugar o Cube em um PC com software específico. Jogar a DK Mountain (foto), deixar bananas na ponte no final do trajeto e derrubar alguém é uma experiência que faz parte da vida.

Mario Kart DS
Plataforma: Nintendo DS
Ano de lançamento: 2005

Em MKDS, finalmente a Nintendo ouviu os apelos dos fãs e trouxe, oficialmente, a funcionalidade de partidas online. Como se não bastasse, esta versão foi bastante elogiada pelo design das pistas. Sem contar com o visual, caprichadíssimo para o limitado hardware do Nintendo DS. Melhor circuito, disparado: a Airship Fortress.

Mario Kart Wii
Plataforma: Wii
Ano de lançamento: 2008

Mario Kart Wii é o terceiro jogo mais vendido de todos os tempos, com mais de 34 milhões de unidades globalmente. Além de melhorar bastante o modo online, trouxe motocicletas e novos personagens, sem contar com o suporte ao controle Wii Remote para fazer curvas através de movimentos. Considerado, por muitos, o melhor da série (não é o meu caso – continue lendo para saber minha opinião). Saudades enormes da Mushroom Gorge

Mario Kart 7
Plataforma: Nintendo 3DS
Ano de lançamento: 2011

Além de novos itens e circuitos, Mario Kart 7 trouxe a personalização dos veículos. Além de permitir a troca do modelo do carro ou moto, é possível mudar os pneus e o acessório para planar. Gosto muito da divertidíssima DK Jungle, que inclusive foi desenvolvida pela Retro Studios (responsável pelos dois mais recentes Donkey Kong Country: o Returns e o Tropical Freeze). O trajeto dela é genial.

Mario Kart 8
Plataforma: Wii U
Ano de lançamento: 2014

(Esse, para mim, é o melhor da franquia.)

Além das 40 pistas incluídas no pacote (entre inéditas e clássicas), foram lançados 8 novos circuitos posteriormente, no formato de DLCs. As pistas incluem personagens e cenários de games fora do universo Mario. Sim, você pode jogar como Link no Hyrule Castle, de The Legend of Zelda, e na Big Blue, de F-Zero, por exemplo. Além disso, as pistas dão “loops” e a gravidade foi deixada de lado completamente. O modo online é o melhor até aqui na franquia. Obrigatório para quem tem o Wii U. Além dos dois circuitos citados, também sou fã #1 da Sunshine Airport, Excitebike Arena e Bowser Castle.

(OBS: Quem quiser jogar online comigo é só pesquisar por @diegovonsohsten lá na Nintendo Network. Quero ver se esses leitores do BitBlog são bons mesmo no MK8!) :)


E você, tem algum dos títulos acima? Qual o seu Mario Kart preferido? Queremos saber sua opinião, é só deixar um comentário aqui no post.

Morre o presidente da Nintendo, Satoru Iwata, aos 55 anos


Através de um comunicado oficial, a Nintendo anunciou que o seu presidente, Satoru Iwata, faleceu neste sábado (11), vítima de um câncer no ducto biliar. Não foi divulgado quem assumirá o posto até o momento.

Em 2014, o executivo passou por uma cirurgia nas vias biliares para a retirada de um tumor e ficou meses ausente do trabalho, o que o impediu de participar da feira E3. Neste ano, mais uma vez, Iwata não compareceu ao evento, sem prestar grandes explicações.

A empresa afirma que Shigeru Miyamoto e Genyo Takeda permanecem, por enquanto, nos postos de diretores representantes.

Uma carreira de sucesso

Satoru Iwata, nascido em 6 de dezembro de 1959, se destacou na indústria japonesa como um excelente programador. Após se formar, ele ingressou no estúdio HAL Laboratory, subsidiário da Nintendo, em 1983. Foi lá que Satoru produziu as franquias Earthbound e Kirby, ambas de grande sucesso. Em 2000, ingressou na Nintendo, onde era considerado um “desenvolvedor genial”, nas palavras do então presidente Hiroshi Yamauchi – que cedeu o posto para o seu aprendiz em 2002.

Um dos primeiros desafios, no papel de CEO da Nintendo, foi projetá-la de volta ao sucesso. Após o desempenho comercial fraco do GameCube, Iwata colaborou com o desenvolvimento do Wii, o console de mesa de maior sucesso da empresa até hoje, com mais de 100 milhões de unidades comercializadas. Também foi responsável pelo Nintendo DS, que ocupa junto ao PlayStation 2 o posto de aparelho de videogame mais bem-sucedido da história, com cerca de 150 milhões de portáteis vendidos.

O lançamento de hardware mais recente até aqui, na gestão do CEO, foi o Wii U, anunciado por ele na E3 2011.

Acompanhe a repercussão da morte no Twitter:


Em uma de suas mais conhecidas citações, durante uma conferência em 2005, teria dito: “No meu cartão de trabalho, eu sou presidente corporativo. Na minha cabeça, eu sou um desenvolvedor de jogos. Mas, no meu coração, eu sou um gamer”.

Descanse em paz, Satoru Iwata. :(

#BitSound78: Rock n’ Roll Racing (Born to be Wild)

Um dos primeiros jogos de sucesso da Blizzard, na época em que ela ainda se chamava Silicon & Synapse, deve ter sido também um marco na infância de muitos leitores do BitBlog. Rock n’ Roll Racing, lançado em 1993 para Super Nintendo (SNES) e Mega Drive, fez bastante barulho – literalmente – na época, recebendo uma versão para Game Boy Advance dez anos depois.

O game de corrida confronta quatro veículos através de uma perspectiva isométrica, sendo até dois deles controláveis por jogadores, enquanto os demais ficam a cargo de inteligência artificial. É possível causar danos nos adversários, comprometendo o medidor de energia deles, causando a destruição dos mesmos ao alcançar zero. Os três primeiros no ranking são recompensados com dinheiro, que pode ser usado para aperfeiçoar seus carros.

A principal característica do título, além das divertidas corridas, certamente é a trilha sonora. Com versões instrumentais de clássicos do rock e heavy metal, a Blizzard conseguiu licenciar músicas de Black Sabbath e do Deep Purple, por exemplo. O hardware da época não permitia usar as edições originais, mas a equipe responsável fez um bom trabalho ao reconstruí-las dentro das possibilidades.

Fica a torcida para que a Blizzard traga uma continuação no futuro. Afinal, já são mais de duas décadas de espera.

Escute a versão de Born to be Wild, do Steppenwolf, usada no game:

Toda semana o BitBlog traz uma trilha sonora de um game. Tem uma sugestão para a gente? É só deixar nos comentários.

#BitSound68 – SSX 3 (The Bitter End)

SSX 3 chegou em 2003 ao PlayStation 2, GameCube, Xbox e Game Boy Advance. Desenvolvido e publicado pela EA, o terceiro jogo da série de snowboard obteve grande sucesso de crítica. Ao contrário dos demais, trouxe uma liberdade maior para o jogador, de forma a lembrar a série Tony Hawk’s Pro Skater. Com trilhas de corrida conectadas em uma mesma montanha, é possível percorrer todas elas em sequência, ou jogar cada trecho individualmente.

Na trilha sonora de SSX, estão nomes como Black Eyed Peas, Yellowcard e Placebo. Os gráficos receberam uma notável melhoria em relação ao seu antecessor, graças a uma nova engine da EA.

Escute a versão remix de The Bitter End, do Placebo, que está na trilha do jogo:

 

Todo dia o BitBlog traz uma trilha sonora de um game. Tem uma sugestão para a gente? É só deixar nos comentários.