GameCube

The Legend of Zelda completa 30 anos, veja curiosidades

Neste domingo, 21 de fevereiro, uma das séries mais amadas dos videogames completa 30 anos. Estamos falando de The Legend of Zelda.

Em 1986, nesta mesma data, a franquia estreava no Japão com um game para o NES. Pela primeira vez, Link salvava a Princesa Zelda e a terra de Hyrule do terrível Ganon. Trazendo elementos de RPG, ação e os famosos calabouços, o jogo foi eleito o melhor do ano por várias publicações e se tornou rapidamente um hit, vendendo mais de 6,5 milhões de unidades. Foi uma experiência diferente de tudo que os consoles já tinham recebido, redefinindo paradigmas e estabelecendo padrões usados até hoje.

Para comemorar a data, o BitBlog listou alguns dos jogos mais épicos da franquia Zelda (e outro nem tanto), com as inovações que cada um trouxe, além de músicas marcantes (à la BitSound, nossa coluna de trilhas sonoras).

Se você gostar da nossa publicação e quiser divulgá-la para seus amigos que também curtem Zelda, ficaremos muito felizes se você compartilhar o post nas redes sociais. ;-)

Os dois mundos paralelos de A Link to the Past


A trilha de Kakariko Village é uma das mais memoráveis do título de SNES

Após o início bem-sucedido no NES, chegou a vez do Super Nintendo receber a sua própria aventura Zelda. Em 1991 (no Japão) e 1992 (nos demais países), era lançado A Link to the Past. Com mais poder de hardware disponível, vieram novas possibilidades: andar na diagonal, correr com o uso das Pegasus Boots e o ataque giratório com a espada, além do conceito de mundos paralelos. A Link to the Past é lembrado também por conter diversos easter eggs, descobertos quase uma década depois.

The Legend of Zelda - A Link to the Past - 2Colorido e detalhado, o visual de A Link to the Past foi um marco no catálogo do SNES

Estragando a série em The Faces of Evil


Zelda ganhou mecânica de plataforma e cenas de diálogo. Assustador.

Se existe algo que a Nintendo deve se arrepender até hoje é da negociação com a Philips nos anos 90. Foram cedidos direitos para o desenvolvimento de jogos de Mario e Zelda no fracassado CD-i, tentativa da Philips de ingressar nos videogames. Os títulos eram realmente assustadores.

Link - The Faces of Evil - CD-iParece desenho do Paint, mas trata-se de um jogo do saudoso (só que não) Philips CD-i

O primeiro game (se é que podemos chamar assim) de The Legend of Zelda no CD-i chamava-se Link: The Faces of Evil. Com elementos de plataforma 2D e cenas em desenho animado, era difícil não se assustar com a má qualidade do produto. Para piorar, vieram ainda The Wand of Gamelon e Zelda’s Adventure. Não se preocupe, não vamos falar deles aqui.

A revolução de Ocarina of Time


Trilha do Hyrule Field é épica

O projeto de levar Zelda a um ambiente completamente tridimensional foi um dos mais ambiciosos da história da Nintendo. Após tantos atrasos e retrabalho, o produto final não decepcionou: Ocarina of Time, do N64, é considerado por muitos o melhor jogo de todos os tempos. Em 1998, conhecíamos elementos 3D que viraram padrão na indústria. O travamento de mira e as ações sensitivas ao contexto (os mesmos botões realizando tarefas diferentes, de acordo com a situação) repercutiram bastante.

The Legend of Zelda - Ocarina of Time - Link crianca e EponaA relação de companheirismo entre Link e a égua Epona marcou nossas vidas

Imagine comandar um jovem Link, solitário e fraco, que ia se tornando aos poucos um grande guerreiro, que viaja no tempo e se torna um adulto capaz de vencer o vilão Ganondorf. Com o uso de uma ocarina mágica, chamar a égua Epona ou fazer chover tornavam-se tarefas possíveis para o herói, trazendo novas possibilidades para o gameplay. Ocarina of Time inovou em outras dezenas de aspectos que nós não vamos abordar – afinal, não cabe aqui. Vale considerar que OoT é o game mais bem avaliado até hoje no Metacritic, com pontuação média de 9,9. Um remake, em 2011 para o 3DS, conseguiu aperfeiçoar algo que já era excelente.

Explorando o imenso oceano de Wind Waker


A faixa The Great Sea é a mais memorável de Wind Waker

Na minha opinião, o melhor título da série. Wind Waker, de 2003, inovou sem medo: ao adotar um estilo visual cartoon, buscou retratar mais as emoções dos personagens. Antes do lançamento no GameCube, não faltou gente (e me incluo nisso) torcendo o nariz, achando que virou “joguinho de criança”. Independentemente das vendas, consideradas baixas para um Zelda (pouco mais de 3 milhões no mundo todo), estamos falando de um universo à altura de Ocarina of Time. Saem Epona e o Hyrule Field, entra o King of Red Lions e a navegação por grandes oceanos.

The Legend of Zelda - Wind Waker - oceanoEmbarcar (literalmente) em uma jornada por um vasto mundo: não tem preço

Com direito a um remake HD para o Wii U de altíssimo nível, Wind Waker é cativante. Um pouco mais fácil do que os capítulos anteriores da franquia, mas igualmente ambicioso. Ao terminar a batalha final, lembro da tristeza que bateu… Parecia que estava me despedindo de um grande amigo.

Depois do mimimi dos fãs mais (chatos) conservadores, a Nintendo se viu obrigada a desenvolver um título mais maduro, pensado no público norte-americano, o Twilight Princess, que falamos em seguida.

A maturidade de Twilight Princess

A trilha de Hyrule Field em Twilight Princess é incrível

O Zelda que todo mundo queria: sombrio, com muitos mistérios e gráficos de ponta. Twilight Princess, de 2006, foi o primeiro da série a ser lançado (quase) ao mesmo tempo em duas plataformas: no fim da vida do GameCube e no lançamento do Wii, com suporte a controle por movimento. Aqui, Link podia virar um lobo, correndo mais rápido e encontrando caminhos escondidos. Esta foi a forma que o time de desenvolvimento encontrou pra fugir do clichê de “mundos paralelos” ou de “viagem no tempo”.

The Legend of Zelda - Twilight Princess HD - combate a cavaloNo Wii U, Twilight Princess vai ficar ainda mais interessante

Neste jogo, a Nintendo implementou recursos que não couberam em Ocarina of Time, devido a limitações de hardware. Entre eles, o combate a cavalo, já que Epona estava de volta. Os inimigos são bem mais difíceis aqui, já que o título apela nitidamente para um público mais hardcore. Não importa: mesmo com os controles forçados para Wii, Twilight Princess é uma grande experiência – e que vai ficar ainda melhor na versão HD para Wii U, que chega em 6 de março.

Se perdendo no mundo aberto de Zelda Wii U

O pouco que vimos até aqui do novo game é suficiente para nos deixar empolgados

Um novo Zelda está programado para o Wii U em 2016, mas pouco se sabe sobre ele. Vamos cobrir a E3 2016 ao vivo, em Los Angeles, e esperamos falar sobre ele o quanto antes para vocês. Até lá, é de conhecimento geral que o título terá um “mundo muito vasto”. Pelas imagens do vídeo acima, os efeitos gráficos estão caprichados, sem abrir mão de um estilo cartoon que remete a Skyward Sword, do Wii. Vamos aguardar!

 

40 fatos sobre videogames que vão fazer você se sentir muito velho

Nesta quinta-feira (21), uma das franquias mais conhecidas dos videogames completa 30 anos de existência. Estamos falando de Zelda, que, pasme, chegou ao Nintendinho em 21 de janeiro de 1986. Você achava que fazia tanto tempo assim? Nós também não. Por isso preparamos uma lista – ficaremos muito felizes se você compartilhar – com 40 fatos sobre videogames que vão fazer você se sentir muito velho. Não se preocupe: o tempo passa, mas a saudade fica.


Há 10 anos – 2006

PlayStation 3 - modelo original

1. O PlayStation 3 era lançado no Japão e Estados Unidos. Um ano antes, a Sony tinha demonstrado ele com o Metal Gear Solid 4: Guns of the Patriots.

Wii

2. Há uma década também era lançado o revolucionário Wii pela Nintendo. O nome brinca com o pronome “we” (nós, em inglês) e os dois “is” simbolizam duas pessoas.

Star Wars Empire at War

3. Já que Star Wars é o filme do momento, sabia que já tem 10 anos do lançamento do game Star Wars: Empire at War? O jogador poderia lutar tanto ao lado do Império como da Aliança Rebelde.

Half-Life 2 - Episode One

4. A Valve lançava Half-Life 2: Episode One, mais um título da famosa franquia e que servia como pacote de expansão para o Half-Life 2. Aqui, Gordon e Alyx são resgatados pelos vortigauns.

Neverwinter Nights 2

5. RPG muito cultuado pelos jogadores fãs do gênero, Neverwinter Nights 2 chegou às prateleiras também em 2006. A mecânica era baseada em Dungeons & Dragons (D&D).

Call of Duty 3 - PS2

6. Praticamente todo ano tem um novo Call of Duty, certo? Há dez anos a bola da vez era o Call of Duty 3, ambientado na Segunda Guerra Mundial e com uma história que remetia à invasão da Normandia. Um detalhe curioso é o que o game não saiu para PC.

Gears of War

7. Também foi em 2006 que jogamos o primeiro título de Gears of War, da Epic Games. O jogo de tiro em terceira pessoa estreou como exclusivo do Xbox 360.

The Legend of Zelda - Twilight Princess

8. Na mesma época, a Nintendo lançava para GameCube e Wii mais uma história com Link, Epona, Zelda e Ganondorf, além de trazer um novo vilão – o rei Zant. O Twilight Princess é considerado por muitos um Zelda mais sombrio.

Há 15 anos – 2001

GameBoy Advance

9. Lembra do Game Boy Advance? O portátil da Nintendo, que era tratado pelo codinome Projeto Atlantis, foi lançado há 15 anos. É o primeiro portátil da gigante japonesa com processador 32-bit.

GameCube preto

10. O GameCube é o videogame favorito de Diego von Söhsten, que também é editor do BitBlog. Foi lançado no Japão em 14 de setembro de 2001. Os botões de ombro dele tinham 256 níveis de pressão (L e R).

Xbox - original - 2001

11. A Nintendo não foi a única companhia a lançar consoles em 2001. Foi neste ano que a Microsoft deu um grande passo em direção à indústria dos videogames, com o lançamento do Xbox.

RuneScape

12. Um dos MMORPGs mais jogados de todos os tempos, RuneScape deu o ar da graça há 15 anos. Estima-se que mais de 200 milhões de jogadores já se aventuraram no universo de Guilenor.

Phantasy Star Online

13. A febre do Phantasy Star Online começava há 15 anos na Europa e América do Norte, embora tivesse chegado ao Japão em dezembro de 2000. O action RPG da Sega vem de uma série que nasceu no Master System.

Paper Mario

14. Os europeus e os australianos se divertiram com Paper Mario há 15 anos. Segundo título de RPG do personagem icônico da Nintendo, o visual, fazendo jus ao nome, imitava folhas de papel – desde o cenário aos personagens.

Max Payne 1

15. Max Payne quer vingar o assassinato de sua família desde 2001, quando foi lançado. Uma curiosidade é que ele usa muito o efeito bullet time, que ganhou fama com o filme Matrix.

Silent Hill 2 - Pyramids Head

16. Muita gente tomou uns sustos há 15 anos com o survival Silent Hill 2, da Konami. Foi no segundo game da franquia que surgiu o terrível Pyramid Head.

Devil May Cry

17. Devil May Cry fez sua primeira aparição em 2001. O game da Capcom – que trazia a história de Dante, um caçador de demônios – foi dirigido por Hideki Kamiya, que também trabalhou em Resident Evil e Viewtiful Joe.

GTA 3

18. Grand Theft Auto III chegou primeiro ao PlayStation 2, em outubro de 2001. Foi o primeiro game em 3D da franquia e as missões acontecem em Liberty City, inspirada em Nova Iorque. A cidade tridimensional teria as Torres Gêmeas, mas elas foram removidas de última hora por conta dos atentados terroristas ocorridos um mês antes.

Halo - Combat Evolved

19. O primeiro Halo saiu em novembro de 2001, desenvolvido pela Bungie e publicado pela Microsoft Game Studios. Foi desde então que os jogadores puderam viver as aventuras do supersoldado Master Chief.

Pikmin 1

20. Criação do lendário Shigeru Miyamoto, a franquia Pikmin surgiu há 15 anos. Os monstrinhos coloridos precisavam ajudar o Capitão Olimar, um astronauta cuja nave caiu em um misterioso planeta.

Há 20 anos – 1996

Duke Nukem 3D

21. Dá para acreditar que Duke Nukem 3D já tem 20 anos? O sarcástico e musculoso personagem detonava alienígenas enquanto passava pelos cenários inspirados em Los Angeles.

Radical Dreamers

22. Radical Dreamers, da Square, foi lançado em 1996. O game japonês ganhou projetos de tradução independente e tentou pegar carona no sucesso de Chrono Trigger, que saiu um ano antes. O jogo, com uma mecânica bastante focada em textos, ajudou a construir o enredo de Chrono Cross.

Pokemon Red e Blue

23. As versões Red e Blue (Green) de Pokémon também completam 20 anos. Os jogadores tinham, logo no início, uma dura decisão: escolher entre Charmander, Bulbassauro e Squirtle.

Super Mario RPG

24. Um dos meus favoritos do Super Nintendo, Super Mario RPG também deu o ar da graça em 1996. Parceria entre Square e Nintendo, o título tirava onda com a franquia Mario e introduziu novos personagens – como o chato Mallow e o incrível Geno.

Resident Evil 1 - PS1

25. Foi o mesmo ano do lançamento do primeiro Resident Evil, que fez grande sucesso. A história mesclava assassinato, canibalismo, zumbis e, claro, muitos sustos.

Final Doom

26. Alguém aí sabe o que é Final Doom? Ele foi lançado em 1996 e considerado um dos jogos mais violentos da época. Easter eggs também conferiam ao game uma aura de “jogo do demônio”, que deixava os pais de cabelo em pé.

Quake

27. Outro jogo bem famoso na época era Quake, que pertencia ao gênero tiro em primeira pessoa. Aliás, foi um dos primeiros jogos de tiro com gráficos realmente modelados em 3D. Teve trilha sonora composta por Trent Reznor, do Nine Inch Nails.

Crash Bandicoot

28. Crash Bandicoot, um dos principais jogos do PlayStation, foi lançado há 20 anos. Os jogadores precisavam se esforçar para conseguir diamantes que habilitavam um final secreto.

Diablo

29. O primeiro Diablo foi lançado no último dia do ano de 1996. O ápice do game é a entrada no inferno, onde alguns níveis depois ocorre a luta com o Diablo.

Sonic 3D Blast

30. Tenho um carinho especial por esse, já que a franquia clássica do Sonic marcou minha infância. O 3D Blast teve uma recepção péssima e reconheço que o visual tridimensional tinha limitações, mas confesso que gosto do game. Quem lembra dos flickies?

Há 25 anos – 1991

Sonic the Hedgehog

31. Em junho deste ano, Sonic vai completar 25 anos de existência. O querido e veloz mascote da Sega rivalizou com Mario durante anos e destronou o posto de Alex Kidd. Acaba com o Robotnik, Sonic!

Super Mario World

32. Clássico dos clássicos, Super Mario World aportava na Europa e na América do Norte há 25 anos. Foi nele a primeira aparição do dinossauro Yoshi.

The Legend of Zelda - A Link to the Past

33. The Legend of Zelda: A Link to the Past é focado nos ancestrais de Link e Zelda. Muito querido pelos fãs da franquia, foi lançado em novembro de 1991 no Japão. Os jogadores alternam entre Hyrule e a Terra Dourada (no passado).

Civilization 1 - Sid Meier

34. Civilization era tipo um Age of Empires, só que não. Chegou em 1991, lançado originalmente para o DOS. Sim, você não leu errado: DOS.

Street Fighter II

35. Nos arcades, o sucesso ficava por conta de Street Fighter II, lançado no mesmo ano. O game de luta da Capcom trazia Ryu e Ken, mas introduzia novos personagens, como Chun-Li e Blanka.

Há 30 anos – 1986

The Legend of Zelda - NES

36. O primeiro Zelda de todos os tempos completa 30 anos no dia em que esta postagem é escrita. Foi lançado em 21 de fevereiro de 1986 para o Nintendinho (NES) e já trazia os personagens Link, Zelda e Ganon, além da Triforce da Sabedoria.

Metroid - NES

37. Outra franquia da Nintendo muito respeitada completa 30 anos em 2016: Metroid.

Alex Kidd in Miracle World

38. Já deu para perceber que 1986 foi um ano realmente marcante, né? Quem também surgiu no mesmo período foi Alex Kidd, primeiro mascote da Sega.

Sega Master System

39. Há 30 anos, o Master System fazia sua estreia na Europa. Um ano antes ele havia sido lançado no Japão, mas com outro nome: Sega Mark III. No Brasil, só veio chegar em 1989, com a Tec Toy.

Atari 7800

40. Ok, esse é realmente antigo: O Atari 7800 foi lançado em junho de 1986 e é considerado o primeiro videogame retrocompatível da história.

Pokémon completa 20 anos em 2016; relembre os jogos

Com mais de 200 milhões de cópias vendidas em todo o mundo, os jogos da série Pokémon marcaram a infância e a adolescência de muitos. Segundo o GameSpot, a franquia é a segunda mais bem-sucedida dos videogames comercialmente, perdendo apenas para Mario. Já de olho no aniversário de 20 anos dos monstrinhos, em 27 de fevereiro de 2016, o BitBlog revisitou a série principal, do Game Boy até o 3DS. Afinal, eles já chegaram até mesmo ao Recife

Pokémon Red e Blue: o começo de tudo

Pokemon Red and Green

No continente de Kanto, o objetivo era vencer os oito líderes de ginásio Pokémon, confrontar a Elite dos Quatro e se tornar o mestre Pokémon. Outro desafio, talvez maior ainda, era obter os 151 bichinhos. Façanha que só era possível apenas através de trocas com amigos, conectando dois aparelhos Game Boy com o então revolucionário cabo Game Link.

Red e Green chegaram ao Japão em fevereiro de 1996, esgotando rapidamente nas lojas e dando início a uma das franquias mais consagradas de todos os tempos. Nos EUA, foram relançados como Red e Blue depois de dois anos e meio. É importante lembrar a sacada da Nintendo: as duas edições eram bastante semelhantes, exceto pelo fato de que cada uma tinha alguns Pokémon exclusivos. Isso obrigou muita gente a adquirir dois os jogos ou interagir com amigos.

Pokémon Yellow foi lançado posteriormente, sendo bem semelhante aos seus antecessores, mas trazendo uma narrativa mais alinhada a do anime. Pikachu acompanha o protagonista durante as aventuras em Kanto, podendo mudar de humor de acordo com o tratamento dado ao mesmo. Nada mais divertido do que irritá-lo.

Pokémon Stadium

Não tem como esquecer também de Pokémon Stadium, para N64, que permitia – através do acessório Transfer Pak – colocar os Pokémon do cartucho do Game Boy para lutar em 3D na TV. Um sonho que se tornava realidade. Foi emocionante ver meu querido Pidgeot nível 100 em 3D… Ah, e o minigame do Lickitung comendo sushi? Bons tempos!

Pokémon Gold e Silver inovam com cores

Pokemon Gold and Silver

Por mais que Red, Green/Blue e Yellow funcionassem no novíssimo Game Boy Color, eles não usavam toda a paleta de cores possível no dispositivo. Foi aí que a segunda geração, iniciada com as edições Gold e Silver, chegou: embora com o GBC em mente, elas também funcionavam no Game Boy original.

Se alguém achava que a criatividade dos produtores ia acabar, se enganou: a segunda geração trouxe 100 novos monstrinhos tão carismáticos quanto os da primeira. Quem não gostava de Chikorita, Cyndaquil e Totodile? Os lendários Ho-oh e Lugia eram fantásticos! Além disso, o visual se tornou nitidamente mais charmoso, inspirado fortemente no Japão antigo.

Uma edição melhorada, Crystal, chegou exclusivamente ao Game Boy Color. Com mais recursos de hardware garantidos, os pokémon receberam animações durante as batalhas, foi incluída uma nova área no mapa – a Battle Tower – e o jogador pode, pela primeira vez, escolher entre um protagonista homem ou mulher.

Pokemon Stadium 2

Claro que a Nintendo não perderia a oportunidade de lançar Pokémon Stadium 2 no N64. Trazendo compatibilidade com a nova geração via Transfer Pak, as 100 novas criaturas e mais um monte de minigames, foi um dos últimos grandes títulos do console.

Pokémon Ruby e Sapphire traz batalhas entre duplas

Pokemon Ruby and Sapphire

Muito se especulou sobre a chegada da franquia ao Game Boy Advance. Embora tenha gráficos muito simples, trouxe algumas novidades bem-vindas: batalhas entre duplas, suporte ao leitor de cartões e-Reader, mudanças no clima (inclusive afetando as lutas), entre outras.

Ruby e Sapphire surgiram no momento em que Pokémon começava a entrar em um leve declínio de popularidade. Os 135 novos monstrinhos já não eram tão, digamos, inspirados. A edição “melhorada” da vez, Emerald, não tinha o suficiente para justificar um novo título e, por isso, recebeu críticas de parte dos jogadores. Foi aqui que eu, particularmente, perdi um pouco o interesse na saga.

Nesta geração, a Nintendo não desenvolveu títulos de Pokémon para consoles no gênero de combate, como Stadium 1 e 2. Ao invés disso, optou por narrativas próprias single-player, com Pokémon Colosseum e Pokémon XD: Gale of Darkness – ambos para GameCube.

Pokémon Diamond e Pearl estreia batalhas online

Pokemon Diamond and Pearl

A Nintendo precisava fazer algo para reverter a queda de popularidade da série e voltar a conquistar novos públicos. Com Diamond e Pearl, estreia das criaturas no DS, uma simples funcionalidade vendeu os jogos: multiplayer online. Pela primeira vez, era possível disputar com pessoas do mundo todo sem “gambiarras”, como o aparelho que conectava celulares ao Game Boy nas gerações anteriores. Bastava uma conexão Wi-Fi. Considerando o ano de 2006, foi uma verdadeira revolução.

O visual de Diamond e Pearl era bem fraquinho e os fãs reclamaram disso. A trilha sonora também deixou a desejar. Pelo menos o objetivo foi cumprido: colocar Pokémon, de novo, no interesse do público. A conexão com Battle Revolution, do Wii, ajudou a prolongar a vida útil dos games. Platinum, a versão melhorada de Diamond e Pearl, foi eleita pela crítica como um dos melhores títulos do DS.

Pokémon Black e White fazem jus ao Nintendo DS

Pokemon Black and White

Na quinta geração dos monstrinhos, o estúdio Game Freak resolveu trabalhar melhor os pontos fracos de Diamond e Pearl. Com Black e White, assim como as suas respectivas continuações, os gráficos foram aperfeiçoados, assim como a trilha sonora, que esteve mais uma vez inspirada.

Os pokémon ganharam animações completas, as lutas tornaram-se mais agradáveis de assistir (com mudança de foco da câmera), as quatro estações foram implementadas… Os fãs e críticos corresponderam aclamando Black e White, o que permitiu grande sucesso comercial.

Pokémon X & Y: um mundo, enfim, 3D

Pokemon X and Y

Pela primeira vez, Pokémon era renderizado completamente em 3D em um portátil. Somando isso às chamadas Mega Evoluções – que trouxeram novas formas para os monstrinhos – e aos novos recursos de customização do protagonista, o resultado final ficou excelente. Para quem ficou algum tempo sem jogar nada da franquia, este é o motivo para voltar.

Pokémon X & Y marcou a estreia da franquia no 3DS, usando seu hardware ao máximo para prover a aventura que qualquer fã sonhava em jogar. É, no mínimo, justo elogiar os recursos online, maduros e indo além do óbvio modo 1×1 ou 2×2. Algo que me chamou a atenção também foi a “humildade” da Game Freak, que estreou apenas 70 criaturas e prestigiando – consideravelmente – gerações anteriores. É possível, em um certo momento, até escolher entre Squirtle, Charmander e Bulbassauro. Nostalgia pura!


Veja também: Pokémon GO! vai trazer a série ao mundo real, através do celular

7 games de Star Wars pra você aguardar o novo filme

Enquanto Star Wars: The Force Awakens não chega aos cinemas, que tal ir entrando no clima jogando videogame? O BitBlog listou 7 títulos memoráveis de Star Wars, desde a época 16-bit até as gerações de consoles recentes, passando pelo PC.

7) Star Wars Episode I: Racer

Ano de lançamento: 1999
Plataformas: PC, Nintendo 64, Dreamcast, Mac OS, Arcade

No clima do Episódio 1, que chegava aos cinemas na mesma época, a LucasArts lançou um game inspirado em suas corridas de pod racer. A ideia era reviver uma das melhores partes do filme no conforto de casa. E deu certo. Racer é um belo jogo de corrida futurista. A trilha sonora era, no mínimo, sensacional (tanto que homenageamos aqui no BitBlog). E o multiplayer era motivo pra passar horas e horas em frente à TV.

6) Star Wars Jedi Knight: Dark Forces II

Ano de lançamento: 1997
Plataforma: PC

Exclusivo para Windows, Jedi Knight surpreendeu pelo visual caprichado para a época, além de duas visões de jogo: em primeira e em terceira pessoa. Com o uso de armas e do tradicional sabre de luz – que rebate tiros e ilumina ambientes – o título trouxe 21 fases para exploração, em uma narrativa paralela a dos filmes. Além disso, tinha multiplayer online, o que era um diferencial naquele momento.

5) Star Wars: Shadows of the Empire

Ano de lançamento: 1996
Plataformas: Nintendo 64 e PC

Star Wars Shadows of the Empire

Ambicioso. Isso define Shadows of the Empire. Misturando veículos terrestres e aéreos com o gênero de ação/plataforma em 3D, o game era daquele tipo “ame ou odeie”. Dividiu opiniões por ter estágios variados: uns eram entediantes, enquanto outros eram surpreendentes. Uma hipótese seria a pressão da Nintendo para ter o jogo pronto no lançamento do N64, mas não importa. No geral, Shadows of the Empire merece ser jogado – mesmo com a câmera atrapalhada ou a falta de polimento em alguns aspectos. No mínimo, você vai lembrar das suas aventuras voando com um jetpack pelos cenários grandiosos.

4) Star Wars: The Force Unleashed

Ano de lançamento: 2008
Plataformas: PS3, PSP, PS2, Xbox 360, Wii, Nintendo DS, PC, Mac OS X, N-Gage, iOS

Situado entre os episódios III e IV dos filmes, The Force Unleashed é protagonizado por um aprendiz de Darth Vader, que descobre seu caminho durante o enredo. Se adapta bem a diferentes estilos de jogo: seja você um apressadinho – que sai destruindo tudo, sem pensar duas vezes – ou um jogador mais estratégico. Vendeu milhões de cópias, passando por quase uma dúzia de plataformas.

3) Star Wars: Knights of the Old Republic

Ano de lançamento: 2003
Plataformas: Xbox, PC, Mac OS X, iOS, Android

Star Wars Knights of the Old Republic

O que você esperaria de um game de Star Wars desenvolvido pela BioWare, de Mass Effect e Dragon Age? Mesmo no início dos anos 2000, o estúdio canadense já fazia trabalhos reconhecidos pela indústria. KOTOR – como o título é chamado pelos fãs – colecionou prêmios e mostrou que era possível incorporar o gênero RPG ao amado universo de George Lucas. Ganhou versões para iOS e Android quase uma década após.

2) Super Star Wars

Ano de lançamento: 1992
Plataformas: SNES, Wii, PS4, PS Vita

Super Star Wars

Super Star Wars marcou a primeira adaptação fiel do Episódio IV para o mundo dos videogames. No comando de Luke Skywalker, Han Solo ou Chewbacca, seja a pé ou no comando de uma X-Wing, inaugurou as aventuras da série no SNES. Fez tanto sucesso que foi relançado muitos anos após para o Wii e, mais recentemente, no PS4 e PS Vita.

1) Star Wars Rogue Squadron III: Rebel Strike

Ano de lançamento: 2003
Plataforma: GameCube

Para muitos, Rogue Squadron II é a melhor adaptação para videogames de Star Wars. Mas nem todos lembram do lançamento seguinte. Rogue Squadron III: Rebel Strike trazia todas as fases do seu antecessor em modo multiplayer cooperativo, além de contar com uma campanha inédita. Não se limitou a combate aéreo, já que alguns estágios tinham uma “pegada” de ação em terra, com resquícios da série Battlefront original. Foi um dos melhores títulos do GameCube e é uma pena que tenha ficado ali, em 2003. Queremos uma continuação já!

7 games de terror para o Halloween

Se você ainda não sabe o que fazer neste Dia das Bruxas, o BitBlog vai te ajudar. Vamos indicar alguns jogos de terror. E não importa qual é a sua plataforma: PC e consoles estão na lista. Portanto, hora de respirar fundo, tomar coragem e começar!


Slender The Arrival

Slender: The Arrival
Plataformas: PC, Xbox One, Xbox 360, Wii U, PS4, PS3
Desenvolvedora e publisher: Blue Isle Studios

Sucessor do clássico de 2012, Slender: The Arrival é realmente assustador. A campanha não dura muito tempo, os mais apressadinhos podem chegar ao final em apenas 3 horas. Mas é um tipo de experiência que deve ser jogada, do início ao fim, aproveitando cada momento. Munido apenas de uma lanterna, ao ver algo estranho, a única coisa que você pode fazer é correr!


Resident Evil (Remake)
Plataformas: PC, Xbox One, Xbox 360, Wii, GameCube, PS4, PS3
Desenvolvedora e publisher: Capcom

Originalmente para PS1, o clássico do gênero ganhou um remake para GameCube em 2002, com gráficos atualizados, mas os sustos de sempre. Esta edição foi levada, anos depois, para o Wii e em HD para os demais consoles. Ou seja: não há mais desculpas para não jogar. Este aqui é obrigatório. Apague as luzes, aumente o volume e embarque na pele de Chris Redfield ou Jill Valentine, enquanto investiga os mistérios de uma mansão assombrada.


Alien Isolation

Alien: Isolation
Plataformas: PC, Linux, Xbox One, Xbox 360, PS4, PS3
Desenvolvedora: Creative Assembly
Publisher: Sega

Disposta a esquecer a péssima reputação do predecessor, a Sega deixou Isolation nas mãos do seu estúdio interno Creative Assembly. O resultado foi muito além das expectativas: o título foi um dos melhores de 2014. Alien: Isolation se passa 15 anos após o enredo do filme original e, embora tenha um ritmo lento, é assustador (no bom sentido).


ZombiU

ZombiU
Plataformas: Wii U, PC, Xbox One, PS4
Desenvolvedora e publisher: Ubisoft

Título de lançamento do Wii U, ZombiU teve versões no PS4, One e PC. Mas não se engane: é no console da Nintendo que o jogo da Ubisoft se destaca. Com uso constante e criativo do Gamepad, é preciso sobreviver. Simplesmente. Não há segunda chance, nem vidas extras. Uma vez que o personagem morre, ele se torna um zumbi, vagando pelos cenários de uma Londres devastada. O jogador precisa voltar ao início, na pele de outra pessoa, encontrando o ambiente da forma que estava. Inovador, diferente e horripilante.


Amnesia The Dark Descent

Amnesia: The Dark Descent
Plataformas: PC, Linux e Mac
Desenvolvedora e publisher: Frictional Games

Clássico indie para computadores, Amnesia herda muitos elementos da outra série de terror da Frictional, Penumbra. Um medidor de sanidade, similar a Eternal Darkness (abaixo), está presente e torna a experiência mais completa. Sem armas, o jogador precisa se esconder de zumbis e correr quando for preciso, para chegar até o final. Se não é tão original, por outro lado, Amnesia é incrível, em todos os sentidos. É uma pena ser tão desconhecido.


Eternal Darkness: Sanity’s Requiem
Plataforma: GameCube
Desenvolvedora: Silicon Knights
Publisher: Nintendo

Um game de terror publicado pela Nintendo? Sim, e um belo game. Eternal Darkness conta a saga de Alex Roivas, que encontra nos registros do falecido avô uma conspiração para eliminar a humanidade. Na pele de vários personagens, em diversos momentos e lugares, você tenta impedir os malignos Ancients de cumprirem seu objetivo. Com o medidor de sanidade – uma inovação para a época – e o uso de magias bem macabras, ED precisa ser jogado. Se não possuir um GameCube, ache um.


Until Dawn

Until Dawn
Plataforma: PS4
Desenvolvedora: Supermassive Games
Publisher: Sony

Embora conte com um enredo clichê, Until Dawn cumpre bem a sua proposta enquanto título de terror. Inova ao incorporar uma mecânica de escolhas, que pode determinar a sobrevivência ou a morte dos oito protagonistas. O uso criativo do controle Dual Shock 4 também merece ser lembrado.

#BitSound89 – Tales of Symphonia

Pra começar: na minha opinião, este é o melhor RPG de todos os tempos, talvez empatado com Persona 4 Golden. Depois farei uma análise retrô pra fundamentar melhor.

Parece que era ontem que eu completava 100 horas de jogo em Tales of Symphonia. Mas estava triste: as side-quests se esgotavam e o game chegava ao fim. Por algum tempo, fiquei tentando encontrar um RPG que me cativasse tanto quanto este aqui. E por que diabos Symphonia marcou tanto? Talvez, pelo conjunto da obra. A narrativa cheia de reviravoltas (do início ao fim), as batalhas envolventes, os personagens bem construídos, as cutscenes em formato anime no decorrer do título… Tudo isso contribuiu pra fazer deste o jogo da série “Tales of” mais vendido no Ocidente. Além, claro, de ter sido o primeiro da franquia completamente em 3D. A trilha sonora é um dos pontos altos, com faixas que combinam perfeitamente com a proposta do título.

O enredo conta a saga de Lloyd Irving, um jovem que resolve acompanhar sua melhor amiga, Colette, em uma jornada para regenerar o mundo. De tempos em tempos, nasce alguém com poder divino, que deve enfrentar os malignos Desians e pacificar a terra de Sylvarant. Entretanto, no decorrer da trama, Lloyd e Colette descobrem que esse era apenas o começo de uma longa e difícil guerra.

É importante lembrar que Symphonia, embora esteja desconectado em termos de narrativa aos demais títulos “Tales of”, usa uma característica muito interessante da franquia: nas batalhas, a mecânica do game muda, incorporando elementos de ação e permitindo ao jogador controlar livremente os heróis. Ao sair da batalha, a jogabilidade volta a ser similar a de um RPG de turnos. Em outras palavras, pense em uma mistura de Final Fantasy com Zelda e talvez fique mais fácil de entender.

Tales of Symphonia saiu originalmente para o GameCube, em 2004. Mas foi relançado em HD dez anos depois para o PS3. E é obrigatório. Se você é daqueles que ficam com “mimimi”, chorando com saudade de Chrono Trigger e comapnhia, dê uma chance ao título do BitSound de hoje. Ele é bem mais recente, mas não fica devendo nada aos clássicos que talvez tenham marcado sua infância.

Abaixo, a música das batalhas na terra de Sylvarant, uma das nostálgicas:

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#BitSound87 – Donkey Konga

A Nintendo gosta de uns controles estranhos. Quem não lembra da PowerGlove? Enquanto algumas invenções assustam, outras são bem criativas.

Donkey Konga, de 2003, foi o primeiro de uma série de jogos de ritmo lançados pela empresa japonesa para o GameCube. Entretanto, ao invés de usar tapetes de dança como o antigo Dance Dance Revolution, o game da Nintendo recomenda o uso de um joystick em formato de tambor (!). Com ele, é possível batucar em dezenas de faixas, indo de Blink 182 até a música-tema do anime Pokémon. Contando com um modo multiplayer para até 4 jogadores, era uma experiência divertida (e bizarra, principalmente para quem assiste).

Veja uma das faixas disponíveis no primeiro Donkey Konga, Turkish March.

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