GameCube

Três jogos Resident Evil que (quase) ninguém viu

Poucas franquias de videogames são tão bem-sucedidas quanto Resident Evil. Criada por Shinji Mikami na década de 90, a série é um ícone do gênero survival horror – por mais que tenha patinado, em alguns títulos, com mecânicas mais apelativas para o público ocidental, com explosões e muita ação.

A Capcom, que detém a propriedade intelectual, não pensava duas vezes ao cancelar projetos que não lhe interessavam. No post de hoje da coluna No Limbo, você vai conhecer três Resident Evil que não viram a luz do dia, cada um com uma história, no mínimo, interessante.

Resident Evil 1 para Game Boy Color (!)

Resident Evil 1 - GBC

Cenas da versão para Game Boy Color. Até que ficou legal (visualmente falando)

Parece inacreditável, mas é verdade. Em 1999, três anos após a estreia da série, foi encomendada uma versão do primeiro RE para o Game Boy Color – querido por todos, mas limitadíssimo em questão de hardware. O estúdio inglês HotGen, especialista na plataforma, recebeu a tarefa quase impossível. Com o game em estágio avançado de desenvolvimento, em 2000, os chefões da Capcom resolveram cancelar o projeto, acreditando que o mesmo não corresponderia aos desejos dos fãs.

 

Felizmente, o jogo vazou na internet, através de duas ROMs. Uma delas, a “Cartridge 2”, é consideravelmente mais completa, mas também termina bruscamente no elevador do laboratório. Ainda assim, há assets de objetos não usados nas ROMs, o que indica que a decisão de cancelamento pode ter sido tomada bruscamente. Se tiver curiosidade, basta procurar pela internet e você encontrará essas versões.

Resident Evil “1.5”

Tela de escolha do personagem: Leon ou Elza

Elza ou Leon?

Após o sucesso do game original, o time de produção estava desafiado a criar uma continuação à altura. Em 1997, perto do lançamento e com os trabalhos quase concluídos, a Capcom cancelou o que seria Resident Evil 2, para PS1 e Saturn. A decisão veio do próprio Shinji Mikami, que preferiu recomeçar tudo completamente, pois o título não estaria interessante e poderia causar a morte da franquia. Será que era tão ruim assim?

 

Seria possível, mais uma vez, escolher entre a trama de dois personagens. Desta vez, Leon Kennedy ou Elza Walker (que veio a se tornar Claire Redfield na edição final). As duas estórias se complementavam, aumentando o fator replay (a vontade de jogar de novo). Mais uma vez, a ISO do projeto vazou na internet, então dá para ter uma ideia de como seria o sucessor do primeiro Resident Evil.

Resident Evil “3.5”

Leon Kennedy em RE 3.5

Leon não tá muito diferente de RE4 aqui

O Resident Evil 4 que você conhece, originalmente um exclusivo do GameCube, teve várias reviravoltas em seu desenvolvimento. Embora tenha sido anunciado em 2001 e chegado em 2005, o projeto iniciou em 1999. Daí você imagina a quantidade de experimentos que a Capcom fez…

O chamado RE “3.5” é uma versão imediatamente anterior à que “emplacou”. Nesta proposta, a visão do personagem seria na maior parte do tempo em câmera fixa (como nos anteriores), embora fosse permitido – a qualquer momento – mudar para uma perspectiva sob os ombros do protagonista Leon, ao mirar, de forma semelhante ao RE4 final. Interessante, não? O clima de terror dos títulos originais continua aqui. Confesso que teria muita vontade de jogá-lo, mas RE 3.5 infelizmente não vazou ainda na internet. Veja um vídeo abaixo pra ter uma ideia de como seria.

Conheça Super Mario 128, uma das lendas da Nintendo

Super Mario 64 foi o game que vendeu o Nintendo 64, fazendo grande sucesso e transformando a indústria. Até hoje, muitos jogos de ação que conhecemos herdam elementos de SM64. Talvez você já tenha se perguntando: por que o título não teve um sucessor direto? Na verdade, a Nintendo tentou, mas os trabalhos não viram a luz do dia. Conheça a história de Super Mario 128 em mais uma edição da nossa coluna No Limbo.

O mito de Luigi

Um dos maiores mitos de SM64 é a presença de Luigi. Não, o irmão do famoso encanador não está (oficialmente) no jogo, e a imagem em destaque neste post é uma montagem. Este assunto causou confusão por algum tempo, até Shigeru Miyamoto – criador do mascote – revelar, em 1997, o seguinte sobre um novo projeto:

“Estamos no meio do desenvolvimento de Super Mario 64-2, para o N64DD. Espero tirar proveito da habilidade do DD de armazenamento. Neste momento, Luigi é parte integral do jogo, mas ainda não pensamos no gameplay simultâneo para 2 pessoas, com Mario e Luigi. Vamos trabalhar nisso quando o acessório estiver mais concreto. Sabemos de algumas questões de performance dele”

DD: o trambolho que você não precisava para o seu N64

DD: o trambolho que você não precisava para o seu N64

Antes que você pergunte, o Disk Drive, ou DD, é um acessório que habilita o Nintendo 64 a rodar discos. O aparelho demorou muito para chegar ao mercado e foi um fiasco: saiu apenas no Japão e não tem sequer 15 games. Como consequência, a empresa cancelou o lançamento em outras regiões, focando todos os seus esforços no GameCube, real sucessor do N64. A ideia de ter um novo jogo do bigodudo serviria para impulsionar as vendas do dispositivo, além de trazer o que os fãs mais sentiram falta em SM64: um modo multiplayer.

“Temos considerado uma aventura para quatro jogadores simultâneos, mas cada tela teria que ser extremamente pequena, e teríamos que retrabalhar na câmera. No entanto, este é o tipo de desafio que eu gosto de receber”

As palavras acima vieram de Miyamoto no ano seguinte. Não demorou para os fãs cobrarem a Nintendo pela revelação do projeto. Um time dentro da empresa seguiu trabalhando no protótipo, até que, em 1999, o criador de Mario revelou que havia uma fase pronta. O mecanismo de câmera, de fato foi retrabalhado: em vez de dividir a tela, os desenvolvedores implementaram uma única visão, com a distância dos personagens determinando a distância da câmera. Isto é, se Mario e Luigi estivessem próximos um do outro no cenário, eles seriam exibidos bem de perto na TV, e vice-versa. No entanto, Miyamoto anunciou que o game seria lançado apenas na próxima plataforma da casa.

100 Marios? Mario Sunshine?

Um acontecimento em 2000 chamou atenção: na feira SpaceWorld, a Nintendo revelou imagens de uma demonstração chamada oficialmente de Super Mario 128. No vídeo, o famoso encanador se divide em 128 Marios menores para testar o potencial técnico do GameCube. Era óbvio que as pessoas vinculariam esta versão com a que era feita para o N64DD: afinal, Miyamoto já tinha sugerido o mesmo nome para aquele projeto, mesmo sendo duas iniciativas completamente diferentes.

Independentemente dos bastidores, a realidade é que os fãs estavam ansiosos por mais uma nova aventura do mascote. Com a E3 2001 se aproximando, havia uma esperança de ver algo jogável relacionado à nova aventura do personagem, o que não aconteceu. No entanto, a Nintendo acidentalmente divulgou “Mario Sunshine” e “100 Marios” em uma lista online de futuros lançamentos. Rapidamente ela saiu do ar, mas o estrago estava feito: afinal, qual dos dois seria Super Mario 128?

Super Mario Sunshine era um trabalho à parte de 128, mas que viu a luz do dia

Super Mario Sunshine era um trabalho à parte de 128, mas que viu a luz do dia

Super Mario Sunshine veio a ser a aventura do bigodudo no GameCube, lançada em 2002. Logo, estava evidente que o outro projeto vazado era aquele, exibido em 2000, com 128 Marios (agora 100?). Enquanto Miyamoto evitava o assunto, a própria Nintendo ficava dando esperanças aos fãs de ver alguma novidade. Em pleno Natal de 2002, um executivo da empresa revelou à Playboy japonesa, em entrevista, que Super Mario 128 seguia em desenvolvimento. Em 2005, o então vice-presidente de Marketing para a América do Norte, Reggie Fils-Aime, disse que o jogo estaria presente na E3 daquele ano, algo que não se concretizou.

A herança

Super Mario 128 e Pikmin

Em 2007, o Wii recebia Super Mario Galaxy. A partir dali, houve fortes suspeitas de que Super Mario 128 teria sido cancelado. Coube ao próprio Shigeru Miyamoto enterrar vez o assunto: 128 teve elementos aproveitados pela franquia Pikmin, lançada em 2001 , além de ter evoluído para Super Mario Galaxy. Em outras palavras, era uma experiência inovadora que deu origem a pelo menos dois games. Além disso, a mecânica pensada para Mario e Luigi juntos, no N64, não tinha funcionado adequadamente e, por isso, foi deixada de lado.

Em resumo, 128 teve várias fases: seria o sucessor de SM64 (cujas imagens quase ninguém viu), virou uma experiência inovadora para GameCube (se tornando Pikmin), até evoluir para um título de ação 3D (Galaxy). É divertido imaginar que tipo de experiências a Nintendo cria e nós não ficamos sabendo, não é mesmo? A empresa é realmente uma fábrica de ideias, no mínimo, curiosas.

Donkey Kong Racing: o game de corrida que terminou cancelado

Rare. Este nome causa nostalgia em quem jogou videogames na década de 90. O estúdio inglês teve acordo de exclusividade com a Nintendo até meados de 2002, quando desenvolveu obras-primas como Donkey Kong Country, Banjo-Kazooie, GoldenEye 007 e Star Fox 64. Após a empresa ser vendida para a Microsoft, o brilho se perdeu: muitos funcionários debandaram, assim como as ideias inovadoras da geração Nintendo 64.

Um dos projetos que a Rare mais se empenhava, no início dos anos 2000, era Donkey Kong Racing. Exclusivo para GameCube, seria o sucessor de Diddy Kong Racing, mas dessa vez com um diferencial: saem os veículos e entram avestruzes, tubarões e peixes. Em florestas ou em rios e oceanos, o jogo prometia trazer um modo multiplayer tão divertido quanto o de seu antecessor. O projeto, no entanto, foi cancelado. Veja mais detalhes sobre o game abaixo, em nossa coluna No Limbo.


Estreando no GameCube

Em meados de 2000, a Rare tinha sete projetos para a (então) nova plataforma da Nintendo, o GameCube. Um deles prometia ser o mais divertido: um sucessor para Diddy Kong Racing, sucesso de crítica e vendas no N64. A iniciativa ganhou a validação da Nintendo para seguir adiante e foi apresentado na E3 2001 com um trailer. A previsão de lançamento era o ano seguinte.

Em entrevista ao site Nintendo Life, o então designer líder da Rare, Lee Musgrave, disse que eles não estavam criando mais um game de corrida comum:

A ideia por trás do jogo era que o jogador não ficaria limitado a um animal. Você poderia alternar entre espécies de tamanhos diferentes durante o percurso. Criaturas maiores podiam destruir obstáculos, enquanto animais menores eram controlados mais facilmente.

Deixando o gorila de lado

A Nintendo estave, no início confiante no projeto, a ponto de divulgá-lo na caixa do GameCube

No início, a Nintendo estava confiante no projeto, a ponto de divulgá-lo na caixa do GameCube

Nem tudo era alegria. Em meados de 2001, a Rare procurava desesperadamente por uma grande empresa para comprar os 51% restantes da mesma, pensando que isso poderia fazê-la alçar voos mais altos. A Nintendo queria manter sua exclusividade e estava na briga, assim como a Activision (que permitiria aos ingleses desenvolver projetos multi-plataforma, um sonho antigo) e a “novata” nos consoles – porém cheia de dinheiro – Microsoft.

As incertezas da aquisição poderiam comprometer as atividades em andamento. Títulos como Donkey Kong Racing, que usavam propriedades intelectuais da Nintendo, teriam que ser descartados caso o comprador não fosse a gigante japonesa. No final de 2001, a Rare enviou um cartão de Natal a algumas personalidades da indústria, com uma árvore natalina e três consoles em sua base: GameCube, PlayStation 2 e Xbox. Estava evidente que os irmãos Stamper, fundadores do estúdio, queriam a Activision. Em 20 de setembro de 2002, a novela teve um fim: a Microsoft ofereceu um valor muito superior aos dos concorrentes, US$ 375 milhões, deixando a Rare sem opções, e adquirindo os disputados 51% de participação.

Um GTA no meio da selva

O gorila, que era o queridinho da Rare, teve que ser deixado pra trás

O gorila, que era o queridinho da Rare, teve que ser deixado pra trás

A aquisição mexeu com todo o mercado. A Nintendo já sabia que as movimentações da sua então parceira eram intensas e que poderia perder a batalha. Pensando nisso, na E3 de 2002 o único projeto dos ingleses a ser apresentado era o mais próximo da conclusão: Star Fox Adventures, que viu a luz do dia. Após a venda, os desenvolvedores de DK Racing ficaram perdidos: o que fazer com o projeto? A A decisão tomada foi deixar Donkey Kong e sua turma de fora, por questões óbvias de propriedade intelectual, e trazer de volta o pouco conhecido Sabreman, de uma franquia do mesmo nome para o Commodore 64 e MSX.

No entanto, a mecânica divertida de corrida não funcionaria mais sem o mascote da Nintendo. Foi preciso retrabalhar o jogo do zero e, de acordo com Musgrave, o projeto foi migrado para o Xbox e seguiu em uma direção completamente diferente da original:

Em 18 meses, mudamos de um game de corrida para algo em mundo aberto, com recursos parecidos com Tamagotchi, onde cuidar do seu animal era o ponto principal. Havia influência de GTA 3, que estava chamando a atenção de todo mundo naquele momento.

Um vídeo (veja abaixo) mostrou como seria o novo projeto, entitulado Sabreman Stampede. A ideia ambiciosa de exploração em mundo aberto fez o time demorar mais do que o previsto, até porque era preciso construir engines para plataformas com os quais os desenvolvedores não estavam habituados. Demorando demais, foi preciso mover os trabalhos para o Xbox 360, quando a empresa já começava a achar que o resultado final não valeria a pena:

Coisas como mudar de plataformas e entrar em uma nova geração de hardware tornaram nossa missão mais difícil. Tínhamos que esperar, muitas vezes, por novas versões de firmware, enquanto uma série de outros obstáculos nos atrapalharam.

Com o time quase triplicando de tamanho e quase nenhum progresso, Sabreman Stampede foi cancelado.

Futuro?

O vídeo acima mostra o resultado final da transformação de Donkey Kong Racing em Sabreman Stampede. Do lado da Rare, alguns elementos teriam sido aproveitados em Banjo-Kazooie: Nuts & Bolts, para Xbox 360. Já do lado da Nintendo, ficou uma lacuna enorme no GameCube, que o estúdio nipônico Paon tentou preencher com o terrível Donkey Kong: Barrel Blast. Este foi migrado para o Wii, devido aos atrasos, e teve péssimas avaliações pela crítica. Desde então, não sabemos o que é um game de corrida com o mascote.

Rumores de 2014 indicaram que Diddy Kong Racing 2 estaria em desenvolvimento para o Wii U e 3DS, sendo a versão de console feita pela conceituada Retro Games, que assumiu os jogos do gorila. Eu, particularmente, acredito nisso. E acho que o lançamento do NX terá algo parecido. 2017 promete!

TY the Tasmanian Tiger será relançado na Steam

Você jogava videogame em 2002? Se respondeu “sim”, talvez se lembre de um tal tigre australiano que estava em uma jornada para salvar sua família. O simpático mascote em questão é o TY the Tasmanian Tiger, mesmo nome do jogo para PS2, GameCube e Xbox. Desenvolvido pelo Krome Studios e publicado na época pela EA, este foi um título de plataforma muito interessante, ganhando duas continuações para os consoles citados.

Depois de TY, o Krome Studios se tornou uma empresa bastante requisitada para desenvolver bons jogos de franquias conhecidas, como Star Wars: Force Unleashed e The Legend of Spyro: A New Beginning. No entanto, após alguns trabalhos duvidosos, o estúdio resolveu voltar às suas origens, com o relançamento do TY original na Steam.

TY The Tasmanian Tiger - gameplayO visual em HD ficou um pouco antiquado, mas o game não perdeu o charme

O relançamento está disponível, por R$ 19, em modo early access. Ou seja, nem todos os recursos estão disponíveis agora, mas os jogadores podem colaborar e fornecer feedback para o lançamento final, que será entre julho e setembro. Pode ser uma boa oportunidade para conhecer um mascote que anda sumido…

The Legend of Zelda completa 30 anos, veja curiosidades

Neste domingo, 21 de fevereiro, uma das séries mais amadas dos videogames completa 30 anos. Estamos falando de The Legend of Zelda.

Em 1986, nesta mesma data, a franquia estreava no Japão com um game para o NES. Pela primeira vez, Link salvava a Princesa Zelda e a terra de Hyrule do terrível Ganon. Trazendo elementos de RPG, ação e os famosos calabouços, o jogo foi eleito o melhor do ano por várias publicações e se tornou rapidamente um hit, vendendo mais de 6,5 milhões de unidades. Foi uma experiência diferente de tudo que os consoles já tinham recebido, redefinindo paradigmas e estabelecendo padrões usados até hoje.

Para comemorar a data, o BitBlog listou alguns dos jogos mais épicos da franquia Zelda (e outro nem tanto), com as inovações que cada um trouxe, além de músicas marcantes (à la BitSound, nossa coluna de trilhas sonoras).

Se você gostar da nossa publicação e quiser divulgá-la para seus amigos que também curtem Zelda, ficaremos muito felizes se você compartilhar o post nas redes sociais. ;-)

Os dois mundos paralelos de A Link to the Past


A trilha de Kakariko Village é uma das mais memoráveis do título de SNES

Após o início bem-sucedido no NES, chegou a vez do Super Nintendo receber a sua própria aventura Zelda. Em 1991 (no Japão) e 1992 (nos demais países), era lançado A Link to the Past. Com mais poder de hardware disponível, vieram novas possibilidades: andar na diagonal, correr com o uso das Pegasus Boots e o ataque giratório com a espada, além do conceito de mundos paralelos. A Link to the Past é lembrado também por conter diversos easter eggs, descobertos quase uma década depois.

The Legend of Zelda - A Link to the Past - 2Colorido e detalhado, o visual de A Link to the Past foi um marco no catálogo do SNES

Estragando a série em The Faces of Evil


Zelda ganhou mecânica de plataforma e cenas de diálogo. Assustador.

Se existe algo que a Nintendo deve se arrepender até hoje é da negociação com a Philips nos anos 90. Foram cedidos direitos para o desenvolvimento de jogos de Mario e Zelda no fracassado CD-i, tentativa da Philips de ingressar nos videogames. Os títulos eram realmente assustadores.

Link - The Faces of Evil - CD-iParece desenho do Paint, mas trata-se de um jogo do saudoso (só que não) Philips CD-i

O primeiro game (se é que podemos chamar assim) de The Legend of Zelda no CD-i chamava-se Link: The Faces of Evil. Com elementos de plataforma 2D e cenas em desenho animado, era difícil não se assustar com a má qualidade do produto. Para piorar, vieram ainda The Wand of Gamelon e Zelda’s Adventure. Não se preocupe, não vamos falar deles aqui.

A revolução de Ocarina of Time


Trilha do Hyrule Field é épica

O projeto de levar Zelda a um ambiente completamente tridimensional foi um dos mais ambiciosos da história da Nintendo. Após tantos atrasos e retrabalho, o produto final não decepcionou: Ocarina of Time, do N64, é considerado por muitos o melhor jogo de todos os tempos. Em 1998, conhecíamos elementos 3D que viraram padrão na indústria. O travamento de mira e as ações sensitivas ao contexto (os mesmos botões realizando tarefas diferentes, de acordo com a situação) repercutiram bastante.

The Legend of Zelda - Ocarina of Time - Link crianca e EponaA relação de companheirismo entre Link e a égua Epona marcou nossas vidas

Imagine comandar um jovem Link, solitário e fraco, que ia se tornando aos poucos um grande guerreiro, que viaja no tempo e se torna um adulto capaz de vencer o vilão Ganondorf. Com o uso de uma ocarina mágica, chamar a égua Epona ou fazer chover tornavam-se tarefas possíveis para o herói, trazendo novas possibilidades para o gameplay. Ocarina of Time inovou em outras dezenas de aspectos que nós não vamos abordar – afinal, não cabe aqui. Vale considerar que OoT é o game mais bem avaliado até hoje no Metacritic, com pontuação média de 9,9. Um remake, em 2011 para o 3DS, conseguiu aperfeiçoar algo que já era excelente.

Explorando o imenso oceano de Wind Waker


A faixa The Great Sea é a mais memorável de Wind Waker

Na minha opinião, o melhor título da série. Wind Waker, de 2003, inovou sem medo: ao adotar um estilo visual cartoon, buscou retratar mais as emoções dos personagens. Antes do lançamento no GameCube, não faltou gente (e me incluo nisso) torcendo o nariz, achando que virou “joguinho de criança”. Independentemente das vendas, consideradas baixas para um Zelda (pouco mais de 3 milhões no mundo todo), estamos falando de um universo à altura de Ocarina of Time. Saem Epona e o Hyrule Field, entra o King of Red Lions e a navegação por grandes oceanos.

The Legend of Zelda - Wind Waker - oceanoEmbarcar (literalmente) em uma jornada por um vasto mundo: não tem preço

Com direito a um remake HD para o Wii U de altíssimo nível, Wind Waker é cativante. Um pouco mais fácil do que os capítulos anteriores da franquia, mas igualmente ambicioso. Ao terminar a batalha final, lembro da tristeza que bateu… Parecia que estava me despedindo de um grande amigo.

Depois do mimimi dos fãs mais (chatos) conservadores, a Nintendo se viu obrigada a desenvolver um título mais maduro, pensado no público norte-americano, o Twilight Princess, que falamos em seguida.

A maturidade de Twilight Princess

A trilha de Hyrule Field em Twilight Princess é incrível

O Zelda que todo mundo queria: sombrio, com muitos mistérios e gráficos de ponta. Twilight Princess, de 2006, foi o primeiro da série a ser lançado (quase) ao mesmo tempo em duas plataformas: no fim da vida do GameCube e no lançamento do Wii, com suporte a controle por movimento. Aqui, Link podia virar um lobo, correndo mais rápido e encontrando caminhos escondidos. Esta foi a forma que o time de desenvolvimento encontrou pra fugir do clichê de “mundos paralelos” ou de “viagem no tempo”.

The Legend of Zelda - Twilight Princess HD - combate a cavaloNo Wii U, Twilight Princess vai ficar ainda mais interessante

Neste jogo, a Nintendo implementou recursos que não couberam em Ocarina of Time, devido a limitações de hardware. Entre eles, o combate a cavalo, já que Epona estava de volta. Os inimigos são bem mais difíceis aqui, já que o título apela nitidamente para um público mais hardcore. Não importa: mesmo com os controles forçados para Wii, Twilight Princess é uma grande experiência – e que vai ficar ainda melhor na versão HD para Wii U, que chega em 6 de março.

Se perdendo no mundo aberto de Zelda Wii U

O pouco que vimos até aqui do novo game é suficiente para nos deixar empolgados

Um novo Zelda está programado para o Wii U em 2016, mas pouco se sabe sobre ele. Vamos cobrir a E3 2016 ao vivo, em Los Angeles, e esperamos falar sobre ele o quanto antes para vocês. Até lá, é de conhecimento geral que o título terá um “mundo muito vasto”. Pelas imagens do vídeo acima, os efeitos gráficos estão caprichados, sem abrir mão de um estilo cartoon que remete a Skyward Sword, do Wii. Vamos aguardar!

 

40 fatos sobre videogames que vão fazer você se sentir muito velho

Nesta quinta-feira (21), uma das franquias mais conhecidas dos videogames completa 30 anos de existência. Estamos falando de Zelda, que, pasme, chegou ao Nintendinho em 21 de janeiro de 1986. Você achava que fazia tanto tempo assim? Nós também não. Por isso preparamos uma lista – ficaremos muito felizes se você compartilhar – com 40 fatos sobre videogames que vão fazer você se sentir muito velho. Não se preocupe: o tempo passa, mas a saudade fica.


Há 10 anos – 2006

PlayStation 3 - modelo original

1. O PlayStation 3 era lançado no Japão e Estados Unidos. Um ano antes, a Sony tinha demonstrado ele com o Metal Gear Solid 4: Guns of the Patriots.

Wii

2. Há uma década também era lançado o revolucionário Wii pela Nintendo. O nome brinca com o pronome “we” (nós, em inglês) e os dois “is” simbolizam duas pessoas.

Star Wars Empire at War

3. Já que Star Wars é o filme do momento, sabia que já tem 10 anos do lançamento do game Star Wars: Empire at War? O jogador poderia lutar tanto ao lado do Império como da Aliança Rebelde.

Half-Life 2 - Episode One

4. A Valve lançava Half-Life 2: Episode One, mais um título da famosa franquia e que servia como pacote de expansão para o Half-Life 2. Aqui, Gordon e Alyx são resgatados pelos vortigauns.

Neverwinter Nights 2

5. RPG muito cultuado pelos jogadores fãs do gênero, Neverwinter Nights 2 chegou às prateleiras também em 2006. A mecânica era baseada em Dungeons & Dragons (D&D).

Call of Duty 3 - PS2

6. Praticamente todo ano tem um novo Call of Duty, certo? Há dez anos a bola da vez era o Call of Duty 3, ambientado na Segunda Guerra Mundial e com uma história que remetia à invasão da Normandia. Um detalhe curioso é o que o game não saiu para PC.

Gears of War

7. Também foi em 2006 que jogamos o primeiro título de Gears of War, da Epic Games. O jogo de tiro em terceira pessoa estreou como exclusivo do Xbox 360.

The Legend of Zelda - Twilight Princess

8. Na mesma época, a Nintendo lançava para GameCube e Wii mais uma história com Link, Epona, Zelda e Ganondorf, além de trazer um novo vilão – o rei Zant. O Twilight Princess é considerado por muitos um Zelda mais sombrio.

Há 15 anos – 2001

GameBoy Advance

9. Lembra do Game Boy Advance? O portátil da Nintendo, que era tratado pelo codinome Projeto Atlantis, foi lançado há 15 anos. É o primeiro portátil da gigante japonesa com processador 32-bit.

GameCube preto

10. O GameCube é o videogame favorito de Diego von Söhsten, que também é editor do BitBlog. Foi lançado no Japão em 14 de setembro de 2001. Os botões de ombro dele tinham 256 níveis de pressão (L e R).

Xbox - original - 2001

11. A Nintendo não foi a única companhia a lançar consoles em 2001. Foi neste ano que a Microsoft deu um grande passo em direção à indústria dos videogames, com o lançamento do Xbox.

RuneScape

12. Um dos MMORPGs mais jogados de todos os tempos, RuneScape deu o ar da graça há 15 anos. Estima-se que mais de 200 milhões de jogadores já se aventuraram no universo de Guilenor.

Phantasy Star Online

13. A febre do Phantasy Star Online começava há 15 anos na Europa e América do Norte, embora tivesse chegado ao Japão em dezembro de 2000. O action RPG da Sega vem de uma série que nasceu no Master System.

Paper Mario

14. Os europeus e os australianos se divertiram com Paper Mario há 15 anos. Segundo título de RPG do personagem icônico da Nintendo, o visual, fazendo jus ao nome, imitava folhas de papel – desde o cenário aos personagens.

Max Payne 1

15. Max Payne quer vingar o assassinato de sua família desde 2001, quando foi lançado. Uma curiosidade é que ele usa muito o efeito bullet time, que ganhou fama com o filme Matrix.

Silent Hill 2 - Pyramids Head

16. Muita gente tomou uns sustos há 15 anos com o survival Silent Hill 2, da Konami. Foi no segundo game da franquia que surgiu o terrível Pyramid Head.

Devil May Cry

17. Devil May Cry fez sua primeira aparição em 2001. O game da Capcom – que trazia a história de Dante, um caçador de demônios – foi dirigido por Hideki Kamiya, que também trabalhou em Resident Evil e Viewtiful Joe.

GTA 3

18. Grand Theft Auto III chegou primeiro ao PlayStation 2, em outubro de 2001. Foi o primeiro game em 3D da franquia e as missões acontecem em Liberty City, inspirada em Nova Iorque. A cidade tridimensional teria as Torres Gêmeas, mas elas foram removidas de última hora por conta dos atentados terroristas ocorridos um mês antes.

Halo - Combat Evolved

19. O primeiro Halo saiu em novembro de 2001, desenvolvido pela Bungie e publicado pela Microsoft Game Studios. Foi desde então que os jogadores puderam viver as aventuras do supersoldado Master Chief.

Pikmin 1

20. Criação do lendário Shigeru Miyamoto, a franquia Pikmin surgiu há 15 anos. Os monstrinhos coloridos precisavam ajudar o Capitão Olimar, um astronauta cuja nave caiu em um misterioso planeta.

Há 20 anos – 1996

Duke Nukem 3D

21. Dá para acreditar que Duke Nukem 3D já tem 20 anos? O sarcástico e musculoso personagem detonava alienígenas enquanto passava pelos cenários inspirados em Los Angeles.

Radical Dreamers

22. Radical Dreamers, da Square, foi lançado em 1996. O game japonês ganhou projetos de tradução independente e tentou pegar carona no sucesso de Chrono Trigger, que saiu um ano antes. O jogo, com uma mecânica bastante focada em textos, ajudou a construir o enredo de Chrono Cross.

Pokemon Red e Blue

23. As versões Red e Blue (Green) de Pokémon também completam 20 anos. Os jogadores tinham, logo no início, uma dura decisão: escolher entre Charmander, Bulbassauro e Squirtle.

Super Mario RPG

24. Um dos meus favoritos do Super Nintendo, Super Mario RPG também deu o ar da graça em 1996. Parceria entre Square e Nintendo, o título tirava onda com a franquia Mario e introduziu novos personagens – como o chato Mallow e o incrível Geno.

Resident Evil 1 - PS1

25. Foi o mesmo ano do lançamento do primeiro Resident Evil, que fez grande sucesso. A história mesclava assassinato, canibalismo, zumbis e, claro, muitos sustos.

Final Doom

26. Alguém aí sabe o que é Final Doom? Ele foi lançado em 1996 e considerado um dos jogos mais violentos da época. Easter eggs também conferiam ao game uma aura de “jogo do demônio”, que deixava os pais de cabelo em pé.

Quake

27. Outro jogo bem famoso na época era Quake, que pertencia ao gênero tiro em primeira pessoa. Aliás, foi um dos primeiros jogos de tiro com gráficos realmente modelados em 3D. Teve trilha sonora composta por Trent Reznor, do Nine Inch Nails.

Crash Bandicoot

28. Crash Bandicoot, um dos principais jogos do PlayStation, foi lançado há 20 anos. Os jogadores precisavam se esforçar para conseguir diamantes que habilitavam um final secreto.

Diablo

29. O primeiro Diablo foi lançado no último dia do ano de 1996. O ápice do game é a entrada no inferno, onde alguns níveis depois ocorre a luta com o Diablo.

Sonic 3D Blast

30. Tenho um carinho especial por esse, já que a franquia clássica do Sonic marcou minha infância. O 3D Blast teve uma recepção péssima e reconheço que o visual tridimensional tinha limitações, mas confesso que gosto do game. Quem lembra dos flickies?

Há 25 anos – 1991

Sonic the Hedgehog

31. Em junho deste ano, Sonic vai completar 25 anos de existência. O querido e veloz mascote da Sega rivalizou com Mario durante anos e destronou o posto de Alex Kidd. Acaba com o Robotnik, Sonic!

Super Mario World

32. Clássico dos clássicos, Super Mario World aportava na Europa e na América do Norte há 25 anos. Foi nele a primeira aparição do dinossauro Yoshi.

The Legend of Zelda - A Link to the Past

33. The Legend of Zelda: A Link to the Past é focado nos ancestrais de Link e Zelda. Muito querido pelos fãs da franquia, foi lançado em novembro de 1991 no Japão. Os jogadores alternam entre Hyrule e a Terra Dourada (no passado).

Civilization 1 - Sid Meier

34. Civilization era tipo um Age of Empires, só que não. Chegou em 1991, lançado originalmente para o DOS. Sim, você não leu errado: DOS.

Street Fighter II

35. Nos arcades, o sucesso ficava por conta de Street Fighter II, lançado no mesmo ano. O game de luta da Capcom trazia Ryu e Ken, mas introduzia novos personagens, como Chun-Li e Blanka.

Há 30 anos – 1986

The Legend of Zelda - NES

36. O primeiro Zelda de todos os tempos completa 30 anos no dia em que esta postagem é escrita. Foi lançado em 21 de fevereiro de 1986 para o Nintendinho (NES) e já trazia os personagens Link, Zelda e Ganon, além da Triforce da Sabedoria.

Metroid - NES

37. Outra franquia da Nintendo muito respeitada completa 30 anos em 2016: Metroid.

Alex Kidd in Miracle World

38. Já deu para perceber que 1986 foi um ano realmente marcante, né? Quem também surgiu no mesmo período foi Alex Kidd, primeiro mascote da Sega.

Sega Master System

39. Há 30 anos, o Master System fazia sua estreia na Europa. Um ano antes ele havia sido lançado no Japão, mas com outro nome: Sega Mark III. No Brasil, só veio chegar em 1989, com a Tec Toy.

Atari 7800

40. Ok, esse é realmente antigo: O Atari 7800 foi lançado em junho de 1986 e é considerado o primeiro videogame retrocompatível da história.

Pokémon completa 20 anos em 2016; relembre os jogos

Com mais de 200 milhões de cópias vendidas em todo o mundo, os jogos da série Pokémon marcaram a infância e a adolescência de muitos. Segundo o GameSpot, a franquia é a segunda mais bem-sucedida dos videogames comercialmente, perdendo apenas para Mario. Já de olho no aniversário de 20 anos dos monstrinhos, em 27 de fevereiro de 2016, o BitBlog revisitou a série principal, do Game Boy até o 3DS. Afinal, eles já chegaram até mesmo ao Recife

Pokémon Red e Blue: o começo de tudo

Pokemon Red and Green

No continente de Kanto, o objetivo era vencer os oito líderes de ginásio Pokémon, confrontar a Elite dos Quatro e se tornar o mestre Pokémon. Outro desafio, talvez maior ainda, era obter os 151 bichinhos. Façanha que só era possível apenas através de trocas com amigos, conectando dois aparelhos Game Boy com o então revolucionário cabo Game Link.

Red e Green chegaram ao Japão em fevereiro de 1996, esgotando rapidamente nas lojas e dando início a uma das franquias mais consagradas de todos os tempos. Nos EUA, foram relançados como Red e Blue depois de dois anos e meio. É importante lembrar a sacada da Nintendo: as duas edições eram bastante semelhantes, exceto pelo fato de que cada uma tinha alguns Pokémon exclusivos. Isso obrigou muita gente a adquirir dois os jogos ou interagir com amigos.

Pokémon Yellow foi lançado posteriormente, sendo bem semelhante aos seus antecessores, mas trazendo uma narrativa mais alinhada a do anime. Pikachu acompanha o protagonista durante as aventuras em Kanto, podendo mudar de humor de acordo com o tratamento dado ao mesmo. Nada mais divertido do que irritá-lo.

Pokémon Stadium

Não tem como esquecer também de Pokémon Stadium, para N64, que permitia – através do acessório Transfer Pak – colocar os Pokémon do cartucho do Game Boy para lutar em 3D na TV. Um sonho que se tornava realidade. Foi emocionante ver meu querido Pidgeot nível 100 em 3D… Ah, e o minigame do Lickitung comendo sushi? Bons tempos!

Pokémon Gold e Silver inovam com cores

Pokemon Gold and Silver

Por mais que Red, Green/Blue e Yellow funcionassem no novíssimo Game Boy Color, eles não usavam toda a paleta de cores possível no dispositivo. Foi aí que a segunda geração, iniciada com as edições Gold e Silver, chegou: embora com o GBC em mente, elas também funcionavam no Game Boy original.

Se alguém achava que a criatividade dos produtores ia acabar, se enganou: a segunda geração trouxe 100 novos monstrinhos tão carismáticos quanto os da primeira. Quem não gostava de Chikorita, Cyndaquil e Totodile? Os lendários Ho-oh e Lugia eram fantásticos! Além disso, o visual se tornou nitidamente mais charmoso, inspirado fortemente no Japão antigo.

Uma edição melhorada, Crystal, chegou exclusivamente ao Game Boy Color. Com mais recursos de hardware garantidos, os pokémon receberam animações durante as batalhas, foi incluída uma nova área no mapa – a Battle Tower – e o jogador pode, pela primeira vez, escolher entre um protagonista homem ou mulher.

Pokemon Stadium 2

Claro que a Nintendo não perderia a oportunidade de lançar Pokémon Stadium 2 no N64. Trazendo compatibilidade com a nova geração via Transfer Pak, as 100 novas criaturas e mais um monte de minigames, foi um dos últimos grandes títulos do console.

Pokémon Ruby e Sapphire traz batalhas entre duplas

Pokemon Ruby and Sapphire

Muito se especulou sobre a chegada da franquia ao Game Boy Advance. Embora tenha gráficos muito simples, trouxe algumas novidades bem-vindas: batalhas entre duplas, suporte ao leitor de cartões e-Reader, mudanças no clima (inclusive afetando as lutas), entre outras.

Ruby e Sapphire surgiram no momento em que Pokémon começava a entrar em um leve declínio de popularidade. Os 135 novos monstrinhos já não eram tão, digamos, inspirados. A edição “melhorada” da vez, Emerald, não tinha o suficiente para justificar um novo título e, por isso, recebeu críticas de parte dos jogadores. Foi aqui que eu, particularmente, perdi um pouco o interesse na saga.

Nesta geração, a Nintendo não desenvolveu títulos de Pokémon para consoles no gênero de combate, como Stadium 1 e 2. Ao invés disso, optou por narrativas próprias single-player, com Pokémon Colosseum e Pokémon XD: Gale of Darkness – ambos para GameCube.

Pokémon Diamond e Pearl estreia batalhas online

Pokemon Diamond and Pearl

A Nintendo precisava fazer algo para reverter a queda de popularidade da série e voltar a conquistar novos públicos. Com Diamond e Pearl, estreia das criaturas no DS, uma simples funcionalidade vendeu os jogos: multiplayer online. Pela primeira vez, era possível disputar com pessoas do mundo todo sem “gambiarras”, como o aparelho que conectava celulares ao Game Boy nas gerações anteriores. Bastava uma conexão Wi-Fi. Considerando o ano de 2006, foi uma verdadeira revolução.

O visual de Diamond e Pearl era bem fraquinho e os fãs reclamaram disso. A trilha sonora também deixou a desejar. Pelo menos o objetivo foi cumprido: colocar Pokémon, de novo, no interesse do público. A conexão com Battle Revolution, do Wii, ajudou a prolongar a vida útil dos games. Platinum, a versão melhorada de Diamond e Pearl, foi eleita pela crítica como um dos melhores títulos do DS.

Pokémon Black e White fazem jus ao Nintendo DS

Pokemon Black and White

Na quinta geração dos monstrinhos, o estúdio Game Freak resolveu trabalhar melhor os pontos fracos de Diamond e Pearl. Com Black e White, assim como as suas respectivas continuações, os gráficos foram aperfeiçoados, assim como a trilha sonora, que esteve mais uma vez inspirada.

Os pokémon ganharam animações completas, as lutas tornaram-se mais agradáveis de assistir (com mudança de foco da câmera), as quatro estações foram implementadas… Os fãs e críticos corresponderam aclamando Black e White, o que permitiu grande sucesso comercial.

Pokémon X & Y: um mundo, enfim, 3D

Pokemon X and Y

Pela primeira vez, Pokémon era renderizado completamente em 3D em um portátil. Somando isso às chamadas Mega Evoluções – que trouxeram novas formas para os monstrinhos – e aos novos recursos de customização do protagonista, o resultado final ficou excelente. Para quem ficou algum tempo sem jogar nada da franquia, este é o motivo para voltar.

Pokémon X & Y marcou a estreia da franquia no 3DS, usando seu hardware ao máximo para prover a aventura que qualquer fã sonhava em jogar. É, no mínimo, justo elogiar os recursos online, maduros e indo além do óbvio modo 1×1 ou 2×2. Algo que me chamou a atenção também foi a “humildade” da Game Freak, que estreou apenas 70 criaturas e prestigiando – consideravelmente – gerações anteriores. É possível, em um certo momento, até escolher entre Squirtle, Charmander e Bulbassauro. Nostalgia pura!


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