Halo

Conheça a adaptação de Halo para DS que nunca foi lançada

Na decáda de 2000, não era raro encontrar jogos da Microsoft em portáteis da Nintendo. Propriedades intelectuais como Age of Empires e Blue Dragon recebiam adaptações para o DS, que vendia horrores naquela época. Uma franquia que quase seguiu o mesmo caminho foi Halo. Entenda essa história em mais um post da coluna No Limbo.

Tentando vender a ideia

Parece um sonho, como faz pra jogar?

Em meados de 2005, o estúdio n-Space terminava a versão DS de GoldenEye Rogue Agent, encomendada pela EA. O que fazer com a engine que tinha sido criada do zero e que parecia suportar tão bem FPS no portátil da Nintendo? Seria um desperdício não desenvolver mais algum projeto usando o motor. Foi aí que surgiu a ideia de criar um protótipo de Halo.

No ano anterior, Halo 2 desembarcava no Xbox e o público norte-americano, em especial, não poderia estar mais empolgado: as vendas foram enormes e o serviço online da plataforma, a Live, deslanchou de vez. Uma edição portátil de Halo chegando em seguida poderia capitalizar em cima da série. O n-Space resolveu criar um esboço por conta própria e apresentar à Bungie e à Microsoft, buscando receber o “ok” para seguirem adiante.

“Não”

A ideia parecia sensacional, mas não recebeu autorização. Logo, sem ter acesso à propriedade intelectual, o n-Space cancelou o game, tratado internamente como Halo DS. Mas ficar sem projetos não seria um problema para o pequeno estúdio que, devido à sua engine para FPS portáteis, recebeu incentivos da Activision para trazer cinco versões de Call of Duty para o Nintendo DS, além de uma adaptação do reboot de GoldenEye 007 (da Activision).

A revelação ao público

Foi apenas em 2007 que a internet descobriu Halo DS. Um editor do site IGN, Matt Casamassina, mostrou em vídeo um protótipo do game, que se passava na fase Zanzibar de Halo 2. A tela inferior podia ser usada para controlar o personagem ou usar armas secundárias (como granadas). Além de um modo campanha, existiam duas opções multiplayer (com um único cartucho e com vários deles).

Infelizmente, não existem planos para um Halo portátil no futuro. Só nos resta lamentar!

(créditos das imagens e vídeos: IGN)

Xbox na E3: veja como foi a conferência

A conferência do Xbox One na E3 2016 foi bastante positiva, confirmando os rumores que já sabíamos. Abaixo, veja tudo o que aconteceu por lá. Durante a semana, teremos novos posts mostrando o que jogamos no One. Afinal, estamos em Los Angeles e temos presença confirmada no estande da Microsoft!

  • Phil Spencer, chefe da divisão Xbox, começou a conferência prestando homenagem às vítimas do massacre em uma boate LGBT em Orlando.
  • Xbox One S é, enfim, apresentado. O controle terá uma “pegada” mais confortável e maior alcance. O console custará os mesmos US$ 299 do modelo atual e será lançado em agosto.

Xbox One S - E3 2016Estiloso e menor, o S deve aumentar significativamente as vendas de Xbox One

  • Rod Fergusson, do estúdio The Coalition, fala que Gears of War 4 terá suporte ao novo serviço Play Anywhere do Xbox. Com ele, um game adquirido no Xbox One poderá ser jogado em qualquer outro One ou PC com Windows 10, e vice-versa. Além disso, o progresso será salvo na nuvem.
  • Gears of War 4 terá cross-play entre Xbox One e Windows 10. Chega em 11 de outubro nas duas plataformas. Um controle Elite inspirado no game, na cor vermelha, também estará disponível.

  • Temporada 3 de Killer Instinct terá suporte ao Play Anywhere. O General Raam, de Gears of War, será personagem jogável.
  • Forza Horizon 3 será ambientado na Austrália. Com suporte ao Play Anywhere, o jogo terá carros de rally também. Uma campanha cooperativa, com recursos online, foi demonstrada. O título chegará em 27 de setembro ao One e Windows 10.
  • Foi apresentado um novo vídeo de ReCore.

  • Hajime Tabata e Mathew Kishimoto, da Square Enix, demonstraram no palco o sistema de combate de Final Fantasy XV, arrancando aplausos do público. Será lançado em 30 de setembro.
  • Uma atualização para The Division, Underground, será disponibilizada primeiro no Xbox One, em 28 de junho.
  • Patrick Bach, da DICE, anuncia que quem tem EA Access poderá jogar Battlefield 1 em 13 de outubro, um pouco antes do lançamento oficial.
  • Mike Ybarra, do Xbox Live, anuncia novas funcionalidades para a rede. Uma nova atualização permitirá ouvir músicas enquanto se joga online (Background music). O recurso de Clubs permitirá agrupar pessoas com interesses comuns em comunidades. Um recurso de pesquisa por Groups aproximará jogadores que tenham os mesmos objetivos em um jogo específico. Além disso, o Arena on Xbox Live suportará oficialmente a realização de campeonatos. Os novos Fifa usarão este recurso.
  • Saxs Persson e Lydia Winters, do time de Minecraft, anunciam um modo cross-play entre iOS, Android e Windows 10. Uma atualização chamada The Family Update permitirá compartilhar criações sem a necessidade de estar online. John Carmack, CEO da Oculus, demonstra o game usando o VR.
  • Um site chamado Design Lab, no portal oficial do Xbox, permitirá personalizar as cores do controle do One S e adquirir/encomendar as criações online. Serão 8 milhões de possibilidades de customização.

Xbox One S - Design Lab - customização de controlesNão sabemos ainda em quais países o Design Lab estará disponível

  • Limbo estará gratuito no Xbox One a partir de hoje. Inside, do mesmo estúdio e com lançamento em 29 de junho, é mais um game indie que chega ao One pelo programa ID@Xbox. Outros jogos independentes anunciados para os próximos meses: Cuphead, Outlast, Deliver Us the Moon, Flint Hook, Far, Slime Pencher, Shadow Tactics, Figment, The Culling, For The King, Stardew Valley, Beacon, Raiders, Bloodstained, Yooka-Laylee e Everspace.
  • Arc, já disponível no One, estará disponível no Play Anywhere a partir da primavera, permitindo jogá-lo no Windows 10 sem custo adicional. O Xbox One receberá primeiro o indie We Happy Few, que chega em julho e tem um clima que remete a Bioshock Infinite.
  • Da CD Projekt Red, Damien Monnier anuncia um card game inspirado no universo de The Witcher: trata-se de Gwent. Um open beta será disponibilizado em setembro.
  • Tekken 7 será lançado no início de 2017. Para divulgar, a Bandai Namco estará fornecendo gratuitamente o Tekken Tag Tournament 2 (jogão!) para os assinantes da Live Gold.

  • Dead Rising 4 ganha novo trailer. É novidade para o fim do ano no Xbox One e Windows 10.

  • Hideki Kamiya, da Platinum Games, mostra novo trailer de Scalebound, lançamento para Xbox One e Windows 10 em 2017.

  • Sea of Thieves, da Rare, enfim tem seu gameplay revelado. Com direito ao Play Anywhere, inclusive.

  • State of Decay 2 é anunciado para Xbox One e Windows 10. É uma boa surpresa! Fica para 2017.
  • Halo Wars 2 ganha trailer e é confirmado para One e Windows 10 em 21 de fevereiro de 2017. No entanto, um open beta já está disponível no One até 20 de junho.

  • Para encerrar, Phil Spencer retorna ao palco e confirma o Project Scorpio: o codinome do modelo mais poderoso do Xbox One que está sendo feito, visando suportar 4K e realidade virtual. Chegará no final de 2017, sem maiores detalhes.

Xbox: 7 curiosidades do primeiro console da Microsoft

O ano era 1999. O lançamento do PlayStation 2 se tornava algo cada vez mais real. Com a Sony declarando guerra ao uso do PC para games, a Microsoft estava preocupada. Depois de muitas análises, reuniões e disputas internas, Bill Gates chegou a uma conclusão: era melhor perder público do PC para um console da sua própria empresa, do que para a Sony ou a Nintendo. Assim, foi aprovado o projeto de desenvolvimento do DirectXbox, abreviado posteriormente para Xbox.

Concebido pelo time do DirectX, tecnologia que padroniza a comunicação entre software e hardware para uso em jogos, o Xbox original tinha uma arquitetura bem similar a de um computador. Isto deu vantagem competitiva no mercado, já que era mais fácil trazer um título de PC para o aparelho do que para os rivais PS2 e GameCube. A máquina de Gates conseguiu fazer bastante sucesso nos Estados Unidos, além de trazer inovações para a indústria.

O BitBlog destacou algumas curiosidades sobre o nosso Console do Mês de janeiro. Se você gostar, compartilhe o post para ajudar a gente. Significa muito para nós ;)

Seu protótipo original era esquisito

Apresentação do Xbox na GDC 2000GDC 2000: Gates e Blackley, protótipo do console e parte da apresentação

Foi em março de 2000 que Bill Gates se juntou ao engenheiro Seamus Blackley para apresentar, pela primeira vez ao público, o protótipo da sua plataforma. Junto com o nome (que, até então, era escrito “X-Box”), demonstrações técnicas e as especificações do console causaram euforia.

O modelo beta – digamos assim – do Xbox era inusitado. Parecia até o famoso boneco do X-Tudo, da TV Cultura. Era difícil acreditar que aquela caixa em forma de “X” seria a edição final. O controle usado na apresentação, feita durante a Game Developers Conference 2000, era bastante simples, sem ter nem mesmo direcionais analógicos. Curiosamente, o comunicado oficial sobre o anúncio ainda está no ar, no próprio site da Microsoft.


Vídeo promocional da Microsoft, referente à GDC 2000

Por pouco, não teve suporte aos jogos do Dreamcast

Panzer Dragoon OrtaPanzer Dragoon Orta, exclusivo da Sega para o Xbox

Antes do Xbox ser lançado, no final de 2001, o Dreamcast já era um fracasso comercial e estava saindo do mercado. Pensando em reforçar sua nova aposta, Bill Gates teve reuniões secretas com o então presidente da Sega, Isao Okawa. A ideia era permitir a execução do catálogo de jogos do Dreamcast nativamente no Xbox. O plano não se tornou realidade por um detalhe: Okawa queria que os títulos do DC que tinham funções online ainda fossem jogados dessa forma, enquanto Gates propôs uma compatibilidade apenas offline.

No final das contas, mesmo com o plano não dando certo, é notável o apoio que a Sega, após desistir da fabricação de consoles, prestou à Microsoft. O Xbox divide com o GameCube o posto de “sucessor espiritual” do Dreamcast. Enquanto o “fogãozinho” da Nintendo foi a casa de episódios exclusivos de Sonic, Phantasy Star Online e Skies of Arcadia, o XB teve seus próprios Panzer Dragoon, Crazy Taxi e ToeJam and Earl, apenas para citar alguns exemplos.

Halo: o título “chave”, anunciado por Jobs


Trailer acima de Halo, divulgado na E3 2000, é bem diferente da versão final

Ironias da vida… Halo: Combat Evolved, o primeiro da série, foi anunciado por ninguém menos que Steve Jobs. O jogo seria lançado para Mac e PC, sendo sua mecânica inteiramente em terceira pessoa. O estúdio Bungie, responsável pela produção, foi comprado um ano depois pela Microsoft e refez boa parte da obra. Halo se tornou um título de tiro em primeira pessoa, saindo antes no Xbox.

O que seria do primeiro console da Microsoft sem o game da Bungie? São apenas palpites, mas compartilho da opinião da maioria: o Xbox teria fracassado. As opções disponíveis no lançamento, em 2001, não surpreendiam: Fusion Frenzy é divertidíssimo no modo multiplayer, Project Gotham Racing é um belo simulador e Dead or Alive 3 foi bastante elogiado. Mas nenhum deles, em complemento aos demais, justificava a aquisição de um console de US$ 300. Halo chamou a atenção do público para aquela caixona pesada, que ninguém sabia se ia dar certo. Da mesma forma que Super Mario 64 vendeu milhões de unidades do Nintendo 64, Halo vendeu milhões de Xbox.

Sangrou dinheiro

Ganhos da Sony Nintendo e Microsoft de 2000 a 2006Na chamada sexta geração dos videogames, só a Microsoft saiu no prejuízo

O PS2 está empatado com o Nintendo DS como o videogame mais vendido da história: ambos tiveram mais de 150 milhões de unidades cada, de acordo com números oficiais. O Xbox, que competiu com o console da Sony, está bem longe: 24 milhões. O GameCube foi o lanterninha, com 21 milhões de consoles em todo o mundo. No entanto, o que esses números não tratam é a questão de faturamento. Na que é considerada a sexta geração dos jogos, a Microsoft perdeu mais de US$ 4 bilhões, enquanto Nintendo e Sony conseguiram, juntas, US$ 7 bilhões.

A Microsoft vendeu hardware de ponta por um preço competitivo. Sim, leitor: a matemática não bate. Desde o lançamento até o seu último dia, cada unidade do Xbox era vendida com prejuízo para Bill Gates e sua turma. Muito dinheiro foi investido em marketing, conteúdo exclusivo e aquisições de estúdios (como no caso da Rare). Para a MS, era mais importante alcançar uma fatia de mercado relevante do que cifras positivas.

Com o tempo, essa estratégia se mostrou frutífera. O Xbox 360 faturou na casa dos bilhões a partir do seu quarto ano e, desde então, a Microsoft não teve prejuízos na divisão de games. O seu antecessor teve que ser “sacrificado” nesse aspecto, algo que, na época, quase tirou os empregos de vários executivos da empresa.

Quase foi distribuído gratuitamente

Oddworld Munchs OddyseeOddworld Munch’s Oddsyee, exclusivo do Xbox

Lorne Lanning, produtor da franquia Oddworld, revelou ao site GamesIndustry que a Microsoft ventilou a possibilidade de não cobrar nada pelo Xbox. Isso fez um dos jogos da franquia, Munch’s Oddysee, se tornar exclusivo. Até então, ele era considerado apenas para o PlayStation 2.

“Nos primeiros dias do Xbox, especialmente quando se soube que o projeto seria dedicado a jogos, muitos vieram e disseram que ele deveria ser gratuito. Nos disseram que tínhamos algo para competir com Mario. Se o console fosse grátis, ele venceria a guerra. E se vencesse, nos queriam com eles”, declarou. De fato, Bill Gates tinha bastante dinheiro para gastar, não é mesmo?

Xbox Live e a revolução nos videogames

Halo 2Halo 2 foi o maior sucesso da Live

A maior contribuição da “caixona” para os videogames se chama Xbox Live. Uma comunidade online, permitindo disputas com pessoas de qualquer lugar, download de demos e conteúdo adicional, além de bate-papo. Tudo isso de forma integrada e na sala de estar. A Live só foi possível porque os executivos da Microsoft pensaram à frente do seu tempo, embutindo uma porta ethernet no aparelho. Apesar de pouca gente ter internet banda larga em 2002, no lançamento do serviço, esta foi uma questão mitigada no decorrer dos anos.

Com Halo 2, no final de 2004, a Xbox Live passou a crescer quase que exponencialmente. As partidas online no universo de Master Chief inspiraram jogadores profissionais e campeonatos em todo o mundo. Mesmo com o lançamento do Xbox 360 em 2005, a Live seguiu funcionando no modelo original até maio de 2010, quando a Microsoft desconectou um usuário que se recusava a desligar. Stephen Toulouse, diretor de engajamento da comunidade naquela época, reconheceu a dedicação do teimoso jogador em um tweet:

O bizarro controle “Duke”

Controles Duke e S do Xbox originalJoysticks “Duke” e S, do Xbox, lado a lado

O controle original do Xbox, apelidado de “Duke”, era absurdamente grande. Não consigo imaginar o motivo para terem lançado algo tão bizarro dessa forma. Tive dificuldades – eu e 99% da população gamer –  para jogar nele.

No Japão, o console da Microsoft foi lançado com um joystick específico para aquele mercado. O “S” (abreviação para Slim, talvez?) foi desenhado para mãos menores. Não demorou para ele virar o controle padrão do aparelho. Assim, outras pessoas – além de jogadores de basquete – puderam, enfim, adquirir um Xbox.