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Super Mario Run: decepcionante ou injustiçado?

Desde que foi lançado para o iOS na semana passada, Super Mario Run tem sido comparado a Pokémon GO de uma forma nada elogiosa. Uma parcela considerável da crítica especializada – e também do público – acredita que o game mobile da Nintendo não vai durar uma longa temporada e dificilmente sobreviverá às primeiras semanas de hype. Para usar uma expressão bem brasileira, ele é visto como “fogo de palha”. Mas esta não é a maior reclamação dos jogadores sobre o runner que foi maciçamente propagandeado pela gigante japonesa e ganhou até destaque no programa do comediante norte-americano Jimmy Fallon. O preço cobrado – US$ 10, o equivalente a R$ 33 na cotação atual – desagradou para valer e teve impacto negativo nas ações da Nintendo, que sofreram uma queda abrupta.

Mas, afinal de contas, Super Mario Run é realmente tão decepcionante assim ou está sendo injustiçado?

As avaliações do título revelam que o descontentamento não pode ser ignorado. No Metacritic, enquanto a nota da imprensa ficou em 77/100, os jogadores se mostraram impiedosos, dando reviews que resultaram na fraca pontuação de 5.5/10. Apesar disso, outro número não poderia ser omitido desta análise: Super Mario Run ultrapassou 40 milhões de downloads nos quatro primeiros dias, o que quebrou o recorde da App Store de número de downloads para aplicativos gratuitos.

Bem… Acontece que, como já foi dito aqui, o jogo não é realmente gratuito.

O download pode ser feito na App Store e, a partir do ano que vem, provavelmente até março, o game desembarca no Android. A grande questão é que somente três fases do primeiro mundo estão disponíveis gratuitamente. Para liberar todo o resto do conteúdo, o jogador precisa desembolar os US$ 10 já mencionados aqui. Ao todo, são seis mundos e cada um deles possui quatro fases que levam em média dois a três minutos para que o gamer chegue ao final. Façamos a conta mais otimista: 6 x 4 x 3 = 72 minutos.

Ou seja, com pouco mais de uma hora, um jogador casual torra seus R$ 33 e zera Super Mario Run. Talvez duas ou três horas, se a pessoa for realmente muito ruim e morrer com frequência – mas muito ruim mesmo, já que o título possui um nível baixíssimo de dificuldade. Se você for o perfil de jogador para qual o game acaba ao resgatar a princesa Peach, de fato, o custo-benefício deixa a desejar. Some isso ao fato de Super Mario Run exigir conexão com a internet e sugar os dados como um vampiro esfomeado e é fácil perceber o motivo da rejeição.

Dito isso tudo, aqui vai minha opinião: eu sou um defensor de Super Mario Run e pendo a achar que ele está sendo injustiçado. Não tanto, só um pouquinho. E por mais que eu seja fã assumido da Nintendo, as críticas fazem sentido.

Vamos, agora, às minhas considerações:

Além das mecânicas clássicas de um runner, existe o modo Corrida em que o jogador pode competir com outros amigos e pessoas do mundo inteiro. A Nintendo também deve ter absorvido alguma inspiração de simuladores como Animal Crossing e deu aos jogadores a possibilidade de criar e customizar seus próprios reinos, com casas, canos e cogumelos coloridos. O fator replayable está presente e não pode ser desconsiderado. Cada fase do modo Mundo de Super Mario Run possui cinco moedas rosas que desafiam o jogador a serem coletadas. Uma vez que isso é feito, a missão é conseguir cinco moedas roxas. E, por fim, cinco moedas pretas. A cada mudança de cor, maior a dificuldade.

Se você for um jogador mais casual, talvez nada disso funcione como atrativo ao ponto de justificar a quantia acima da média para um game de celular. Mas se o desafio de reunir todas as moedas especiais e desbloquear os personagens do jogo te motivam a continuar pulando nos inimigos e desviar de obstáculos, possivelmente as críticas vão soar exageradas. É o meu caso.

Tentar pegar todas as moedas especiais e vencer as corridas com outros jogadores para aumentar o reino transforma Super Mario Run e faz o jogo pular de um título de fácil digestão para um game que exige paciência e muita destreza. Adicione isso ao fato de que Mario é um dos personagens mais populares da indústria dos videogames. E, inegavelmente, Super Mario Run é visualmente bonito e diverte.

Olhando por este lado, talvez os dez dólares tenham sido um investimento até que justo.

Pokémon GO vai receber monstros da 2ª geração

Após as recentes novidades de Pokémon GO, como o evento especial do Halloween e os bônus diários na captura de criaturas, parece que o game para iOS e Android ganhou uma sobrevida. O interesse da comunidade deve aumentar ainda mais com a chegada da segunda geração de monstrinhos, prevista para as próximas semanas.

Na última atualização do game, a Niantic incluiu no código do jogo as cem novas criaturas da geração Gold/Silver, de Chikorita a Celebi. Não demorou muito para hackers notarem a novidade. No entanto, ainda deve haver pelo menos mais um update para a novidade ser liberada para todos, visto que faltam informações de movimentos. Dessa vez, Ditto (da geração 1) poderá ser enfim liberado, pois os arquivos dele parecem estar completos – com direito inclusive ao golpe “Transform”!

A última grande atualização, que trouxe o Buddy System (que permite ao treinador escolher um Pokémon para acompanhá-lo e ganhar candies para o mesmo), foi introduzida no código do game em apenas uma semana antes da liberação. Portanto, existe uma grande expectativa que a segunda geração chegue ainda em novembro. É esperar pra ver!

Super Mario Run: bigodudo chega ao iPhone e iPad

Por essa você não esperava. A Nintendo anunciou nesta quarta-feira, durante a revelação do iPhone 7, o jogo Super Mario Run. Ele chegará primeiro ao iOS, em dezembro, e trata-se de mais uma aventura side-scroller do famoso mascote.

Mario encara Bowser

Sim, vai ter Bowser mais uma vez

O game será pago, não contando com micro-transações. Dois modos estarão disponíveis: uma campanha, onde o objetivo é terminar as fases e coletar moedas, e uma competição contra o tempo contra os “fantasmas” de outros jogadores.

Com o anúncio, as ações da Nintendo dispararam 25%. Ao contrário de Pokémon GO, que teve a parceria da Niantic, Super Mario Run é um dos quatro títulos feitos junto à japonesa DeNA e conta com a supervisão de Shigeru Miyamoto.

Confirmado: Pokémon GO vai trazer Buddy System

Depois dos rumores, veio a confirmação da Niantic: a próxima atualização de Pokémon GO vai, finalmente, trazer o Buddy System. Com ele, os treinadores poderão escolher uma criatura favorita para acompanhá-los nas caçadas. Ao alcançar uma certa distância, candies extras são obtidas. Este recurso vai tornar mais fácil a evolução de alguns monstrinhos difíceis de capturar, o que consequentemente tornava difícil evoluí-los.

O estúdio não prometeu uma data para a atualização. No entanto, hackers que analisaram o código-fonte do jogo já descobriram que haverá um limite de candies por dia. Um único Pokémon poderá ser favorito por vez, embora o treinador possa trocá-lo a qualquer instante. Dependendo do monstrinho, ele aparecerá nos ombros do treinador, voando por perto ou caminhando junto. Algo bem no estilo de Pikachu em Pokémon Yellow.

Dragonite

Tava difícil conseguir um Dragonite. Quem sabe agora nossa sorte não muda

Acredito fortemente que este update vai trazer muita gente de volta ao game. Afinal, evoluir um Dratini é uma missão árdua – pelo menos aqui em Recife. Estamos esperando, Niantic.

7 curiosidades sobre o clássico GTA 3

Em outubro de 2001, um lançamento para PlayStation 2 viria a esfriar a chegada do GameCube e Xbox nos EUA. Que jogo seria capaz de causar tanto impacto? “Apenas” Grand Theft Auto III – ou GTA 3, como ficou conhecido entre os fãs. O game revolucionou a sexta geração de consoles, inovou em seu gênero e levantou diversas polêmicas com o público conservador. Conheça alguns fatos curiosos sobre este grande game, que está prestes a completar 15 anos, na edição desta semana da coluna Bastidores.


O efeito 11 de setembro

Sobrou até para os carros de polícia

Sobrou até para os carros de polícia

O lançamento original de GTA 3 no PS2 seria em 19 de setembro de 2001. No entanto, após o ataque terrorista aos EUA, que aconteceu no dia 11 do mesmo mês, a produtora Rockstar logo viu que não era o melhor momento para lançar um game tão polêmico. GTA 3 só veio chegar ao mercado norte-americano três semanas depois da data prevista originalmente. Mas não foi apenas uma questão de sensibilidade: o título carregava várias referências que precisaram ser retiradas às pressas.

As cores dos carros de polícia foram alteradas, de forma a não lembrar o modelo usado em Nova York. O caminho de um avião que surgia no cenário foi trocado, para não passar perto de grandes prédios. Inúmeros diálogos foram modificados, assim como a caixinha do game, que era considerada muito “provocativa”. Quem contou tudo isso foi o executivo Dan Houser, da Rockstar, à revista britânica Edge. Em contrapartida, ele minimizou as alterações: “não mexemos em mais que 1% do jogo“.

Polêmicas e mais polêmicas

É isso mesmo que você tá pensando

É isso mesmo que você tá pensando

O site GameSpy considerou GTA 3 “o lançamento mais ofensivo de 2001”. A enorme sensação de liberdade (prostituição, atropelamentos e armas) causou a ira de um público conservador no mundo todo, que teimava em associar a imagem do jogo a assassinatos que teriam acontecido nos anos seguintes. Engraçado que ninguém quer censurar filme, nem novela, mas jogo é coisa do “capeta”, né?

Na Austrália, funcionalidades foram removidas por ordem judicial, provocando o recall do game. No Brasil, houve um movimento para banir o título, mas que terminou não acontecendo.

Os clones

True Crime era um clone descarado de GTA, mas com um policial como protagonista

True Crime era um clone descarado de GTA, mas com um policial como protagonista

As inúmeras possibilidades do game da Rockstar causaram inveja em outros estúdios, que criaram os chamados “clones de GTA”. True Crime: Streets of LA, Driv3r, The Getaway, Saints Row e Crackdown são os exemplos mais famosos.

Curiosamente, após o sucesso da franquia, a própria Rockstar passou a investir em outros títulos semelhantes. Red Dead Redemption incorpora várias mecânicas de “mundo aberto”, embora se passe no velho oeste.

Visão em primeira pessoa

GTA 3 - visão do Sniper Rifle

Aquele momento “sniper”

GTA V veio a ser o primeiro da série com visão total em primeira pessoa. Mas essa ideia já tinha surgido durante o desenvolvimento de GTA 3. Seria possível mudar o ângulo a qualquer momento. No entanto, ficou difícil implementar isso com os prazos estabelecidos. Na versão final, este modo de visão surge apenas ao dirigir, ou ao mirar usando uma M16 ou Sniper Rifle.

Multiplayer online

Esse trambolho servia pra conectar o PS2 original à internet

Esse trambolho servia pra conectar o PS2 original à internet

Com os serviços online do PS2 estreando, além de diversos títulos deste tipo fazendo sucesso no PC, era grande a vontade de incorporar um modo online no terceiro Grand Theft Auto. No entanto, o prazo do projeto tornou impossível este desejo.

Quem descobriu esta ideia “descartada” foram alguns hackers, após analisar o código-fonte de GTA 3 para PC. A própria Rockstar se pronunciou anos depois, afirmando que preferiu fazer Vice City a implementar o modo online.

Visual “cartoon”

GTA 3 - visual cartoon

A ideia original era adotar gráficos mais “leves”

Em vez de ser realista, o conceito original de GTA 3 envolvia um visual mais light, lembrando um desenho animado. Não se sabe o motivo pelo qual a Rockstar mudou de ideia, mas vários fãs vieram a criar mods para ressuscitar a ideia, na edição de PC.

Teve um prólogo

GTA Liberty City Stories - gameplay

Liberty City está quase intacta em Stories

Como forma de apoiar o portátil estreante da Sony, o PSP, foi lançado Liberty City Stories, prólogo de GTA 3. Os cenários são quase os mesmos, com pequenas exceções. Como Stories se passa em 1998, anos antes da trama principal, ainda não há alguns prédios gigantescos, enquanto pontes e túneis se encontram em construção. Interessante, né? Algum tempo depois, Stories foi relançado para PS2, iOS e Android.

 

Miitomo, game mobile da Nintendo, chega ao Brasil nesta quinta

Com tanta expectativa rodeando Pokémon Go no Brasil, o público parece não lembrar do primeiro aplicativo da Nintendo para iOS e Android, Miitomo. O jogo, classificado como uma “experiência social”, será finalmente lançado por aqui, com alguns meses de atraso: estará disponível na App Store e Google Play brasileiras a partir desta quinta-feira, 28 de julho.

Miitomo é um aplicativo free-to-play: não é obrigatório pagar nada. Ao abrir o aplicativo pela primeira vez, é possível criar o seu avatar Mii ou importá-lo do 3DS ou do Wii U. Em seguida, a app te pergunta algumas curiosidades. Essas perguntas serão feitas, no futuro, aos seus amigos, que precisarão provar o quanto eles conhecem de você. Da mesma forma, questionamentos sobre os seus colegas também surgirão.

Miitomo - in-game

Várias opções de personalização estão disponíveis

Minigames dentro do aplicativo estarão disponíveis mediante o uso de pontos. E como consegui-los? Usando dinheiro de verdade para comprá-los, ou completando os desafios do My Nintendo. Também é possível usar pontos para personalizar o Mii com itens exclusivos.

Com mais de 10 milhões de usuários em too o mundo, o game vai trazer um bônus para os brasileiros: quem baixar Miitomo no dia do lançamento ganhará um boné do Mario, item in-game. Basta ter uma conta My Nintendo registrada no Brasil. Quem não tiver pode criar uma no site do serviço.

Não é o que os brasileiros mais esperavam, já que o lançamento de Pokémon Go por aqui segue sem data, rendendo até mesmo memes pela internet. Enquanto isso, confira o trailer de Miitomo abaixo e decida se você vai baixar ou não.

 

Sonic Mania e Sonic 2017 são anunciados pela Sega

Em transmissão para comemorar os 25 anos de Sonic the Hedgehog, dois novos games foram revelados. Ambos com a mesma proposta: revigorar o mascote. Pela proposta inicial, a Sega parece ter, enfim, anunciado o que os fãs queriam. Já estamos ansiosos!

Sonic Mania (PS4, Xbox One, PC)

Sonic Mania - 2Sonic Mania é o que a turma reclamona nostálgica mais esperava

Semelhante aos jogos clássicos da série, Sonic Mania traz novos estágios e versões melhoradas de fases antigas. Quem curtiu Sonic 1, 2, 3, CD e o Sonic & Knuckles vai se sentir em casa com a Green Hill Zone e outros estágios idolatrados pelos fãs.

Sonic, Tails e Knuckles serão personagens jogáveis. O game chega ao PlayStation 4, Xbox One e PC entre março e maio de 2017, sendo uma colaboração da Sega com a Headcannon, PagodaWest Games e o desenvolvedor indie Christian Whitehead. Veja o trailer abaixo:

Project Sonic 2017 (NX, PS4, Xbox One)

Project Sonic 2017 - 2Já vimos essa dupla antes, em Generations

Esse, sim. Com todo o respeito a Sonic Mania, que parece interessante, mas o Sonic da nova geração que aguardávamos é este daqui. Feito pelo Sonic Team – o mesmo de Sonic Lost World, Colors e Generations – o game vai contar com as versões clássica e moderna do herói (já vimos isso antes), em meio a um cenário apocalíptico.

O título foi confirmado para o Nintendo NX, além do PS4 e One. A previsão de lançamento é o final de 2017. Veja o trailer abaixo (e tente conter a empolgação):

Outros anúncios

A Sega anunciou ainda que Sonic Dash, para iOS, Android, Windows Phone e dispositivos Amazon, já passou dos 200 milhões de downloads. Por isso, quem acessar o evento especial in-game nesta semana vai receber a Green Hill Zone e o Sonic clássico jogável. Além disso, a empresa lembrou que Sonic Boom: Fire & Ice chega ao 3DS em 27 de setembro. Quem só tem o Wii U, pelo jeito, ficou deprimido com a ausência de novidades para o console.