iOS

Super Mario Run não trouxe lucros satisfatórios para a Nintendo

Sim, nós gostamos de Super Mario Run, a estreia do mascote no iOS e Android. Mas o modelo bizarro de monetização (trial gratuito, 10 dólares para liberar o resto) causou revolta na comunidade gamer. Isso impactou na avaliação do jogo na App Store, inclusive. Agora, com a chegada ao Android, a Nintendo aumentou o conteúdo da edição gratuita, mas ainda não conseguiu fugir das críticas.

Super Mario Run não é o número 1 da Nintendo no iOS?!

Em conversa com o Nikkei, o presidente da Nintendo, Tatsumi Kimishima, revelou que o título “não alcançou as expectativas (de lucro)”. Enquanto isso, Fire Emblem Heroes adotou um modelo freemium (grátis para jogar, com itens especiais pagos) e se tornou o título mobile mais rentável da empresa. Ainda assim, um executivo afirmou ao Nikkei que a casa de Mario ainda não acredita completamente nesta forma de monetização e insistirá em Super Mario Run do jeito que é hoje.

Telas do game: mapa, conclusão de fase e gameplay em mansão assombrada

Super Mario Run: um game bem interessante, mas que sofreu com uma péssima estratégia de marketing e monetização

Se a chegada do jogo ao Android vai mudar a situação, nós não sabemos. Mas Nintendo, vem cá: deixa de ser teimosa!

7 jogos para adultos com temática de sexo e violência

Nos EUA, o órgão Entertainment Software Rating Board (ESRB) é famoso por fazer a classificação etária de videogames desde 1994. Nos anos anteriores, uma enxurrada de jogos para adultos – com bastante violência e temáticas sexuais – dividiu o país e justificou criar uma instituição para regular este tipo de entretenimento.

Em meio a tantos selos de classificação, um chama atenção: o Adults Only (AO), que é o mais “durão” da ESRB e identifica jogos para adultos – pessoas com 18 anos ou mais, de acordo com o órgão. Até hoje, menos de 30 títulos nesta situação foram lançados. Na maioria das vezes, os estúdios fazem o possível para não receber esta classificação, pois sua comercialização é impedida em lojas físicas americanas. GTA San Andreas, por exemplo, tinha a categoria Mature (indicado para pessoas com 17 anos ou mais), mas foi reclassificado para “cima” quando hackers descobriram um minigame comprometedor no código-fonte. A Rockstar o retirou às pressas, solicitando uma nova avaliação e reconquistando o Mature.

Conheça agora alguns jogos para adultos nesta temida (ou, algumas vezes, intencional) categoria. As notas do Metacritic não são muito boas, então você decide se joga ou não.

Leisure Suit Larry: Magna Cum Laude (Uncut and Uncensored)

PS2, Xbox, Windows
Metacritic: 60 (PS2), 62 (Xbox), 59 (Windows)
Data de lançamento: 26 de outubro de 2004

Protagonista Larry, nu, no meio de um colégio

Minigames bizarros fazem parte da “saga”

O estudante Larry Lovage sonha em participar de um programa de namoro na TV. Para chegar lá, o requisito é comprovar seu talento de sedução, adquirindo tokens que comprovam as suas conquistas amorosas. Em plena faculdade, Larry vai se envolver em fraternidades (típicas nos EUA) para se relacionar sexualmente com garotas.

Minigames bizarros no decorrer da “saga” dão direito aos tokens, aumentam a confiança do estudante ou até mesmo fornecem dinheiro como prêmio. A edição Uncut and Uncensored veio, de fato, sem censura, mostrando os personagens completamente nus. Daí veio o selo Adults Only, que não estava presente na versão original.

Playboy The Mansion: Private Party

Windows
Metacritic: N/A (a versão original recebeu 59 no PS2 e Windows e 61 no Xbox)
Data de lançamento: 2006

Mulher quase nua junto ao protagonista do jogo

Private Party tem, como objetivo, conquistar garotas e fazer dinheiro

No Playboy The Mansion, o jogador controla Hugh Hefner – o famoso fundador da revista – com a missão de erguer o império que ele construiu, desde o início. Conforme se avança no jogo erótico, é possível viver em mansões luxuosas, com festas rolando diariamente.

Private Party é um pacote de expansão disponível apenas na edição para PC, que traz novas festas e um recurso onde – em relações sexuais – os personagens tiram a roupa de baixo. Uma distorção é aplicada para embaçar algumas regiões do corpo, mas ainda assim o pacote de expansão recebeu o Adults Only da ESRB.

Fahrenheit: Indigo Prophecy Director’s Cut

Windows, Linux, Mac OS X, iOS, Android e PlayStation 4
Metacritic: N/A (o relançamento de 2015 tem nota 61 no PC e 75 no iOS)
Data de lançamento: 2005 na edição original para Windows (relançamento em 2015 para todas as plataformas mencionadas acima)

Cena de sexo no game

Os protagonistas Carla e Lucas bem à vontade

Em 2005, Fahrenheit chegava ao PS2, Xbox e Windows, mas apenas a última (com o subtítulo “Director´s Cut”) não tinha nenhuma espécie de censura. Dez anos depois, um relançamento baseado na Director´s Cut desembarcou no Windows, Linux, Mac OS X, Android, iOS e PS4, mas curiosamente não recebeu o selo Adults Only da ESRB. Vai entender…

Fahrenheit é considerado uma espécie de prólogo para Heavy Rain, sendo feito inclusive pelo mesmo estúdio. Se passa em Nova York, onde surgiram relatos de pessoas comuns sendo possuídas e cometendo assassinatos. Os protagonistas precisam desvendar o mistério sobrenatural. Várias cenas de sexo estão presentes, justificando a classificação etária máxima na versão de 2005 para PC.

Hatred

Windows (Steam)
Metacritic: 43
Data de lançamento: 1 de junho de 2015

Herói do jogo atirando em inimigo deitado no chão

A violência em Hatred é gratuita, até mesmo desnecessária

Embora contenha conteúdo sexual, Hatred recebeu o selo Adults Only por causa da violência extrema presente do início ao fim. É também um curioso caso onde a crítica avaliou mal (vide a média 43 no Metacritic), mas os usuários elogiaram no Steam. Por falar nisso, o título foi até mesmo removido do serviço Steam Greenlight, gerando críticas à Valve e voltando algum tempo em seguida.

O jogo é um festival de cenas de mal gosto, geradas a partir de um enredo ridículo: um sociopata desiste de acreditar no futuro da humanidade e começa a cometer crimes – um atrás do outro. Faz sentido desenvolver algo assim? Será que, neste caso, não estamos falando de algo extremamente desnecessário? Diferente de GTA, este aqui não é um tipo de arte, mas uma desculpa esfarrapada para mostrar o que existe de pior na cabeça de alguns desenvolvedores…

Manhunt 2 (uncut version)

Windows
Metacritic: N/A (versão censurada é 62 no PS2)
Data de lançamento: 6 de novembro de 2009

Protagonista prestes a acertar uma pessoa com um taco de baseball

Melhor mostrar a cena antes do golpe

O título de sobrevivência poderia não ter chegado ao Wii, PS2 e PSP, já que Nintendo e Sony não permitiam produções Adult Only em suas plataformas. O jeito que a Rockstar encontrou para receber a classificação “Mature”, mais leve, foi censurar as cenas de violência extrema, “embaçando” parte da imagem. Ainda assim, a edição Uncut chegou ao Windows pouco tempo depois, trazendo a visão original do estúdio para o game.

Em Manhunt 2, considerada uma aventura de “sobrevivência”, o jogador incorpora Daniel Lamb, uma pessoa com problemas mentais, que tenta recuperar suas memórias, até descobrir que fez parte de um programa financiado pelo governo para “fabricar” assassinos que poderiam ser comandados remotamente, através de um sistema.

Singles: Flirt Up Your Life

Windows
Metacritic: 58
Data de lançamento: 5 de outubro de 2003

Homem e mulher, ambos nus

Singles tenta ser um The Sims mais “assanhadinho”

Controle personagens em suas rotinas diárias: acordar, tomar banho, comer, trabalhar e etc. Essa temática pode te fazer lembrar de The Sims, mas também se aplica a Singles, que dá ênfase aos relacionamentos amorosos que o (a) protagonista pode ter. Uma sequência, Singles 2: Triple Trouble, permite relacionamentos sexuais homoafetivos.

Ef – A Fairy Tale of the Two

Windows
Metacritic: N/A
Data de lançamento: 24 de dezembro de 2014

Uma das personagens sem roupa

Ef lembra os típicos animes sem censura

Considerada uma visual novel adulta – ou um jogo erótico (como preferir) – esta é uma coletânea com os dois Ef originais, que foram lançados para o PS2 japonês mais de uma década atrás, mas agora para Windows e sem censura. Disponibilizado em conjunto com uma série em mangá e anime, Ef conta uma típica trama japa sem sentido, envolvendo um triângulo amoroso. O jogador toma decisões que afetam a narrativa.

7 jogos de consoles e PC que chegam ao iOS e Android em 2017

Em 2015, um post nosso sobre 10 jogos de consoles que chegaram aos smartphones fez bastante sucesso. Agora, o BitBlog agora lista alguns games de consoles e PC, mas que vão desembarcar no iOS e Android no decorrer de 2017. Tem para todos os gêneros! Afinal, jogar no smartphone não se resume a Candy Crush.

7) RollerCoaster Tycoon Touch

Plataformas: iOS e Android
Data de lançamento: já disponível (iOS), março (Android)
Preço: gratuito, com conteúdo adicional a partir de US$ 2,99

RollerCoaster Tycoon, franquia do PC, tem jogo no Android e iOS

RollerCoaster Tycoon, franquia do PC, tem jogo no Android e iOS

RollerCoaster Tycoon é uma das franquias mais adoradas pelos jogadores de PC, em especial para aqueles que viveram os anos 90 e 2000. A série abraçou as plataformas móveis e o novo lançamento, Touch, é uma versão feita do zero para o iOS e Android. É possível criar parques de diversão, decorá-los e inclusive construir a sua própria montanha russa com um editor especial.

6) Injustice 2

Plataformas: iOS e Android
Data de lançamento: 2017
Preço: a definir

Pouco se sabe sobre a versão de Injustice 2 para celular

Pouco se sabe sobre a versão de Injustice 2 para celular

O Injustice original saiu para todas as plataformas possíveis. Antes mesmo de especularmos se a sequência também chegaria ao iOS e Android, a própria Warner confirmou a informação. Esperamos que seja uma adaptação mais fiel à edição para consoles, já que o título anterior ficou bem atrás.

5) Lineage II: Revolution

Plataformas: iOS e Android
Data de lançamento: 2017
Preço: a definir

Lineage II fez sucesso no PC e vai ganhar versões para Android e iOS

Lineage II fez sucesso no PC e vai ganhar versões para Android e iOS

Clássico dos MMOs, Lineage fez (e ainda faz) bastante sucesso, inclusive no Brasil. Revolution é a nova aposta da coreana NCsoft, dessa vez em plataformas móveis através da Unreal Engine 4. O spin-off de Lineage 2 já está disponível na Ásia, onde segue faturando milhões. Enquanto isso, o Ocidente aguarda a versão em inglês…

4) Animal Crossing

Plataformas: iOS e Android
Data de lançamento: 2017
Preço: a definir

Villager, o humano que reside em uma vila de animais, explora o ambiente

Sim, Animal Crossing pode funcionar muito bem em smartphones

Nascida no GameCube, a série Animal Crossing é uma espécie de simulador onde o recém-chegado protagonista, em uma vila habitada por animais, precisa pagar suas contas. O game segue o relógio da vida real e fez bastante sucesso por onde passou – em especial, no DS, Wii e 3DS. A adaptação para iOS e Android promete vender horrores, em especial no Japão.

3) Grand Theft Auto IV

Plataformas: Android (a confirmar)
Data de lançamento: 2017, a confirmar
Preço: a definir

Protagonista explora a cidade do jogo em meio a entardecer

O imenso mundo de GTA 4 saiu do computador para os celulares

Em uma recente transmissão pela internet, foi vazado o momento em que um dos desenvolvedores da Rockstar testava GTA IV no Android. Além disso, o estúdio lançou algumas telas do jogo, em evidente downgrade, no perfil do Twitter. Aguardando apenas uma confirmação oficial, GTA IV para smartphones é um dos projetos atuais da empresa e, se seguir a tendência das adaptações anteriores, será tão bom quanto o original!

2) Bravely Default: Fairy’s Effect

Plataformas: iOS e Android
Data de lançamento: 2017
Preço: a definir

Heróis do game em destaque

Spin-off da saga do 3DS promete muitas horas de gameplay em smartphones Android e iOS

Ninguém imaginava que Bravely Default, a franquia de RPG da Square Enix para o 3DS, chegaria tão cedo ao iOS e Android. Fairy’s Effect é um spin-off dos títulos principais e, fora isso, não temos muitas informações ainda.

1) Final Fantasy XI Online

Plataformas: iOS e Android
Data de lançamento: 2017
Preço: a definir

Cena de gameplay, com personagem em uma vila

Imagem vazada de apresentação é tudo o que temos, neste momento, de FFXI para smartphones

Final Fantasy XI foi lançado no início dos anos 2000 para PS2 e Windows, desembarcando algum tempo depois no Xbox 360. O primeiro MMO da série fez bastante sucesso, tanto que os servidores da edição para Windows continuam ativos. Criado após uma tentativa frustrada de tornar FFX online no PS2, o game teve uma versão para iOS e Android anunciada em 2016. Pouco se sabe até agora, além da tela vazada acima e que o título chega em 2017 pelas mãos do estúdio Nexon. Com interfaces redesenhadas para dispositivos móveis, o jogo está sendo reconstruído usando a Unreal Engine 4.

As melhores atividades para passar tempo online no iOS

Os aparelhos com sistema iOS da Apple são os queridinhos do mercado e dispositivos como o iPhone e o iPad têm se tornado objetos de desejo da maioria dos jovens e adultos. Não importa seu preço ou quantas versões acabam saindo, a verdade é que a cada lançamento, os números de vendas disparam.

Se você tem um aparelho iOS e não sabe ainda quais os melhores apps ou atividades para passar o tempo, veja agora os mais populares aplicativos de passar tempo para iPhone e iPad que são praticamente obrigatórios para os usuários do sistema operacional da maçã.

Apps grátis e divertidos

A internet é um terreno fértil para muitos apps grátis mas que valem bem seu tempo. Além de não custar nada, eles divertem e servem para passar tempo enquanto você consegue explorar o melhor dos recursos de seu iOS. Um bom exemplo é o 9gag, que promete boas risadas com vídeos virais e hilariantes. Recomendadíssimo para quem é ligado nos memes da web. Além do viés cômico, há algumas ferramentas que atraem o público pela utilidade, a exemplo da poderosa lanterna do iOS que já vem nos aparelhos da Apple como aplicativo nativo.

Jogos três em linha

É impossível falar de aplicativos gratuitos para passar o tempo no iOS sem mencionar os jogos. Um dos gêneros em alta que tem feito sucesso entre os jogadores é o “três em linha”, bem representado por títulos como Candy Crush e Farm Heroes. Eles trazem desafios que exigem muita habilidade e raciocínio com o diferencial da interação social através do Facebook. Embora não explorem todo o potencial gráfico do iOS, a gente garante que esses jogos podem ser realmente viciantes!

Apostas e cassino online

É uma das indústrias em maior expansão e o mercado dos smartphones sabe como tirar proveito disso. Com apps totalmente dedicados ao iOS, você pode apostar nos seus esportes favoritos e jogar todos aqueles jogos de cassino que você tanto ama. Seja por dinheiro ou apenas por diversão, com o seu aparelho iOS, dá para aproveitar o tempo livre e testar sua sorte jogando na roleta, poker ou blackjack. Com vários aplicativos no mercado, fica difícil escolher dentre tantas opções. Um dos mais baixados é o 888casino, onde você encontrará todos aqueles jogos de cassino que tanto curte. É só baixar na loja de aplicativos e, em poucos minutos, você estará apto a jogar.

Música de qualidade

Se você é o tipo de pessoa que anda para lá e para cá com um fone de ouvido, provavelmente música faz parte de sua vida. E nada melhor do que passar o tempo ouvindo músicas da sua banda favorita no iOS, certo? Com o iTunes, você pode comprar, reproduzir e até organizar de modo bem detalhado suas faixas prediletas. O iTunes tem uma reputação maravilhosa e é essencial para qualquer aparelho da Apple. Outra sugestão bacana é checar os planos do Deezer e Spotify, que trabalham com um modelo de negócios on demand.

Redes sociais

Não há como negar que as redes sociais vieram para ficar e que elas consomem boa parte do nosso tempo livre. Seja para publicar suas fotos, curtir as atualizações dos seus amigos ou manter contato com parentes distantes, as redes sociais se tornaram indispensáveis para quem tem um dispositivo móvel como o iPhone e o iPad. As mais populares são Facebook, Twitter e Instagram, além do mensageiro instantâneo WhatsApp.

Pokémon GO recebe 80 novos monstrinhos e itens

Como jogador de Pokémon GO, reconheço que tava difícil manter a motivação para seguir no game. A falta de novidades incomodava. Até que, nesta quarta-feira, a Niantic revelou a atualização mais ambiciosa do jogo!

Até 18 de fevereiro, Pokémon GO receberá uma série de novidades no iOS e Android. Confira abaixo:

  • Novos monstrinhos: 80 criaturas, incluindo os iniciais Chikorita, Cyndaquil e Totodile, serão liberadas para todo o mundo. Todas elas são da região de Johto e estrearam nos games Gold e Silver, para Game Boy Color.
  • Nova mecânica de batalha: ao encontrar um Pokémon selvagem, ele poderá te surpreender com novos movimentos. Escolher itens, como uma Poké Ball, ficará mais fácil, graças a um novo atalho na tela.
  • Novos itens de evolução: algumas das criaturas originais poderão evoluir para novas formas da segunda geração (Johto). Mas, para isso, será preciso usar itens especiais (Sun Stone, Moon Stone, etc), que poderão ser obtidos em PokéStops.
  • Novas berries: a Nanab Berry vai deixar monstrinhos selvagens mais lentos, enquanto a Pinap Berry vai dobrar a quantidade de candies obtidos se a próxima tentativa de captura der certo.
  • Opções de personalização: bonés, camisas e calças serão alguns dos acessórios personalizáveis. Tais itens serão vendidos na loja do game.

Abaixo, veja um vídeo mostrando algumas das novidades. Além delas, a Niantic confirmou que o recurso de batalhas entre jogadores vai chegar em breve, sem citar uma data específica.

Super Mario Run: decepcionante ou injustiçado?

Desde que foi lançado para o iOS na semana passada, Super Mario Run tem sido comparado a Pokémon GO de uma forma nada elogiosa. Uma parcela considerável da crítica especializada – e também do público – acredita que o game mobile da Nintendo não vai durar uma longa temporada e dificilmente sobreviverá às primeiras semanas de hype. Para usar uma expressão bem brasileira, ele é visto como “fogo de palha”. Mas esta não é a maior reclamação dos jogadores sobre o runner que foi maciçamente propagandeado pela gigante japonesa e ganhou até destaque no programa do comediante norte-americano Jimmy Fallon. O preço cobrado – US$ 10, o equivalente a R$ 33 na cotação atual – desagradou para valer e teve impacto negativo nas ações da Nintendo, que sofreram uma queda abrupta.

Mas, afinal de contas, Super Mario Run é realmente tão decepcionante assim ou está sendo injustiçado?

As avaliações do título revelam que o descontentamento não pode ser ignorado. No Metacritic, enquanto a nota da imprensa ficou em 77/100, os jogadores se mostraram impiedosos, dando reviews que resultaram na fraca pontuação de 5.5/10. Apesar disso, outro número não poderia ser omitido desta análise: Super Mario Run ultrapassou 40 milhões de downloads nos quatro primeiros dias, o que quebrou o recorde da App Store de número de downloads para aplicativos gratuitos.

Bem… Acontece que, como já foi dito aqui, o jogo não é realmente gratuito.

O download pode ser feito na App Store e, a partir do ano que vem, provavelmente até março, o game desembarca no Android. A grande questão é que somente três fases do primeiro mundo estão disponíveis gratuitamente. Para liberar todo o resto do conteúdo, o jogador precisa desembolar os US$ 10 já mencionados aqui. Ao todo, são seis mundos e cada um deles possui quatro fases que levam em média dois a três minutos para que o gamer chegue ao final. Façamos a conta mais otimista: 6 x 4 x 3 = 72 minutos.

Ou seja, com pouco mais de uma hora, um jogador casual torra seus R$ 33 e zera Super Mario Run. Talvez duas ou três horas, se a pessoa for realmente muito ruim e morrer com frequência – mas muito ruim mesmo, já que o título possui um nível baixíssimo de dificuldade. Se você for o perfil de jogador para qual o game acaba ao resgatar a princesa Peach, de fato, o custo-benefício deixa a desejar. Some isso ao fato de Super Mario Run exigir conexão com a internet e sugar os dados como um vampiro esfomeado e é fácil perceber o motivo da rejeição.

Dito isso tudo, aqui vai minha opinião: eu sou um defensor de Super Mario Run e pendo a achar que ele está sendo injustiçado. Não tanto, só um pouquinho. E por mais que eu seja fã assumido da Nintendo, as críticas fazem sentido.

Vamos, agora, às minhas considerações:

Além das mecânicas clássicas de um runner, existe o modo Corrida em que o jogador pode competir com outros amigos e pessoas do mundo inteiro. A Nintendo também deve ter absorvido alguma inspiração de simuladores como Animal Crossing e deu aos jogadores a possibilidade de criar e customizar seus próprios reinos, com casas, canos e cogumelos coloridos. O fator replayable está presente e não pode ser desconsiderado. Cada fase do modo Mundo de Super Mario Run possui cinco moedas rosas que desafiam o jogador a serem coletadas. Uma vez que isso é feito, a missão é conseguir cinco moedas roxas. E, por fim, cinco moedas pretas. A cada mudança de cor, maior a dificuldade.

Se você for um jogador mais casual, talvez nada disso funcione como atrativo ao ponto de justificar a quantia acima da média para um game de celular. Mas se o desafio de reunir todas as moedas especiais e desbloquear os personagens do jogo te motivam a continuar pulando nos inimigos e desviar de obstáculos, possivelmente as críticas vão soar exageradas. É o meu caso.

Tentar pegar todas as moedas especiais e vencer as corridas com outros jogadores para aumentar o reino transforma Super Mario Run e faz o jogo pular de um título de fácil digestão para um game que exige paciência e muita destreza. Adicione isso ao fato de que Mario é um dos personagens mais populares da indústria dos videogames. E, inegavelmente, Super Mario Run é visualmente bonito e diverte.

Olhando por este lado, talvez os dez dólares tenham sido um investimento até que justo.

Pokémon GO vai receber monstros da 2ª geração

Após as recentes novidades de Pokémon GO, como o evento especial do Halloween e os bônus diários na captura de criaturas, parece que o game para iOS e Android ganhou uma sobrevida. O interesse da comunidade deve aumentar ainda mais com a chegada da segunda geração de monstrinhos, prevista para as próximas semanas.

Na última atualização do game, a Niantic incluiu no código do jogo as cem novas criaturas da geração Gold/Silver, de Chikorita a Celebi. Não demorou muito para hackers notarem a novidade. No entanto, ainda deve haver pelo menos mais um update para a novidade ser liberada para todos, visto que faltam informações de movimentos. Dessa vez, Ditto (da geração 1) poderá ser enfim liberado, pois os arquivos dele parecem estar completos – com direito inclusive ao golpe “Transform”!

A última grande atualização, que trouxe o Buddy System (que permite ao treinador escolher um Pokémon para acompanhá-lo e ganhar candies para o mesmo), foi introduzida no código do game em apenas uma semana antes da liberação. Portanto, existe uma grande expectativa que a segunda geração chegue ainda em novembro. É esperar pra ver!