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Zelda: Breath of the Wild é eleito melhor jogo da E3 2016

A E3 2016 foi épica! A edição deste ano da maior feira de videogames aconteceu em junho. O BitBlog esteve presente e trouxe tudo, tudo, tudo (ou quase) o que aconteceu por lá (confira na tag BitBlogNaE3), direto de Los Angeles. E, para virar a página, só faltava a tradicional lista de melhores jogos do evento, feita anualmente pelo Game Critics Awards, que envolve os votos da imprensa.

Mesmo enfrentando uma concorrência forte de Horizon: Zero Dawn e do novo God of War, o destaque ficou mesmo com The Legend of Zelda: Breath of the Wild, para Wii U (com versão para o NX a caminho). Veja abaixo a lista completa, com nossa opinião para cada categoria. Afinal, jogamos muita coisa no evento!


Melhor jogo do evento

The Legend of Zelda: Breath of the Wild (Wii U, NX)
Desenvolvedora: Nintendo
Leia aqui nossas impressões

Zelda - Breath of the Wild

Opinião BitBlog: Como não concordar? Ao entrar no pavilhão do LA Convention Center, o imponente estande que a Nintendo montou já chamava atenção. As filas para jogar o título davam voltas e voltas no entorno. Tudo isso para conferir a nova aventura de Link, que incorpora mecânicas clássicas da série com a modernidade de Dragon Age e similares. O time de Shigeru Miyamoto realmente saiu da zona de conforto para atualizar a franquia – e conseguiu. Mal podemos esperar por março de 2017! Que venha The Legend of Zelda: Breath of the Wild.

Melhor nova série

Horizon Zero Dawn (PS4)
Desenvolvedora: Guerrilla Games
Leia aqui nossas impressões

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Opinião BitBlog: Ao colocar as mãos no joystick do PS4 para curtir a aposta da Sony para este ano, pude perceber: o hype faz todo o sentido. O universo de Horizon é imenso, detalhado e único. Em nossa opinião, a briga com For Honor (veja aqui nossas impressões), da Ubisoft, foi boa nesta categoria. Mas no final, concordamos. Horizon: Zero Dawn merece o prêmio.

Melhor jogo de console

The Legend of Zelda: Breath of the Wild (Wii U, NX)
Desenvolvedora: Nintendo
Leia aqui nossas impressões

Opinião BitBlog: Não tem nem o que falar. Essa categoria é mesmo de The Legend of Zelda: Breath of the Wild.

Melhor jogo de realidade virtual

Batman: Arkham VR (PS4)
Desenvolvedora: Rocksteady
Leia aqui nossas impressões
(Não fomos autorizados a divulgar imagens do título)

Opinião BitBlog: Ao aguardar na fila para curtir a demonstração, conversamos rapidamente com o pessoal da Rocksteady. Eles afirmaram que, toda vez que terminam de desenvolver um game do herói-morcego, dizem que foi o último. Mas aí surge uma oportunidade imperdível e eles voltam atrás. Após jogar a demonstração completa de Arkham VR, fica evidente o motivo: trazer Batman para a realidade virtual foi uma bela sacada. Sem a ação dos projetos anteriores, aqui o foco é a investigação. A propósito, a imersão é excelente. Gostamos muito de Arkham VR, mas, nesta disputadíssima categoria – em nossa opinião – o prêmio deveria ir para Thumper (PS4, Oculus Rift, Vive, veja aqui nossas impressões) – uma experiência que conseguiu ser ainda mais imersiva do que a nova aventura do morcego.

Melhor jogo de PC

Civilization VI (Windows, Mac OS X, Linux)
Desenvolvedora: Firaxis

Opinião BitBlog: Não jogamos o novo Civilization, apenas vimos o gameplay. O que a imprensa tem elogiado tanto é que, mesmo mantendo a essência clássica da franquia, o estúdio Firaxis conseguiu introduzir várias mecânicas novas. Até a inteligência artificial foi retrabalhada completamente.

Melhor hardware

PlayStation VR (PS4)
Fabricante: Sony Interactive Entertainment
Leia aqui tudo que jogamos no PS VR

PlayStation VR - o dispositivo

Opinião BitBlog: Não podíamos concordar mais! O PlayStation VR dominou o show. Mesmo em experiências frenéticas que causaram enjoo (Rigs e Eagle Flight, por exemplo), temos que reconhecer o enorme potencial do acessório em aventuras on-rails (como no assustador Until Dawn: Rush of Blood, Wayward Sky, Thumper e Batman: Arkham VR). Depois da E3 2016, finalmente acreditamos no potencial da realidade virtual nos videogames.

Melhor jogo de ação

Battlefield 1 (PS4, Xbox One, PC)
Desenvolvedora: DICE
Leia aqui nossas impressões

Battlefield 1 - gameplay

Opinião BitBlog: Conforme colocamos em nossa prévia, Battlefield 1 é bem ambicioso. Embora o hype seja enorme, não vimos nada extraordinário no game, que segue fielmente a fórmula da série. Em nossa opinião, seria mais justo o prêmio ir para o incrível Titanfall 2 (veja aqui nossas impressões), o destaque da EA neste ano. Em segundo lugar, ficaria Dead Rising 4 (veja aqui nossas impressões), um dos momentos mais divertidos que tivemos no evento!

Melhor jogo de console

The Legend of Zelda: Breath of the Wild (Wii U, NX)
Desenvolvedora: Nintendo
Leia aqui nossas impressões

Opinião BitBlog: Não tem nem o que falar. Essa categoria (também) é mesmo de The Legend of Zelda: Breath of the Wild.

Melhor RPG

Final Fantasy XV (PS4, Xbox One)
Desenvolvedora: Square Enix
Leia aqui nossas impressões

Final Fantasy XV - E3 2016 - 2

Opinião BitBlog: O sistema de combate mudou completamente. Embora isso tenha afastado alguns fãs de longa data, convidamos estes a testarem o próximo FF, assim que estiver disponível. A Square Enix realmente está se esforçando para inovar. XV consegue ser frenético como nenhum outro Final Fantasy, ao mesmo tempo em que traz elementos clássicos. O prêmio é justo, Final Fantasy XV foi o melhor RPG da EE 2016.

Melhor jogo de corrida

Forza Horizon 3 (Xbox One, PC)
Desenvolvedora: Playground Games, Turn 10

Opinião BitBlog: Mais uma disputa grande. Embora Horizon 3 agrade bem os fãs, por uma pequena diferença, acreditamos que o prêmio poderia ir para Gran Turismo Sport. A imersão no último foi maior, então, vamos usar isto como critério de desempate. Na correria da E3, terminamos sem escrever prévias para eles, mas fica aqui a nossa recomendação para o título do PS4.

Melhor jogo de luta

Injustice 2 (PS4, Xbox One)
Desenvolvedora: Netherrealm

Opinião BitBlog: Sim, o prêmio é de Injustice 2, por dois motivos: além de ser divertido, não houve concorrência na feira.

Melhor jogo de esportes

Steep (PS4, Xbox One, PC)
Desenvolvedora: Ubisoft Annecy
Leia aqui nossas impressões

Steep - gameplay

Opinião BitBlog: Jogamos Steep. A iniciativa da Ubisoft de inovar no gênero é louvável. Alguns bugs foram encontrados na demonstração, mas nada que prejudique a experiência. Se a categoria se limitasse a futebol, certamente indicaríamos Pro Evolution Soccer 2017 (veja aqui nossas impressões e uma entrevista exclusiva). Como não é caso, assinamos embaixo: parabéns, Steep!

Melhor jogo para a família

Skylanders: Imaginators (PS4, Xbox One, Wii U, PC, PS3, Xbox 360)
Desenvolvedora: Toys for Bob

Opinião BitBlog: Não há concorrência, portanto, assinamos embaixo, é Skylanders: Imaginators mesmo. Quem poderia ameaçar o posto seria Sea of Thieves (veja aqui nossas impressões), mas este último pecou pela ausência de modo cooperativo local e pela mecânica repetitiva.

Melhor multiplayer online

Titanfall 2 (PS4, Xbox One, PC)
Desenvolvedora: Respawn
Leia aqui nossas impressões

Titanfall 2

Opinião BitBlog: Claro que é Titanfall 2. Além de ser a chegada da série ao PS4, o título consegue melhorar o que já era bom no anterior. Graças à liberdade de jogar em um gigante Titan ou não, aos cenários relativamente pequenos (perfeitos para o combate) e ao mais importante: agilidade.

Melhor jogo independente

Inside (Xbox One, PC)
Desenvolvedora: Playdead

Opinião BitBlog: Não jogamos Inside. Subestimamos a atmosfera envolvente do indie, que já está há seis anos em desenvolvimento. Ao mesmo tempo que amamos We Happy Few (veja aqui nossas impressões), gostaríamos de experimentar Inside para tirarmos uma conclusão. Portanto, nesta categoria, vamos ficar devendo.

Menção honrosa para gráficos

God of War (PS4)
Desenvolvedora: Sony Santa Monica

Opinião BitBlog: O novo God of War não estava jogável, mas merece o prêmio. Através do gameplay exibido na feira, ficou evidente que ele merece!

Bear Simulator: um game sobre… ursos

Ainda surpreso com o sucesso de Goat Simulator, que permite controlar uma cabra assassina? Eis que apareceu mais um simulador bizarro.

Bear Simulator chegou na última sexta-feira à Steam. No papel de um urso, corra por florestas, montanhas e praias, enfrentando animais, entre outras atividades típicas de um predador. O título alcançou mais de US$ 100 mil de financiamento coletivo através do Steam Greenlight em 2014. Na internet, o “jogo” enfrenta uma reação “ame ou odeie” de quem já jogou.

O título está disponível para Windows, Linux, SteamOS e Mac OS X por R$ 27,99. Veja o trailer:

Street Fighter V é finalmente lançado

Após anos de espera, Street Fighter V chegou, na madrugada desta terça-feira, ao PlayStation 4 e ao PC. O jogo foi um dos assuntos mais comentados do dia. Os proprietários do Linux e SteamOS (o que inclui as Steam Machines) receberão suas edições entre março e junho de 2016, enquanto uma versão para Mac ainda não está nos planos da Capcom.

Recepção

Com média de 8,2 no Metacritic, o título de luta foi aprovado por grande parte da imprensa, mas com ressalvas importantes. A IGN elogiou a mecânica apresentada e os recursos competitivos, mas criticou a pouca quantidade de conteúdo. A EGM acredita que o quinto capítulo da famosa franquia poderá se tornar algo muito especial, mas apenas quando as atualizações prometidas pela Capcom se tornarem realidade. Até lá, o portal acredita que é um produto inacabado. Outros sites elogiaram o visual e a jogabilidade, classificando o jogo como obrigatório para quem gosta do gênero.

Enquanto alguns jogadores traziam apenas elogios, outros usaram fóruns da internet para reclamar do preço cobrado pelo game. Por se tratar de algo ainda carente de modos (principalmente no single-player), há quem defenda que o título deveria ser mais acessível, ao invés de cobrar o preço convencional de um lançamento (US$ 60).

Street Fighter V - RyuVisual de SF V é um dos pontos altos

Problemas no online

O produtor de Street Fighter V, Yoshinori Ono, usou o Twitter para pedir desculpas pela instabilidade dos modos online. Nesta terça-feira, muitos jogadores não conseguiram se conectar aos servidores da Capcom. Ono informou que uma conta no Twitter irá atualizar os seguidores em relação ao status de conectividade.

Futuro

Mesmo com algumas críticas convincentes, o futuro de Street Fighter V empolga. A Capcom quer que o mesmo dure uma geração inteira de consoles, já que vai lançar conteúdo adicional para download de forma frequente. SF V tem tudo para se tornar um dos melhores games de luta de todos os tempos, com grande popularidade. Basta resolver os pontos em aberto, que não são poucos.

7 games de Star Wars pra você aguardar o novo filme

Enquanto Star Wars: The Force Awakens não chega aos cinemas, que tal ir entrando no clima jogando videogame? O BitBlog listou 7 títulos memoráveis de Star Wars, desde a época 16-bit até as gerações de consoles recentes, passando pelo PC.

7) Star Wars Episode I: Racer

Ano de lançamento: 1999
Plataformas: PC, Nintendo 64, Dreamcast, Mac OS, Arcade

No clima do Episódio 1, que chegava aos cinemas na mesma época, a LucasArts lançou um game inspirado em suas corridas de pod racer. A ideia era reviver uma das melhores partes do filme no conforto de casa. E deu certo. Racer é um belo jogo de corrida futurista. A trilha sonora era, no mínimo, sensacional (tanto que homenageamos aqui no BitBlog). E o multiplayer era motivo pra passar horas e horas em frente à TV.

6) Star Wars Jedi Knight: Dark Forces II

Ano de lançamento: 1997
Plataforma: PC

Exclusivo para Windows, Jedi Knight surpreendeu pelo visual caprichado para a época, além de duas visões de jogo: em primeira e em terceira pessoa. Com o uso de armas e do tradicional sabre de luz – que rebate tiros e ilumina ambientes – o título trouxe 21 fases para exploração, em uma narrativa paralela a dos filmes. Além disso, tinha multiplayer online, o que era um diferencial naquele momento.

5) Star Wars: Shadows of the Empire

Ano de lançamento: 1996
Plataformas: Nintendo 64 e PC

Star Wars Shadows of the Empire

Ambicioso. Isso define Shadows of the Empire. Misturando veículos terrestres e aéreos com o gênero de ação/plataforma em 3D, o game era daquele tipo “ame ou odeie”. Dividiu opiniões por ter estágios variados: uns eram entediantes, enquanto outros eram surpreendentes. Uma hipótese seria a pressão da Nintendo para ter o jogo pronto no lançamento do N64, mas não importa. No geral, Shadows of the Empire merece ser jogado – mesmo com a câmera atrapalhada ou a falta de polimento em alguns aspectos. No mínimo, você vai lembrar das suas aventuras voando com um jetpack pelos cenários grandiosos.

4) Star Wars: The Force Unleashed

Ano de lançamento: 2008
Plataformas: PS3, PSP, PS2, Xbox 360, Wii, Nintendo DS, PC, Mac OS X, N-Gage, iOS

Situado entre os episódios III e IV dos filmes, The Force Unleashed é protagonizado por um aprendiz de Darth Vader, que descobre seu caminho durante o enredo. Se adapta bem a diferentes estilos de jogo: seja você um apressadinho – que sai destruindo tudo, sem pensar duas vezes – ou um jogador mais estratégico. Vendeu milhões de cópias, passando por quase uma dúzia de plataformas.

3) Star Wars: Knights of the Old Republic

Ano de lançamento: 2003
Plataformas: Xbox, PC, Mac OS X, iOS, Android

Star Wars Knights of the Old Republic

O que você esperaria de um game de Star Wars desenvolvido pela BioWare, de Mass Effect e Dragon Age? Mesmo no início dos anos 2000, o estúdio canadense já fazia trabalhos reconhecidos pela indústria. KOTOR – como o título é chamado pelos fãs – colecionou prêmios e mostrou que era possível incorporar o gênero RPG ao amado universo de George Lucas. Ganhou versões para iOS e Android quase uma década após.

2) Super Star Wars

Ano de lançamento: 1992
Plataformas: SNES, Wii, PS4, PS Vita

Super Star Wars

Super Star Wars marcou a primeira adaptação fiel do Episódio IV para o mundo dos videogames. No comando de Luke Skywalker, Han Solo ou Chewbacca, seja a pé ou no comando de uma X-Wing, inaugurou as aventuras da série no SNES. Fez tanto sucesso que foi relançado muitos anos após para o Wii e, mais recentemente, no PS4 e PS Vita.

1) Star Wars Rogue Squadron III: Rebel Strike

Ano de lançamento: 2003
Plataforma: GameCube

Para muitos, Rogue Squadron II é a melhor adaptação para videogames de Star Wars. Mas nem todos lembram do lançamento seguinte. Rogue Squadron III: Rebel Strike trazia todas as fases do seu antecessor em modo multiplayer cooperativo, além de contar com uma campanha inédita. Não se limitou a combate aéreo, já que alguns estágios tinham uma “pegada” de ação em terra, com resquícios da série Battlefront original. Foi um dos melhores títulos do GameCube e é uma pena que tenha ficado ali, em 2003. Queremos uma continuação já!

7 games de terror para o Halloween

Se você ainda não sabe o que fazer neste Dia das Bruxas, o BitBlog vai te ajudar. Vamos indicar alguns jogos de terror. E não importa qual é a sua plataforma: PC e consoles estão na lista. Portanto, hora de respirar fundo, tomar coragem e começar!


Slender The Arrival

Slender: The Arrival
Plataformas: PC, Xbox One, Xbox 360, Wii U, PS4, PS3
Desenvolvedora e publisher: Blue Isle Studios

Sucessor do clássico de 2012, Slender: The Arrival é realmente assustador. A campanha não dura muito tempo, os mais apressadinhos podem chegar ao final em apenas 3 horas. Mas é um tipo de experiência que deve ser jogada, do início ao fim, aproveitando cada momento. Munido apenas de uma lanterna, ao ver algo estranho, a única coisa que você pode fazer é correr!


Resident Evil (Remake)
Plataformas: PC, Xbox One, Xbox 360, Wii, GameCube, PS4, PS3
Desenvolvedora e publisher: Capcom

Originalmente para PS1, o clássico do gênero ganhou um remake para GameCube em 2002, com gráficos atualizados, mas os sustos de sempre. Esta edição foi levada, anos depois, para o Wii e em HD para os demais consoles. Ou seja: não há mais desculpas para não jogar. Este aqui é obrigatório. Apague as luzes, aumente o volume e embarque na pele de Chris Redfield ou Jill Valentine, enquanto investiga os mistérios de uma mansão assombrada.


Alien Isolation

Alien: Isolation
Plataformas: PC, Linux, Xbox One, Xbox 360, PS4, PS3
Desenvolvedora: Creative Assembly
Publisher: Sega

Disposta a esquecer a péssima reputação do predecessor, a Sega deixou Isolation nas mãos do seu estúdio interno Creative Assembly. O resultado foi muito além das expectativas: o título foi um dos melhores de 2014. Alien: Isolation se passa 15 anos após o enredo do filme original e, embora tenha um ritmo lento, é assustador (no bom sentido).


ZombiU

ZombiU
Plataformas: Wii U, PC, Xbox One, PS4
Desenvolvedora e publisher: Ubisoft

Título de lançamento do Wii U, ZombiU teve versões no PS4, One e PC. Mas não se engane: é no console da Nintendo que o jogo da Ubisoft se destaca. Com uso constante e criativo do Gamepad, é preciso sobreviver. Simplesmente. Não há segunda chance, nem vidas extras. Uma vez que o personagem morre, ele se torna um zumbi, vagando pelos cenários de uma Londres devastada. O jogador precisa voltar ao início, na pele de outra pessoa, encontrando o ambiente da forma que estava. Inovador, diferente e horripilante.


Amnesia The Dark Descent

Amnesia: The Dark Descent
Plataformas: PC, Linux e Mac
Desenvolvedora e publisher: Frictional Games

Clássico indie para computadores, Amnesia herda muitos elementos da outra série de terror da Frictional, Penumbra. Um medidor de sanidade, similar a Eternal Darkness (abaixo), está presente e torna a experiência mais completa. Sem armas, o jogador precisa se esconder de zumbis e correr quando for preciso, para chegar até o final. Se não é tão original, por outro lado, Amnesia é incrível, em todos os sentidos. É uma pena ser tão desconhecido.


Eternal Darkness: Sanity’s Requiem
Plataforma: GameCube
Desenvolvedora: Silicon Knights
Publisher: Nintendo

Um game de terror publicado pela Nintendo? Sim, e um belo game. Eternal Darkness conta a saga de Alex Roivas, que encontra nos registros do falecido avô uma conspiração para eliminar a humanidade. Na pele de vários personagens, em diversos momentos e lugares, você tenta impedir os malignos Ancients de cumprirem seu objetivo. Com o medidor de sanidade – uma inovação para a época – e o uso de magias bem macabras, ED precisa ser jogado. Se não possuir um GameCube, ache um.


Until Dawn

Until Dawn
Plataforma: PS4
Desenvolvedora: Supermassive Games
Publisher: Sony

Embora conte com um enredo clichê, Until Dawn cumpre bem a sua proposta enquanto título de terror. Inova ao incorporar uma mecânica de escolhas, que pode determinar a sobrevivência ou a morte dos oito protagonistas. O uso criativo do controle Dual Shock 4 também merece ser lembrado.

#BitSound86 – Jade Empire

Um clássico, lançado no momento errado. Em pleno 2005, ano no qual o Xbox 360 vinha ao mundo, o seu antecessor recebia Jade Empire. Com todas as atenções voltadas para o novo console, o game não fez tanto barulho. Entretanto, foi considerado um dos melhores títulos do Xbox original. É uma pena que não recebeu nenhuma sequência… Pelo menos o PC (2006) e o Mac (2010) receberam suas versões, além de um relançamento no 360 (em 2008).

Jade Empire foi desenvolvido pela BioWare, a mesma de Mass Effect e Star Wars: Knight of the Old Republic. No comando de um garoto ou uma garota órfã, o jogador segue em uma jornada para salvar Master Li, que ajudou na criação da protagonista, além de comandar uma escola de artes marciais e espirituais. No meio do caminho, a saga se torna um pouco mais ampla, com algumas reviravoltas.

A trilha sonora está bem alinhada com a atmosfera oriental do jogo e é um dos pontos altos. Abaixo, veja o tema da tela título.

Toda semana o BitBlog traz uma trilha sonora de um game. Tem uma sugestão para a gente? É só deixar nos comentários.

Veja os 7 games mais bem-sucedidos até hoje no Kickstarter

No mundo dos games, as grandes produções de estúdios famosos costumam receber maior atenção da mídia, o que impulsiona bastante as vendas. Entretanto, a cena indie ganhou força nos últimos anos, através de portais de crowdfunding (ou “vaquinhas”, como conhecemos no Brasil). O financiamento coletivo de projetos possibilitou vários jogos de empresas menores, que precisavam apenas de um “empurrãozinho” para garantir seu desenvolvimento.

O BitBlog listou os 7 títulos que arrecadaram mais dinheiro na história do site Kickstarter. É curioso notar que vários deles foram idealizados por grandes nomes da indústria, como os produtores de Banjo-Kazooie, Castlevania e Mega Man, que saíram da zona de conforto e resolveram empreender. O motivo é bem claro: independência. Confira a lista.

1) Shenmue 3 (viabilizado em 2015)
Plataformas: PS4 e PC
Previsão de lançamento: dezembro de 2017
Valor arrecadado: US$ 6,333,295

Falamos dele aqui no BitBlog em outras ocasiões. Neste ano, o renomado game designer Yu Suzuki – responsável também pelas franquias Virtua Fighter e OutRun – anunciou o terceiro episódio de sua mais famosa criação, Shenmue, mais de uma década após o seu cancelamento. Entretanto, dessa vez, o título estará a cargo do empreendimento de Suzuki, o estúdio Ys Net, uma vez que ele detém a propriedade intelectual da franquia. Shenmue 3 não teve muitos detalhes revelados ainda, mas a expectativa é enorme.

2) Bloodstained: Ritual of the Night (viabilizado em 2015)
Plataformas: PS4, Xbox One, Wii U, PS Vita e PC
Previsão de lançamento: março de 2017
Valor arrecadado: US$ 5,545,991

Bloodstained - Ritual of the Night

Koji Igarashi, produtor da série Castlevania entre 1996 e 2014, deixou a Konami em busca de novos desafios. Em 2015, lançou uma campanha para Bloodstained, que rapidamente alcançou grande repercussão e emplacou. O game lembra bastante os trabalhos anteriores de Igarashi e este é justamente o seu maior trunfo.

3) Torment: Tides of Numenera (viabilizado em 2013)
Plataformas: PC, Mac e Linux
Previsão de lançamento: último trimestre de 2015
Valor arrecadado: US$ 4,188,927

Torment é sucessor espiritual do clássico Planescape: Torment (PC), de 1999. Estava previsto para dezembro de 2014, mas sofreu um atraso significativo por parte dos responsáveis. O sucesso enorme do crowdfunding não foi o suficiente, pelo jeito, e o estúdio lançou uma nova campanha em seu site, pedindo mais dinheiro para finalizar o título.

4) Pillars of Eternity (viabilizado em 2012)
Plataformas: PC, Mac e Linux
Lançamento: já disponível (março de 2015)
Valor arrecadado: US$ 3,986,929

Com visual caprichado, Pillars of Eternity é uma sequência espiritual para o conceituado Baldur’s Gate. A crítica o recebeu de forma muito positiva: com média de 8,9 no Metacritic, foi um dos primeiros cases de sucesso do Kickstarter. Para a desenvolvedora Obsidian Entertainment, este é apenas o começo: pacotes de expansão estão a caminho, para a alegria dos fãs.

5) Mighty No. 9 (viabilizado em 2013)
Plataformas: PS4, PS3Xbox One, Xbox 360Wii U, Nintendo 3DSPS Vita, Linux, Mac e PC
Previsão de lançamento: primeiro trimestre de 2016
Valor arrecadado: US$ 3,845,170

Este aqui tá parecendo uma novela sem fim. Do produtor da série Mega Man, o conceituado Keiji Inafune, Mighty No. 9 já foi adiado várias vezes. Quando os fãs achavam que o jogo veria a luz do dia, o estúdio Comcept deu, mais uma vez, más notícias. Agora, quem quiser jogar o carismático título terá que aguardar até 2016. Disponível também em edição física, devido ao apoio de uma publisher, Mighty precisa sair logo… Se não, vai virar novela mexicana (alguém mais lembrou de Duke Nukem Forever?).

6) Broken Age: Act 1 (viabilizado em 2012)
Plataformas: PS4, PS Vita, Ouya, Android, iOSLinux, Mac e PC
Lançamento: já disponível (fevereiro de 2014)
Valor arrecadado: US$ 3,336,371

Quem imaginaria que um point-and-click (apontar e clicar) seria o responsável por provar que o crowdfunding é possível também para videogames? Mas estamos falando de uma criação de Tim Schafer, game designer que participou dos clássicos Grim Fandango, Full Throttle e Psychonauts. Com o mouse/tela de toque como elemento principal na jogabilidade, Broken Age trouxe uma narrativa bem construída e que, na prática, funcionou bem: prova disso é o 8,2 obtido no Metacritic. Uma sequência, “Act 2”, chegou em abril de 2015.

7) Yooka-Laylee (viabilizado em 2015)
Plataformas: PS4, Xbox One, Wii U, Linux, Mac e PC
Previsão de lançamento: outubro de 2016
Valor arrecadado: £2,090,104

Não cansamos de falar de Yooka-Laylee aqui no BitBlog. O título, idealizado por ex-funcionários da saudosa Rare (GoldenEye 007, Banjo-Kazooie, Perfect Dark), chega em outubro de 2016. O estúdio Playtonic anunciou algumas novidades recentemente: uma parceria com a Team 17 (responsável por Worms) vai acelerar o desenvolvimento do mesmo e colaborar com a parte de testes do projeto. Até aqui, não foi assegurada uma edição física, a distribuição será apenas em formato digital. Mas vamos ficar na torcida para que o cenário mude. Quem é fã mesmo de Banjo-Kazooie e guarda a caixa com o cartucho a sete chaves em casa, que nem eu, deve concordar ! :)


Este é apenas o início de uma nova tendência na indústria. No momento em que antecipa o financiamento dos projetos, as empresas menores ganham segurança para poder fazer o seu trabalho, sem ter que recorrer ao patrocínio das “grandonas” do mercado. Será essa a saída para a onda de jogos repetitivos que nós estamos vendo? A crise de criatividade acabou? Ficaremos na torcida.