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Recife recebe 18º Encontro Locaweb nesta quinta

A 18ª edição do Encontro Locaweb chega ao Recife nesta quinta-feira (05), no cinema do Shopping RioMar, e ainda está com inscrições abertas. Realizado anualmente, o evento sempre traz nomes de peso que compartilham conhecimento nas áreas de tecnologia, marketing e empreendedorismo. Como eu já fui para duas edições, posso garantir que é realmente interessante e vale a pena. O público costuma mesclar desenvolvedores, profissionais que atuam em agências e empresários. É uma oportunidade legal inclusive para fazer networking, com momentos para coffee break que induzem você a conversar com as pessoas.

Como eu sou da área de comunicação (jornalismo/marketing), aproveito para recomendar a Martha Gabriel, que é referência em comportamento digital, uma excelente professora e capaz de passar conteúdo com muita propriedade. Nerd, divertida e acelerada, pago uma cerveja a quem conseguir cochilar durante a palestra dela sobre Growth Hacking e o que há por trás das startups do Vale do Silício. Também parecem promissores os seminários sobre conteúdo viral a favor das marcas – por Maurício Cid, do Não Salvo – e uma conversa sobre estratégias de penetração do mercado com um diretor de operações da 99Taxis. Vale lembrar que os taxistas passam por um momento de “adaptação” ao Uber e estão sendo forçados a sair da zona de conforto. Portanto, pode ser interessante aprender como um aplicativo de táxi está gerindo esta situação – embora dificilmente seja o tema principal.

O BitBlog vai sortear dois ingressos (serão dois ganhadores) para o Encontro Locaweb nesta quarta-feira. Para participar, compartilhe no Facebook em modo público esta postagem até as 20h. O resultado será divulgado ainda à noite, às 22h. O preço original da entrada é R$ 100.

PROGRAMAÇÃO

SALA DIGITAL

8h – Credenciamento
9h – Fernando Cirne (Locaweb)
Panorama do E-commerce | Mobile | Novas Mídias
10h – Coffee break
10h30 – Maurício Cid (Não Salvo)
Desafio aceito: conteúdo viral a favor das marcas
11h30 – Felipe Schepers (Opinion Box)
Inovação X Crise: as oportunidades disfarçadas em tempos difíceis
11h50 – Ricardo Pomeranz (Rapp)
A Nova Mídia Online
12h40 – Almoço
14h – André Siqueira (Resultados Digitais)
Inbound Marketing: criando um processo sistemático para aquisição de clientes
15h – Lúcio Cordeiro (99 Taxis)
Estratégia de penetração do mercado.
15h50 – Welington Sousa (All In)
Brain Marketing – Atenção, memória e emoção
16h20 – Coffee break
16h50 – Martha Gabriel
Growth Hacking: O que tem por trás das empresas do Vale do Silício
18h – Encerramento

SALA DEV

8h – Credenciamento
9h – Abertura Locaweb
10h – Coffee break
10h30 – Renan Ranelli (Milhouse) | Xerpa
Adotando novas tecnologias: como não tornar o sonho em pesadelo
11h30 – Jean Carlo Emer (Globo.com)
Aplicações Web – um estudo sobre React
12h30 – Willian Fernandes (Sticker Mule)
Rails como API de Single Page Apps
13h30 – Almoço
14h20 – Roberta Lopes Arcoverde (StackOverflow)
A Arquitetura Pragmática do Stack Overflow
15h20 – George Guimarães (Plataformatec)
Elixir: programação funcional e pragmática
16h20 – Coffee break
16h50 – Sérgio Lopes (CAELUM)
O modelo RAIL para performance Front-end
18h – Encerramento

Congresso online de comércio eletrônico começa nesta segunda

Começa, nesta segunda-feira (22), a terceira edição do Congresso Nacional de Comércio Eletrônico para Pequenas Empresas. O evento, que acontece online e é gratuito, vai até a próxima sexta-feira, com uma programação que vai abordar vários aspectos sobre e-commerce. Ao longo dos cinco dias serão realizadas 20 palestras com diversos especialistas em vendas online do Brasil. Neste ano, o tema é “Como montar uma loja virtual que vende?”

O objetivo do congresso é dar um norte para quem planeja vender produtos através da internet ou ajudar quem já possui lojas eletrônicas mas busca técnicas para otimizar os resultados. Como tornar o processo mais rápido, mais eficiente e mais simples? A promessa dos organizadores, que esperam um público de até 40 mil pessoas, é responder a todas essas perguntas. 

Clique aqui para saber mais sobre o evento e fazer a sua inscrição.

PROGRAMAÇÃO

Segunda-feira (22)

10h – Marcio Eugenio – Abertura do Cecompe
10h30 – Marcio Eugenio – Escolhendo o seu nicho de mercado
14h – Jober Chaves – O Poder da Coragem
17h – Ariadne Mecate – Como vender pela Internet
20h – Fred Rocha – Como migrar uma loja física para uma loja virtual

Horário livre – Roberta e Cecilia – Case Xique Xique Brasil
Horário livre – Adriano Caetano – Análise de lojas virtuais
Horário livre – Marcio Eugenio – Como tudo funciona para você vender

Terça-feira (23)

10h30 – Alexandre Nogueira – Como vender no mercado livre
14h – Bruno Oliveira – Como Criar um E-commerce de Sucesso em 6 Etapas
17h – João Querlon – Como escolher a infraestrutura adequada para sua loja virtual
20h – Fábio Ricota – SEO para e-commerce

Horário livre – Ricardo Grandinetti – Aumentar conversão e Estratégias de pagamentos
Horário livre – Gabriel Bollico – Quanto custa para vender na internet?
Horário livre – Marcio Eugenio – Como tudo funciona para você vender

Quarta-feira (24)

10h30h – Felipe Pereira – E-mail marketing para otimizar vendas do e-commerce
14h – Juliano Torriani – Gerenciamento de campanhas simples para não desperdiçar
investimentos
17h – Thiago Moreira – Emenda Constitucional n.º 87/2015, Convênio ICMS n.º 93/2015 –
CONFAZ. Suas implicações, Distorções e Encaminhamentos
20h – Hangout com especialistas ao vivo.

Horário livre – Fernando Caruso – Prospecção de clientes no mercado de e-commerce
Horário livre – Eduardo Bento – Marketplace contra a crise
Horário livre – Marcio Eugenio – Como tudo funciona para você vender

Quinta-feira (25)

10h30 – Jean Pierre Schramm – O que saber e fazer antes de começar a sua loja online
14h – Anderson Martins – Logística do comércio eletrônico
17h – Breno Koscky – Como gerar tráfego + vendas para sites e lojas virtuais
20h – Ana Tex – Instagram e negócios em mídias

Horário livre – Adriano Caetano – Conversando sobre Lojas virtuais
Horário livre – Marcio Eugenio – Como tudo funciona para você vender

Sexta-feira (26)

10h30 – Marcus Marques – 6 Pilares de Liderança e Empreendedores para gerar resultados acima da média
14h – Fabricio Venâncio – Inbound: a estratégia de marketing que seus clientes vão amar!
17h – Rodrigo Giraldelli – Como encontrar fornecedores no exterior e fazer suas importações
20h – Hangout de encerramento ao vivo com especialistas

Horário livre – Jean Quadros – Como pequenas e médias lojas virtuais diminuem os custos de entrega e dão competitividade logística no e-commerce
Horário livre – Marcio Eugenio – Como tudo funciona para você vender

In Loco Media, startup do Recife, abre seleção para mais de 20 vagas

A In Loco Media, startup nascida no Recife dentro da UFPE e sócia do grupo Buscapé Company/Naspers, está com seleção aberta para mais de 20 vagas. O empreendimento, que aposta em tecnologias diferenciadas para o mercado publicitário, tem se destacado até fora do país e é considerado um dos cases de sucesso do Porto Digital. Em seu site, a In Loco Media define sua missão como sendo “o envio do anúncio ideal para as pessoas certas, no momento e local corretos”.

Atualmente a startup possui mais de 150 aplicativos parceiros e no ano passado atingiu a marca de maior inventário mobile do Brasil, com 35 milhões de usuários e 2 bilhões de ad-requests por mês. Traçando planos de expansão e crescimento, recentemente ampliou o espaço do escritório, localizado no bairro do Pina, e anunciou uma parceria com a Digital Accelerator, um projeto da Mondelēz Brasil.

Até a tarde desta quinta-feira (03), quando este post foi publicado no BitBlog, as vagas eram para os seguintes cargos:

VAGAS

Emprego (CLT)

Backend Developer
Fullstack developer
Front-end developer
iOS Developer
Business Development (SP)
Analista de AdOps (SP)
Analista administrativo financeiro (PE)
Executivo de contas N/NE (PE)
Assistente executivo (PE)
Analista de marketing digital (PE)
Cultura e pessoas (PE)

Estágio

Backend developer (estágio)
Front-end developer (estágio)
Mobile – Android (estágio)
Mobile – iOS (estágio)
Developer advocate (PE)
Comercial (PE)

Requisitos para todas as vagas

Pensar feito dono;
Saber trabalhar em equipe;
Saber deixar o ego fora da empresa;
Não ter medo de botar a mão na massa;
Inglês fluente

Benefícios

Ambiente de trabalho descontraído;
Lanches de graça;
Horário flexível;
Plano de carreira;
Plano de ações;
Estacionamento, vale transporte, vale refeição, plano de saúde

Melhor do Marketing traz curso de redes sociais para Recife

Se você é antenado com redes sociais e gosta de fotografia, provavelmente utiliza o Instagram. Mas sabia que fotos de gatos e comida são as predominantes na plataforma? Se você tem um smartphone e depende de mapas para se localizar e chegar ao destino, o Waze pode ser uma opção interessante. Mas sabia que ele pode enviar anúncios para motoristas que estão em um raio específico?

Muita gente não conhece a fundo os detalhes e particularidades das redes sociais, mas esse conhecimento é muito importante para marcas que pensam em estratégias para se promoverem no ambiente digital. Ele também é útil para os social media, profissionais que se dedicam a gerir mídias como Facebook, Twitter, Instagram, Periscope e Snapchat.

Quem estará no Recife para compartilhar dicas e orientações sobre tudo isso é o fundador do Melhor do Marketing, André Damasceno. Neste sábado (28) ele ministra um curso sobre gestão e inovação em redes sociais que deve durar o dia praticamente todo – vai das 8h30 às 19h.

Em entrevista ao BitBlog, André afirmou que não se considera um especialista em mídias sociais. Na conversa, deu para perceber que o curso, embora ofereça bastante conteúdo e passeie por temas como monitoramento e gestão de crise, tem como base o coaching e o neuromarketing. E isso é uma coisa muito boa, pois ajuda a entender aspectos do comportamento do internauta para otimizar o conteúdo e conseguir resultados mais efetivos, inclusive em campanhas. É uma abordagem menos técnica, que opta por focar nas interfaces marketing x publicidade x comunicação x psicologia.

Redes Sociais Ícones

ENTREVISTA

Como surgiu o Melhor do Marketing?

Foi em 2009, dentro da sala da faculdade. Eu estudava publicidade na Faculdade Novo Milênio, no Espírito Santo, quando surgiu um trabalho acadêmico e pensei em fazer uma revista para reunir conteúdo sobre todo o universo do marketing. O professor observou que eu trabalhava há dois anos com digital e sugeriu fazer algo diferente da revista. Assim nasceu o blog, que posteriormente virou empresa. Ele chegou a alcançar um total de meio milhão de usuários únicos.

Uma das áreas de atuação é o Wedding Marketing, que parece ser um nicho bem específico. Como isso funciona?

Eu me casei há dois anos e descobri que existem vários blogs com dicas para as noivas, mas não há ninguém orientando fornecedores de produtos e serviços para casamentos. Percebi que havia um nicho nesse mercado e ajudamos a trabalhar a presença digital dessas marcas. Ensinamos quanto cobrar por um trabalho de fotografia, quando e como investir na marca, como trabalhar a comunicação adequada para esse público e outros serviços. Temos até um curso só para wedding marketing que possui um feedback bem positivo. Não adianta chegar lá e fazer apenas a venda, é necessário trabalhar bem as redes sociais porque se trata de um público exigente, vivendo um momento importante.

O curso que você vai ministrar aqui no Recife não é só sobre gestão, mas também fala de inovação em redes sociais. Quais os cuidados com inovação?

A inovação precisa estar relacionada à obtenção de resultados. Temos um cliente que é uma gelateria e identificamos que esse público está migrando para o Snapchat. Eu posso criar um canal de conteúdo no Snapchat, mas sem um monitoramento eu não tenho como saber se estou conseguindo fazer uma conversão desses usuários em clientes. E, se não estiver, a inovação não adianta de nada.

Mas tem marcas cujo interesse principal é o branding, que é algo subjetivo. Como medir isso?

Existem indicadores, como engajamento e crescimento. Através deles, conseguimos determinar se as pessoas estão falando mais de você na sua página ou em um grupo do Facebook. No caso do Melhor do Marketing, ele faz um diagnóstico, como se fosse um médico mesmo. Através desse diagnóstico, identificamos a presença online do cliente e o que ela gera de conversação na internet.

A venda direta costuma ser ineficaz nas redes sociais. Hoje se trabalha muito o marketing de conteúdo, certo?

Sim, é uma forma mais atrativa para capturar a atenção das pessoas. Tenho um exemplo do mercado imobiliário que é um cliente que lança uma média de três novos empreendimentos por ano. Antes dos lançamentos, ele trabalha depoimentos de outros clientes e assuntos relacionados, mas sem falar especificamente do produto. Com isso, a marca vai sendo divulgada. Não se trata de vender imóveis, mas de provocar uma lembrança na mente do consumidor.

Quais as redes sociais mais interessantes para uma empresa investir?

Isso depende muito do porte e do tamanho da empresa. Por via de regra, marcas com um público muito jovem (como a geração Y) precisam estar mais atentas a Periscope, Snapchat e Instagram. Já as que focam em um público mais adulto, como agências de viagens, devem trabalhar bem o Facebook. A geração da minha mãe está descobrindo agora o Facebook, então a lógica é essa.

Um curso desses serve só para agências e profissionais social media?

É interessante também para os empresários porque eles contratam esses serviços e precisam saber o que cobrar e quanto cobrar. Muitos não têm noção das métricas e aceitam qualquer coisa no relatório. O curso ajuda a esclarecer melhor o que é um trabalho de social media e para que ele serve.

PERFIL

André Damasceno é publicitário, especialista em Marketing, Coach pela Academia Brasileira de Coaching e licenciado pelo BCI – Behavioral Coaching Institute. Criou em 2009 o blog O Melhor do Marketing, que se tornou referência nacional com artigos próprios e de colunistas nas áreas de social media, marketing de relacionamento, marketing e marketing digital. Em 2011, o blog virou empresa e se tornou um grupo de negócios, atuando na criação de projetos de marketing estratégico, educação/treinamentos, marketing digital e social media. Damasceno também é professor no MBA da Universidade Vila Velha, nas disciplinas de Planejamento Digital e Social Media e no MBA da Faculdade Católica Salesiana, na disciplina de Marketing de Varejo.

SERVIÇO

Curso de Gestão e Inovação nas Redes Sociais

Data: 28 de novembro de 2015
Horário: 08h30 às 19h
Local: Aika Empresarial. Rua Antônio Lumack do Monte, 96, Sala 604 – Boa Viagem, PE
Valor: R$ 350
Inscrições: Clique aqui

Ana Tex dá dicas para alavancar negócios com as redes sociais

Referência em marketing digital no Brasil, Ana Tex vem ao Recife no próximo sábado (14) para ministrar uma palestra com dicas de como alavancar os resultados de empresas, sites e blogs através das redes sociais. Consultora em marketing e professora universitária, ela costuma viajar pelo país para realizar cursos de capacitação e disponibiliza aulas em sua página do Facebook. A palestra acontece das 9h às 17h, no Hotel Recife Atlante Plaza, e custa R$ 250. As inscrições podem ser realizadas clicando aqui. Em entrevista ao Diario de Pernambuco e BitBlog, ela ressaltou a importância de produzir conteúdo de qualidade para fisgar os internautas.

ENTREVISTA

Pequenas e médias empresas também estão preocupadas com gestão de presença nas redes sociais ou essa prática fica restrita às grandes marcas?

Por serem gratuitas, as (principais) redes sociais são muito democráticas e acessíveis para todos. Mas o pequeno empreendedor e empresas de médio porte geralmente não sabem como administrá-las. Nesses casos, é recomendável buscar conhecimento na própria internet e cursos de capacitação. Hoje existem muitas opções online e presenciais.

Qual a principal dica para as marcas se darem bem nas redes sociais?

As empresas precisam compartilhar conteúdo capaz de gerar valor para o cliente, em vez de disseminar exclusivamente conteúdos de venda, que deveriam ser apenas 20% das publicações. Isso garante mais engajamento e credibilidade, com reflexo direto nos resultados.

Embora sejam essenciais na estratégia de comunicação das marcas, as redes sociais são imprevisíveis. O Facebook, por exemplo, sempre muda as regras do jogo, diminuindo o alcance orgânico. Como lidar com isso?

O ideal é que o empreendedor esteja ciente de que isso acontece e afeta todo mundo, então não é uma desvantagem unicamente para a empresa dele. É preciso separar uma parte da verba com redes sociais para anunciar. No Facebook dá para fazer uma segmentação muito precisa do público-alvo, então até compensa o investimento em publicidade. Mas o conteúdo dos anúncios também precisa ser muito bom, de preferência entretendo as pessoas ou ensinando coisas.

O design é parte importante do conteúdo. Quais as recomendações para fazer um trabalho nas redes sociais que fique visualmente atrativo para o internauta?

A identidade visual precisa ter relação com o conteúdo e o público. Uma prática muito adotada, usar imagens do Google e de outras empresas, deveria ser abolida. Isso pode render até processo por direitos autorais. Se o problema for falta de recursos financeiros, uma alternativa é fazer parcerias. Conheço uma loja de roupas femininas que se uniu a uma agência de modelos e um estabelecimento que vende calçados. Eles produziram fotos com os produtos e ficaram divulgando nas redes sociais, sempre com um fazendo referência à marca do outro nas postagens.

A linguagem utilizada nas redes sociais deve ser a de internet, com expressões e apelo jovial, ou seguir um padrão coerente com os valores e a forma como a marca se posiciona no mercado?

Eu percebo que as marcas tentam se adaptar a essa linguagem da internet, com jargões próprios do ambiente digital e um tom mais informal. Elas já sentiram, por exemplo, que o conteúdo bem-humorado possui mais chances de viralizar. Ao mesmo tempo, é necessário ajustar a linguagem a um meio termo entre o que os internautas querem e como a marca se posiciona. Um exemplo recente é o SBT, que trabalhou bem as chamadas da nova novela para as redes sociais e conseguiu grande repercussão.

Como isso funciona com de empresas ou entidades que necessitam passar uma imagem de austeridade? A Prefeitura de Curitiba faz sucesso nas redes sociais ao optar por uma comunicação bem despojada. Ao mesmo tempo, não é arriscado?

Nesse caso, a equipe que cuida da gestão de redes sociais precisa estar muito alinhada com o poder público. Eu gosto bastante do conteúdo da Prefeitura de Curitiba e várias pessoas de outros estados seguem a fanpage da cidade por conta do diferencial na linguagem. A internet sempre vai trazer riscos, mas acredito que as redes sociais de Curitiba conseguem mais empatia do que rejeição. Também é uma forma de se aproximar do público.

Na sua visão, quais as características das principais redes sociais da atualidade?

O Facebook, pela grande base de usuários, é a mais importante. Mas, para ter um bom retorno, é preciso capacitação e investimento em anúncios. O Twitter é interessante para formadores de opinião e tende a crescer muito com o Periscope, que tem um caráter mais informal. O Instagram possui a maior taxa de engajamento e é propício para marcas muito visuais. O YouTube é o segundo maior buscador do mundo e só perde para o Google. Pode ser uma boa ideia produzir vídeos e incorporar eles em sites ou blogs. Já o Snapchat funciona para mostrar bastidores e faz sucesso entre os blogueiros.

Você observou que o Instagram tem a maior taxa de engajamento, mas ele não permite links clicáveis nas publicações. Isso prejudica a conversão de internautas em leads (potenciais clientes)?

Eu já vi algumas empresas que trabalham com links encurtados no Instagram e eles são customizados para que sejam fáceis de decorar. Outra opção é sempre pedir nas postagens que os usuários vejam o link na descrição do perfil, o único que pode ser clicado nesta rede social. Sou adepta do Instagram e sempre consegui gerar leads, mesmo com esta limitação. Acho que quando a pessoa realmente fica interessada, ela vai buscar o site. Além disso, o Instagram agora permite fazer anúncios com botões que podem mandar para um site.

Como expandir a base de clientes através das redes sociais?

É preciso ter uma estratégia para levar os seguidores e fãs para uma mídia própria, como uma lista de e-mails. Você sempre corre o risco de perder uma conta no Facebook, no YouTube ou no Snapchat. Quando você cria um relacionamento com essa lista, ganha mais autonomia e desenvolve melhor a relação. Existem ferramentas que dão métricas para avaliar o resultado desses e-mails. O monitoramento, no marketing digital, é muito importante.

O marketing digital vai além do cuidado com as redes sociais. Um problema ainda muito comum são sites cuja formatação não facilita a navegação em dispositivos móveis. O que acha disso?

Existe um crescimento muito grande do segmento de mobile e as pesquisas mostram que boa parte das pessoas se conecta pelo celular. Essa questão do site otimizado para o smartphone é superimportante, mas várias empresas ainda não atentaram para isso.

SAIBA MAIS

Participam do evento as blogueiras Aline Fav (Inspiredresses) e Nathália Cansanção (Eu Disse Sim). Elas darão dicas de como conseguiram 100 mil seguidores.

O Facebook recentemente divulgou seus resultados trimestrais. Já são 1,55 bilhão de usuários ativos mensais e 1 bilhão de usuários todos os dias.

Também impressiona os números de usuários mensais do WhatsApp (900 milhões) e Instagram (400 milhões).

A cada dia, oito bilhões de vídeos são vistos apenas no Facebook, uma prova de que o formato consegue bom engajamento.

WhatsApp ignora demanda por SAC das empresas

WhatsApp SAC

Há muitos motivos que podem levar uma marca a investir em presença digital e manutenção de perfis nas redes sociais. Um deles é o SAC 2.0, que continua crescendo bastante e abrindo espaço para novas oportunidades em agências especializadas em marketing digital. Basicamente se trata de estabelecer um canal de relacionamento com o cliente na internet, monitorando críticas, sugestões e elogios. O atendimento – ou pelo menos boa parte dele – também é gerenciado dentro do ambiente digital. Facebook e Twitter despertaram há muito tempo para essa demanda organizacional, mas o problema é que o WhatsApp ainda não acordou para isso. Ou não quer acordar.

Duas novidades para o Facebook e o Twitter, lançadas neste ano, dão uma pista de que eles entendem melhor as necessidades deste mercado. A rede social de Mark Zuckerberg implementou uma funcionalidade nas fanpages que indica aos administradores um percentual com a taxa de resposta às mensagens recebidas e o tempo médio em que isso é feito. Se o desempenho for muito bom, a página conquista um ícone para que o público reconheça esse esforço. Naturalmente, é uma forma de incentivar a melhoria no atendimento. Outro novo recurso são as respostas programadas, que conferem mais agilidade.

Facebook taxa de resposta

Por sua vez, a rede de microblog criou uma opção nas configurações para permitir que um perfil receba direct message (DM) de um estranho. Até então, se um usuário desejasse enviar uma mensagem privada no Twitter para a TAM, por exemplo, ele precisaria que a companhia aérea o seguisse. No caso de grandes empresas, isso é praticamente impossível e forçava as pessoas a expor publicamente as reclamações – já que mentions são visíveis a todos. Agora não é mais assim e a TAM (ou qualquer outra marca) pode optar por receber DMs de todos os perfis. A tratativa em particular otimiza o trabalho de SAC. O Twitter também pretende abolir o limite de 140 caracteres nas mensagens privadas.

A situação do WhatsApp é mais delicada. No primeiro semestre do ano, o mensageiro instantâneo anunciou que possui 800 milhões de usuários ativos por mês. Sua força é inegável e é fato que cada vez mais pessoas aproveitam a leveza do aplicativo para se comunicar de maneira rápida e eficiente. Essa expansão territorial pelos domínios da internet pode fazer com que o app pareça convidativo para empresas atenderem clientes e promoverem negócios. Mas apenas parece.

A grande verdade é que, à exceção de pequenas e médias empresas, que recebem um volume menor de mensagens, é muito difícil gerenciar atendimento no WhatsApp. Ao contrário de Facebook e Twitter, ele não fornece estatísticas, nasceu no mobile e só recentemente ganhou uma versão web, que é extremamente limitada. Para se ter ideia, ela apenas funciona caso o aparelho com o app esteja ligado e conectado à internet. Depende também de uma sincronização através de QR Code. Em contrapartida, responder dezenas de mensagens no celular é pouco prático, para não dizer insano.

WhatsApp web

Além de não oferecer uma solução para SAC, o WhatsApp iniciou uma caça às bruxas aos aplicativos e sistemas desenvolvidos por terceiros que façam a ponte entre o usuário e os servidores do mensageiro instantâneo. Várias empresas – inclusive veículos de comunicação – ainda recorrem a eles, mas o fazem assumindo o risco de que poderão ter o número bloqueado a qualquer momento.

É possível que o app já esteja trabalhando em uma ferramenta mais poderosa para marcas? Sim. Mas talvez também não exista perspectiva de mudança de cenário a curto prazo. Afinal, o WhatsApp é conhecido por ser leve e simples. Há ainda outro fator a se considerar, que é a aquisição dele pelo Facebook. Se na avaliação de Mark Zuckerberg, incrementar o aplicativo e investir na versão web provocará concorrência, dificilmente ele o fará.

 

Campanha Instaplane usa Instagram para conscientizar sobre limpeza na praia

Uma campanha para a associação Rio Eu Amo Eu Cuido lembrou banhistas de praias do Rio de Janeiro da importância de não jogarem lixo na orla. Assim como acontece aqui no Recife, nem todo mundo cuida do litoral e é comum encontrar latinhas de refrigerante e pacotes de salgadinho na areia ou no mar. Como chamar a atenção das pessoas sem recorrer às fórmulas tradicionais? A resposta está no vídeo abaixo.

A ação, batizada de “Instaplane”, monitorou hashtags no Instagram para identificar banhistas nas praias da Barra, Pepê, São Conrado, Leblon, Ipanema e Copacabana. O próximo passo foi selecionar fotos que tinham algum objeto que poderia virar lixo, como palitinhos e embalagens. Em seguida, eram produzidas faixas dialogando com os usuários do Instagram e lembrando da importância de manter a praia limpa, mas através de uma linguagem coloquial e descontraída. Um avião sobrevoava a região carregando as faixas, que eram trocadas no ar.

A concepção do Instaplane é da agência Africa Rio, que rodou a campanha nos finais de semana de março e abril deste ano. O diretor de criação, Diogo Mello, explicou como surgiu a ideia: “Precisávamos chamar a atenção para a questão da sujeira nas praias, mas queríamos fazer isso da forma mais carioca, ou seja, simpática e amigável possível. Não queríamos uma campanha convencional e chata. Por isso chegamos a esse formato, já que a praia é a segunda casa dos cariocas e as redes sociais são a ferramenta perfeita para reverberar uma boa ideia”.

Foram produzidas cerca de 20 a 25 faixas durante a ação. O maior desafio foi a corrida contra o tempo. De acordo com Diogo Mello, a equipe tinha apenas 20 minutos para identificar a foto, produzir a faixa e posicioná-la para que o avião fizesse a troca. Embora o feedback tenha sido positivo, o diretor de criação afirma que o Instaplane não deve retornar. “A força dessa ideia está no ineditismo e na surpresa. O objetivo era que esses fatores gerassem um impacto nas praias, na cidade e online maior do que a ação em si. Conseguimos alcançá-lo e outras novidades virão”, comenta.

O que vocês acharam da ideia?