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No Limbo: os joysticks beta de GameCube, PlayStation 3 e Xbox

Em nossa coluna No Limbo, costumamos falar de games que foram cancelados e que nunca poderemos jogar (pelo menos oficialmente). Dessa vez, resolvemos fazer diferente: falar de joysticks curiosos que, em algum momento, foram pensados pelas suas fabricantes, mas que não foram lançados. Conheça, neste post, como seriam os controles do GameCube, PlayStation 3 e do Xbox!

GameCube: um festival de ideias

Três protótipos do controle do GameCube mais a versão final

Da primeira versão (em cima à esquerda) até a final (embaixo à direita), o Cube foi um laboratório de joysticks

Pensado pela Nintendo como a forma de retomar a liderança da indústria, o GameCube patinou nas vendas, mas deixou um catálogo invejável de jogos. O processo de concepção do joystick demorou e passou por muita gente…

No primeiro esboço (no alto à esquerda), pela primeira vez os engenheiros da empresa agrupavam os botões C do controle do N64 em um novo direcional analógico. No entanto, a posição do mesmo, na parte de baixo, pareceu um tanto bizarra… Neste modelo, já era sinalizada a ideia de um botão de ação em destaque (o “A”, que neste protótipo tinha a cor vermelha), enquanto outros comandos (“B”, “X”, “Y”, em amarelo) eram relegados a uma função mais secundária, em tamanho menor.

A segunda iteração (no alto à direita) corrigiu o problema do novo analógico (“C”), dando uma posição de destaque. Os botões receberam as mesmas cores que tinham no joystick do N64. A versão seguinte (embaixo à esquerda) adicionou um direcional digital – algo que a Nintendo não queria mais incorporar em seu novo console, mas que estúdios third-party pediram desesperadamente, assim como a tecla “Z”, que foi posicionada no topo, próximo ao gatilho direito (“R”).

A edição final (embaixo à direita) priorizou o conforto: as ideias da iteração anterior foram mantidas, mas o joystick diminuiu de tamanho e recebeu um formato mais anatômico, de forma a receber bem qualquer tipo de mãos, já que a proposta do Cube era ter jogos para todas as idades. As cores dos comandos foram trocadas, deixando de lado a combinação do N64. Este foi um dos controles mais elogiados até hoje!

PS3: o controle que mais sofreu bully na história dos videogames

Protótipo (bumerange) e primeira versão oficial (Sixaxis) do joystick do PS3

O bumerangue (à esquerda) e a primeira versão oficial (à direita) dos joysticks

Revelado na E3 2005, o PS3 foi um verdadeiro monstro tecnológico à frente do seu tempo, e só não teve resultados comerciais melhores devido à sua arquitetura confusa. Mas o que chamou mais atenção no seu anúncio não foi o poder tecnológico absurdo, mas sim o joystick… Mesmo com os redesigns no controle do PS1, foi o PlayStation 3 o campeão de trapalhadas da Sony neste aspecto.

Conhecido como “boomerang”, o primeiro controle do PS3 tinha um formato bem duvidoso. O desenho arredondado implicava a perda da função rumble, devido à falta de espaço para o motor responsável pelas “tremidas”. Os gatilhos superiores ficariam em posições quase inalcançáveis. Foram tantas piadas na internet naquela época que a empresa, discretamente, apresentou na E3 seguinte o Sixaxis (à direita na imagem) como a versão final.

Sem rumble, porém mais parecido com os joysticks antecessores, o Sixaxis trazia acelerômetro, conectividade via Bluetooth e o padrão PlayStation de sempre. Foi substituído pelo visualmente similar DualShock 3, que mantinha todas as funções e ainda adicionava o rumble de volta.

Xbox: tentando chocar a sociedade

Esboços e a versão final do joystick do Xbox em 2001

Dos esboços até a primeira versão final, o controle do Xbox não deixou de ser bizarro

O Xbox original, de 2001, teve uma história bem curiosa e extravagante. O mesmo se aplicou ao joystick… A ideia era se inspirar no controle inovador do Dreamcast, mas algo não deu muito certo nos corredores da Microsoft: os esboços eram assustadores.

A ideia de ter um visor acoplável (semelhante ao VMU do Dreamcast) estava presente nos principais protótipos (na imagem, em cima), mas o desenho final (embaixo) terminou sem. No entanto, foi um dos maiores (e mais pesados) joysticks da história dos videogames. Os japoneses, por exemplo, massacraram o acessório, totalmente incompatível para mãos menores. A Microsoft terminou redesenhando o trambolho em uma nova iteração.


Quer conhecer jogos arquivados? Siga a nossa coluna No Limbo. Já falamos das tentativas frustradas de retorno de Mega Man, Halo para Nintendo DS, o Tomb Raider da Nintendo, o “clone Pokémon” da From Software, a sequência de Star Fox para SNES, Resident Evil 1.5 e 3.5, a adaptação cancelada de 007 Casino Royale para PS3 e 360, entre muitos outros!

Xbox Scorpio terá Forza 7 entre destaques, diz site

Forza Motorsport 7. Crackdown 3. State of Decay 2. De acordo com o Windows Central, estes jogos serão usados pela Microsoft para demonstrar o poder do Xbox Scorpio (ou Project Scorpio, como preferir), o novo hardware da família Xbox One. Materiais de marketing estariam sendo feitos com estes títulos em destaque, em meio às referências aos seis teraflops e ao “verdadeiro 4K” do console.

Games de terceiros também estariam referenciados no material, como Star Wars Battlefront 2, Red Dead Redemption 2, Call of Duty, Fifa e Madden. O console será lançado no final de 2017, com novidades esperadas para a E3 deste ano. Na edição 2016 da feira, a empresa exibiu um vídeo para anunciar oficialmente o Scorpio (reveja abaixo). Será que uma proposta “de luxo” esta pode vingar no mercado? O PS4 Pro vem patinando nas vendas e temos bastante curiosidade de saber como a comunidade gamer vai reagir ao lançamento da Microsoft.

Vamos combinar: que desinteressante. Se o artigo do Windows Central se confirmar, será um festival de sequências e nenhuma nova propriedade intelectual relevante. Até quando o Xbox vai depender de Halo, Forza e Gears of War? Após o cancelamento de Scalebound, os fãs ficam no aguardo de mais. Porque no que depender dos exclusivos do Xbox One até aqui, fica difícil defender a Microsoft.

Conheça a adaptação de Halo para DS que nunca foi lançada

Na decáda de 2000, não era raro encontrar jogos da Microsoft em portáteis da Nintendo. Propriedades intelectuais como Age of Empires e Blue Dragon recebiam adaptações para o DS, que vendia horrores naquela época. Uma franquia que quase seguiu o mesmo caminho foi Halo. Entenda essa história em mais um post da coluna No Limbo.

Tentando vender a ideia

Parece um sonho, como faz pra jogar?

Em meados de 2005, o estúdio n-Space terminava a versão DS de GoldenEye Rogue Agent, encomendada pela EA. O que fazer com a engine que tinha sido criada do zero e que parecia suportar tão bem FPS no portátil da Nintendo? Seria um desperdício não desenvolver mais algum projeto usando o motor. Foi aí que surgiu a ideia de criar um protótipo de Halo.

No ano anterior, Halo 2 desembarcava no Xbox e o público norte-americano, em especial, não poderia estar mais empolgado: as vendas foram enormes e o serviço online da plataforma, a Live, deslanchou de vez. Uma edição portátil de Halo chegando em seguida poderia capitalizar em cima da série. O n-Space resolveu criar um esboço por conta própria e apresentar à Bungie e à Microsoft, buscando receber o “ok” para seguirem adiante.

“Não”

A ideia parecia sensacional, mas não recebeu autorização. Logo, sem ter acesso à propriedade intelectual, o n-Space cancelou o game, tratado internamente como Halo DS. Mas ficar sem projetos não seria um problema para o pequeno estúdio que, devido à sua engine para FPS portáteis, recebeu incentivos da Activision para trazer cinco versões de Call of Duty para o Nintendo DS, além de uma adaptação do reboot de GoldenEye 007 (da Activision).

A revelação ao público

Foi apenas em 2007 que a internet descobriu Halo DS. Um editor do site IGN, Matt Casamassina, mostrou em vídeo um protótipo do game, que se passava na fase Zanzibar de Halo 2. A tela inferior podia ser usada para controlar o personagem ou usar armas secundárias (como granadas). Além de um modo campanha, existiam duas opções multiplayer (com um único cartucho e com vários deles).

Infelizmente, não existem planos para um Halo portátil no futuro. Só nos resta lamentar!

(créditos das imagens e vídeos: IGN)

Microsoft e Sony parabenizam a Nintendo pelo Switch

Esta sexta-feira, 3 de março de 2017, passará para a história da indústria dos videogames como uma data especial. É o dia do lançamento do Nintendo Switch, que também chega às lojas com o aclamado Zelda: Breath of the Wild. Nós, do BitBlog, estamos superdivididos entre comprar a versão do game para o Wii U ou segurar a expectativa e juntar uma graninha para adquirir o novo console. Enquanto isso, vale parabenizar a Microsoft e a Sony pela postura de fair play e respeito à concorrente.

A Microsoft comemorou a data no Twitter com uma mensagem parabenizando a Nintendo:

Vários usuários do Twitter comentaram sobre a tuitada, que foi bem recebida.

A Sony também prestou duas homenagens na rede social. A primeira, elogiando o novo Zelda – que teve nota 98/100 no Metacritic – e fazendo referência ao exclusivo Horizon. A segunda mensagem é mais focada no lançamento do Switch:

 

Phil Spencer, chefe da divisão Xbox, fala sobre Scorpio na E3

A Microsoft ainda não fez nenhum anúncio oficial sobre uma possível pré-conferência antes da E3 para mostrar o Project Scorpio, videogame que será lançado pela companhia no final de 2017. Mas o chefão da divisão Xbox, Phil Spencer, andou soltando pistas de que isso vai rolar antes do megaevento que acontece em Los Angeles todos os anos. A próxima edição será entre 13 e 15 de junho.

Em entrevista à IGN, Phil Spencer comentou que prefere focar em games durante a E3. Mas ele também acrescentou: “Fazer tudo na E3 seria muito difícil (…) Com certeza vamos falar do Scorpio na E3, mas eu não quero passar a maior parte do tempo falando de hardware (…) Eu quero que seja em um palco. É uma grande oportunidade para a gente”.

Vale lembrar que a própria Microsoft, durante a E3 2016, prometeu que o Project Scorpio seria algo grandioso, com tecnologia de ponta. A companhia quer fazer o console mais potente da história e ele deverá desembarcar com suporte ao 4K rodando a 60 FPS, além de VR. Ele terá 6 teraflops de processamento, o que o torna quatro vezes mais poderoso que o Xbox One. Ah, e o nome verdadeiro da máquina ainda é um mistério. Project Scorpio é apenas o codinome.

Vendas de Forza ultrapassam US$ 1 bilhão

A Microsoft está bem satisfeita com o desempenho da franquia Forza, uma das mais consagradas no gênero simuladores de corrida. Em um post veiculado no blog oficial do console, a gigante anunciou que sua série exclusiva ultrapassou US$ 1 bilhão em vendas, o que equivale a pouco mais de R$ 3 bilhões pela cotação atual do dólar. O último game da franquia foi o Forza Horizon 3, lançado em setembro de 2016 e com mais de 350 carros jogáveis. No Metacritic, o jogo ficou com 91 na avaliação da crítica.

Lost Odyssey está gratuito no Xbox One e 360

Se você tem o Xbox One ou 360 e está com vontade de jogar um bom RPG, boa notícia: Lost Odyssey, lançado originalmente para o 360, está gratuito em ambas as plataformas até 31 de dezembro deste ano. Para baixar, clique aqui ou vá até a loja em seu console.

Lost Odyssey é da Mistwalker, estúdio do criador de Final Fantasy, Hironobu Sakaguchi. O game conta ainda com trilhas sonoras de Nobuo Uematsu, que trabalhou junto à Sakaguchi nos primeiros games da famosa franquia. Esta nova aventura é sobre a estória de Kaim, um personagem imortal que viveu mais de 1000 anos, mas que não lembra do seu passado. Com mecânicas de MMORPG, o título traz ainda o protagonista em diversas vidas, compondo várias famílias e se despedindo das mesmas, enquanto outros heróis tentam ajudá-lo a entender a sua origem. Veja abaixo o trailer.