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Lost Odyssey está gratuito no Xbox One e 360

Se você tem o Xbox One ou 360 e está com vontade de jogar um bom RPG, boa notícia: Lost Odyssey, lançado originalmente para o 360, está gratuito em ambas as plataformas até 31 de dezembro deste ano. Para baixar, clique aqui ou vá até a loja em seu console.

Lost Odyssey é da Mistwalker, estúdio do criador de Final Fantasy, Hironobu Sakaguchi. O game conta ainda com trilhas sonoras de Nobuo Uematsu, que trabalhou junto à Sakaguchi nos primeiros games da famosa franquia. Esta nova aventura é sobre a estória de Kaim, um personagem imortal que viveu mais de 1000 anos, mas que não lembra do seu passado. Com mecânicas de MMORPG, o título traz ainda o protagonista em diversas vidas, compondo várias famílias e se despedindo das mesmas, enquanto outros heróis tentam ajudá-lo a entender a sua origem. Veja abaixo o trailer.

Jogue Sea of Thieves antes de todo mundo

Entre 16 e 18 de dezembro (final de semana, por acaso), a Rare permitirá o acesso de 1000 jogadores à versão Technical Alpha de seu próximo grande game, Sea of Thieves, no Windows 10 e Xbox One. Para estar entre os privilegiados, é preciso ter uma conta da Xbox Live, se inscrever aqui e posteriormente assinar um termo de confidencialidade.

Jogamos o título na E3 2016 e, sinceramente, achei bem repetitivo. Mas se você quer tirar suas próprias conclusões, corra com a sua aplicação. No vídeo abaixo, veja o que esperar!

True Fantasy Live Online, o MMO cancelado do Xbox

O Xbox original, lançado em 2001, foi a estreia da Microsoft nos consoles (veja os bastidores aqui). Embora tenha vendido mais de 24 milhões de unidades, este total representou apenas 1/6 do rival PlayStation 2. Um dos motivos do desempenho comercial ruim foi a falta de habilidade da empresa com o público japonês. Embora esta situação perdure até hoje com as plataformas mais recentes, o aparelho era uma verdadeira interrogação – e ter se dado bem em terras nipônicas poderia ter mudado completamente o seu destino.

True Fantasy Live Online, anunciado em 2002, seria o primeiro MMO do Xbox. Desenvolvido pela experiente Level 5, das séries Yokai Watch, Professor Layton e Dark Cloud, o jogo traria um imenso mundo aberto a ser explorado, com um charmoso estilo cel shading remetendo aos melhores RPGs daquela época. Vale lembrar que este era o mais ambicioso carro-chefe da novíssima Xbox Live. Se TFLO tivesse sido lançado e correspondido à altura do hype, a plataforma da MS poderia ter se tornado avassaladora em território nipônico, além de emplacar no Ocidente – já que era um momento bem favorável a este gênero. No entanto, o projeto terminou cancelado. O que deu errado? Veja em mais uma edição de nossa coluna No Limbo.

O anúncio

 

Finja que você está em 2002. Após o fiasco do Dreamcast e o início avassalador do PS2, o GameCube mantinha uma segunda colocação duvidosa e o novato Xbox era lembrado por um único título, Halo. Com apenas o aparelho da Microsoft se movimentando rumo a um serviço robusto de partidas online, era difícil acreditar que os consoles de mesa alcançariam o sucesso do PC nesta área. Os bem avaliados Phantasy Star Online e Unreal Tournament tropeçavam na quantidade pequena de usuários.

Em meio a este cenário, a MS anunciava um MMO RPG em parceria com a Level 5. O estúdio japonês era formado por vários desenvolvedores conceituados e, com pouco tempo de vida, já tinha as suas próprias franquias, além de colaborar com a Enix (antes da fusão com a Square) em Dragon Quest VIII. Veja o vídeo acima e tente imaginar como seria sua reação naquele ano. A comunidade de gamers, em grande parte, ficou muito animada, e True Fantasy Live Online passava a ser um dos títulos mais esperados para 2003.

Problemas na comunicação

Personagem, em cena de gameplay, explora uma floresta em meio a outros jogadores

Explorar um mundo imenso com mais 3 mil pessoas, em pleno Xbox e na sala de estar. Como não se empolgar?

2003 tinha chegado e, com ele, nenhuma novidade significativa sobre TFLO. Em setembro daquele ano, o presidente da Level 5 fez uma palestra na Tokyo Game Show e falou sobre as dificuldades de desenvolver um MMO. Embora o estúdio fosse experiente em RPGs, desenvolver por inteiro uma aventura online para 3 mil jogadores simultâneos era um desafio enorme. O teor da apresentação mostrava que as coisas não andavam bem, a começar pelo nome: “Em Uma Aparente Interminável Jornada: Uma Primeira Experiência com MMO RPG“.

Na TGS daquele ano, a Microsoft revelou uma versão jogável (curtíssima) para o público presente, além de anunciar que o projeto tinha sido adiado para 2004. A imprensa elogiou a demonstração, mas começou a questionar os recursos de comunicação do game. Além de frases pequenas predefinidas, a única forma de diálogo entre os jogadores era por chat de voz. Como funcionaria isto, considerando tanta gente de uma vez?

Após meses sem notícias, havia uma expectativa que True Fantasy apareceria na E3 de 2004, o que não aconteceu. Menos de um mês após, um representante da MS cancelou oficialmente o projeto, devido à “incapacidade de entregar (o título) em um nível de qualidade aceitável para o consumidor” e ao ambiente “incrivelmente saturado e competitivo do gênero” (não concordo com a segunda parte). Foi um balde de água fria.

“Falta de habilidade”

Ainda em 2004, o presidente da Level 5 disse que o relacionamento com a gigante norte-americana foi terminado de forma não amigável e culpou a falta de habilidade da última ao interagir com desenvolvedores japoneses. O clima entre as empresas tinha se tornado hostil e este foi o primeiro – e último – trabalho entre elas. Representantes da empresa americana, ainda culpavam a falta de progresso do projeto como o principal motivo do cancelamento.

Shane Kim, que naquele tempo era o Gerente Geral da divisão de jogos da MS, assumiu total responsabilidade em entrevista ao site 1UP em 2008. “Não tivemos o sucesso esperado com MMOs. Para este tipo de projetos, o investimento é basicamente o dobro de um título convencional e ainda não conseguimos encontrar o equilíbrio“. Ao mesmo tempo, o executivo acreditava que TSLO poderia ter sido bem sucedido no Xbox 360, lançado em 2005. Uma possibilidade, de acordo com rumores, que foi considerada pelos times antes do derradeiro fim.

Como teria sido o desempenho de TSLO? Não sei, mas Final Fantasy XI tinha várias características em comum e foi um grande sucesso nos consoles (PS2 e Xbox 360), passando 14 anos no ar. A Microsoft teve a sua oportunidade de fazer barulho, mas a receita – que envolvia inexperiência e diferenças culturais – parecia pronta para um desastre.

Banjo-Threeie: a aventura cancelada do mascote da Rare

Poucos títulos de plataforma provocam tanta saudade quanto Banjo-Kazooie e a sequência Banjo-Tooie, para N64. Com a venda do estúdio Rare para a Microsoft, ficou a expectativa de ver a terceira aventura da saga, Banjo-Threeie, no Xbox. O projeto, de fato, existia, mas não chegou às lojas. Conheça mais sobre o mesmo na coluna No Limbo desta quarta.

“Banjo 1.5”

Imagens do que provavelmente seria o game Banjo-Threeie

Demo técnica para GameCube deixou os fãs na expectativa

Após o bem-sucedido lançamento de Banjo-Tooie em 2000, o time da Rare começou a trabalhar em uma nova aventura envolvendo o urso e a carismática passarinha. Naquele mesmo ano, uma demonstração técnica de poucos segundos foi exibida durante a feira Spaceworld, mostrando o poder do GameCube com inúmeros personagens em movimento simultaneamente. No entanto, com a venda do estúdio para a Microsoft, o projeto deixou de ser prioridade por algum tempo, enquanto os que dependiam da Nintendo foram cancelados para sempre.

De acordo com o designer Gregg Mayles, com a retomada dos trabalhos, a ideia era relançar o primeiro jogo no Xbox, mas com novas cenas e puzzles. Talvez a ideia seria apresentar os mascotes ao público do novo console, para só então produzir uma sequência real. Faz sentido, já que os fãs do gênero (plataforma) estavam, em maioria, nos rivais PS2 e GameCube.

Banjo-Threeie: Uma sequência fiel, porém diferente

A ideia anterior foi descartada dentro da Rare. Surgiu então o segundo conceito: uma nova aventura, mas que traria a vilã Gruntilda perseguindo os protagonistas pelas fases e usando movimentos similares aos deles. O time, no entanto, acreditou que o título não seria convincente. Veja as palavras do próprio Mayles sobre o assunto, em conversa com a revista Retro Gamer no início de 2007:

“Nossa meta é levar a categoria “plataforma 3D” para a nova geração e fazer algo além de adicionar polígonos. Alguns fãs olham para trás e querem mais do mesmo, mas o Banjo do passado não tem lugar algum no mercado futuro do Xbox 360. Queremos manter todos os elementos que deram certo nos primeiros dois jogos, mas também tentar coisas novas para injetar gás em um gênero que vem sendo negligenciado por muitos anos.”

Meses antes desta entrevista, em setembro de 2006, o trailer acima foi revelado pela Microsoft. Além de um novo estilo visual para os mascotes, tudo que podemos ver é que o novo jogo provavelmente seria mais uma aventura tradicional, com os elementos (notas musicais, por exemplo) que fizeram sucesso. Aparentemente, naquele momento, ainda estávamos falando de Banjo-Threeie.

O fim: Nuts & Bolts

Veio a E3 de 2007 e nada foi falado sobre o novo game. Em meio a rumores de cancelamento, é possível que a tal “reviravolta” tenha acontecido nesta época: mudanças profundas foram feitas no jogo, reduzindo a 20% a mecânica de aventura e incorporando, nos 80% restantes, recursos de criação e personalização de veículos (!). Na E3 de 2008, o experimento era apresentado, com nome oficial: Banjo-Kazooie Nuts & Bolts.

O enredo parece bizarro, mas convence. N&B, visto por si só, é um bom game. E por que a maioria dos fãs não gosta? Porque este público aguardava ansiosamente por Banjo-Threeie, com uma mecânica mais tradicional. Após entregar o título, a Rare recebeu da Microsoft a missão de criar jogos para o Kinect, um “peso” que durou alguns anos e distanciou o estúdio das suas propriedades intelectuais. Agora que os ingleses estão voltando a criar novos projetos, como Sea of Thieves, existe a possibilidade de vermos um novo Banjo e – quem sabe – algo mais próximo às duas primeiras aventuras. Até lá, tudo é especulação.

 

Veja o remake oficial de GoldenEye 007 que nunca saiu

O melhor FPS de 1997, GoldenEye 007 para Nintendo 64, é lembrado até hoje. O game foi um sucesso crítico e comercial, levando muitos a questionarem o motivo de não termos recebido um novo 007 do estúdio inglês Rare. A realidade é que o time não queria ficar “preso” a uma propriedade intelectual que não pertencia a eles – no caso, o universo de James Bond. Devido a isso, nasceu a franquia Perfect Dark, que compartilha várias semelhanças com o jogo do espião.

Ainda assim, há quem pergunte (e eu me incluía no grupo): por que não relançaram GoldenEye em HD, com alguns novos recursos, nas plataformas atuais? A Rare bem que tentou: começou a trabalhar no projeto mesmo sem ter o aval da Nintendo, que publicou o título de 97. Quando estavam a apenas dois meses da conclusão, os inglês ouviram um sonoro “não” da casa de Mario. A Rare só poderia lançar o remake em plataformas Microsoft, afinal, desde 2002 a empresa fundada por Bill Gates é a proprietária do estúdio. Ao mesmo tempo, a Nintendo não tinha nada a ganhar vendo um game que foi tão importante para ela em um console rival. E olhe que foi oferecida a possibilidade de disponibilizar o título no Wii, além do Xbox 360, mas os japoneses queriam exclusividade.

Quem lembra dessa cena?

Quem lembra dessa cena?

Com tudo isso, o remake em HD de GoldenEye 007 para Xbox 360 ficou, literalmente, no limbo. Os fãs criaram o mod homônimo para PC, a Activision e a Eurocom lançaram uma releitura (fantástica, mas não tão boa quanto o original) para Wii, Xbox 360 e PS3 em 2010/2011… Porém, a comunidade gamer ainda não digeriu o fato do remake ter sido engavetado. Para jogar mais lenha na fogueira, o canal do YouTube Rare Thief conseguiu uma versão jogável do projeto. Em vídeo (veja no final do post), é possível acompanhar como seriam as missões em Dam, Facility, Surface 1, Antenna Cradle e nos bônus Aztec Complex e Egypitian Temple. Além disso, conseguimos ter um gostinho de como seria o multiplayer, com direito a estágios que não existiam no modo original (Dam e Frigate).

GoldenEye 007 - Remake Xbox 360 - 3

006, seu traidor

O relançamento supostamente teria ainda o recurso de – a qualquer momento – trocar o visual HD pelo antigo, quadradão. Além disso, um modo multiplayer online na Xbox Live. É, se a ideia de ver o vídeo abaixo era para aliviar nossa frustração, acho que o efeito foi reverso. Nintendo, Rare e Microsoft: vamos chegar a um acordo, por favor, e liberar o projeto? Veja abaixo o que estamos perdendo.

(Nossa coluna No Limbo, com jogos cancelados, segue às quartas-feiras. Esta edição é excepcional, devido à liberação do vídeo em questão)

Microsoft apresenta o Xbox Onesie, uma roupa para jogadores

À primeira vista achávamos que era uma roupa de astronauta. Depois, até que lembrava aqueles cientistas de seriados dos anos 80. Mas não era nada disso e sim uma novidade inusitada da Microsoft. Em conjunto com a divisão australiana do Xbox, ela apresentou o Xbox Onesie, um produto que caminha em direção a uma espécie de “moda gamer”. Ainda não conseguimos decidir se realmente é legal ou apenas bizarro.

xbox onesie 2

Basicamente, o Xbox Onesie é um grande macacão que vem nas cores branca ou preta e traz bolsos largos. A ideia é que os jogadores possam guardar neles os controles do One enquanto descansam na poltrona, após uma longa jogatina. A capa também é espaçosa o suficiente para acomodar um headphone. Na altura do peito fica a logo do Xbox, com possibilidade de adicionar o nome do jogador ao lado.

xbox onesie 3

A Microsoft ainda não revelou mais informações sobre preços, disponibilidade e possíveis bundles com o Xbox Onesie. O que se sabe, por enquanto, é que ele faz parte da comemoração em torno do lançamento das novas versões do Xbox One S, que possuem 500 GB e 1 TB.

Controle um dragão em Scalebound, para Xbox One e PC

A Platinum Games é conhecida pela qualidade dos seus trabalhos e, por isso, é um dos maiores estúdios do Japão na atualidade. Um dos projetos mais promissores dela está sendo feito em parceria com a Microsoft: chama-se Scalebound, com lançamento previsto para 2017 no Xbox One e Windows 10. No enredo, o protagonista Drew é levado ao obscuro mundo de Draconis, onde terá que lutar contra poderosos inimigos em parceria com o dragão Thuban.

Nesta semana, durante a feira alemã Gamescom, foram revelados novos detalhes do RPG, que é dirigido pelo cultuado diretor Hideki Kamiya. O elo entre Drew e Thuban será bastante especial, de forma que combates em conjunto serão frequentes. Além de controlar o jovem protagonista, uma habilidade chamada Dragon Link vai trazer uma visão em primeira pessoa, enquanto Drew conduz Thuban. Este último será, inclusive, personalizável, a partir de itens e armaduras que vão afetar seus atributos, variando entre as categorias balanceada, pesada e veloz.

Scalebound é o próximo lançamento "AAA" da Platinum Games

Scalebound é o próximo lançamento “AAA” da Platinum Games

Rumores de que Scalebound seria lançado em 28 de abril de 2017 surgiram após uma publicação na loja norte-americana da Amazon, que se apressou e adiou para um distante “dezembro de 2017”. Os jogadores de Xbox One, em especial, estão ansiosos por grandes títulos exclusivos, então fica a torcida para que o game chegue pelo menos no primeiro semestre.