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Museu do Videogame retorna ao Recife neste domingo

Conforme o BitBlog adiantou em janeiro, o Museu do Videogame Itinerante está de volta à capital pernambucana e abre as portas neste domingo (03), no Shopping Center Recife. Ele fica montado no estabelecimento comercial até o próximo dia 24, funcionando das 10h às 22h. A entrada é gratuita, assim como a inscrição nos torneios. Estaremos lá fazendo transmissões ao vivo pelo Facebook.

Sucesso de público em 2015, quando foi visitada por mais de 250 mil pessoas apenas no Recife, a exposição retorna com várias novidades, incluindo o aumento do acervo – que agora já totaliza mais de 250 consoles e portáteis. O detalhe é que também haverá mais opções de videogames para a galera jogar, como o Sega CDX, o Atari Jaguar e o LaserActive. Todos são raridades que poucos tiveram a chance de ver e sentir.

A coleção conta a história de uma indústria relativamente nova, com apenas 44 anos, mas que fascina gerações de todas as idades. Os portáteis receberam um incremento para a edição 2016 e terão uma ilha dedicada a eles. Vistos com certo preconceito, os videogames clones (imitações dos famosos) também estarão por lá. A eles é creditado o início do mercado dos jogos eletrônicos no Brasil, já que os preços mais acessíveis possibilitaram o acesso da população aos games.

Desta vez o Museu do Videogame Itinerante promete apresentar os primeiros consoles das grandes fabricantes: Atari, Nintendo e Sega. Dois controles gigantes do Super Nintendo e Nintendinho, com 1,5 metro cada, foram confeccionados especialmente para a exposição e são jogáveis. Imagina juntar a família para passar das fases do Super Mario World? Alguém precisa ficar nos direcionais enquanto o outro assume os botões Y, X, B e A.

Infelizmente a ideia de fazer um concerto com trilhas sonoras de games – confesso que teria adorado isso – acabou não indo para frente. Fica nossa torcida para conseguirem viabilizar em futuras edições.

Just Dance 2016

Campeonatos de jogos consagrados, como Just Dance, Mortal Kombat e Street Fighter vão desafiar os mais habilidosos. Em breve será divulgada a programação e o regulamento de cada um deles. O BitBlog apurou que o torneio de Just Dance, ao contrário do ano anterior, será individual. Os participantes podem dançar à vontade, inclusive em dias diferentes, para alcançar pontuações maiores. A final será com os dez melhores colocados em uma data próxima do encerramento do Museu.

A curadoria é toda feita pelo jornalista Cleidson Lima, idealizador do projeto e pesquisador. Ele pretende lançar no próximo ano um grande almanaque com informações sobre a trajetória dos videogames e até entrevistas com os projetistas das grandes empresas. Cleidson nos contou que a ideia inicial era escrever sobre uns 300 consoles, mas o livro já vai em mais de 500. Estamos ansiosos por ele.

 

 

Museu online traz “sons em extinção” da tecnologia e dos games

A evolução da tecnologia faz com que as coisas mudem muito rápido e, para quem não tem a memória fresca, restam outras formas de resgatar as lembranças passadas. Umas delas é o Museum of Endangered Sounds – um prato cheio para saudosistas como eu – que coleciona “barulhinhos antigos” relacionados às indústrias da tecnologia e do videogame. Ele foi criado em 2012 pelo norte-americano Brendan Chilcutt.

Reconheceu o áudio acima? Ele é o som que a placa de fax/modem fazia quando um computador tentava se conectar através de internet discada. Naquela época em que se aproveitava a tarde do sábado e o domingo para pegar o pulso único.

Além dele, o acervo do museu traz outros sons em extinção, como o clássico Space Invaders, um ringtone da Nokia e as irritantes impressoras matriciais. É de dar saudade.

Museu do Videogame volta ao Recife em abril

O ano começa com uma notícia muito legal para os nerds e geeks recifenses. O Museu do Videogame Itinerante vai voltar à capital pernambucana, no Shopping Center Recife, entre os dias 2 e 24 de abril. O sucesso da parceria em 2015 não só favoreceu o retorno, como possibilitou uma nova temporada mais duradoura na cidade. Desta vez serão 22 dias, em vez dos 16 do ano passado. Mas as novidades não param por aí. Está previsto também um concerto temático, com uma orquestra tocando trilhas sonoras de games. O repertório, inspirado no próprio museu, promete agraciar os fãs de clássicos, como Alex Kidd, Sonic e Mario, fora outras surpresas.

A informação é do próprio idealizador do Museu do Videogame Itinerante, Cleidson Lima, que conversou com o BitBlog sobre a volta da exposição interativa ao Recife. A coleção também foi incrementada – passou de 240 para 270 videogames, incluindo tanto consoles como portáteis.

Falando nos portáteis, eles vão receber um espaço especial na próxima edição do museu por aqui. “Vai ter uma ilha com portáteis antigos para as pessoas jogarem, como GameBoy, PSP e Nintendo DS”, adianta. Ele ainda revela outro atrativo: mais raridades no meio da nova coleção, incluindo videogames que pouquíssimas pessoas do mundo viram ou jogaram. Alguns são frutos de garimpos nos Estados Unidos, Paris, Alemanha e Londres.

museu do videogame itinerante

Sobre o concerto – que, na minha opinião, vai ser uma das melhores coisas deste ano – Cleidson nos contou que quer realizar algo que se aproxime da famosa Video Games Live. “Já fizemos em Fortaleza e o público gostou bastante, com uma repercussão ótima. O repertório vai contar a evolução dos videogames. A intenção é fazer com orquestras locais e temos conversas iniciadas. Continuamos abertos a parcerias, mas eu diria que isso está em estágio bem avançado”, afirma.

Os torneios, neste ano, vão ganhar mais destaque no Museu do Videogame. Acontecerão campeonatos de clássicos como Mortal Kombat e Street Fighter. O carro-chefe continuará sendo Just Dance, que promete uma competição muito acirrada.

A exposição começa a rodar o país em fevereiro. Recife provavelmente será a terceira cidade da lista, que também inclui Caxias do Sul, Fortaleza, Manaus, São Luís, Maceió, Florianópolis e Porto Alegre.

Curiosidades sobre o Museu do Videogame Itinerante

Se você é brasileiro e fã de games, já deve ter ouvido falar no Museu do Videogame Itinerante. A exposição, que é gratuita e traz mais de 200 consoles ao longo de 43 anos de história, é marcada pela interatividade com o público e roda várias cidades do país. Em abril deste ano, aportou também na capital pernambucana, onde passou uma temporada no Shopping Center Recife. Na ocasião, 40 videogames ficaram disponíveis para os gamers jogarem (com os devidos cuidados, claro).

A novidade é que ele foi escolhido para representar o Brasil no Museum Connections 2016, evento internacional que reúne milhares de profissionais de museus de vários países e acontece em janeiro, em Paris. Em 2014, ele havia sido reconhecido com uma premiação nacional concedida pelo Ministério da Cultura, que o elegeu como o museu mais criativo do país.

A agenda de 2016 ainda está sendo definida, mas o BitBlog já recebeu a informação de que o Museu do Videogame volta ao Recife em abril.

museu do videogame itinerante 2

Confira algumas curiosidades:

A ideia nasceu de um “ultimato” da esposa do curador do museu, Cleidson Lima, que não aguentava mais aquele amontoado de videogames velhos. Ela falou que ou o marido fazia daquilo um negócio ou mandava ele e os videogames para fora de casa.

Apesar da maior parte da coleção ser do próprio Cleidson, alguns itens são “emprestados” por colecionadores da cidade que recebe a exposição. Aqui no Recife, quem deu uma contribuição para deixar o museu ainda mais legal foi Esdras Serrano. O grande sonho do curador do Museu do Videogame é fazer um evento que reúna colecionadores do mundo inteiro.

Uma das maiores dificuldades de Cleidson foi praticar o desapego. Geralmente colecionadores têm muito ciúme do próprio acervo e medo de como as outras pessoas podem manuseá-lo. Felizmente, até hoje, não houve nenhum incidente.

Não é fácil repor alguns materiais quando eles quebram. Certa vez, foi preciso recorrer a um cirurgião dentista, que utilizou resina dentária para consertar o botão do controle de um console antigo.

Não se surpreenda se encontrar coisas que nem sabia que existia, como o Color TV-Game 6, primeiro console da Nintendo. Ou ainda os raríssimos Panasonic Q e o Pippin, da Apple e Bandai.

PlayStation 4, Wii U e Xbox One também estão disponíveis para os jogadores fazerem a festa. Apesar de ser um museu, a nova geração dos consoles não foi deixada de lado.

Todo o acervo é transportado em uma única carreta de 12 metros com seguro contratado de R$ 1 milhão. Dependendo do deslocamento, os consoles podem ficar até seis dias na estrada. Cleidson viaja de avião, mas acompanha o tempo todo a localização do museu itinerante através de rastreadores.

Cleidson é colecionador há dez anos. Ele também possui formação na área de TI e é jornalista. Escreve para o Uol, Olhar Digital e cobre grandes eventos do setor, como a E3. O curador do Museu do Videogame pesquisa a fundo o tema e está escrevendo um almanaque que será um grande guia para colecionadores. Além dos consoles, ele tem cerca de 6 mil jogos – e acha a quantidade pequena.

Ele possui três exemplares do primeiro videogame do mundo, o Magnavox Odyssey. Um deles foi comprado em um brechó em San Francisco por US$ 15. Cleidson fala que o mais legal de colecionar não é gastar dinheiro, mas garimpar. Ele sempre encontra um tempo nas viagens a trabalho para procurar consoles e games raros.

Coincidências do destino: Cleidson Lima nasceu em 1972, mesmo ano do lançamento do Magnavox Odyssey.

Para ele, consoles precisam ter significado e valor sentimental. Seu favorito é o Atari Supergame VG-2800, seu primeiro videogame.