Netflix

Stranger Things virou game para PC

A Netflix, vez ou outra, emplaca uma série original de grande sucesso em seu catálogo. O destaque da vez é Stranger Things, que traz o desaparecimento do jovem Will Byers em meio a uma atmosfera misteriosa. A série é realmente muito boa e não demorou até três fãs criarem uma versão em formato de game.

No jogo “tributo” para PC, usando uma mecânica point-and-click (aponte e clique), o jogador deve procurar o jovem Will, enquanto investiga os acontecimentos sobrenaturais que estariam acontecendo no vilarejo fictício de Hawkins, nos EUA. O título funciona no Windows, Linux e Mac OS X. Não se anime muito, dura apenas 10 minutos.

T-Mobile surpreende com streaming de vídeo gratuito

A T-Mobile, empresa alemã do ramo de telecomunicações que também atua como operadora de celular em diversos países, fez um movimento ousado. E até impensável – pelo menos atualmente – para os padrões do mercado brasileiro, onde até o WhatsApp é alvo de polêmica. De acordo com o Gizmodo, o CEO John Legere revelou um acordo com serviços de streaming de vídeo, como o Netflix, que não vai descontar o uso da internet do pacote de dados dos usuários.

A novidade da T-Mobile foi batizada de Binge On e passa a valer a partir de 15 de novembro. Estão inclusos na lista Netflix, HBO, Hulu, Sling TV, Watch ESPN e Vevo. O YouTube, entretanto, ficou de fora (ao menos por enquanto) da parceria. O benefício é de graça para clientes com planos de dados de 3 GB ou franquias superiores. Funciona apenas nos Estados Unidos.

(Igualzinho ao Brasil…)

 

Criador de Mario fala que Nintendo pode produzir filmes de games

Esperamos que não seja desse jeito, como na adaptação de 1993 para Super Mario Bros.

Neste ano, fortes rumores sobre uma suposta série live-action no universo de The Legend of Zelda, com exclusividade do Netflix, foram lançados na internet. Ao mesmo tempo em que a Nintendo negava tal possibilidade, muitos fãs certamente se perguntaram: “e se a empresa, de fato, investisse em filmes e seriados?”

Desta vez, não se trata de boato, mas sim de uma declaração de Shigeru Miyamoto, criador de Mario, Zelda, Donkey Kong e mais dezenas de outras franquias. O produtor afirmou, em uma entrevista à Fortune durante a E3 – mas que só foi revelada nesta semana – que a Nintendo, de fato, tem planos para isso:

“Ao longo dos anos, várias pessoas vieram até nós e perguntaram: ‘Por que não fazemos um filme juntos? Ou nós fazemos um longa-metragem e vocês um jogo, lançando ambos ao mesmo tempo?

Porque ambos parecem similares, a expectativa natural das pessoas é que nós desenvolveríamos games e então transformaríamos em filmes. Mas eu sempre acreditei que os jogos, como um meio interativo, e os filmes, de forma passiva, são bem diferentes.

Ao mesmo tempo em que nós olhamos, de forma mais ampla, para o papel da Nintendo como uma empresa de entretenimento, nós estamos começando a pensar cada vez mais em como filmes podem combinar com isso. Nós vamos potencialmente trabalhar em coisas como filmes no futuro.”

Certamente alguns irão lembrar de Super Mario Bros., adaptação para as telonas das aventuras do bigodudo. A “obra” de 1993 não foi produzida pela própria empresa, mas licenciada para a Buena Vista Pictures, e conseguiu ter uma péssima repercussão: além de um enredo bem diferente dos jogos, algumas cenas são tão bizarras que a impressão que passa é que os produtores nunca jogaram nenhum Mario. Yoshi pareceu ter sido extraído de um Jurassic Park, inclusive. Veja o trailer abaixo e tire suas próprias conclusões.

Trailer de Super Mario Bros. (1993)

Em 2014, após o vazamento de e-mails envolvendo a Sony através do WikiLeaks, foi revelado que uma possível versão de Super Smash Bros. estaria em fase final de negociação. A ex-presidente da Sony Pictures, Amy Pascal, recebeu várias mensagens do produtor Avi Arad, que se encontrou com Miyamoto no Japão para discutir um acordo. Em uma delas, o criador de Mario teria mencionado a parceria em conversa com uma executiva da Koei Tecmo: “sinto muito que tenha levado seis anos. Muito obrigado pelo seu apoio“. Até mesmo uma foto com Miyamoto e Arad estava em anexo a um dos e-mails.


Metroid nos cinemas?

Já pensou em ver Super Metroid nas telonas?

Ao mesmo tempo em que desempenhou um papel de supervisão em longas-metragens para Pokémon e Animal Crossing (este último apenas exibido em cinemas japoneses), até aqui a empresa nunca esteve relacionada a produções envolvendo atores reais – exceto pelo “desastre” de 1993, citado acima. Em 2003, houve uma tentativa de produzir uma adaptação de Metroid pela Lion Rock Productions, que não conseguiu avançar. O famoso cineasta John Woo,  responsável por Missão Impossível 2 e A Outra Face, resolveu então encarar o desafio e produzi-lo. A sinopse original foi até divulgada pelo portal Variety:

“O enredo se passa em uma galáxia que já foi pacífica, cuja situação mudou a partir de uma descoberta: em uma expedição de mapeamento rotineira em um planeta, um grupo de pessoas descobre uma nova forma de vida: os Metroid. Capazes de absorver outras formas de vida, sugar sua energia e multiplicar-se em grande número, eles provaram ser uma terrível ameaça.

A caçadora de recompensas Samus Aran recebe, da Federação Galática, a missão de eliminar as criaturas, até que ela descobre que piratas com um Metroid roubado estão planejando construir um exército indestrutível.”

Promissor, não é mesmo? Nada distante dos jogos. A ideia era lançar o longa em 2006, o que não aconteceu. O então produtor, Brad Foxhoven, revelou em 2012 ao site IGN que o título foi cancelado cinco anos antes, devido a desavenças criativas. A Nintendo estaria pessimista após o fracasso de Super Mario Bros., limitando a equipe de roteiristas, que incluía David Greenwalt (da série Buffy). Um dos responsáveis por Metroid, o game designer Yoshio Sakamoto afirmou que apenas apoiaria um projeto desta magnitude se fosse confiado a um de seus colegas, o diretor Ryuji Kitaura. Em meio a estes conflitos, a Nintendo, famosa por ser bastante conservadora, não conseguiu unanimidade internamente e o longa entrou em hiato indefinido.

 

Produções feitas por fãs: o calo da Nintendo

A gigante japonesa costuma derrubar, judicialmente, games desenvolvidos por fãs que usam sua propriedade intelectual. Já vimos vários jogos serem cancelados nos últimos anos desta forma. Em 2009, no entanto, foi um filme que chamou a atenção da companhia. The Hero of Time, uma adaptação independente de The Legend of Zelda, foi produzida e até exibida em cinemas norte-americanos. No início de 2010, a Nintendo conseguiu proibir, nos tribunais, a exibição do longa. Feito com baixíssimo orçamento, The Hero of Time está longe de ser algo “de primeira”, mas se destacou pela perseverança da equipe envolvida, composta – obviamente – por fãs da franquia. Tire suas próprias conclusões:

Prepare a pipoca para uma sessão de Zelda. Você já se imaginou fazendo isso?

 

Outras empresas: a lista só cresce

Angelina Jolie em Tomb Raider (2001)

Embora ainda exista uma certa resistência por parte dos hardcore gamers, filmes baseados em jogos devem ser algo ainda mais frequentes nos próximos anos. Ao mesmo tempo em que há produções assustadoras – falo, pelo menos, por mim e me refiro a Street Fighter (1992) e Mortal Kombat: Annihilation (1997) – gostei das adaptações de Resident Evil e Hitman. A lista de próximos lançamentos só cresce: The Last of Us, Angry Birds, Assassin’s Creed e Uncharted virão até 2017. Quem sabe não aparece alguma surpresa (positiva)?