Nintendo

Conheça Riqa, o Tomb Raider cancelado da Nintendo

Durante a E3 1999, a Nintendo revelava um título para o N64 que seria “o concorrente de Tomb Raider“. Desenvolvido pelo Bits Studios e publicado pela gigante japonesa, Riqa tinha – de fato – muitas inspirações nas aventuras de Lara Croft. No entanto, o game terminou cancelado. Conheça um pouco mais dessa história em mais um post da coluna No Limbo.

Cobrindo uma lacuna

Na década de 90, praticamente todo mundo tinha um Tomb Raider – Saturn, PlayStation, Windows, DOS, Mac, Dreamcast – exceto o Nintendo 64. Quando a Core começava a trabalhar em uma versão para o console 64-bit, os trabalhos na sequência já estavam avançados e o acordo de exclusividade com o PlayStation se tornava realidade. Logo, a Nintendo sabia: era preciso agir. Não ter um jogo no mesmo estilo seria uma oportunidade perdida.

Em 1997 o projeto para desenvolver um (a) rival para Lara Croft começava. A Bits Studios, com uma dúzia de games duvidosos em seu histórico, recebia a missão, sob acompanhamento da Nintendo. Na E3 1999, após rumores, Riqa era anunciado oficialmente, com direito a uma demonstração jogável. Mantendo uma perspectiva de ação em terceira pessoa, a protagonista – que leva o nome do jogo – deveria eliminar humanos e monstros na exploração de diversas áreas, além de solucionar puzzles.

A mídia recebeu bem a demo jogável e passou a nutrir expectativa pelo título, com data de lançamento prevista para o início de 2000. O que aconteceu no ano seguinte? Nada. Riqa não foi terminado a tempo e a chegada do GameCube se tornava iminente, exigindo um investimento considerável na atualização do projeto. Ao mesmo tempo, a “onda” de Lara Croft já estava esfriando e Tomb Raider não tinha mais o mesmo apelo. Em resumo, Riqa foi cancelado sem nenhum alarde pela empresa japonesa.

Cancelamento e mudança de rumo

Sem apoio da casa de Mario, o Bits Studios ativou seu plano de contingência: uma nova propriedade intelectual sob seu domínio, usando boa parte dos trabalhos feitos em Riqa. Assim surgiu Rogue Ops, um jogo de ação multiplataforma (Xbox, PS2, GameCube) publicado pela Kemco. Mecânicas inspiradas em Metal Gear Solid e Splinter Cell foram acrescentadas para fazer o título ficar mais apelativo ao público norte-americano, mas a reação foi morna e não houve sequências.

Em 2017, no entanto, um fã de games beta teve acesso à versão não-concluída de Riqa e postou os primeiros 15 minutos do título no YouTube – este é o vídeo que você pode ver acima no post. Abaixo, veja como ficou Rogue Ops, o “sucessor espiritual”, e faça as suas comparações! Quer conhecer mais jogos arquivados? Siga a nossa coluna No Limbo. Já falamos das tentativas frustradas de retorno de Mega Man, Halo para Nintendo DS, o “clone Pokémon” da From Software, a sequência de Star Fox para SNES, Resident Evil 1.5 e 3.5, a adaptação cancelada de 007 Casino Royale para PS3 e 360, entre muitos outros!

 

 

Super Mario Run não trouxe lucros satisfatórios para a Nintendo

Sim, nós gostamos de Super Mario Run, a estreia do mascote no iOS e Android. Mas o modelo bizarro de monetização (trial gratuito, 10 dólares para liberar o resto) causou revolta na comunidade gamer. Isso impactou na avaliação do jogo na App Store, inclusive. Agora, com a chegada ao Android, a Nintendo aumentou o conteúdo da edição gratuita, mas ainda não conseguiu fugir das críticas.

Super Mario Run não é o número 1 da Nintendo no iOS?!

Em conversa com o Nikkei, o presidente da Nintendo, Tatsumi Kimishima, revelou que o título “não alcançou as expectativas (de lucro)”. Enquanto isso, Fire Emblem Heroes adotou um modelo freemium (grátis para jogar, com itens especiais pagos) e se tornou o título mobile mais rentável da empresa. Ainda assim, um executivo afirmou ao Nikkei que a casa de Mario ainda não acredita completamente nesta forma de monetização e insistirá em Super Mario Run do jeito que é hoje.

Telas do game: mapa, conclusão de fase e gameplay em mansão assombrada

Super Mario Run: um game bem interessante, mas que sofreu com uma péssima estratégia de marketing e monetização

Se a chegada do jogo ao Android vai mudar a situação, nós não sabemos. Mas Nintendo, vem cá: deixa de ser teimosa!

Nintendo Switch chega ao Museu do Videogame

Com vendas de estreia equivalentes às do Wii, o Nintendo Switch chegou de forma sólida ao mercado. Com um novo Zelda entre os títulos disponíveis, o sistema já é bem desejado: muita gente está louca para experimentar o console, em especial com a nova aventura de Link. Eis que o Museu do Videogame Itinerante incluiu o lançamento da Nintendo em sua exibição, que agora está em cartaz no Shopping Center Recife!

A iniciativa, que é gratuita, traz consoles antigos e novos sob a curadoria do jornalista Cleidson Lima. A terceira passagem do Museu por Recife foi a primeira no Brasil a trazer o Switch – “dockado” e conectado à TV – e The Legend of Zelda: Breath of the Wild entre as demonstrações abertas ao público. O BitBlog participou da experiência.

Breath of the Wild e Nintendo Switch: uma dupla ambiciosa

Joy-con Grip do Switch em nossas mãos, durante demonstração de Zelda

Bonito, mas desconfortável – essa foi a nossa impressão do Joy-con Grip do Nintendo Switch

Já tínhamos curtido o Breath of the Wild na E3 2016, especificamente no Wii U. A edição do Switch realmente estava mais estável, sem quedas notáveis de framerate. Na TV, o visual cartoon ajuda a esconder eventuais imperfeições, casando bem com a proposta do jogo. Em um save compartilhado por quem passava pelo evento, o título podia ser apreciado por até cinco minutos por cada pessoa presente. Difícil era passar tão pouco tempo jogando uma aventura tão vasta! Aventura que, por sinal, pode ficar maior com DLCs prometidos pela Nintendo para Breath of the Wild.

Dois consoles Switch estavam lá, cada um em seu dock, enquanto cada par de Joy-cons estava conectado ao suporte (grip) que vem com o videogame. Aí que reside o problema: o Joy-con Grip é minúsculo e quem tem mãos grandes vai sofrer um pouco para se acostumar. A impressão que passa é que as mãos ficam muito próximas. Para uma empresa que produziu comandos confortáveis – como o do N64 e GameCube – esperávamos mais nesse sentido.

De qualquer forma, Zelda é Zelda. Acreditamos que, no modo portátil, a “pegada” dos Joy-cons fica muito melhor com eles acoplados ao console propriamente dito. E ainda há o Pro Controller, um joystick mais tradicional fabricado pela Nintendo, que vem sido bastante elogiado pela crítica até aqui. Portanto, experimentar o jogo (que promete ser o melhor de 2017) na nova aposta da empresa é algo obrigatório!

Museu do Videogame tem até Atari

O Museu do Videogame Itinerante, que somente em 2015 e 2016 recebeu mais de 7 milhões de visitantes em 15 cidades, é o primeiro do gênero do país registrado pelo Ibram – Instituto Brasileiro de Museus. Em 2014, recebeu o prêmio do Ministério da Cultura como o museu mais criativo do país. Em 2016, foi um dos museus brasileiros escolhidos para representar o país no maior encontro de museus do mundo, em Paris.

A exposição totalmente interativa resgata quatro décadas de história da evolução dos videogames. Entre as relíquias estão o primeiro console fabricado no mundo, o Magnavox Odyssey, de 1972; o Atari Pong (primeiro console doméstico da Atari), de 1976; Fairchild Channel F, de 1976 (primeiro console a usar cartuchos de jogos); o Telejogo Philco Ford, de 1977 (o primeiro videogamefabricado no Brasil); o Nintendo Virtual Boy, de 1995 (primeiro a rodar jogos 3D); o Vectrex, de 1982 (console com jogos vetoriais que já vinha com monitor); o Microvision (primeiro portátil a usar cartucho), de 1979 e o R.O.B (robozinho lançado juntamente com o Nintendo 8 bits, em 1985).

Em 2017, uma outra novidade interessante é o PlayStation VR, disponível para demonstrações.

Próximas cidades que vão receber o Museu do Videogame

Atualmente, o Museu do Videogame está de passagem pelo Recife. Ele pode ser visitado gratuitamente no Shopping Center Recife de segunda a sábado, das 9h às 22h, e domingo, das 12h às 21h. Para acompanhar as próximas cidades a receber o evento, basta acessar o Facebook do Museu ou o site oficial. Para facilitar, colocamos uma listinha abaixo, mas lembrem de verificar se as datas permanecem as mesmas, ok?

Recife – 04/03 a 26/03
Maceió – 08/04 a 23/04
Maringá – 04/05 a 14/05
Fortaleza – 12/08 a 03/09
São Paulo – 07/10 a 29/10

Afinal, quando vamos capturar Mew e Mewtwo no Pokémon GO?

Pokémon GO já não faz mais o sucesso estrondoso de seu lançamento. Depois de um começo arrasador, com 100 milhões de downloads em apenas um mês de existência, o game da Niantic não conseguiu reter boa parte dos jogadores, que começaram a abandonar o barco. O lançamento ainda recente da segunda geração conseguiu dar uma revigorada no jogo, mas também trouxe algumas discussões sobre o que falta nele. Entre as várias reivindicações – incluindo a possibilidade de trocar monstrinhos, uma nova mecânica nos ginásios e a adição de batalhas entre treinadores – há uma questão que pode estar perto de ser respondida: Afinal, quando Mew e Mewtwo chegam no Pokémon GO?

A resposta curta e grossa é que ninguém sabe ainda. Mas acontece que o presidente da Niantic, parceira da Nintendo e da The Pokémon Company no desenvolvimento do game, deu uma entrevista à edição alemã da revista Wired no início de março. Na ocasião, John Hanke soltou algumas informações preciosas sobre o que a companhia planeja para Pokémon GO em 2017.

Mew e Mewtwo virão com outros Pokémon lendários

John Hanke falou que Mew, Mewtwo, Articuno, Zapdos e Moltres poderão ser capturados em Pokémon GO ainda neste ano de 2017. Algumas fontes acreditam que esta atualização é esperada para o final do ano, enquanto outros sites especializados são mais otimistas e apostam no meio do ano. Enquanto isso, nenhum jogador vai encontrar, muito menos conseguir capturar esses monstrinhos. Houve até casos de alguns poucos sortudos que conseguiram um Articuno nos primeiros meses de lançamento do Pokémon GO. Vídeos começaram a aparecer na internet, porém a Niantic revelou que se tratava de um erro e removeu os lendários de todos os jogadores.

Capturar Mew e Mewtwo não será fácil

Um dos diretores da Niantic mencionou que certos Pokémon especiais devem oferecer uma experiência única no jogo. A declaração foi interpretada como um sinal de que Mew e Mewtwo não serão capturados pelas vias normais, mas devem exigir algum tipo de truque ou sorte, como é o caso do Ditto, que surge disfarçado. Outra pista interessante é que a masterball (masterbola) foi encontrada no código do jogo, embora ainda não tenha sido implementada oficialmente. Há especulações de que ela seria desbloqueada a partir do nível 40. Se isso for verdade e capturar Mew ou Mewtwo depender do item, a tarefa não será nada fácil.

Zapdos, Moltres e Articuno poderão ser capturados no Pokémon GO ainda em 2017

Zapdos, Moltres e Articuno poderão ser capturados no Pokémon GO ainda em 2017

Os stats dos Pokémon lendários

Como falamos anteriormente, a galera mais geek e com conhecimento de programação conseguiu extrair informações relevantes do código-fonte do jogo. Além de identificar a presença da masterball, a turma descobriu os possíveis stats dos Pokémon lendários. Mewtwo, por exemplo, teria o ataque mais forte de Pokémon GO. Entretanto, nada garante que a Niantic vá manter as coisas desse jeito. De qualquer forma, se bateu a curiosidade, confira abaixo:

Pokémon GO – Melhor ataque

#1 Mewtwo – 330
#2 Alakazam – 271
#3 Ho-Oh – 263
#4 Dragonite – 263
#5 Espeon – 261
#6 Gengar – 261
#7 Zapdos – 253
#8 Tyranitar – 251
#9 Moltres – 251
#10 Flareon – 246
#11 Raikou – 241
#12 Kingler – 240
#13 Pinsir – 238
#14 Gyarados – 237
#15 Scizor – 236
#16 Ursaring – 236
#17 Entei – 235
#18 Heracross 234
#19 Machamp 234
#20 Exeggutor 233
#21 Jolteon – 232
#22 Kadabra – 232
#23 Arcanine – 227
#24 Houndoom – 224
#25 Hitmonlee – 224

Pokémon GO – Melhor defesa

1# Shuckle – 396
#2 Steelix – 333
#3 Lugia – 323
#4 Cloyster – 323
#5 Ho-Oh – 301
#6 Onix – 288
#7 Mantine – 260
#8 Skarmory – 260
#9 Umbreon – 250
#10 Articuno – 249
#11 Forretress – 242
#12 Tentacruel – 237
#13 Suicune – 235
#14 Mr. Mime – 233
#15 Blissey – 229
#16 Golem – 229
#17 Omastar – 227
#18 Weezing – 221
#19 Hypno – 215
#20 Donphan – 214
#21 Kingler – 214
#22 Hitmontop – 214
#23 Tyranitar – 212
#24 Hitmonchan – 212
#25 Miltank – 211

Pokémon GO – Melhor HP

1# Blissey – 510
#2 Chansey – 500
#3 Wobbuffet – 380
#4 Snorlax – 320
#5 Wigglytuff – 280
#6 Vaporeon – 260
#7 Lapras – 260
#8 Lanturn – 250
#9 Entei – 230
#10 Jigglypuff – 230
#11 Mewtwo – 212
#12 Ho-Oh – 212
#13 Lugia – 212
#14 Rydon – 210
#15 Kangaskhan – 210
#16 Muk 210
#17 Tyranitar 200
#18 Celebi – 200
#19 Mew – 200
#20 Suicune – 200
#21 Piloswine – 200
#22 Noctowl – 200
#23 Dunsparce – 200
#24 Azumarill – 200
#25 Gyarados – 190

Pokémon GO – CP Máximo

#1 Mewtwo – 4760
#2 Ho-Oh – 4650
#3 Tyranitar – 3670
#4 Lugia – 3598
#5 Dragonite – 3581
#6 Entei – 3377
#7 Snorlax – 3355
#8 Raikou – 3349
#9 Zapdos – 3330
#10 Rhydon – 3300
#11 Gyarados – 3281
#12 Moltres – 3272
#13 Blissey – 3219
#14 Vaporeon – 3157
#15 Celebi – 3090
#16 Mew – 3090
#17 Donphan – 3022
#18 Espeon – 3000
#19 Lapras – 2980
#20 Heracross – 2938
#21 Articuno – 2933
#22 Golem – 2916
#23 Exeggutor – 2916
#24 Flareon – 2904
#25 Machamp – 2889

 

Nintendo Switch: vendas superam expectativas de analistas

Lançado nos principais mercados em 3 de março, o Nintendo Switch teve seus primeiros dados de vendagem revelados.

No Japão, a revista Famitsu antecipou que o console híbrido superou 330 mil unidades em seus dois primeiros dias nas prateleiras. O título número 1 – como era de se esperar – foi The Legend of Zelda: Breath of the Wild, que ficou na casa de 193 mil unidades vendidas em edição física. Com o melhor lineup de títulos para o lançamento, os japoneses superaram os números de estreia do Wii U (308 mil) e PS4 (322 mil), mas ficaram abaixo do Wii (371 mil).

Nos EUA, a situação parece ter sido ainda melhor, de acordo com o The New York Times. Em seus dois primeiros dias no mercado, o Switch teve a melhor estreia da história da Nintendo em termos de vendas de hardware (incluindo os portáteis). Até então, quem tinha esse posto era o Wii. O novo Zelda também foi o game com o lançamento de maior vendagem – de todos os tempos – para a empresa, considerando títulos stand-alone (isso é, jogos que não vêm em pacotes promocionais com hardware). A nova saga de Link teve números superiores até mesmo em relação a Super Mario 64 em seus primeiros dois dias.

No Reino Unido, também contabilizando a sexta-feira e o sábado do lançamento, o Switch alcançou mais de 80 mil unidades, o dobro do Wii U em 2012. No entanto, este indicador ainda está abaixo do PS4 (250 mil) e Xbox One em 2013 (150 mil), além do 3DS em 2011 (113 mil) e o Wii em 2006 (105 mil).

Com as boas notícias acima, a Nintendo teve um aumento significativo no valor de suas ações, 4%, deixando os investidores mais otimistas. Resta saber se o momento será mantido com os próximos lançamentos de software.

Super Bomberman R é o retorno da franquia no Nintendo Switch

Não há como negar que Zelda: Breath of the Wild continua sendo o centro das atenções do lançamento do Nintendo Switch. Mas o novo console da Big N chegou às lojas com outros games disponíveis em formato físico e digital. Um deles é o Super Bomberman R, que marca o retorno da franquia à indústria dos jogos eletrônicos. Além de um modo multiplayer que permite até oito jogadores competindo entre si, existe também o modo história, que oferece 50 fases e pode ser jogado no cooperativo com duas pessoas (incluindo o jogador principal).

Ainda vai demorar um pouquinho para eu colocar as mãos no Nintendo Switch, mas eu preciso contar que tenho um carinho especial por Bomberman. Não era exatamente uma das minhas franquias favoritas (alô, Sonic), só que quando eu era criança e passava uma temporada na casa dos meus primos que possuíam Super Nintendo, Bomberman era pedida certa.

O último título da série foi Bomberman Live: Battlefest, lançado para Xbox Live Arcade em dezembro de 2010. Vamos torcer para que o retorno tenha boa aceitação da crítica e dos gamers. Particularmente, eu preferia um visual mais colorido, mas com certeza daria uma chance a Super Bomberman R.

Gameplay de Super Bomberman R

 

Conheça a adaptação de Halo para DS que nunca foi lançada

Na decáda de 2000, não era raro encontrar jogos da Microsoft em portáteis da Nintendo. Propriedades intelectuais como Age of Empires e Blue Dragon recebiam adaptações para o DS, que vendia horrores naquela época. Uma franquia que quase seguiu o mesmo caminho foi Halo. Entenda essa história em mais um post da coluna No Limbo.

Tentando vender a ideia

Parece um sonho, como faz pra jogar?

Em meados de 2005, o estúdio n-Space terminava a versão DS de GoldenEye Rogue Agent, encomendada pela EA. O que fazer com a engine que tinha sido criada do zero e que parecia suportar tão bem FPS no portátil da Nintendo? Seria um desperdício não desenvolver mais algum projeto usando o motor. Foi aí que surgiu a ideia de criar um protótipo de Halo.

No ano anterior, Halo 2 desembarcava no Xbox e o público norte-americano, em especial, não poderia estar mais empolgado: as vendas foram enormes e o serviço online da plataforma, a Live, deslanchou de vez. Uma edição portátil de Halo chegando em seguida poderia capitalizar em cima da série. O n-Space resolveu criar um esboço por conta própria e apresentar à Bungie e à Microsoft, buscando receber o “ok” para seguirem adiante.

“Não”

A ideia parecia sensacional, mas não recebeu autorização. Logo, sem ter acesso à propriedade intelectual, o n-Space cancelou o game, tratado internamente como Halo DS. Mas ficar sem projetos não seria um problema para o pequeno estúdio que, devido à sua engine para FPS portáteis, recebeu incentivos da Activision para trazer cinco versões de Call of Duty para o Nintendo DS, além de uma adaptação do reboot de GoldenEye 007 (da Activision).

A revelação ao público

Foi apenas em 2007 que a internet descobriu Halo DS. Um editor do site IGN, Matt Casamassina, mostrou em vídeo um protótipo do game, que se passava na fase Zanzibar de Halo 2. A tela inferior podia ser usada para controlar o personagem ou usar armas secundárias (como granadas). Além de um modo campanha, existiam duas opções multiplayer (com um único cartucho e com vários deles).

Infelizmente, não existem planos para um Halo portátil no futuro. Só nos resta lamentar!

(créditos das imagens e vídeos: IGN)