Opinião

Jogamos: Mario + Rabbids Kingdom Battle esbanja bom humor

Um projeto que vazou em 2016 e que só foi confirmado na E3 2017, Mario + Rabbids: Kingdom Battle mescla os mundos de Mario e dos simpáticos Rabbids em uma aventura exclusiva para o Switch. Jogamos o game na feira, veja abaixo as nossas impressões!


Enfrentando os Rabbids do mal

Mario lançando Rabbid Peach em direção a uma parte segura do tabuleiro

Se proteger em posições estratégicas é essencial para vencer as batalhas

Quando você é Mario, olha pros lados e vê Rabbid Luigi e Rabbid Peach, o que você faz? Claro que você se une a eles para enfrentar os Rabbids vilões, que estão assombrando o Reino do Cogumelo! Enredo à parte, Mario + Rabbids é um game de estratégia onde você precisa usar objetos do cenário para conseguir abrigo e atacar os inimigos sempre que possível.

Na demo da E3, era possível controlar Mario, Rabbid Luigi e Rabbid Peach livremente pelo cenário entre cada puzzle. Basicamente, a cada turno, é possível se movimentar (inclusive entrando em canos espalhados pelo mapa, desde que eles estejam na sua área de alcance), atacar um inimigo ou usar uma técnica. O seu alcance, seja para movimentação ou ataque, gira em torno da sua posição. Mario pode lançar Rabbid Peach, por exemplo, para cima dos inimigos através de um combo.

Coletar moedas entre cada puzzle é essencial, pois elas permitem adquirir novas armas e técnicas para os heróis. O jogo tem um visual bem colorido, com diversos Rabbids NPCs pelo cenário. Sabemos que outros personagens poderão se juntar à aventura, como Yoshi, mas eles não estavam disponíveis na demo da E3.

Não é que deu certo?

Mario e o Luigi Rabbid em destaque

Carisma não falta aqui

Eu estava preocupado com este crossover. Não conseguia ver como os universos de Mario e dos Rabbids poderiam se entrelaçar. Eis que, a julgar pela demonstração, deu certo: é divertido vencer os puzzles do jogo e adqurir novas armas e habilidades. Como soubemos através da nossa entrevista com a Ubisoft, Shigeru Miyamoto (criador de Mario) tinha uma grande preocupação com o gameplay e com criar algo novo para o mascote. Eis que a Ubisoft conseguiu encontrar uma mecânica que empolga.

Ficamos curiosos em relação ao modo multiplayer, que promete trazer missões cooperativas, e com possíveis easter eggs. Questionei um dos designers do projeto na feira se poderíamos aguardar a aparição de Rayman. Ele sorriu e despistou, mas se os coelhos carismáticos foram apresentados ao mundo em um game junto ao mascote da Ubisoft, eu acredito fortemente nessa possibilidade. Talvez caia uma lágrima se acontecer…


Mario + Rabbids: Kingdom Battle chega exclusivamente ao Switch em 29 de agosto. Siga acompanhando o site e redes sociais do BitBlog para mais novidades da E3 2017!

Prévia: Starlink Battle for Atlas é ambicioso e traz combates no espaço

A portas fechadas, o BitBlog teve a oportunidade de ver um pouquinho da nova aposta da Ubisoft, Starlink: Battle for Atlas. Revelado na conferência da empresa pré-E3 (veja o que rolou aqui, cobrimos direto de LA, in loco!), trata-se de uma propriedade intelectual da Ubisoft Toronto com elementos de mundo aberto, MMOs e combates espaciais. Veja a nossa prévia abaixo!


Não, não é um Skylanders

Action figure de aeronave acoplada ao Joy-con Grip do Nintendo Switch

Quer mudar de nave? Troca o action figure. Quer trocar o piloto? Idem.

O enredo do game ainda não está tão claro. Mas o que sabemos: você faz parte de um esquadrão que defende a galáxia (composta por seis planetas) de ameaças como monstros e robôs. O seu joystick sozinho não te ajuda muito: é preciso acoplar ao mesmo action figures de aeronaves e pilotos presentes no game. Cada veículo tem suas particularidades (velocidade, poder de combate, etc), enquanto cada piloto tem uma habilidade específica (como deixar o tempo mais devagar, por exemplo).

Na demo, além de bastante exploração pelo espaço, uma missão estava disponível, The Bone Wastes. A ideia era encontrar uma fonte de energia em um planeta específico e derrotar inimigos que estavam por perto, como um feroz Frost Giant. Sim, não é apenas abater espaçonaves, mas também formas de vida. Retirar as asas das naves do controle fazia, obviamente, a espaçonave não poder mais ganhar altitude. Três modos de pilotagem, desta forma, estão disponíveis: um mais básico (apenas locomoção a poucos metros do chão), voo (podendo ganhar bastante altitude) e voo entre planetas (com potência suficiente para poder explorar a galáxia).

O que esperar da versão final

Starlink: Battle for Atlas é um título prometido para 2018 no Switch, PS4 e Xbox One. No entanto, a versão disponível já estava bem madura, com visual caprichadíssimo e jogabilidade polida. Conversei com dois desenvolvedores do time e eles me afirmaram que a engine usada é a mesma de Tom Clancy’s The Division nas três plataformas – sim, isso inclui o Switch. A mesma versão do motor, o que mostra que o console da Nintendo já tem uma versão otimizada dele e que podemos esperar títulos mais maduros no futuro.

Os desenvolvedores da Ubisoft Toronto chutaram que o projeto já está mais ou menos 50% pronto. Questionados sobre o multiplayer, eles disseram algo interessante: um modo cooperativo vai existir, mas apenas offline em tela dividida. A qualquer momento, um segundo jogador pode entrar e sair da jogatina, sem afetar as missões do game que o Player 1 está envolvido. Gosto da ideia de incentivar multiplayer local, algo que parecia entrar em desuso, mas felizmente vem sido resgatado por diversas empresas de algum tempo pra cá.

Infelizmente, não pudemos tirar fotos da demonstração, mas posso afirmar que o game tá lindo! Parabéns, Ubisoft, por investir em novas propriedades intelectuais e por apostar no talento do seu pessoal. Eles não esconderam a empolgação com o projeto.


Enquanto esperamos Starlink em 2018, vai curtindo a nossa cobertura da E3! Tem muito conteúdo por vir nas redes sociais e site do BitBlog.

Jogamos: Metal Gear Survive é inesperadamente divertido

O anúncio de Metal Gear Survive no ano passado deixou alguns fãs preocupados: será que trazer a franquia para um espaço mais inquieto, com mais ação e menos espionagem, terminaria bem?

Jogamos o game na E3 2017 na edição para PS4. Veja as nossas impressões abaixo!


Portais, zumbis e dimensões

Dezenas de zumbis atacando de uma vez só

No final da missão não fica nada fácil manter-se seguro

Em uma realidade alternativa, zumbis são transportados entre dimensões. Resta a você sobreviver ao ataque de um exército de criaturas estranhas. Esta é a trama do modo multiplayer do título, pelo menos, já que a campanha solo segue guardada a sete chaves. Em grupos de 4 pessoas, é preciso usar estratégia e muita conversa para orquestrar as missões, que são todas cooperativas.

Na demo da E3, estávamos em um cenário que lembrava ruínas de uma fortaleza, com um gerador que precisa ser protegido do ataque dos mortos-vivos. Com a missão dividida em três momentos, tínhamos pessoas de perfis diferentes: o game permite o uso de um homem ou mulher especialista em combate a curto alcance e outro(a) a médio alcance. Cada um tinha kits de armamento diferentes.

Em um primeiro momento, a ideia era infiltrar na fortaleza. Para isso, havia duas formas: com muita paciência, passando-se despercebido entre os poucos zumbis que ali estavam, ou partindo pro tiroteio e quebrando tudo. Em seguida, preparar terreno (e plantar machine guns!) para eliminar criaturas que eram transportadas de um portal para lá, dessa vez incluindo Bombers: cabeçudos, resistentes a tiros, porém explosivos ao serem derrotados. Na última etapa, usar robôs para proteger o gerador de um ataque massivo, mantendo-o operacional até um contador de tempo se esgotar.

Dividir para conquistar

Zumbis indo embora em balões

Adeus, jovens

Para quem curte e admira Metal Gear Solid, é difícil aceitar a ideia de a série ter tiroteios online com bichos excêntricos. Mas acredite: funciona, pelo menos no multiplayer. Na demo que joguei, outro jornalista brasileiro e mais dois gringos se juntaram a mim nesta missão cooperativa e conseguimos chegar com sucesso ao fim. Há, sim, elementos de MGS: a ideia de recuperar energia tratando partes do corpo com itens específicos, os balões que levam inimigos pro espaço ou um pouco de espionagem que ainda resta.

Após morrer uma vez e fazer algumas customizações de armas primárias e secundárias, além de entender como o D-pad funciona para plantar machine guns, barricades e até selecionar granadas, a experiência melhorou. Muito. Embora o novo medidor de resistência pare o seu personagem quando ele corre bastante, esgotando o mesmo, dá para lidar com isso e dividir para conquistar.

Enquanto alguns companheiros se organizavam no combate a curto alcance, eu plantei machine guns e fiquei agindo a nível mais estratégico, impedindo zumbis e bombers de se aproximarem do espaço do gerador. Na etapa final, larguei de vez o plano, subi em um robô e saí chutando (literalmente) a galera. Sim, chutes são bem efetivos contra alguns tipos de inimigos. Quando a partida terminou, teve aplausos e bastante comemoração. Sim, foi divertido.


Para curtir Survive, o melhor conselho que podemos dar é: abra sua mente. Pense que este é um spin-off da amada série e, se você curtir, será uma oportunidade nova de explorar o universo de Metal Gear, desta vez online com amigos (e desconhecidos). A campanha solo ainda é uma interrogação e pode prejudicar o pacote final, mas estamos otimistas.

Metal Gear Survive chega no início de 2018 ao PS4, Windows (via Steam) e Xbox One.

Jogamos: Yakuza 6 – The Song of Life mantém o charme da franquia

Yakuza é uma série que nasceu em plataformas PlayStation e por lá ficou, com raras exceções (como o remake dos dois primeiros jogos no Wii U). O que esperar do primeiro jogo da franquia desenvolvido com a atual geração de consoles em mente? Primeiro, que sai no PS4. Segundo, todos os elementos dos anteriores.

Veja abaixo a nossa prévia de Yakuza 6: The Song of Life, direto da E3 2017 em Los Angeles!


Vai ter karaokê de novo

A mecânica de ação em um mundo aberto está mantida: o protagonista Kazuma Kiryu pode esbarrar nas pessoas pelo cenário, arrancar objetos e brigar bastante. O enredo envolve os esforços de Kiryu para proteger uma criança e descobrir o que aconteceu com a mãe dela, Haruka, durante o tempo em que ele passou na prisão, julgado pelos seus crimes.

Os minigames da série estão de volta. Na demo da E3, pudemos achar a casa de karaokê e colocar Kiryu para cantar – este era apenas um dos minigames disponíveis. Foi uma cena bem engraçada, arrancando risadas do pessoal que aguardava para jogar.

Explorando a demo

Na edição que jogamos, duas áreas estavam disponíveis: Kamurocho, visando explorar as sidequests, além de Onomichi, que introduz a narrativa principal do título. Fomos com Kamurocho mesmo, dadas as restrições de tempo. Gostamos do resultado: o Yakuza de sempre, com um visual mais atrativo.

Conversei rapidamente com o pessoal da Atlus, que está fazendo a localização do jogo para o Ocidente, e me falaram que Yakuza 6 é um dos projetos com maior quantidade de diálogo que eles já trabalharam. Tanto que o game foi lançado no Japão no fim de 2016, mas está previsto para um vago “2018” deste lado do mundo. Versões para outras plataformas (inclusive Windows!) não estão descartadas, mas por enquanto é um título exclusivo do PS4.


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Jogamos: Ever Oasis, do 3DS, ressuscita o interesse no portátil

Lembra do estúdio Grezzo, aquele que levou dois The Legend of Zelda clássicos ao 3DS (Ocarina of Time e Majora’s Mask)? Eles estão de volta com uma propriedade intelectual inédita no portátil: Ever Oasis.

O RPG de ação é um dos destaques do 3DS, sendo lançado ainda neste mês de junho. Confira as impressões que tivemos do título, direto da E3 2017!


Uma aventura no deserto

Misteriosas criaturas Chaos estão assombrando o deserto. É se aventurando que você, no papel do jovem Tethu (que também pode ser uma garota na versão final do game), coleta materiais e dinheiro para evoluir o seu pequeno vilarejo e fazê-lo prosperar. A trama principal do jogo traz a busca de Tathu pelo seu irmão mais velho, mas preferimos focar no gameplay durante a demo.

Junto aos colegas Roto e Mithu, a versão jogável na E3 2017 trouxe bastante ação em terceira pessoa, com a possibilidade de trocar de personagem a qualquer momento, enquanto os outros te acompanham. Embora haja uma pegada de Monster Hunter no que diz respeito à exploração e coleta de itens, o game lembra mesmo os Zelda do 3DS. É possível executar golpes fraco e forte, além de se esquivar e usar uma mira travada, lock-on (ao segurar L). É curioso como você apenas sobe de nível quando retorna ao vilarejo: é lá que os pontos de experiência são consolidados.

The Legend of Zelda: Monster Hunter in the Desert 3D

Os três heróis enfrentam um monstro no formato de um vaso no deserto

Ação em tempo real, do jeito que a gente gosta

Experimentamos Ever Oasis no New 3DS XL e também no novíssimo New 2DS XL. O game lida bem com a resolução do portátil, mesmo em telas grandes, com imagens bem suaves. O C-stick (privilégio das edições “New” do aparelho) é usado para rotacionar a câmera para a esquerda e direita. O sistema de combate parece bem natural e é visível que a engine de Ocarina of Time 3D e Majora’s Mask 3D foi reutilizada.

Como foi uma demo e não a versão final, talvez seja melhor segurar um pouco. Mas a primeira impressão foi que o jogo é bastante envolvente, original e um sopro de conteúdo novo no 3DS, que resiste ao tempo e insiste em se manter interessante. A Nintendo e a Grezzo estão de parabéns por investir em uma franquia inédita com tanto potencial.


Ever Oasis será lançado em 23 de junho de 2017. Siga acompanhando a E3 2017 nas redes sociais e no site do BitBlog!

Testamos: New Nintendo 2DS XL é o duas telas definitivo

Já sabemos que o 3DS está longe de morrer, com vários jogos a caminho. Logo, faz sentido a Nintendo ter revelado recentemente o New 2DS XL, novo membro da família do duas telas mais querido a ser lançado em julho. O BitBlog testou o aparelho na E3 2017 – veja as nossas impressões abaixo!

New 2DS XL aberto, desligado

Este era um dos aparelhos apresentados pela Nintendo na E3 2017

A Nintendo não nos autorizou a tirar fotos do aparelho ligado. No entanto, experimentamos o mesmo com Miitopia, Even Oasis e o Mario & Luigi: Bowser’s Minions. No final das contas, a experiência foi bem agradável: o portátil é surpreendentemente leve!

Tamanho da tela? O mesmo do New 3DS XL. Tamanho? O mesmo. Peso: o mesmo do 2DS original. Fica evidente que o novo hardware injeta sobrevida na família de portáteis da Nintendo, custando menos que um New 3DS e excluindo, basicamente, apenas o 3D estereoscópio. Ficamos nos perguntando: como o aparelho só está saindo agora?

Vale a pena lembrar que o “new” no nome promete especificações mais avançadas em relação ao 3DS original. Em resumo, títulos exclusivos como Xenoblade Chronicles 3D (obviamente sem 3D) estão disponíveis, assim como melhorias notáveis em Poochy & Yoshi’s Woolly World e outros títulos. Se você quer curtir a biblioteca do Nintendo 3DS, disponível desde 2011, mas não tem um dispositivo da família, talvez essa seja a hora de começar. Sim, o portátil ainda tem muito chão pela frente!

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É muito charme para um portátil só

Jogamos: Detroit Become Human é o grande jogo do PS4

Revelado na conferência da Sony na E3 2016, Detroit: Become Human só veio ter mais detalhes revelados no evento de 1 ano depois. Jogável na E3 2017, finalmente pudemos entender o que o estúdio Quantic Dream busca alcançar com o título exclusivo do PS4. Confira abaixo as nossas impressões!


Escolhas e suas consequências

Em uma Detroit alternativa no futuro, a demo traz o jogador no papel de Connor, um androide que trabalha para a polícia, em setor investigativo da cidade. Tudo começa com ele em um apartamento onde supostamente está havendo um crime: um pai ameaça atirar na filha e lançá-la do alto do prédio. É uma situação tensa. Os policiais estão a postos, ameaçando atirar no homem. Neste momento, a liberdade do jogador é notada: é possível explorar o ambiente e encontrar pistas do que realmente houve.

Connor pode observar fotos da família e usar sua base de conhecimento para ter acesso a nomes e idades, por exemplo, do homem e da recém-morta mulher. O policial androide vai, aos poucos, aumentando a porcentagem de sucesso na negociação com o suspeito, até o momento em que decide confrontá-lo e negociar paz. No decorrer do papo, é preciso jogar psicologicamente, buscando evitar uma situação trágica, e a porcentagem de sucesso aumenta ou diminui dependendo das suas escolhas. Ele pediu pro helicóptero policial se afastar? Cabe a você acatar ou não, por exemplo.

Liberdade demais é bom!

Ansioso do jeito que fui, parti pro embate cara a cara com o suspeito com apenas 53% de sucesso previsto. Foi preciso ir construindo a confiança no decorrer da negociação, chegando a 79% e salvando a criança. A liberdade de Detroit abre margem para infinitas possibilidades!

A jogabilidade é um pouco travada, pesada: não é um jogo feito para você correr, mas sim explorar o que for possível. O analógico direito é usado para algumas interações com o cenário. Vale ressaltar o clima de “filme jogável”: Become Human não parece ser um título acelerado com muita ação, mas – ao invés disso – um thriller interativo onde é impossível não se envolver. Quando consegui sucesso com a negociação, ainda assim, fiquei assustado e nervoso com a forma como terminou. É dessa imersão que estou falando.


Sem data prevista ainda, com 2017 parecendo cada vez mais improvável, Detroit: Become Human é candidato ao posto de melhor jogo da E3, e certamente o melhor no estande do PlayStation. Tal interação nunca foi tão bem executada em um game e estamos ansiosos pelo resultado final, assim como mais detalhes do enredo!