PlayStation

Três jogos Resident Evil que (quase) ninguém viu

Poucas franquias de videogames são tão bem-sucedidas quanto Resident Evil. Criada por Shinji Mikami na década de 90, a série é um ícone do gênero survival horror – por mais que tenha patinado, em alguns títulos, com mecânicas mais apelativas para o público ocidental, com explosões e muita ação.

A Capcom, que detém a propriedade intelectual, não pensava duas vezes ao cancelar projetos que não lhe interessavam. No post de hoje da coluna No Limbo, você vai conhecer três Resident Evil que não viram a luz do dia, cada um com uma história, no mínimo, interessante.

Resident Evil 1 para Game Boy Color (!)

Resident Evil 1 - GBC

Cenas da versão para Game Boy Color. Até que ficou legal (visualmente falando)

Parece inacreditável, mas é verdade. Em 1999, três anos após a estreia da série, foi encomendada uma versão do primeiro RE para o Game Boy Color – querido por todos, mas limitadíssimo em questão de hardware. O estúdio inglês HotGen, especialista na plataforma, recebeu a tarefa quase impossível. Com o game em estágio avançado de desenvolvimento, em 2000, os chefões da Capcom resolveram cancelar o projeto, acreditando que o mesmo não corresponderia aos desejos dos fãs.

 

Felizmente, o jogo vazou na internet, através de duas ROMs. Uma delas, a “Cartridge 2”, é consideravelmente mais completa, mas também termina bruscamente no elevador do laboratório. Ainda assim, há assets de objetos não usados nas ROMs, o que indica que a decisão de cancelamento pode ter sido tomada bruscamente. Se tiver curiosidade, basta procurar pela internet e você encontrará essas versões.

Resident Evil “1.5”

Tela de escolha do personagem: Leon ou Elza

Elza ou Leon?

Após o sucesso do game original, o time de produção estava desafiado a criar uma continuação à altura. Em 1997, perto do lançamento e com os trabalhos quase concluídos, a Capcom cancelou o que seria Resident Evil 2, para PS1 e Saturn. A decisão veio do próprio Shinji Mikami, que preferiu recomeçar tudo completamente, pois o título não estaria interessante e poderia causar a morte da franquia. Será que era tão ruim assim?

 

Seria possível, mais uma vez, escolher entre a trama de dois personagens. Desta vez, Leon Kennedy ou Elza Walker (que veio a se tornar Claire Redfield na edição final). As duas estórias se complementavam, aumentando o fator replay (a vontade de jogar de novo). Mais uma vez, a ISO do projeto vazou na internet, então dá para ter uma ideia de como seria o sucessor do primeiro Resident Evil.

Resident Evil “3.5”

Leon Kennedy em RE 3.5

Leon não tá muito diferente de RE4 aqui

O Resident Evil 4 que você conhece, originalmente um exclusivo do GameCube, teve várias reviravoltas em seu desenvolvimento. Embora tenha sido anunciado em 2001 e chegado em 2005, o projeto iniciou em 1999. Daí você imagina a quantidade de experimentos que a Capcom fez…

O chamado RE “3.5” é uma versão imediatamente anterior à que “emplacou”. Nesta proposta, a visão do personagem seria na maior parte do tempo em câmera fixa (como nos anteriores), embora fosse permitido – a qualquer momento – mudar para uma perspectiva sob os ombros do protagonista Leon, ao mirar, de forma semelhante ao RE4 final. Interessante, não? O clima de terror dos títulos originais continua aqui. Confesso que teria muita vontade de jogá-lo, mas RE 3.5 infelizmente não vazou ainda na internet. Veja um vídeo abaixo pra ter uma ideia de como seria.

7 curiosidades sobre o clássico Tony Hawk’s Pro Skater

Tony Hawk’s Pro Skater, lançado em 1999 no PlayStation (e depois levado a outras plataformas), foi o primeiro de uma saga de sucesso nos videogames. Embora uma tentativa fracassada de retorno tenha acontecido em 2015, a excelência dos títulos originais da série é lembrada até hoje. A franquia do skatista Tony Hawk é ainda uma das responsáveis pela popularização dos games esportivos. Conheça, em mais uma coluna Bastidores, algumas curiosidades sobre o primeiro jogo.

Inspirado em… Super Mario 64?

Versão beta de THPS no PS1

Versão beta de THPS no PS1

No início do desenvolvimento, Pro Skater tinha uma visão distante, com os personagens descendo rampas e ladeiras de skate. Fazer manobras para obter pontuações mais altas e colecionar as famosas fitas já eram recursos presentes nesta versão. No entanto, para o time de produção, era difícil “encaixar as peças” e visualizar o esporte reproduzido nos jogos, de forma divertida. Após analisar Super Mario 64 e outros games similares, a equipe da Neversoft mudou o rumo do projeto, adotando uma mecânica mais livre.

Tony Hawk foi mais do que um personagem jogável

O famoso esportista era o ícone do skate naquele momento, nada mais justo do que chamá-lo para ser o protagonista. No entanto, o envolvimento de Hawk foi além, sendo participativo durante todo o ciclo de desenvolvimento: a mecânica adotada e as manobras foram discutidas em conjunto. A ideia era refletir a visão dele em relação ao esporte em um formato jogável.

Segredos bizarros

Namorada de Hawk na tela de pausa

Namorada de Hawk na tela de pausa

THPS é lembrado por ter cheats (códigos secretos) bem inusitados. Embora nos games seguintes seja possível desbloquear personagens como o Homem-Aranha, o primeiro jogo não fica muito atrás no quesito “bizarrice”. Por exemplo, após apertar uma sequência de teclas na tela de pausa, surge a namorada de Tony Hawk na tela. Outro comando traz a namorada de um dos programadores.

Censura no N64

Ao mesmo tempo em que tentou emplacar uma imagem de maturidade, a Nintendo também tropeçou, diversas vezes, em suas políticas de censura. Na edição do Nintendo 64, várias músicas do título foram censuradas, tendo que ser regravadas. A ideia era obter a classificação “para todos os públicos”. No PS1 e Dreamcast, para efeito de exemplo, o game era não recomendado para menores de 13 anos. A censura às faixas foi bem criticada pelos fãs, já que em alguns casos teria alterado o sentido das mesmas. Até o letreiro com os nomes das manobras foi trocado: no PS1 e DC, ele sai da tela deixando um rastro de sangue. No N64, as letras simplesmente descem.

Bruce Willis de skate

Sim, esse é Willis. Bizarro é pouco

Sim, esse é Willis. Bizarro é pouco

No início do desenvolvimento, o famoso skatista não tinha sido ainda modelado em 3D. Como os trabalhos precisavam andar, a Neversoft reaproveitou um modelo de Bruce Willis para testar as mecânicas adotadas. Isso foi porque o primeiro jogo do estúdio, Apocalypse (PS1), usava o ator como protagonista. O jeito foi colocá-lo andando de skate temporariamente.

Escolhendo as músicas

A trilha sonora da série definiu uma geração. Poucos sabem, no entanto, que o próprio Hawk sugeriu cada faixa. O primeiro jogo trazia de Dead Kennedys a Goldfinger, enquanto as sequências tiveram nomes mais comerciais (Foo Fighters, System of a Down, AC/DC).

Uma manobra impulsionou as vendas

Mesmo com o skate no auge, ainda havia incertezas em relação ao desempenho de THPS nas vendas. No entanto, um mês antes da chegada do jogo às lojas, uma manobra (900) feita perfeitamente por Hawk na X Games 99 trouxe grande atenção da mídia e do público, indiretamente refletindo no título, de acordo com o próprio time. Foi um sucesso tão devastador que a Activision transformou Pro Skater em uma série anual.

40 fatos sobre videogames que vão fazer você se sentir muito velho

Nesta quinta-feira (21), uma das franquias mais conhecidas dos videogames completa 30 anos de existência. Estamos falando de Zelda, que, pasme, chegou ao Nintendinho em 21 de janeiro de 1986. Você achava que fazia tanto tempo assim? Nós também não. Por isso preparamos uma lista – ficaremos muito felizes se você compartilhar – com 40 fatos sobre videogames que vão fazer você se sentir muito velho. Não se preocupe: o tempo passa, mas a saudade fica.


Há 10 anos – 2006

PlayStation 3 - modelo original

1. O PlayStation 3 era lançado no Japão e Estados Unidos. Um ano antes, a Sony tinha demonstrado ele com o Metal Gear Solid 4: Guns of the Patriots.

Wii

2. Há uma década também era lançado o revolucionário Wii pela Nintendo. O nome brinca com o pronome “we” (nós, em inglês) e os dois “is” simbolizam duas pessoas.

Star Wars Empire at War

3. Já que Star Wars é o filme do momento, sabia que já tem 10 anos do lançamento do game Star Wars: Empire at War? O jogador poderia lutar tanto ao lado do Império como da Aliança Rebelde.

Half-Life 2 - Episode One

4. A Valve lançava Half-Life 2: Episode One, mais um título da famosa franquia e que servia como pacote de expansão para o Half-Life 2. Aqui, Gordon e Alyx são resgatados pelos vortigauns.

Neverwinter Nights 2

5. RPG muito cultuado pelos jogadores fãs do gênero, Neverwinter Nights 2 chegou às prateleiras também em 2006. A mecânica era baseada em Dungeons & Dragons (D&D).

Call of Duty 3 - PS2

6. Praticamente todo ano tem um novo Call of Duty, certo? Há dez anos a bola da vez era o Call of Duty 3, ambientado na Segunda Guerra Mundial e com uma história que remetia à invasão da Normandia. Um detalhe curioso é o que o game não saiu para PC.

Gears of War

7. Também foi em 2006 que jogamos o primeiro título de Gears of War, da Epic Games. O jogo de tiro em terceira pessoa estreou como exclusivo do Xbox 360.

The Legend of Zelda - Twilight Princess

8. Na mesma época, a Nintendo lançava para GameCube e Wii mais uma história com Link, Epona, Zelda e Ganondorf, além de trazer um novo vilão – o rei Zant. O Twilight Princess é considerado por muitos um Zelda mais sombrio.

Há 15 anos – 2001

GameBoy Advance

9. Lembra do Game Boy Advance? O portátil da Nintendo, que era tratado pelo codinome Projeto Atlantis, foi lançado há 15 anos. É o primeiro portátil da gigante japonesa com processador 32-bit.

GameCube preto

10. O GameCube é o videogame favorito de Diego von Söhsten, que também é editor do BitBlog. Foi lançado no Japão em 14 de setembro de 2001. Os botões de ombro dele tinham 256 níveis de pressão (L e R).

Xbox - original - 2001

11. A Nintendo não foi a única companhia a lançar consoles em 2001. Foi neste ano que a Microsoft deu um grande passo em direção à indústria dos videogames, com o lançamento do Xbox.

RuneScape

12. Um dos MMORPGs mais jogados de todos os tempos, RuneScape deu o ar da graça há 15 anos. Estima-se que mais de 200 milhões de jogadores já se aventuraram no universo de Guilenor.

Phantasy Star Online

13. A febre do Phantasy Star Online começava há 15 anos na Europa e América do Norte, embora tivesse chegado ao Japão em dezembro de 2000. O action RPG da Sega vem de uma série que nasceu no Master System.

Paper Mario

14. Os europeus e os australianos se divertiram com Paper Mario há 15 anos. Segundo título de RPG do personagem icônico da Nintendo, o visual, fazendo jus ao nome, imitava folhas de papel – desde o cenário aos personagens.

Max Payne 1

15. Max Payne quer vingar o assassinato de sua família desde 2001, quando foi lançado. Uma curiosidade é que ele usa muito o efeito bullet time, que ganhou fama com o filme Matrix.

Silent Hill 2 - Pyramids Head

16. Muita gente tomou uns sustos há 15 anos com o survival Silent Hill 2, da Konami. Foi no segundo game da franquia que surgiu o terrível Pyramid Head.

Devil May Cry

17. Devil May Cry fez sua primeira aparição em 2001. O game da Capcom – que trazia a história de Dante, um caçador de demônios – foi dirigido por Hideki Kamiya, que também trabalhou em Resident Evil e Viewtiful Joe.

GTA 3

18. Grand Theft Auto III chegou primeiro ao PlayStation 2, em outubro de 2001. Foi o primeiro game em 3D da franquia e as missões acontecem em Liberty City, inspirada em Nova Iorque. A cidade tridimensional teria as Torres Gêmeas, mas elas foram removidas de última hora por conta dos atentados terroristas ocorridos um mês antes.

Halo - Combat Evolved

19. O primeiro Halo saiu em novembro de 2001, desenvolvido pela Bungie e publicado pela Microsoft Game Studios. Foi desde então que os jogadores puderam viver as aventuras do supersoldado Master Chief.

Pikmin 1

20. Criação do lendário Shigeru Miyamoto, a franquia Pikmin surgiu há 15 anos. Os monstrinhos coloridos precisavam ajudar o Capitão Olimar, um astronauta cuja nave caiu em um misterioso planeta.

Há 20 anos – 1996

Duke Nukem 3D

21. Dá para acreditar que Duke Nukem 3D já tem 20 anos? O sarcástico e musculoso personagem detonava alienígenas enquanto passava pelos cenários inspirados em Los Angeles.

Radical Dreamers

22. Radical Dreamers, da Square, foi lançado em 1996. O game japonês ganhou projetos de tradução independente e tentou pegar carona no sucesso de Chrono Trigger, que saiu um ano antes. O jogo, com uma mecânica bastante focada em textos, ajudou a construir o enredo de Chrono Cross.

Pokemon Red e Blue

23. As versões Red e Blue (Green) de Pokémon também completam 20 anos. Os jogadores tinham, logo no início, uma dura decisão: escolher entre Charmander, Bulbassauro e Squirtle.

Super Mario RPG

24. Um dos meus favoritos do Super Nintendo, Super Mario RPG também deu o ar da graça em 1996. Parceria entre Square e Nintendo, o título tirava onda com a franquia Mario e introduziu novos personagens – como o chato Mallow e o incrível Geno.

Resident Evil 1 - PS1

25. Foi o mesmo ano do lançamento do primeiro Resident Evil, que fez grande sucesso. A história mesclava assassinato, canibalismo, zumbis e, claro, muitos sustos.

Final Doom

26. Alguém aí sabe o que é Final Doom? Ele foi lançado em 1996 e considerado um dos jogos mais violentos da época. Easter eggs também conferiam ao game uma aura de “jogo do demônio”, que deixava os pais de cabelo em pé.

Quake

27. Outro jogo bem famoso na época era Quake, que pertencia ao gênero tiro em primeira pessoa. Aliás, foi um dos primeiros jogos de tiro com gráficos realmente modelados em 3D. Teve trilha sonora composta por Trent Reznor, do Nine Inch Nails.

Crash Bandicoot

28. Crash Bandicoot, um dos principais jogos do PlayStation, foi lançado há 20 anos. Os jogadores precisavam se esforçar para conseguir diamantes que habilitavam um final secreto.

Diablo

29. O primeiro Diablo foi lançado no último dia do ano de 1996. O ápice do game é a entrada no inferno, onde alguns níveis depois ocorre a luta com o Diablo.

Sonic 3D Blast

30. Tenho um carinho especial por esse, já que a franquia clássica do Sonic marcou minha infância. O 3D Blast teve uma recepção péssima e reconheço que o visual tridimensional tinha limitações, mas confesso que gosto do game. Quem lembra dos flickies?

Há 25 anos – 1991

Sonic the Hedgehog

31. Em junho deste ano, Sonic vai completar 25 anos de existência. O querido e veloz mascote da Sega rivalizou com Mario durante anos e destronou o posto de Alex Kidd. Acaba com o Robotnik, Sonic!

Super Mario World

32. Clássico dos clássicos, Super Mario World aportava na Europa e na América do Norte há 25 anos. Foi nele a primeira aparição do dinossauro Yoshi.

The Legend of Zelda - A Link to the Past

33. The Legend of Zelda: A Link to the Past é focado nos ancestrais de Link e Zelda. Muito querido pelos fãs da franquia, foi lançado em novembro de 1991 no Japão. Os jogadores alternam entre Hyrule e a Terra Dourada (no passado).

Civilization 1 - Sid Meier

34. Civilization era tipo um Age of Empires, só que não. Chegou em 1991, lançado originalmente para o DOS. Sim, você não leu errado: DOS.

Street Fighter II

35. Nos arcades, o sucesso ficava por conta de Street Fighter II, lançado no mesmo ano. O game de luta da Capcom trazia Ryu e Ken, mas introduzia novos personagens, como Chun-Li e Blanka.

Há 30 anos – 1986

The Legend of Zelda - NES

36. O primeiro Zelda de todos os tempos completa 30 anos no dia em que esta postagem é escrita. Foi lançado em 21 de fevereiro de 1986 para o Nintendinho (NES) e já trazia os personagens Link, Zelda e Ganon, além da Triforce da Sabedoria.

Metroid - NES

37. Outra franquia da Nintendo muito respeitada completa 30 anos em 2016: Metroid.

Alex Kidd in Miracle World

38. Já deu para perceber que 1986 foi um ano realmente marcante, né? Quem também surgiu no mesmo período foi Alex Kidd, primeiro mascote da Sega.

Sega Master System

39. Há 30 anos, o Master System fazia sua estreia na Europa. Um ano antes ele havia sido lançado no Japão, mas com outro nome: Sega Mark III. No Brasil, só veio chegar em 1989, com a Tec Toy.

Atari 7800

40. Ok, esse é realmente antigo: O Atari 7800 foi lançado em junho de 1986 e é considerado o primeiro videogame retrocompatível da história.

Remake não oficial de Metal Gear Solid ganha trailer

O espanhol Airam Hernandez é um grande fã da franquia Metal Gear Solid. Ele é tão fã que está trabalhando em um projeto próprio para fazer um remake do primeiro game, lançado em 1998 para PlayStation. A ideia inicial era recriar a base Shadow Moses, um dos cenários mais marcantes do jogo da Konami.

O trabalho – feito com o motor gráfico do Unreal Engine 4 – teve uma repercussão tão grande na internet que Airam decidiu fazer um remake de todo o game. No último domingo (17), ele divulgou o primeiro trailer, que tem quase 2 minutos de duração. Em pouco mais de 24 horas, o vídeo já tinha passado de 100 mil visualizações apenas no YouTube.

A Konami, entretanto, não se pronunciou ainda sobre o projeto e existe a chance dela suspendê-lo por violação de direitos autorais. Ou, em uma hipótese mais otimista, oferecer uma oportunidade de trabalho e ajuda a seu fã. Vou torcer pela segunda opção.

PlayStation Network fica fora do ar no mundo inteiro

Atualização: o serviço voltou ao ar e a Sony vai recompensar os assinantes.


 

A Sony começou o ano com o pé esquerdo. Nesta segunda-feira (04), vários usuários da PlayStation Network foram ao Twitter para reclamar de instabilidade no serviço.  Embora o motivo ainda não seja claro, a pane teria afetado todas as regiões do mundo, impedindo o acesso aos recursos online. Vale lembrar que a PSN possui mais de 65 milhões de usuários ativos mensais.

A Sony dispõe de uma ferramenta oficial que acompanha o status dos serviços da PlayStation Network. Nela, há alertas indicando a ocorrência de instabilidades, além de avisos registrados às 13h45. “É possível que você tenha dificuldades para iniciar uma sessão ou criar uma conta na PlayStation Network. Nossos engenheiros estão trabalhando para resolver o problema o mais rápido possível. Obrigado pela paciência”, diz uma das mensagens.

PSN down

Sites não oficiais que verificam o status de serviços na internet, como o DownDetector, também apontaram uma queda na rede do PlayStation.

Há uma preocupação, por parte dos usuários, de se tratar de um ataque hacker. Caso confirmado, não seria exatamente uma novidade, já que a PSN entrou na mira de vários grupos hackers nos últimos anos. Outra possibilidade – bem mais otimista – é que a indisponibilidade tenha relação com a PS Plus de janeiro.

Eu espero que os serviços sejam reestabelecidos logo. Quero jogar Diablo mais tarde, no meu PS4!

REPERCUSSÃO NO TWITTER

 

PlayStation: conheça a história do primeiro videogame da Sony

Em setembro de 1995, chegava ao Ocidente o dispositivo que mudou o rumo da indústria de videogames. O PlayStation foi responsável por quebrar a guerra entre Nintendo e Sega, além de atrair um novo público consumidor, mais maduro. O BitBlog resolveu homenagear a plataforma da Sony listando curiosidades. Esta é a primeira edição da nossa coluna mensal Console do Mês.

1. Mudanças no joystick

Em seus três primeiros anos no mercado, o console teve mudanças no controle, passando por três modelos diferentes. O original, disponível no lançamento, era bastante similar ao do SNES, com a inclusão de mais dois gatilhos (L2 e R2) na parte superior. O Dual Analog (na imagem acima, o do meio) foi na onda do Nintendo 64 e incluiu dois direcionais analógicos. Uma função rumble (aquela tremidinha no controle), também herdada do concorrente, foi acrescentada, mas apenas no modelo japonês. A versão definitiva, o Dual Shock (à direita, na foto acima) trouxe o rumble em todas as edições e permitiu uma “pegada” mais confortável.

2. O significado dos botões

Ao projetar o joystick do PlayStation, a Sony acreditava que os estúdios seguiriam o seu conceito inicial: o quadrado representaria um mapa, o triângulo acionaria outra perspectiva de visão no game, enquanto o círculo confirmaria ações e o X serviria para cancelar / voltar. Na versão ocidental, o sentido do X com o círculo foi invertido, embora poucos tenham dado atenção ao significado das demais teclas.

3. O lançamento ocidental

Nos EUA, o PS1 chegou ao mercado com oito games, sendo apenas dois deles indispensáveis: Rayman e Ridge Racer. O segundo foi o chamado killer app da plataforma, tornando-se rapidamente um sucesso. Para quem não está familiarizado, o termo se refere a títulos que são tão cobiçados que, sozinhos, justificam a compra de um console. Nada inesperado, pois era baseado no jogo para arcade de mesmo nome, que era uma febre. Na época, repercutiu bastante uma declaração de Bill Gates, que disse preferir o PS1 em relação aos concorrentes.

4. PlayStation da Gradiente?

A Gradiente – sim, a mesma que representava a Nintendo – já foi proprietária da marca PlayStation no Brasil. O registro ficou nas mãos da empresa entre 1997 e 2002, de acordo com o jornal Valor Econômico, e impedia o lançamento do console por aqui. A Gradiente alegou que a ideia era lançar um computador otimizado para jogos, chamado “Wops – Work and Play Station”, que nunca viu a luz do dia.

No final das contas, a representante da Nintendo no país vendeu os direitos da marca para a Sony em 2002, por um valor não divulgado ao público.

5. Nintendo… PlayStation?

Essa muitos já sabiam, mas não poderia ficar de fora da lista. Originalmente, o PS1 seria um acessório para o Super Nintendo executar títulos em CD-ROM. O desenvolvimento caminhava bem, até que a Nintendo achou o contrato bastante tendencioso para a Sony e resolveu cancelar o acordo. Que roubada, hein? Antes de transformar o PlayStation em um console por conta própria, a empresa japonesa procurou ainda a Sega, para tentar viabilizá-lo como um acessório para o Mega Drive. Entretanto, o Mega CD já era quase uma realidade e a Sony ouviu mais uma negativa. Mario e Sonic nem imaginavam os pesadelos que suas respectivas casas teriam, anos depois.

6. Final Fantasy

No momento em que a Square transferiu o desenvolvimento de Final Fantasy VII do Nintendo 64 para o PlayStation, considerando a economia com as mídias (afinal, cartuchos eram mais caros que CDs) e as taxas menores de licenciamento, a indústria tremeu. Era o movimento que bastava para os demais estúdios perderem o medo de apostar no novo aparelho. Por muitos anos, empresas como a própria Square, Capcom e Konami dedicaram quase que todo o seu esforço à plataforma da Sony, tendo um bom retorno financeiro com a decisão.

7. PSone: mais leve e portátil

PSone

Em julho de 2000, nos EUA, era disponibilizada uma edição menor do PS1, o chamado PSone. O modelo fez tanto barulho que, no Natal daquele ano – época em que as vendas disparam – ele foi mais comercializado que o PlayStation 2, que também era novidade. O PSone fez sucesso no Brasil, onde junto à edição original vendeu 2,5 milhões de unidades (não, não estamos contabilizando o PolyStation, nem os outros clones).

8. Crash Bandicoot

Nem Mario, nem Sonic. O mascote mais conhecido da era PS1 era mesmo Crash Bandicoot. Com um ar mais moderninho que os rivais, Crash se tornou uma das franquias mais queridas até hoje, embora ande um pouco esquecida pela Activision. Recebeu três títulos no PlayStation, deixando de ser exclusivo da Sony após versões para o GameCube e o Xbox.


Parabéns, PlayStation! Não tem como esquecer uma das fases mais importantes na história dos jogos. Esta é a primeira edição da nossa coluna Console do Mês. Tem alguma dica de videogame para a gente falar em outubro? É só deixar nos comentários.

10 videogames “imitação” que confundem o público

Parece incrível como, em pleno ano de 2015, os consoles clones ainda existem. No momento em que você lê esta matéria, certamente há uma mãe comprando um deles para os filhos em algum lugar do mundo. A reação em casa, logo depois, provavelmente não vai ser das melhores… Mas o que seria um videogame clone?

Principalmente em mercados emergentes, versões de plataformas famosas costumam ser vendidas, usando um nome parecido, mas um hardware bem diferente. Foi assim com o famoso PolyStation, que nada mais era do que um Nintendinho (NES) com cara de PlayStation. Pra piorar de vez a confusão, a caixa dele era similar à do Nintendo 64. Na hora de apertar “Open”, em vez de se deparar com o drive de CD, surgia uma entrada para cartuchos.

O BitBlog listou 10 plataformas alternativas que provocaram confusão. Veja e se surpreenda.

10) Pop Station PCP

Inspiração: Sony PSP
Mercado de origem: China

O PSP, querido portátil da Sony, foi lembrado pelos chineses através do PCP. Não me pergunte o que diabos significa este nome, mas o dispositivo lembra um daqueles “minigames” da década de 90. O mais curioso é a mídia usada pelos jogos: eles são fornecidos em formato de cartuchos com displays LCD (!), que devem ser encaixados no aparelho. Isso mesmo, o PCP em si (sem mídia nenhuma) vem sem tela. Se a ideia foi homenagear o VMU do Dreamcast, acho que não deu tão certo. O console imitação tem outro detalhe esquisito: é comercializado com fone de ouvido (!!!).

09) JXD S5100

Inspiração: Nintendo Wii U
Mercado de origem: China

 

Com uma “homenagem” ao controle Gamepad do Wii U, este aqui foi uma obra da empresa chinesa Jin Xing. Usando o Android 2.4.3 como sistema operacional, o dispositivo é classificado pelos seus criadores como um tablet e ganhou um sucessor em apenas 1 mês no mercado.

08) Game Theory Admiral

Inspiração: Game Boy Advance
Mercado de origem: desconhecido

Um portátil, com cara de GBA, mas que funciona apenas com cartuchos do Famicom, o Nintendinho japonês. Esta é a proposta do Game Theory Admiral. Como consta na caixa, ele fornece “cores de alta precisão”. Tá certo.

07) Xdcx

Inspirações: Xbox e Dreamcast
Mercado de origem: Japão

Xdcx - Clone do Xbox e Dreamcast

Uma mistura de Dreamcast com o primeiro Xbox, este aqui foi desenvolvido durante uma competição japonesa, mas não foi vendido oficialmente.

06) Treamcast

Inspiração: Dreamcast
Mercado de origem: China

Treamcast

Foi só anunciarem o fim do Dreamcast que lançaram um clone bem bizarro. O Treamcast consistia em uma modificação do videogame da Sega, mantendo suas peças originais, trazendo ainda um joystick semelhante ao do Saturn e uma tela LCD embutida, que lembrava a do PS1. Essa “salada” chamou a atenção da Sega, que entrou com uma ação judicial e interrompeu a fabricação do aparelho.

05) Chintendo Vii

Inspiração: Nintendo Wii
Mercado de origem: China

Para enriquecer ainda mais o post, uma obra de arte. O Chintendo Vii conta ainda com jogos AAA (ironia, ok?) embutidos na memória, como o Fry Egg (sim, aprenda a fritar um ovo usando sensores de movimento!) e Fever Move (o jogo da estátua, corajosamente levado a um videogame). Épico.

 04) FunStation 3

Inspiração: PlayStation 3
Mercado de origem: Taiwan

O PolyStation que se cuide… Em 2007, veio ao mundo o FunStation 3. Esqueça os discos Blu-Ray do PS3: o console aceita apenas cartuchos. Inclusive, o pacote básico do mesmo já traz o seu título mais consolidado no mercado: “Super Game – 1000000 in 1”. Com tamanha modernidade e um catálogo tão vasto, muitos se perguntam: “por que eu ainda não comprei um FunStation 3”?

03) Ouye

Inspirações: PS4 e Xbox One
Mercado de origem: China

O console, em si, lembra o PS4. O joystick é a cara daquele encontrado no Xbox One. E os jogos? Bom, o Ouye nada mais é do que um trambolho com Android 4.4.2 que tem saída 4K. Claro, por que não jogar Angry Birds em 4K? Que ideia genial.

02) Neo Double Games

Inspiração: Nintendo DS
Mercado de origem: China

Esqueça o Nintendo DS. A novidade do momento é o Neo Double Games, que traz duas telas, sendo uma com iluminação backlight e outra sem. Afinal, pra que gastar bateria, não é mesmo? O moderno dispositivo traz vários títulos na memória e é o feroz rival do PCP, apresentado aqui na lista. Duelo de titãs.

01) PolyStation

Inspiração: PlayStation
Mercado de origem: China

Um clássico. Como explicar o sucesso deste clone do NES? Basta ler o que há na caixa:

“1- A máquina. Visualize gráficos 8-bit incríveis e sons com qualidade de cartucho (!) em incríveis 94 MhZ (!!);
2-  O controle. Alcance novos níveis de precisão. Use o ergonômico joystick, que contém 14 botões e direcionais analógicos (onde???);
3- Os jogos. Os gráficos colocam você em ambientes 3D (não, viu). Se prepare para velocidade e animação em um campo interminável de perspectivas (ruins, tá?);
4- Conecte e jogue. Cabos estéreo AV são incluídos para a mais alta qualidade de imagem (pra que HDMI?) e som. Além disso, você pode ter sua zona de diversão conectada à TV simultaneamente (que moderno! Pensei que era pra conectar na geladeira!)”.