PlayStation VR

Jogamos: Demo de Batman Arkham VR acaba cedo demais

Um dos super-heróis mais populares da atualidade, sobretudo na indústria dos videogames, Batman agora faz parte do seleto portfólio de jogos que se arriscam a enveredar pelo território da realidade virtual. Arkham VR é da Rocksteady, o mesmo estúdio que lançou o Arkham Knight em junho do ano passado poucos dias após a E3 de 2015. Na ocasião, ele recebeu boas notas e críticas positivas da IGN, referência no mercado. Dificilmente alguém imaginava que o homem-morcego voltaria a dar as caras na E3 deste ano. Mas ele voltou e agora é um exclusivo do PlayStation VR da Sony.

O BitBlog, que está em Los Angeles para cobrir o evento, conversou informalmente com uma pessoa do time de desenvolvimento na fila para jogar a demo do Batman: Arkham VR. Ela nos contou que a equipe estava muito preocupada com a possibilidade de vazamentos e ficou extremamente satisfeita ao perceber que os fãs foram pegos de surpresa. Fotos ou vídeos da tela eram proibidos. O próprio gameplay em tempo real, como mostramos na gravação abaixo, estava vetado.

O motivo alegado seria resguardar o elemento surpresa. Mas nós saímos da demo desconfiados se as verdadeiras razões não foram outras. Explico através de uma comparação: se a demonstração do Batman fosse uma montanha-russa, ela começaria com uma longa subida para se encerrar imediatamente antes da descida alucinante. Ou seja, deixou todo mundo na expectativa e depois jogou um balde de água fria, embora pareça interessante.

BitBlog Batman Arkham VR

Na demo em que jogamos – existe outra, focada na exploração de uma cena de crime – o jogador não controlava os movimentos do Batman. Começava com Bruce olhando uma foto (que podia ser manuseada com o PS Move) e tocando piano para fazer o chão se abrir e revelar seu esconderijo secreto. Ao descer, o gamer sentia o gostinho de colocar a máscara de Batman e contemplar a própria face em um espelho. Na sequência, testamos a mira de três armas, incluindo as Batarangs (shurikens de Batman em formato de morcego) acopladas no cinturão. Terminava com um elevador conduzindo nosso super-herói para as profundezas da Batcave. E pronto.

Sem nenhuma ação ou perspectiva de mecânica de combate, ficamos um pouco frustrados. A demo acabou onde parecia que estava só começando. Mas ainda assim foi uma experiência divertida e imersiva. Embora os detalhes sejam escassos, a própria Sony descreve, ao menos por hora, o Batman: Arkham VR como “uma intensa história em primeira pessoa sobre o mistério de um assassinato, ao melhor estilo das comics do Batman e com foco nas suas habilidades de detetive”. A conclusão é que é muito cedo para a Rocksteady dizer a que veio desta vez. O lançamento está programado para outubro deste ano.

Jogamos: Thumper traz o que o PS VR tem de melhor

É muito bom quando algo supera suas expectativas, não é mesmo? Em nossa maratona para cobrir a E3 2016 em Los Angeles, descobrimos um jogo incrível que merece mais atenção. Chama-se Thumper, está feito por apenas duas pessoas e foi um dos melhores – se não o melhor – game do PlayStation VR em exibição no evento.

No comando de um “besouro espacial”, você deve viajar no tempo e espaço para derrotar uma criatura gigante que vem do futuro. Se o enredo não chamou sua atenção, te adianto que ver alguém jogando também poderá não conseguir tal feito. Só no momento em que eu coloquei o PS VR com um headset que tudo mudou. A imersão foi imediata. Não tinha como não me empolgar com cenários tão psicodélicos e futuristas, ao mesmo tempo em que controlava o “besouro” em sincronia com uma trilha sonora bem instigante.

Thumper - E3 2016Enquanto experimentávamos Thumper na E3, não houve enjoo nem dor de cabeça em nenhum instante

O jogo indie que tanto nos surpreendeu combina elementos de títulos de corrida futuristas (F-Zero, WipeOut, FAST Racing Neo) com ritmo e sincronia (Guitar Hero ou até as divertidas fases de Rayman Legends). Imagine tudo isso em uma experiência com realidade virtual que não causa dor de cabeça nem exige movimentos constantes… É este o resultado final. Ao longo das 15 fases disponíveis na demonstração, morri umas 3 vezes, mas consegui chegar ao final no limite dos 10 minutos jogáveis. E mal posso esperar para ver o jogo completo.

Em Thumper, não é preciso se mover. O jogo é on-rails. Basta você apertar X em certos momentos, ou X + esquerda ou direita (no direcional analógico ou no digital). Como falei, estes momentos ficam em sincronia com a música. Em algumas oportunidades, a criatura maléfica que mencionei aparece como uma espécie de chefão e, para derrotá-lo, basta acertar os comandos exigidos. Nada do outro mundo, mas exige um mínimo de coordenação motora.

 

Ainda sem uma data específica de lançamento – apenas um vago “2016” – não é exagero dizer que o jogo da Drool LLC me convenceu a comprar um PS VR. Estou convencido de que realidade virtual não é vendida te obrigando a fazer movimentos bruscos com a cabeça, mas sim pela imersão que ela proporciona. Por ter sido desenvolvido “do zero” pensando neste fim, Thumper é extremamente convincente.

Jogamos: Wayward Sky é uma experiência relaxante no PlayStation VR

O primeiro dia da E3 foi muito disputado e marcado por longuíssimas filas. Ainda impressionados com o grau de imersão do PlayStation VR demonstrado na conferência da Sony, eu e Diego von Söhsten (também editor do BitBlog) tentamos marcar mais demos com uma experiência de realidade virtual na plataforma da gigante japonesa. Extremamente visados, Resident Evil, Final Fantasy XV, Batman Arkham, RIGS e Farpoint rapidamente tiveram vagas esgotadas. Acabei indo para Wayward – um puzzle da Uber Entertainment – totalmente despido de grandes expectativas. Quando dei por mim, os 15 minutos do carismático point and click (ou seria look and click?) já tinham me conquistado e despertado o interesse em jogar mais.

wayward sky playstation vr

Com um visual colorido e cenários bem trabalhados – ainda que não tão ricos em detalhes – a nova aventura para o PlayStation VR traz o jogador na pele de Bess, uma jovem co-piloto que está voando com o pai quando acidentalmente cai em uma fortaleza voadora misteriosa. Com o pai sendo raptado e o avião destruído, ela precisa explorar o lugar para realizar o resgate. Com os óculos de realidade virtual o jogador usa as mãos (através do PS Move) para indicar os lugares para os quais Bess deve se deslocar. Conforme adiantei no início do post, há alguns puzzles que envolvem a ajuda de robôs – também controlados numa mecânica de point and click –  e painéis com botões que exigem a combinação certa. Nada muito complicado. Pelo menos não na demo. Em determinados momentos a câmera alterna entre primeira pessoa (durante alguns puzzles) e terceira (para se movimentar pelo cenário).

No geral, Wayward Sky é bonito e oferece uma experiência relaxante no PlayStation VR. É uma excelente alternativa para quem precisa de um descanso de tiros, explosões e zumbis. O lançamento deve ocorrer até o final deste ano.

Jogamos: Psychonauts in the Rhombus of Ruin, para PS VR

Em 2005, era lançado o game que levaria a divisão de games da Majesco à falência. Será que era tão ruim assim? Pior que não – pelo menos é o que diz a imprensa.

Não joguei Psychonauts, mas sei que é um jogo de ação em terceira pessoa super cultuado para PS2, Xbox e PC. Consiste em um menino, Raz, que tem poderes psíquicos, tentando impedir os planos de vilões que querem eliminar crianças especiais que nem ele. No papel de Raz, o jogador deve usar suas habilidades para compreender os traumas dos colegas e ajudar a superá-los.

Psychonauts in the Rhombus of Ruin - E3 2016Enquanto o game era experimentado, a fila acompanhava atrás num telão

Nesta sequência, que inicia logo após o primeiro jogo, o pai da colega Lili é sequestrado. Através do PlayStation VR em conjunto com o DualShock 4, é preciso alternar entre os personagens para usar os poderes de cada um e entender os seus pensamentos. Só assim é possível progredir. O visual é muito simples, assim como a trilha sonora. A falta de ação pode desapontar um pouco quem espera uma experiência mais imersiva no PS VR.

Em comparação com os outros games com suporte ao acessório do PS4, Psychonauts in the Rhombus of Ruin fica devendo bastante. Só indicaria se você for fã do primeiro game. Caso contrário, dê uma olhada no line-up, há opções mais interessantes: de Resident Evil 7 a Eve Valkyrie.

PS VR: Jogamos Until Dawn – Rush of Blood

Quando estava com Diego von Söhsten – editor do BiBlog – acompanhando a conferência da Sony que aconteceu na última segunda-feira (13), no The Shrine Auditorium, em Los Angeles, ouvi em claro e bom inglês alguém falar: “Meu deus, eu realmente preciso de um VR”. Estava pensando a mesma coisa na hora. Difícil alguém ali ter pensado diferente. Os anúncios da gigante japonesa foram muito direcionados para a nova plataforma, que já desembarca neste ano com pelo menos 50 games. Diante de um público empolgadíssimo com a ascensão da realidade virtual na indústria dos videogames, a Sony também deu mais detalhes sobre data e preço: o PlayStation VR chega às prateleiras em 13 de outubro por US$ 399.

Após a conferência, a Sony preparou uma megaestrutura em uma sala anexa ao auditório, onde jogadores, imprensa e convidados VIP formaram longas filas para experimentar jogos no PS VR. Foi cansativo, mas valeu a pena. Tanto eu, Thiago Neres, como Diego, fomos de Until Dawn: Rush of Blood, que tinha uma pegada de um filme clássico das sessões da tarde: Palhaços Assassinos do Espaço Sideral. Para quem não conhece, o enredo – assim como o game – mistura palhaços assassinos, bizarrices e muito sangue com uma estética mais gore.

Cada um jogou cerca de 10 minutos e tomamos susto, mas nos divertimos. O PlayStation VR não dá dor de cabeça, é realmente imersivo e, se trabalhado com uma boa trilha ou efeitos sonoros, é capaz de desconectar você do resto do mundo. Aqui, cabe um comentário que virou praticamente consenso: é difícil você não parecer ridículo enquanto se diverte no VR, com aquele aparelho na cara e os controles coloridos do PS Move, que lembram mais alguém tocando rumba. A sensibilidade deles está boa, mas é essencial destacar que o Until Dawn: Rush of Blood, é feito com uma mecânica On-rails. Em resumo: o personagem vai andando sozinho, com apenas movimentos de câmera e tiro sendo controlados pelo gamer. Talvez ainda seja cedo para sabemos se o PS VR funcionaria bem em um novo GTA, por exemplo, mas saímos da conferência da Sony com a melhor das expectativas.

PlayStation na E3: o que rolou na pré-conferência

Depois de um evento arrasador em 2015, a Sony e o seu PlayStation 4 repetiram a dose na pré-conferência da E3 2016. O BitBlog cobriu tudo da direto do The Shrine Auditorium, em Los Angeles. Abaixo, veja tudo o que aconteceu. Durante a semana, teremos posts com a nossa impressão dos futuros lançamentos, já que estamos na E3 e vamos visitar os estandes!

  • Tudo começou com um vídeo de um novo God of War. Super realista e sem data de lançamento ainda, o público gostou muito do que viu.

  • The Last Guardian já tem data: 28 de outubro!

  • Horizon: Zero Dawn, com um novo trailer impressionante, também recebeu sua data: 28 de fevereiro de 2017. A Guerilla tá mostrando que sabe fazer mais do que apenas Killzone.

  • Mais um realista. Detroit: Become Human também ganha novo trailer.

  • PlayStation VR chega em 13 de outubro, custando 400 dólares. 50 jogos compatíveis serão disponibilizados até o fim do ano.
  • Por essa ninguém esperava: Resident Evil 7 surge no telão, arrancando sustos de jornalistas presentes. Com suporte ao PlayStation VR, estará nas lojas em 24 de janeiro. A surpresa foi ainda maior quando foi anunciado que uma demo do game já está disponível hoje para assinantes da PS Plus.

  • Por falar em PS VR, mais três jogos compatíveis: Star Wars Battlefront – X-Wing VR Mission, o futurista Farpoint e Batman Arkham VR (este último agendado para outubro). Final Fantasy XV terá uma “extensão”, em primeira pessoa, também compatível com VR: o FFXV VR Experience.
  • Call of Duty: Infinite Warfare ganha novas cenas de gameplay no telão. Estará disponível em 4 de novembro, sendo que o bônus da edição especial, o remaster de Modern Warfare, chega ao PS4 um mês antes.
  • Além da presença de Crash Bandicoot no Skylanders: Imaginators, receberemos remasters do Crash 1, 2 e Warped! Tudo isso apenas no PS4.
  • Uma demo de Lego Star Wars: The Force Awakens já está disponível no PS4, duas semanas antes do título final.
  • Andrew House, da divisão PlayStation, recebe Hideo Kojima no palco, para apresentar o trailer de seu novo trabalho, Death Stranding.

  • Um novo Spiderman, exclusivo para PS4 e desenvolvido pela Insomniac Games (de Ratchet & Clank) é anunciado para 2017.
  • Days Gone tem cenas de gameplay apresentadas pela primeira vez. É muito sangue e apocalipse zumbi!

  • Para finalizar, é exibido um trailer com cenas de Yooka-Laylee, Persona 5 e outros títulos.

Ubisoft na E3: acompanhe as novidades anunciadas

A Ubisoft foi para a E3 2016 com um line-up forte do mesmo jeito e nós, do BitBlog, cobrimos tudo da pré-conferência direto do Orpheum Theatre, em Los Angeles. Abaixo, tudo o que rolou por lá. Durante a semana, nós do BitBlog vamos jogar alguns dos games anunciados e colocar nossas impressões. Por isso, fique ligado no BitBlog.

  • Ao som de Don’t Stop Me Now, do Queen, um grupo de dançarinos fez a festa na abertura do evento. Em seguida, veio a apresentadora, a comediante Aisha Tyler, que anunciou Just Dance 2017 para todas as plataformas atuais em outubro, além de uma versão para o Nintendo NX no início do ano que vem!
  • Em seguida, o trailer de Ghost Recon Wildlands, que mostrou um pouco do modo cooperativo (para até 4 pessoas). Caprichado, um dos pontos altos da tarde. Lançamento previsto para 7 de março de 2017 no PS4, Xbox One e PC.

  • South Park: The Fractured But Whole arrancou risadas da plateia. Nele, o jogador controla um personagem que quer virar um super-herói e que precisa lidar com os colegas da vila, que também têm o mesmo objetivo e vão pegar no seu pé. Com um sistema de combates em turnos, chega ao PS4, Xbox One e PC em 6 de dezembro.

  • The Division seguirá recebendo pacotes DLC relevantes durante todo o ano. O primeiro deles é o Underground, em 28 de junho no Xbox One e PC e em 4 de agosto no PS4. Além disso, quem tem o game e está no Ubisoft Club receberá roupas inspiradas em Rainbow Six Siege, Splinter Cell e Ghost Recon Wildlands.
  • Eagle Fight VR, investida da Ubisoft em realidade virtual, está mais maduro do que nas outras apresentações. Em uma partida PvP feita no palco, foi possível entender melhor o gameplay. É um dos destaques do Oculus Rift e demais plataformas VR nesta primavera.
  • Star Trek: Bridge Crew é a estreia de Jornada nas Estrelas no mundo da realidade virtual. O ator Levar Burton sobe ao palco para falar sobre a experiência dele com o jogo.
  • For Honor surge em um trailer devastador, sem economizar na violência. Chega em 14 de fevereiro de 2017 ao PS4, Xbox One e PC. Isso, em pleno Valentine’s Day.

  • Grow Up, título mais “criativo” da noite, chega em agosto ao PS4, Xbox One e PC.
  • Trials of the Blood Dragon já está disponível, com um visual bem excêntrico – as roupas dos produtores dele no palco já eram um bom indicativo… É para Xbox One e PS4.
  • Quando todos achavam que a Ubisoft ia falar de mais um jogo Assassin’s Creed, perdoamos: era sobre o filme da série. Frank Marshall, com grandes clássicos no currículo, fala sobre a experiência de produzir um projeto destas dimensões. A data de lançamento nos cinemas ocidentais é em dezembro.
  • Watch_Dogs 2 surge no telão e anima a plateia. Em uma San Francisco ensolarada, as possibilidades agora são quase infinitas, com direito a controlar drones e veículos terrestres de espionagem. Os DLCs do jogo estarão disponíveis no PS4 um mês antes das outras plataformas.

  • O presidente da Ubisoft, Yves Guillemot, e Jim Ryan, da Sony, falam sobre o filme de Watch_Dogs.
  • Steep, a nova franquia da empresa, é anunciado. Trata-se de uma ousada combinação de mundo aberto e esportes na neve, com paisagens na Itália, Suíça, Áustria e França. Com desafios online a todo momento, alternando esportes, além de paisagens lindas e de um sistema de replay robusto, quase todos os presentes aplaudiram fortemente.