Pokémon

Confirmado: Pokémon GO vai trazer Buddy System

Depois dos rumores, veio a confirmação da Niantic: a próxima atualização de Pokémon GO vai, finalmente, trazer o Buddy System. Com ele, os treinadores poderão escolher uma criatura favorita para acompanhá-los nas caçadas. Ao alcançar uma certa distância, candies extras são obtidas. Este recurso vai tornar mais fácil a evolução de alguns monstrinhos difíceis de capturar, o que consequentemente tornava difícil evoluí-los.

O estúdio não prometeu uma data para a atualização. No entanto, hackers que analisaram o código-fonte do jogo já descobriram que haverá um limite de candies por dia. Um único Pokémon poderá ser favorito por vez, embora o treinador possa trocá-lo a qualquer instante. Dependendo do monstrinho, ele aparecerá nos ombros do treinador, voando por perto ou caminhando junto. Algo bem no estilo de Pikachu em Pokémon Yellow.

Dragonite

Tava difícil conseguir um Dragonite. Quem sabe agora nossa sorte não muda

Acredito fortemente que este update vai trazer muita gente de volta ao game. Afinal, evoluir um Dratini é uma missão árdua – pelo menos aqui em Recife. Estamos esperando, Niantic.

7 fatos curiosos sobre Pokémon Red, Green e Blue

Sim, somos fãs de Pokémon. Já fizemos uma retrospectiva com todos os jogos da série principal, de Red/Blue até o recente X&Y. Mas e quanto à origem dos monstrinhos? Na coluna Bastidores desta semana, conheça algumas curiosidades de Red/Blue (ou Red/Green no Japão), os games que deram origem a uma das séries mais bem sucedidas de todos os tempos. Confira abaixo.


 Mew foi colocado no final

Mew era bem feinho nos jogos originais

Mew era bem feinho nos jogos originais

Quando as equipes de testes da Nintendo terminaram as suas tarefas, sinalizando que Red e Green estavam prontos para ir ao mercado, os desenvolvedores tomaram uma atitude, no mínimo, inusitada: aproveitar o espaço que sobrou no cartucho para incluir um novo monstrinho, Mew. A empresa achou a atitude muito arriscada, pois quem trabalha com desenvolvimento de software sabe que qualquer operação feita após os testes pode gerar uma imensidão de erros não tratados, como bugs e glitches. E, naquela época, não tinha essa “mamata” de lançar DLC (pacote de download) corretivo, então os processos eram muito mais rígidos. Ainda assim, a decisão foi mantida e Mew permaneceu.

Foi reprogramado do zero para sair no Ocidente

Após o sucesso de Red e Green no Japão, a Nintendo queria trazer a série para o Ocidente. No entanto, simplesmente traduzir o game não era suficiente: foi preciso reprogramá-lo por inteiro. O motivo? O código fonte não era limpo o suficiente, resultado do longo ciclo de desenvolvimento. O time optou por reaproveitar elementos de Pokémon Blue, uma edição melhorada que saiu depois dos originais no Japão, com um visual levemente superior. Este é o motivo de Red e Blue, as edições ocidentais, terem chegado quase dois anos depois ao mercado, em 1998.

Seria possível disputar revanches

Pokemon Red e Green - gameplay

Haja Repel, viu

Tsunekazu Ishihara, o então produtor dos primeiros títulos, revelou em uma entrevista algo interessante: inicialmente, seria possível batalhar contra treinadores mais de uma vez, em plena campanha solo. Ou seja, seria mais fácil aumentar o nível dos monstrinhos. Além disso, era mais frequente encontrar Pokémon selvagens (!). Ambos os aspectos foram revistos na versão final.

Rhydon foi o primeiro

Quando o nome da franquia ainda seria “Capsule Monsters”, com cápsulas no lugar de PokéBolas, alguns designers dentro da Nintendo já estavam desenhando o que seria a primeira geração Pokémon. A primeira criatura foi Rhydon. Nidoking, Slowbro e Kadabra também saíram dos primeiros rabiscos.

190 em vez de 151

Ho-Oh e Lugia estariam nos primeiros games

Ho-Oh e Lugia estariam nos primeiros games

O designer Shigeki Morimoto confirmou que a ideia original era lançar 190 criaturas em Red e Green. No entanto, 39 deles foram deixados de fora, e é por isso que foram encontrados 39 registros no código do jogo com o nome “MissingNo”. A lista completa você pode ver aqui. Basicamente, entre os que foram deixados para a segunda geração, estão Heracross, Tyranitar e Hitmontop, além dos lendários Ho-Oh, Lugia, Raikou, Suicune e Entei.

Mudando de nome

A maioria dos Pokémon tem nomes diferentes no Ocidente e Oriente. Além disso, enquanto a Nintendo se preparava para trazer os primeiros jogos aos EUA, alguns dos monstrinhos receberam nomes que foram mudados pouco antes do lançamento. Kakuna era “Kokoon”. Sandslash se chamava “Sandstorm”. Poliwag era “Aqua”, enquanto Chansey era “Lucky”. Para ver mais, clique aqui.

Lavender Town

Lavender: entristecendo criancinhas desde 1996

Lavender: entristecendo criancinhas desde 1996

Para as crianças que jogaram Red e Green (ou Blue), deve ter sido um choque descobrir que sim, os Pokémon morrem. A vila de Lavender, com sua música macabra, motivou uma série de lendas urbanas no Japão. Não faltaram pessoas querendo vincular esta parte do jogo a suicídios que teriam acontecido. O compositor Junichi Masuda afirmou em entrevistas que a ideia original do jogo não remetia a criaturas “fofinhas”, mas sim a monstros. Por isso, algumas trilhas foram feitas com um certo “ar” de mistério e medo.

Jogadores de Pokémon Go marcam encontro no Parque Dona Lindu

Mal se passou um mês de seu lançamento e Pokémon Go segue quebrando recordes da indústria de jogos para dispositivos móveis. De acordo com o Mashable, a estimativa é que o hit da Niantic – desenvolvido em parceria com a Nintendo e a The Pokémon Company – já tenha faturado US$ 200 milhões em todo o mundo. Agora que o game está disponível para os brasileiros, várias capitais do país estão sediando encontros.

Afinal de contas, além de ser um jogo social, precisamos admitir que caçar os Pokémons em grupo é mais seguro e diminui as chances da Equipe Rocket levar seu celular. No Recife, terra natal do BitBlog, já rolaram encontros no Marco Zero, no Parque da Jaqueira e na Praça de Casa Forte. Agora é a vez do Parque Dona Lindu, no bairro de Boa Viagem, receber um evento dedicado aos jogadores de Pokémon Go.

Pokemon Go - gameplay - 2

Data

Os gamers vão se reunir no dia 21 de agosto, um domingo, das 12h às 17h. Mais de 500 pessoas confirmaram interesse no evento criado no Facebook. De acordo com os organizadores, o local conta com sete PokéStops que serão abastecidas com Lure para atrair os monstrinhos e facilitar a captura. Se você não sabe do que estamos falando, confere esse rápido guia aqui.

Por que Pokémon Go faz tanto sucesso?

lançamento de Pokémon Go no Brasil continua sendo um dos assuntos mais comentados nas redes sociais. O game, desenvolvido pela Niantic através de uma parceria com a Nintendo e a The Pokémon Company, divide as opiniões de muita gente. Odiado por uns e adorado por outros, o fato é que o título completou um mês de existência neste fim de semana e já alcançou a impressionante marca de 100 milhões de downloads nas lojas do Google e da Apple. Por isso, o BitBlog ouviu profissionais e pesquisadores do mercado de jogos eletrônicos para entender de onde vem o sucesso de Pokémon Go. Na sequência, também deixamos registrada a opinião de um dos editores do blog.

Comportamento digital

Luciano Meira – empreendedor na Joy Street e professor do Departamento de Psicologia da UFPE

O produto da Niantic, desenvolvedora do Pokémon Go, emerge na interseção e no timing certo de cinco caraterísticas importantes do envolvimento atual das pessoas com o mundo e do comportamento digital contemporâneo:

1) É game! Além disso, tem todas as características de um bom game, com balanceamento adequado entre diversão, obtenção de feedback e construção de vínculos com outras pessoas;

2) Faz uso de uma combinação de mecânicas clássicas de sucesso como “caça ao tesouro” e “coleção de grupos”;

3) Emprega com competência técnicas de realidade aumentada, através da qual os jogadores podem finalmente e literalmente ver e transformar o mundo físico através das telas de seus smartphones;

4) É móvel! O mundo todo é mobile e o sucesso de quase qualquer coisa digital hoje depende de sua capacidade de acompanhar os constantes movimentos migratórios dos indivíduos;

5) É social, equilibrando aspectos de colaboração e competição de maneira a manter as pessoas associadas em diálogo.

Público cativo

Breno Carvalho – coordenador do curso de Jogos Digitais da Unicap

Pokémon foi criado em 1995 e lançado para o Game Boy original um ano depois. Na época, ele fez grande sucesso, o que possibilitou a criação de outros produtos como cards, brinquedos, série de televisão, mangás e artefatos colecionáveis. Os monstrinhos ganharam fama quase comparada ao encanador Mario, também personagem icônico da Nintendo.

Passada uma década, a franquia celebrou o aniversário com o lançamento de novos jogos e estes venderam mais de 200 milhões de cópias. Em 2016, Pokémon Go chegou aos smartphones unindo realidade aumentada e geolocalização, o que mudou a maneira de jogar.

A Nintendo sempre entregou aos jogadores novas experiências de jogo e de uso de tecnologias. A realidade aumentada e a geolocalização já eram usadas em outros games, inclusive da própria Nintendo. Mas a diferença é que esses ingredientes não eram unidos a personagens tão famosos. Os Pokémons agora habitam o mundo real: estão na sua casa, no seu bairro, na sala de aula, nos programas de telejornais… Em todo lugar!

O que é mais interessante é como a Google e a Nintendo estão recebendo mídia espontânea e cativando não apenas pessoas, mas também empresas, já que o jogo possibilita negócios na vida real. Os gamers que ficavam jogando dentro de seus quartos agora fazem o mesmo nas ruas e até constroem novas amizades à medida em que exploram diferentes ambientes.

Produto cultural

David de Oliveira Lemes – Professor do curso de Jogos Digitais da PUC-SP e editor do GameReporter.

O primeiro ponto que explica o sucesso de Pokémon Go é a nostalgia para os mais velhos e a novidade para os mais novos. Aliado a isso, temos uma franquia de sucesso que é também um produto cultural.

Do ponto de vista de jogabillidade, a experiência de jogo é muito simples, limitando-se a itens colecionáveis e outras poucas ações. Contudo, a combinação de uma franquia de sucesso, com um game de coleta de itens geolocalizados e realidade aumentada mostrou-se eficiente. Os jogadores precisam viver a experiência do jogo em vez de apenas jogá-lo na tela do celular.

Por fim, não podemos esquecer da experiência social ao jogar Pokémon Go, que somada aos fatores citados anteriormente, compõe este game de sucesso.

Fator nostalgia

Thiago Neres – Editor do BitBlog e editor-assistente de Redes Sociais do Diario de Pernambuco

Pokémon Go não se trata de realidade aumentada ou geolocalização, mas de nostalgia. É florescendo este sentimento de nostalgia que Stranger Things conquista os assinantes do Netflix e Chaves se eterniza como um dos símbolos da televisão brasileira. A maior parte das críticas contra o game parte de pessoas que, durante sua infância, não vivenciaram o fenômeno Pokémon. Logo, é difícil para elas entenderem o carinho dos fãs – assim como eu vou ter dificuldade em perceber por que Chacrinha, que marcou toda uma geração, foi tão idolatrado.   

Pokémon aportou na televisão brasileira em uma época que animes se popularizavam por aqui e havia uma quantidade significativa de telespectadores órfãos da extinta Rede Manchete. Inclusive, o desenho japonês estreou no Brasil em 1999, mesmo ano em que a emissora encerrou as atividades. Existia uma espécie de “disputa” entre as crianças da época: uma turma preferia a Globo, com Angélica e Digimon. Outra escolhia Pokémon, apresentado por Eliana na Rede Record. Somado a essas competições infantis que a garotada adora, houve um investimento muito forte em marketing. A Elma Chips, por exemplo, enfiou cards de Pokémon nos salgadinhos e era possível “batalhar” com eles. Filmes de Pokémon lotavam as salas dos cinemas nacionais em períodos de férias. O Game Boy, que era o videogame da moda na época, era a plataforma responsável por acomodar a primeira geração de Pokémon – as versões Red e Blue. 

Pokémon Go vende a nostalgia, vende o resgate das lembranças felizes de um produto cultural que marcou as crianças da minha geração em um momento de nossas vidas em que não havia preocupação com contas a pagar. Era quando a maioria de nós se preocupava apenas com o boletim do colégio. Agora essa coisa toda volta revestida de tecnologia, na palma da mão, com elementos que estimulam a interação com os demais jogadores e a exploração do mundo ali fora do seu quarto. Essa geração, que também domina as redes sociais, conseguiu criar um hype tão grande em cima do jogo a ponto de despertar a curiosidade em gente de todas as idades.

Pokémon Go é lançado oficialmente no Brasil

Acabou a longa espera e milhares de brasileiros não precisarão mais escrever no Twitter que são trouxas. Após uma dezena de previsões furadas, Pokémon Go foi lançado oficialmente no Brasil na noite desta quarta-feira (03). Enquanto o esperado momento não chegava, o jogo seguiu uma trajetória de fazer inveja a qualquer montanha russa. Depois de ver a luz do dia e elevar (para em seguida derrubar) as ações da Nintendo, Pokémon Go estampou o noticiário dos mais importantes veículos de comunicação internacionais. O hype imenso durou dias e teve seu ápice na Comic-Con, mas as atitudes da Niantic, responsável pelo desenvolvimento, aborreceram os jogadores. Isso sem contar a escassez de informações que garantiu o rancor dos brasileiros. Teve até CEO com conta hackeada. Uma atualização que removeu um recurso do game também não foi bem aceita e levou a empresa a se pronunciar pelas redes sociais.

Em meio à turbulência, o Brasil das Olimpíadas cai de paraquedas no universo dos monstrinhos. No Recife, terra natal do BitBlog, tem até encontro marcado para os fãs se reunirem e caçarem juntos. Para quem ainda está meio por fora da novidade: o jogo é desenvolvido através de uma parceria entre a Nintendo, a Niantic e a The Pokémon Company. Ele usa um sistema de realidade aumentada com geolocalização que permite capturar os pokémons nas ruas e em diversos lugares.

Como Pokémon Go ainda começa a ser desbravado em terras brasileiras, o BitBlog preparou um guia simples com as informações necessárias para os iniciantes. Nele, buscamos tirar as principais dúvidas que já foram surgindo no Google e em comentários pelas redes sociais. Esperamos que vocês curtam e, se puderem dar uma forcinha, compartilhem. Futuramente podemos fazer um guia com dicas para jogadores mais avançados e até compartilhar nossa jornada Pokémon com vocês.

COMO BAIXAR POKÉMON GO?

Pokémon Go é gratuito e pode ser baixado no celular tanto para iOS como para Android. O arquivo de instalação do iOS é um pouco mais pesado e possui em torno de 110 MB, enquanto o aplicativo do Android tem mais ou menos 60 MB.

Apple Store – Clique aqui se a imagem não carregar o link

Android – Clique aqui se a imagem não carregar o link

Se você estiver sem espaço, experimente fazer backup de alguns arquivos para serviços na nuvem como o Dropbox ou o Google Drive. Depois de se certificar que está tudo salvo, apague eles do seu aparelho para economizar armazenamento. Outra dica para quem tiver problemas com falta de memória no celular é desinstalar aplicativos que você não usa.

POKÉMON GO É DE GRAÇA?

Sim, Pokémon Go é de graça e você não precisa pagar nada para jogá-lo no seu celular. Entretanto, assim como ocorre em games como Candy Crush e derivados, é possível comprar itens dentro do game que facilitam a vida de qualquer Mestre Pokémon. É que dentro do jogo existe uma moeda especial: são as Poké Coins. Com elas dá para conseguir várias coisas como Pokébolas, incenso e mochila para seu personagem carregar mais itens. A não ser que você tenha dinheiro e tempo de sobra, recomendamos evitar esse tipo de gasto. O conselho é válido especialmente se você está abaixo do level 20, que é quando começa a ficar mais difícil adquirir experiência.

COMO JOGAR POKÉMON GO?

Pokémon Go possui uma mecânica inspirada nos jogos clássicos da série, a exemplo de Pokémon Red & Blue lançados para o Game Boy em meados da década de 90. Se você já é um fã de Pokémon, aproveite para ver nosso post com uma retrospectiva dos jogos. Vale lembrar que a série completou 20 anos em 2016.

Pokemon Go mapa

Basicamente, você precisa capturar os monstrinhos, participar de batalhas, evoluir seus Pokémons, usar itens e conquistar ginásios. O segredo do sucesso foi usar realidade aumentada e geolocalização para provocar uma imersão enorme nos jogadores. Isso quer dizer que Pokémon Go roda em um “mundo paralelo” ao nosso e, ao abrir o game, você verá o seu avatar caminhando por ruas que, de fato, existem. Tanto nelas como em estabelecimentos, os Pokémons aleatoriamente vão aparecendo e sua missão é capturá-los com as PokéBolas. Você pode alternar a câmera do jogo para um mundo 100% virtual ou optar por usar a realidade aumentada, que é 90% da graça do jogo. A segunda opção permite você apontar o celular para uma esquina e ver um Charmander dando sopa, esperando ser capturado.

É PRECISO SE REGISTRAR?

Sim, para jogar Pokémon Go é necessário criar uma conta além da que você usa para baixar o app no iOS ou Android. A tela inicial do game vai pedir para se conectar ao seu Gmail ou fazer um registro no Pokémon Trainer Club. Os jogadores poderão customizar seus avatares após esse cadastro inicial. Dá para escolher o gênero do personagem e mudar detalhes como cabelo, olhos, roupa e cor da pele.

COMO FUNCIONA O MENU DE POKÉMON GO?

Enquanto o jogador navega pelo mapa do jogo, que exibe a localização do avatar, das PokéStops e dos ginásios, existem alguns botões úteis que aparecem na parte inferior da tela. O primeiro deles, que tem o ícone do personagem, mostra os dados do jogador e as principais conquistas. O ícone do meio, no formato de PokéBola, leva para o menu principal. É nele que tem a sua mochila (backpack) com os itens, um shopping virtual, a Pokédex e a lista de Pokémons que você possui atualmente. O botão do canto inferior direito exibe os monstrinhos que estão por perto.

COMO PEGAR O PIKACHU?

No início do jogo, você poderá escolher entre Charmander, Bulbassauro e Squirtle. Esses Pokémons, que remetem às versões Red & Blue, deverão aparecer na sua frente nos primeiros momentos do game.

Pikachu Pokemon Go

Mas existe um truque para conseguir ficar com Pikachu, protagonista de Pokémon Yellow e do anime. É só você se afastar algumas vezes do trio que Pikachu surgirá na tela. Seja insistente que ele aparece.

COMO LOCALIZAR POKÉMONS?

ATENÇÃO: A Niantic, responsável pelo game, está fazendo algumas mudanças neste sistema.

Já explicamos como funcionam os principais botões na tela de Pokémon Go. O ícone que fica na parte inferior direita da tela vai indicar os Pokémons mais próximos de você. Embora ele não exiba a direção nem a distância, há um código que é importante aprender. São as pegadas que aparecem nesta tela logo abaixo dos Pokémons. Três pegadas significa longe. Duas é como se você estivesse no caminho certo. Uma pegada sinaliza que os monstrinhos estão realmente muito próximos. Nenhuma pegada é quando o Pokémon está praticamente na sua frente e pode aparecer a qualquer momento. O smartphone deve vibrar com isso e emitir o som do Pokémon, então vê se não leva um susto, beleza?.

Pokemon Go como achar pokemons

É importante mencionar que esta tela dos Pokémons mais próximos irá exibir apenas a silhueta das criaturas caso você não as tenha capturado. Os monstrinhos que você já tem deverão aparecer por inteiro. A ordem dos Pokémons no menu ainda serve para mostrar quais estão mais perto. Eles sempre serão os primeiros, lembrando que essa leitura é feita em linhas e não colunas.

COMO CAPTURAR POKÉMONS?

Quando o jogador receber a notificação de que encontrou um Pokémon nas proximidades, ele irá ser exibido no mapa de Pokémon Go. É só dar um toque no monstrinho e girar o celular para procurá-lo. Neste momento é possível escolher a opção de desativar a realidade aumentada, que realmente consome bastante bateria – uma das principais críticas ao jogo.

Pokemon Go capturando pokemons

Para a frustração de quem jogou as versões clássicas, não há nenhum tipo de batalha para enfraquecer o Pokémon antes de capturá-lo. Tudo o que você precisa é de uma PokéBola. Nessa tela de captura o jogador pode optar por fugir e até tirar uma foto. Mas vamos ao que interessa, que é pegar os Pokémons. Haverá um anel colorido abaixo do Pokémon que muda de tamanho. Quanto menor, mais chance de capturar. É só treinar o timing para arremessar a PokéBola na hora certa e mirar bem. Ainda assim tem chance dele fugir ou escapar da PokéBola.

COMO ATRAIR POKÉMONS?

Existem dois itens no game que servem para atrair Pokémons. O incense (incenso) e o lure module (módulo de atração). Ah, é bom que se diga que não temos certeza como a Niantic vai – e se é que vai – traduzir isso para o português. Os dois possuem o mesmo efeito, que é fazer os bichinhos aparecerem perto de você. Então, qual a diferença?

O incenso pode ser utilizado em qualquer lugar e apenas o jogador que liberou o odor vai enxergar os novos monstrinhos por 30 minutos. Já o lure só funciona nas PokéStops e qualquer jogador vai ver os Pokémons chegando na região. A duração dele é menor: 15 minutos. É assim que muitas lojas estão atraindo os consumidores através do game. E, infelizmente, foi desse jeito que assaltaram uma galera nos Estados Unidos.

Detalhe: os Pokémons atraídos pelo incense e pelo lure não são necessariamente os que já estavam por perto e exibidos no menu. De certo modo, isso pode resultar em mais chances de conseguir uma variedade legal.

O QUE SÃO AS POKÉSTOPS?

São lugares indicados no mapa de Pokémon Go com a cor azul. Passando por eles, você recebe novos itens – inclusive PokéBolas. Esses itens tendem a variar conforme o personagem sobe de nível. PokéStops geralmente são encontradas em lugares turísticos ou com grande aglomeração. Mas elas também podem se formar em locais inusitados, levando em torno de cinco minutos para serem “recarregadas” e você ficar habilitado a pegar novos itens.

COMO SUBIR DE LEVEL EM POKÉMON GO?

Várias ações no jogo vão acumulando experiência para o Mestre Pokémon, que com o tempo sobe de nível. Essas ações incluem capturar um Pokémon, evoluir um Pokémon e até passar por uma PokéStop. Quanto mais avançado for o level do personagem, mais Pokémons raros ele tende a encontrar no mapa. Então não fique frustrado se você estiver esbarrando o tempo todo com Pidgeys ou Caterpies. Ao subir de nível, a coisa melhora.

Os Pokémons também sobem de nível, embora no jogo o termo correto seja CP (combat power / poder de combate). Para isso, eles precisam ser alimentados com itens como candy (doce) e stardust (poeira estelar).

COMO FUNCIONAM AS BATALHAS?

As batalhas em Pokémon Go só ocorrem dentro dos ginásios. Existem três equipes – amarelha, vermelha e azul – e você deve escolher a qual vai pertencer. O jogador pode treinar em um ginásio amigo ou defendê-lo. No caso dos ginásios rivais, é possível participar de batalhas para reduzir o prestígio do ginásio e conquistá-lo para o seu time.

Pokemon Go Batalha

Presidente da Niantic tem perfil invadido e hackers deixam mensagem pedindo Pokémon Go no Brasil

O CEO da Niantic, empresa responsável pelo desenvolvimento de Pokémon Go, teve o seu perfil no Twitter invadido na tarde deste domingo (31). Na timeline de John Hanke, surgiram mensagens por volta das 15h50 com as hashtags #PokemonGoBrazil e #PokemonGo4Brazil. Os invasores, que provavelmente conseguiram o acesso através de uma conta no Quora, também deixaram a hashtag #OurMine, que é marca de um coletivo hacker famoso.

Em uma das tuitadas, foi escrito que a senha usada por John Hanke era “fácil demais”: nopass (algo como “sem senha”, em português).

john hanke twitter

O OurMine foi responsável por invadir a conta do próprio fundador do Twitter e de Mark Zuckerberg, o grande cérebro por trás do Facebook. Ainda é cedo para entender se o ataque veio de um membro brasileiro do OurMine ou se o grupo simplesmente resolveu demonstrar simpatia ao Brasil. Mas é fato que os rumores que circularam na internet ao longo dos últimos dias aumentaram a expectativa dos jogadores pelo lançamento do servidor de Pokémon Go no Brasil. Na manhã deste domingo colocamos até uma análise aqui no BitBlog, explicando por que não vale a pena confiar em previsões.

john hanke quora

 

 

 

#POKEMONGONOBRASILHOJE: a verdade sobre previsões

Desde que a existência de Pokémon Go foi anunciada, a repercussão foi gigantesca. Só pelo alvoroço que causou, sabíamos que o game faria um sucesso imenso. Nostalgia vende. Existe prova maior disso do que Chaves no SBT? O tempo passou e o jogo começou a ser lançado em nos primeiros países em 6 de julho. Histórias inusitadas foram dominando o noticiário internacional e atiçando a curiosidade das pessoas. Desde então, uma porção de brasileiros espera ansiosa a chegada do título em nossas terras. Toda madrugada surge uma hashtag no Twitter pedindo Pokémon Go no Brasil.

O SUCESSO DE POKÉMON GO

Eu não questiono a ansiedade e jamais criticaria o hype que se formou em torno da criação da Niantic – é sempre bom lembrar que a Nintendo não fez Pokémon Go, ao contrário de Miitomo, que realmente leva o DNA da gigante japonesa. Não questiono porque sou gamer. Não questiono porque eu era criança nos anos 90, quando animes dominavam a televisão brasileira. Não questiono porque Eliana e Angélica simbolizavam a rixa entre Pokémon e Digimon e crianças, convenhamos, gostam dessas disputas bobas. Não questiono porque a Elma Chips enfiou cards dos monstrinhos – e era possível batalhar com eles – em salgadinhos que deixam a gente com a cara cheia de farelo. Não questiono porque, da mesma forma que filmes da Disney, Pokémon ganhou longas que aportaram nos cinemas brasileiros.

Em resumo: Pokémon foi ícone da infância de uma geração. É a minha geração. Se você não foi dela, dificilmente vai entender. Assim como eu não vou entender por que Chacrinha era tão idolatrado. Estamos combinados? E guarde também a informação de que nostalgia vende.

POKÉMON GO E O JORNALISMO

Pois bem, agora vamos falar um pouco de jornalismo digital. Assim como jornais impressos têm métricas para calcular circulação e vendagem, emissoras de televisão medem a audiência. Nos portais de notícia e sites em geral, a lógica é a mesma. Acessos são nada mais que pageviews. A publicidade que você vê em forma de banners ou até publiposts também pode ser remunerada pela quantidade de pageviews e não apenas por cliques. Logo, mais audiência = mais chance de fazer dinheiro com publicidade. Para tornar tudo mais complicado, quem vive de notícia é refém de verba de publicidade. Dos sites que você conhece, quantos deles você toparia pagar uma assinatura para acessar o conteúdo? Quantos você tem certeza que o conteúdo é 100% original e você não vai achar derivados em lugar nenhum? Pois é…

Daí emerge outro problema: se seu conteúdo é original e exclusivo, ótimo para você. Se é mais do mesmo, você precisa buscar diferenciais. Para quem tenta se diferenciar, algumas opções são:

a) Buscar uma abordagem diferente
b) Colocar mais análise no texto
c) Dar um tom pessoal que marca o estilo do autor
d) Publicar o mais rápido possível antes que a notícia se dissemine em outras fontes

Sabe por que eu grifei a última opção acima? Ela é a mais comum se você não domina ou não está acostumado a falar sobre determinado assunto, mas sabe que ele rende audiência. Nessa corrida por velocidade, é fácil ceder à tentação de dar cartaz a rumores e informações pouquíssimo confiáveis só para fazer o tema render.

kadabra gif

AS PREVISÕES

É nesse contexto que vários sites chutaram previsões de quando Pokémon Go poderia ser lançado no Brasil. A verdade, sinto muito, é que ninguém sabe. Podemos, no máximo, especular. Mas que a gente faça de forma consciente e controlando as expectativas para evitar frustrações. O lançamento pode ocorrer antes que eu acabe este post (o que seria uma merda para mim, sendo bem sincero) ou daqui a uma semana.

A Rádio Globo colaborou bastante com a frustração generalizada ao espalhar que Pokémon Go seria lançado no dia 21 de julho e muitos portais reproduziram a informação sem os devidos cuidados.

“Finalmente os brasileiros vão poder participar da febre mundial Pokémon Go”, diz o abre desta matéria de O Povo. Só que não.

Embora considere o TecMundo um excelente portal e o leia com frequência, ele também surfou bonito na onda das especulações que inundaram a internet. Veja o título desta matéria:

tecmundo pokemon go 1

E agora repare nesta:

tecmundo pokemon go 2

Sabe o que todas elas têm em comum? Citam como fonte um site chamado MMO Server Status que realmente ficou famoso nos últimos dias. Mas o quanto sabemos sobre ele a ponto de conferir tamanha credibilidade e repercussão internacional?

MMO SERVER STATUS

O MMO Server Status diz que acompanha o status de servidores de diversos jogos online, como Guild Wars 2 e Star Trek Online. Outros serviços na web, como o DownDetector, desempenham funções similares. O layout do MMO Server Status é bem simples. Basicamente, banners e tabelas coloridas com o tempo de resposta dos jogos. Não há menus com informações sobre como ele faz a suposta medição de latência dos servidores. Usando uma ferramenta de WhoIs, descobrimos que o domínio existe pelo menos há 7 anos.

Apesar de não deixar nenhum e-mail de contato aparente, o site do MMO Server Status possui um botão de curtir para sua fanpage do Facebook. Ela não é tão grande assim e conta com cerca de 13 mil curtidas. No dia 7 de julho, a fanpage informou que o serviço iria passar a acompanhar o status dos servidores de Pokémon Go.

Antes disso a última publicação havia ocorrido em 9 de março. Na verdade, as postagens do MMO Server Status no Facebook andavam escassas. Para se ter uma ideia da regularidade das publicações, as seis mensagens anteriores datam de 25 de fevereiro, 1 de outubro de 2015, 19 de janeiro de 2015, 16 de dezembro de 2014, 15 de novembro de 2014 e 11 de maio de 2014.

De acordo com o Alexa, que monitora tráfego de páginas na internet, a audiência do MMO Server Status era baixíssima no começo do ano. Até que disparou com o lançamento de Pokémon Go, o que fez o serviço subir mais de um milhão de posições no ranking global. Curiosamente, a maioria dos acessos vem logo do Brasil.

Alexa MMO Server Status

No dia 25 de julho, o MMO Server Status atualizou a parte do site dedicada a Pokémon Go com a seguinte mensagem:

“A reliable source has given us the suspected release date for Brazil, Chile or Argentina: Sunday 31st of July! We’ll update here as we get more details”

Traduzindo para o português:

“Uma fonte confiável nos deu a possível data de lançamento para Brasil, Chile ou Argentina: Domingo, 31 de Julho. Vamos atualizar aqui assim que tivermos mais detalhes”

Como vocês podem perceber (espero), a informação a qual supostamente o MMO Server Status teve acesso não é nada precisa. Ela fala em possível data. E diz também que a data pode servir para Brasil, Chile ou Argentina. Portanto, nada garantido e seguro. Sem querer desacreditar o MMO Server Status – afinal não conhecemos as pessoas por trás dele – é preciso admitir que é muito fácil para alguém chutar uma informação e atribuir a uma fonte anônima. Esquisito é que portais dedicados a tecnologia ou games, como TechCrunch, GamesRadar e IGN, não conseguiram acesso à data mencionada.

A mensagem foi removida na manhã deste domingo (31), mas pode ser vista pelo WebArchive clicando aqui.

Vale mencionar que horas após o servidor do Japão ter sido lançado, o serviço do MMO Server Status ainda listava a condição do servidor como “postponed”, que significa “adiado” em português. Na página do Facebook, apesar de várias comentários nas publicações mais recentes, a fanpage não tem respondido questionamentos dos internautas sobre o funcionamento do serviço.

Tirem suas conclusões.

O MITO DAS 4H

Ainda sobre o lançamento de Pokémon Go, acho que é importante esclarecer um mito que se difundiu. Vários sites, ao especular e repercutir previsões pouco confiáveis para a chegada do servidor brasileiro, pregam que os lançamentos ocorrem às 4h da madrugada. Isso não é verdade, embora tenha gente tão ansiosa que fica acordada até este horário.

Todo anúncio oficial de um novo servidor é feito também no perfil do twitter @pokemongoapp. Abaixo, listamos todos os comunicados sobre lançamentos em países e os respectivos horários (já convertidos para nosso fuso).

Alemanha – 05:56
Reino Unido – 05:39
Itália, Espanha e Portugal – 03:46
26 novos países – 06:49
Canadá – 16:17
Japão – 23:12
França – 03:33
China – 00:58