PS Vita

PlayStation Experience 2016: confira as principais novidades

A PlayStation Experience é um evento anual da Sony para revelar novidades para as suas plataformas. Em 2015 (resumão aqui) teve bastante coisa, incluindo os ainda não lançados Final Fantasy VII Remake, Yakuza 0 e Ni No Kuni II. Logo, as expectativas para a edição 2016 não poderiam ser maiores, ainda mais depois da super conferência na E3 neste ano (que acompanhamos in loco). Veja os principais anúncios:

Ellie em cena do game

The Last of Us: Part II tá muito, muito lindo

  • The Last of Us: Part II (PS4) – Com uma Ellie mais madura, o game parece ser uma sequência direta do original, mas o que foi apresentado foi muito pouco…
  • Crash Bandicoot: N’Sane Trilogy (PS4) – A remasterização dos três jogos originais do mascote ganhou nome e versão jogável.
  • Uncharted:  The Lost Legacy (PS4) – Expansão de Uncharted 4 (e gratuito para quem comprou a edição Deluxe do mesmo), The Lost Legacy vai trazer Chloe como protagonista em uma nova aventura.
Heróis presentes no jogo, incluindo Megaman e Ryu

A briga vai ser boa!

  • Marvel vs Capcom Infinite (PS4) – O título não é exclusivo (virá também ao Xbox One e Windows), mas parece ter conteúdo exclusivo na plataforma da Sony.
  • Ys Origin (PS4, PS Vita) – Por essa, ninguém esperava! Enquanto o lançamento ocidental de Ys VIII: Lacrymosa of Dana não ganha mais informações, eis que um remake de Origin, o prólogo da série, é anunciado! Originalmente para Windows, esta nova versão terá gráficos atualizados. É um dos poucos da franquia a não ter o protagonista Adol Christin e chega em 21 de fevereiro de 2017.
  • Knack 2 (PS4) – A nova aventura vai manter os elementos elogiados do original, que veio ao mundo junto ao PS4. O multiplayer cooperativo para 2 pessoas está mantido. Infelizmente, não há maiores detalhes.
  • Yakuza Kiwami e Yakuza 6 (PS4) – Kiwami é um remake do primeiro título da franquia e chega em 2017, enquanto Yakuza 6 é o mais recente capítulo da série e tem previsão para 2018 no Ocidente.

Vamos deixar aqui o trailer da surpresa que mais curtimos, Ys Origin!

Sony anuncia games grátis da PS Plus em dezembro/2016

Para dezembro de 2016, o catálogo de jogos “grátis” da Sony (para assinantes da PS Plus) parece ter voltado ao normal. Com vários títulos desconhecidos do grande público, o destaque é a adaptação para PS4 de Invisible, Inc. direto do iPhone e iPad. Acompanhe a lista completa:

  • Invisible, Inc. Console Edition, PS4
  • Stories: Path of Destinies, PS4
  • Hyper Void, PS3
  • Tiny Troopers Joint Ops, PS3, PS4, PS Vita
  • Color Guardians, PS Vita, PS4
  • VVVVVV, PS Vita

Abaixo, o vídeo mostrando cada um dos títulos do catálogo, que estará disponível a partir da primeira terça do mês (6 de dezembro).

World of Final Fantasy tem boa estreia

Após uma longa espera, finalmente World of Final Fantasy chegou ao PS4 e PS Vita. O game é uma espécie de homenagem ao legado da série, com inúmeras referências a títulos como FFVII e FFX, mas ao mesmo tempo é interessante para os novatos na franquia.

No Japão, a versão PS4 foi o terceiro game mais vendido na semana de 24 a 30 de outubro, com mais de 53.000 unidades. A edição para Vita veio em seguida, com mais de 47.000 unidades. O game estaria no topo do ranking da Media Create se não fosse o lançamento de Sword Art Online: Hollow Realization nas mesmas plataformas.

Enquanto as vendas nos EUA e Europa não são reveladas, já é possível conferir as análises do público. No Metacritic, World of Final Fantasy PS4 tem 7,8 de avaliação pela imprensa, enquanto que a média dos usuários é 8,3. A edição do Vita tem apenas a avaliação dos usuários, que neste momento é de 8,9. Ambas as versões tiveram pontuação de 36/40 na japonesa Famitsu.

 

Sony surpreende com games grátis da PS Plus em setembro/2016

Depois de algumas decepções, o catálogo de jogos grátis (para assinantes da PS Plus) parece interessante em setembro. O destaque é Journey – um game de grande sucesso em 2012, que ganhou versão no PS4 ano passado. Acompanhe a lista completa:

  • Lords of the Fallen, PS4
  • Journey, PS4, PS3
  • Prince of Persia: The Forgotten Sands, PS3
  • Datura, PS3
  • Badland, PS Vita, PS4, PS3
  • Amnesia: Memories, PS Vita

Abaixo, o vídeo mostrando cada um dos títulos do catálogo, que estará disponível a partir da próxima terça (6 de setembro).

10 fatos sobre Final Fantasy X que poucos conhecem

Terminei, enfim, a versão HD Remaster de Final Fantasy X. Que grande jogo. Não poderia haver um melhor momento para trazer aqui curiosidades sobre o título, disponível no PS2, PS3, PS Vita, PS4 e, mais recentemente, PC (via Steam). Veja abaixo alguns fatos que poucos conhecem, afinal, é mais uma edição da nossa coluna Bastidores.

OBS: não tem nenhum spoiler significativo neste artigo, exceto pela menção aos nomes dos Aeons e por uma cena bizarra entre os protagonistas. Se considera isso um spoiler, fica o aviso.


A Buster Sword, de FF7, estaria de volta

A famosa espada de FF7 foi encontrada em FFX

A famosa espada de FF7 foi encontrada em FFX

Um dos pontos marcantes de Final Fantasy VII é a Buster Sword. A espada do protagonista Cloud Strife, no entanto, estava prevista para retornar em FFX. Alguns jogadores descobriram que o equipamento gigantesco está no código do game, como uma espada compatível apenas com Tidus. Não se sabe o motivo pelo qual a Square retirou a Buster da versão final, sendo necessário o uso de cheats (como o acessório Action Replay) para obtê-la.

Haveria um modo online

Já ouviu falar do PlayOnline? O serviço foi uma tentativa da Square de criar uma plataforma única para os seus jogos online, como Front Mission Online e EverQuest II. Final Fantasy X, no PS2, seria um dos primeiros games compatíveis. No entanto, os recursos online foram descartados no decorrer do desenvolvimento, pois o projeto já estava bem ambicioso. Tais funcionalidades foram migradas para Final Fantasy XI, o único game que ainda mantém o PlayOnline ativo em 2016 (em sua versão para PC).

A inspiração para o mundo de Spira

O designer de personagens Tetsuya Nomura revelou a inspiração para Spira. Segundo ele, o Japão, Tailândia e a região do Pacífico Sul determinaram a ambientação e a cultura do mundo de FFX, principalmente nas ilhas de Besaid e Kilika, presentes no início do jogo.

Uma longa jornada

O mundo de Spira é imenso, pelo menos para a época (2001)

O mundo de Spira é imenso, pelo menos para a época (2001)

O script de Final Fantasy X é 10 vezes maior que a média dos filmes hollywoodianos. São tantas reviravoltas no enredo que até os dubladores se impressionaram. Matt Mckenzie e Hideo Ishikawa, as vozes de Auron nas edições americana e japonesa – respectivamente – ficaram “imensamente chocados” com o final daquele personagem, por exemplo.

Arrancando lágrimas

Em uma pesquisa feita pela revista Famitsu no Japão, divulgada em 2012, FFX foi eleito o jogo que mais emocionou os jogadores. De fato, o final é muito tocante. Mas não vou falar nada, vamos conter os spoilers… Se não jogou ainda, tá perdendo tempo!

Desafio adicional

As edições europeia e International do jogo no PS2, lançadas algum tempo após a norte-americana, trouxeram vários desafios adicionais, incluídos também no recente HD Remaster (PS3, Vita, PS4 e PC). O mais notável: todos os Aeons ganharam versões “Dark”, que surgem durante as side-quests no intuito de atrapalhar o jogador. De Dark Valefor até as Dark Magnus Sisters, é preciso ter paciência para derrotá-los (ou pagar muito pro Yojimbo)…

Teve cena virando meme

Em um momento do jogo, Tidus sugere a Yuna rir bem alto, como forma de motivá-la e esquecer os problemas. Foi algo bizarro (veja acima), que gerou piadas entre os jogadores. O site USGamer fez uma entrevista recente com três tradutores do game e ouviu a seguinte resposta:

Em um momento, conversei com o escritor Nojima-san sobre essa cena, e perguntei: “o que diabos é isso? o que devo dizer ao ator? Porque essa cena é bem incomum”. E o Nojima basicamente disse que ele estava praticando a ideia de rir forçadamente, e que isso inclusive era algo feito em aulas de atuação. Então, foi algo estranho, tanto na versão em inglês quanto em japonês. Não foi algo relacionado à tradução.

O retorno dos Summons

Summons, Eidolons, Espers… Embora tenham nomes diferentes no decorrer da série Final Fantasy, todos eram formas de invocar “entidades” para auxílio nas batalhas. Em FFX, eles se chamam Aeons e podem ser controlados pelo jogador, sendo invocados por Yuna. Vários deles aparecem em outros jogos da série, exceto por Valefor (o Aeon preferido de Yuna) e os 3 secretos. Em outras palavras, você verá aqui os clássicos Ifrit, Ixion, Shiva e Bahamut.

Teve, pela primeira vez, uma continuação direta

Até então, todos os Final Fantasy da série principal eram independentes. Mas o sucesso de X foi tão grande que veio Final Fantasy X-2 em 2003, a primeira continuação direta em formato jogável. Embora não tenha vendido tanto quanto X, a sequência X-2 também foi um sucesso de crítica, sendo incluído nos relançamentos recentes em HD.

Tentou-se criar um elo com FF7

O jovem al-bhed Shinra, cientista de FFX-2

O jovem al-bhed Shinra, cientista de FFX-2

Os produtores do jogo tentaram criar conexões com o universo de Final Fantasy VII, mas só conseguiram implementar em X-2, quando Shinra e Rin discutem o potencial do Farplane como uma fonte de energia. O primeiro afirma que a possibilidade de refinar tal energia de forma segura só poderia ser feita “muitas gerações após”. Foi daí que viria a origem da Shinra Electric Power Company de FF7, viabilizada através da viagem espacial.

Veja 5 minutos de Bloodstained, do criador de Castlevania

Se você acompanha o BitBlog, deve lembrar de Bloodstained: Ritual of the Night. O game é a mais nova aposta de Koji Igarashi, criador de Castlevania, e chegará aos consoles da oitava geração (PS4, Xbox One e Wii U), além do PS Vita, Mac OS X, Linux e Windows. Foi um dos jogos mais bem-sucedidos até hoje no Kickstarter, arrecadando rapidamente mais de 5 milhões de dólares.

Como forma de promover o game, que será lançado mundialmente em março de 2017, Igarashi se desafiou e jogou uma demo do game, com duração de 5 minutos, sem eliminar inimigos, nem o movimento backdash, nem mesmo poções para recuperar energia. Se você curtia Castlevania, deve lembrar que jogar nessas condições não seria nada fácil. Como Bloodstained é uma espécie de “sucessor espiritual” do clássico, espere o mesmo nível de desafio.

Confira abaixo:

Revelados mais detalhes sobre o game de Berserk

Conhece o anime Berserk? O clássico vai ganhar uma adaptação para os videogames. A adaptação está a cargo do estúdio Omega Force, da Koei Tecmo, responsável pela franquia Dynasty Warriors e pelo elogiado Toukiden. Nesta semana, foram revelados vários detalhes, que você confere aqui. O game sai em 21 de setembro no Japão para PS3, PS4 e PS Vita. O ocidente vai recebê-lo em uma data posterior, mas para PS4, PS Vita e PC.

Berserk game - Koei Tecmo - 2Escondam as crianças

Serão jogáveis os heróis Guts, Griffith, Casca e Judeau. Quanto mais se avança no jogo, mais brutais ficam os golpes, sendo possível partir inimigos ao meio. Além da espada Dragonslayer, usada pelo protagonista Guts, há por exemplo um arco-e-flecha para ataques de longo alcance, entre outras armas. Como já é de se imaginar, o título será bastante violento.

Berserk game - Koei Tecmo - 3Casca também será jogável

(via Gematsu)