PS VR

Campanha de Batman: Arkham VR vai durar 2,5h

A demonstração que jogamos na E3 de Batman: Arkham VR foi sensacional, mas durou pouco. E, pelo jeito, assim será também a versão final.

Em conversa com o Press-Start, o produtor Dax Ginn, da Rocksteady, informou que a campanha principal do jogo vai durar 1 hora, com side-quests levando mais 1,5h. No total, 2 horas e meia para o modo inteiro. Ginn afirma que o jogador vai querer voltar várias e várias vezes ao game para explorar tudo. Algo justificável para um título de realidade virtual, mas o tempo ainda assim é muito reduzido.

Por outro lado, Arkham VR vai custar menos da metade do preço de um título convencional: o equivalente a 20 dólares. Se vale a pena ou não, deixamos a decisão para vocês.

Jogamos: Eagle Flight transforma o jogador em uma águia

Antes de testar Eagle Flight no estande da Ubisoft da E3, a portas fechadas, confesso que não me encantava muito pelo game. Isso só veio começar a mudar após as grandes experiências que tive recentemente com o PS VR: Until Dawn – Rush of Blood, Thumper e Batman Arkham VR me fizeram voltar a acreditar em realidade virtual. Logo, nada mais justo agora do que encarnar uma águia e voar pelos céus de Paris, certo?

No modo versus (multiplayer), dois times buscam fazer “gols”: para isso, é preciso capturar uma presa e levá-la até o topo da Torre Eiffel. O problema (ou não) é que você pode atirar em outras águias, ou sofrer dano vindo da equipe rival. Com isso, a presa é perdida e o jogo se inverte. A proposta é bem interessante, obrigando o jogador a voar baixo, entre os prédios, para desviar dos projéteis. Isso pode ser difícil com tantos obstáculos, mas é – de certa forma – emocionante.

Eagle Flight - 2Hora de voar!

É preciso usar o joystick em combinação com o VR para poder acertar os adversários, além de se locomover adequadamente. Como os movimentos da cabeça controlam a direção do jogador, em alguns momentos é comum se sentir enjoado, e aí entra minha sugestão: um comando para girar 180 graus, por mais absurdo que seja, poderia ajudar na jogabilidade.

Eagle Flight chega no fim do ano às três principais plataformas de VR: Oculus Rift, HTC Vive e PlayStation VR.

 

Jogamos: Resident Evil VII está realmente assustador

A aparência da casa de madeira montada no meio do pavilhão não deixava dúvidas: iríamos tomar sustos ali dentro. Sob o nome Resident Evil VII, algumas portas davam acesso a salas com pouca iluminação onde jogamos a demo do novo título da franquia, anunciado durante a conferência da Sony na E3. A principal mudança é a visão em primeira pessoa, que deve cair muito bem na versão para o VR – esta, um verdadeiro teste de coragem. Infelizmente só conseguimos jogar a demo para o PS4, lembrando que o game também será lançado para Xbox One e PC em 24 de janeiro de 2017.

De cara, foco na exploração e no horror psicológico pesado. A missão era tentar sair vivo de uma casa macabra. Nos primeiros minutos, basicamente se vê um quarto com uma televisão ligada. Há um corredor escuro com um armário trancado a corrente, uma escada para uma sala com o que pareciam ser manequins e a cozinha. Um videotape traz um flashback e você controla um cara que faz parte de um trio tentando entrar e explorar a casa, quando algo sai terrivelmente errado. Neste momento do flashback a iluminação muda e fica em preto e branco. A sensação de angústia é permanente durante toda a demo e os efeitos sonoros são a cereja no bolo para consolidar o clima de pânico, assim como coisas que acontecem ou aparecem dependendo de certas ações. A mecânica de examinar objetos e fazê-los interagir com o cenário continua uma marca forte da série.

Em resumo, Resident Evil VII promete demais. A demo está liberada para os assinantes da PS Plus e estamos muito ansiosos para colocar as mãos no game no início do ano que vem. Já consideramos uma compra certa. Abaixo, caso você não se importe em estragar a surpresa, colocamos um vídeo da demo. É importante lembrar o que os produtores deixaram claro: ela não é um mero recorte do jogo final, mas uma experiência concebida como uma espécie de teaser.

Jogamos: RIGS é a tentativa de levar e-Sports ao PS VR

RIGS Mechanized Combat League. O nome é grande, e a expectativa também… Não tem como ver alguém jogar e não querer experimentar o título de ação do PlayStation VR. A proposta é até boa: dois times, cada um com três jogadores, duelam para ver quem marca mais gols em uma arena. Você deve pilotar um “rig”, uma espécie de robô mecha (à la Gundam), e pular em um espaço no meio do cenário para marcar o gol. No entanto, só está apto a fazer isso quem abateu três rigs da equipe adversária, entrando no modo Overdrive.

Há varias classes de rigs: há o mais rápido, o que plana, o que tem pulo duplo, entre outros. A escolha deve se encaixar com o seu estilo de jogo. Além disso, é possível “morfar” para um modo em que se recupera energia ou para outro em que se causa mais dano. Até aí, muita informação de uma vez, mas tudo bem. A coisa começa a desandar na prática: é um jogo do PlayStation VR. Sendo assim, imagina-se que os controles são otimizados para realidade virtual, certo? Errado.

RIGS - E3 2016A Sony dedicou um grande espaço do seu estande para promover RIGS

Para andar, temos o direcional analógico esquerdo. Para olhar para os lados, o direito. Mas e para mirar nos inimigos? Deve-se usar a cabeça mesmo, usando a precisão do PS VR. Essas três ações são necessárias a todo momento, o que pode causar alguma confusão, ainda mais levando em conta que é um título em primeira pessoa. Os movimentos frequentes com a cabeça, em meio a tantos controles, terminam causando enjoo com alguns minutos de jogo, o que prejudica a experiência. E olhe que não aconteceu só comigo, mas com outras pessoas que experimentaram o RIGS ao mesmo tempo que nós.

Posteriormente, soube através de uma pessoa da Sony que é possível desabilitar os direcionais analógicos, usando apenas o movimento da cabeça para mirar e andar. Não sei se isso resolve o enjoo – talvez tenha até efeito reverso – mas definitivamente eu tentaria mais uma vez dessa forma. O game é ambicioso e tem uma proposta boa.

 

Jogamos: Demo de Batman Arkham VR acaba cedo demais

Um dos super-heróis mais populares da atualidade, sobretudo na indústria dos videogames, Batman agora faz parte do seleto portfólio de jogos que se arriscam a enveredar pelo território da realidade virtual. Arkham VR é da Rocksteady, o mesmo estúdio que lançou o Arkham Knight em junho do ano passado poucos dias após a E3 de 2015. Na ocasião, ele recebeu boas notas e críticas positivas da IGN, referência no mercado. Dificilmente alguém imaginava que o homem-morcego voltaria a dar as caras na E3 deste ano. Mas ele voltou e agora é um exclusivo do PlayStation VR da Sony.

O BitBlog, que está em Los Angeles para cobrir o evento, conversou informalmente com uma pessoa do time de desenvolvimento na fila para jogar a demo do Batman: Arkham VR. Ela nos contou que a equipe estava muito preocupada com a possibilidade de vazamentos e ficou extremamente satisfeita ao perceber que os fãs foram pegos de surpresa. Fotos ou vídeos da tela eram proibidos. O próprio gameplay em tempo real, como mostramos na gravação abaixo, estava vetado.

O motivo alegado seria resguardar o elemento surpresa. Mas nós saímos da demo desconfiados se as verdadeiras razões não foram outras. Explico através de uma comparação: se a demonstração do Batman fosse uma montanha-russa, ela começaria com uma longa subida para se encerrar imediatamente antes da descida alucinante. Ou seja, deixou todo mundo na expectativa e depois jogou um balde de água fria, embora pareça interessante.

BitBlog Batman Arkham VR

Na demo em que jogamos – existe outra, focada na exploração de uma cena de crime – o jogador não controlava os movimentos do Batman. Começava com Bruce olhando uma foto (que podia ser manuseada com o PS Move) e tocando piano para fazer o chão se abrir e revelar seu esconderijo secreto. Ao descer, o gamer sentia o gostinho de colocar a máscara de Batman e contemplar a própria face em um espelho. Na sequência, testamos a mira de três armas, incluindo as Batarangs (shurikens de Batman em formato de morcego) acopladas no cinturão. Terminava com um elevador conduzindo nosso super-herói para as profundezas da Batcave. E pronto.

Sem nenhuma ação ou perspectiva de mecânica de combate, ficamos um pouco frustrados. A demo acabou onde parecia que estava só começando. Mas ainda assim foi uma experiência divertida e imersiva. Embora os detalhes sejam escassos, a própria Sony descreve, ao menos por hora, o Batman: Arkham VR como “uma intensa história em primeira pessoa sobre o mistério de um assassinato, ao melhor estilo das comics do Batman e com foco nas suas habilidades de detetive”. A conclusão é que é muito cedo para a Rocksteady dizer a que veio desta vez. O lançamento está programado para outubro deste ano.

Jogamos: Thumper traz o que o PS VR tem de melhor

É muito bom quando algo supera suas expectativas, não é mesmo? Em nossa maratona para cobrir a E3 2016 em Los Angeles, descobrimos um jogo incrível que merece mais atenção. Chama-se Thumper, está feito por apenas duas pessoas e foi um dos melhores – se não o melhor – game do PlayStation VR em exibição no evento.

No comando de um “besouro espacial”, você deve viajar no tempo e espaço para derrotar uma criatura gigante que vem do futuro. Se o enredo não chamou sua atenção, te adianto que ver alguém jogando também poderá não conseguir tal feito. Só no momento em que eu coloquei o PS VR com um headset que tudo mudou. A imersão foi imediata. Não tinha como não me empolgar com cenários tão psicodélicos e futuristas, ao mesmo tempo em que controlava o “besouro” em sincronia com uma trilha sonora bem instigante.

Thumper - E3 2016Enquanto experimentávamos Thumper na E3, não houve enjoo nem dor de cabeça em nenhum instante

O jogo indie que tanto nos surpreendeu combina elementos de títulos de corrida futuristas (F-Zero, WipeOut, FAST Racing Neo) com ritmo e sincronia (Guitar Hero ou até as divertidas fases de Rayman Legends). Imagine tudo isso em uma experiência com realidade virtual que não causa dor de cabeça nem exige movimentos constantes… É este o resultado final. Ao longo das 15 fases disponíveis na demonstração, morri umas 3 vezes, mas consegui chegar ao final no limite dos 10 minutos jogáveis. E mal posso esperar para ver o jogo completo.

Em Thumper, não é preciso se mover. O jogo é on-rails. Basta você apertar X em certos momentos, ou X + esquerda ou direita (no direcional analógico ou no digital). Como falei, estes momentos ficam em sincronia com a música. Em algumas oportunidades, a criatura maléfica que mencionei aparece como uma espécie de chefão e, para derrotá-lo, basta acertar os comandos exigidos. Nada do outro mundo, mas exige um mínimo de coordenação motora.

 

Ainda sem uma data específica de lançamento – apenas um vago “2016” – não é exagero dizer que o jogo da Drool LLC me convenceu a comprar um PS VR. Estou convencido de que realidade virtual não é vendida te obrigando a fazer movimentos bruscos com a cabeça, mas sim pela imersão que ela proporciona. Por ter sido desenvolvido “do zero” pensando neste fim, Thumper é extremamente convincente.

Jogamos: Psychonauts in the Rhombus of Ruin, para PS VR

Em 2005, era lançado o game que levaria a divisão de games da Majesco à falência. Será que era tão ruim assim? Pior que não – pelo menos é o que diz a imprensa.

Não joguei Psychonauts, mas sei que é um jogo de ação em terceira pessoa super cultuado para PS2, Xbox e PC. Consiste em um menino, Raz, que tem poderes psíquicos, tentando impedir os planos de vilões que querem eliminar crianças especiais que nem ele. No papel de Raz, o jogador deve usar suas habilidades para compreender os traumas dos colegas e ajudar a superá-los.

Psychonauts in the Rhombus of Ruin - E3 2016Enquanto o game era experimentado, a fila acompanhava atrás num telão

Nesta sequência, que inicia logo após o primeiro jogo, o pai da colega Lili é sequestrado. Através do PlayStation VR em conjunto com o DualShock 4, é preciso alternar entre os personagens para usar os poderes de cada um e entender os seus pensamentos. Só assim é possível progredir. O visual é muito simples, assim como a trilha sonora. A falta de ação pode desapontar um pouco quem espera uma experiência mais imersiva no PS VR.

Em comparação com os outros games com suporte ao acessório do PS4, Psychonauts in the Rhombus of Ruin fica devendo bastante. Só indicaria se você for fã do primeiro game. Caso contrário, dê uma olhada no line-up, há opções mais interessantes: de Resident Evil 7 a Eve Valkyrie.