RPG

Novo Digimon Story para PS4 e PS Vita é confirmado no Ocidente

Apenas um dia após a gente colocar aqui no BitBlog que o novo Digimon Story chegará ao PS4 e PS Vita no Japão, eis uma boa notícia: o título foi confirmado para o Ocidente em 2018!

Cena de gameplay do novo Digimon Story

Cena de gameplay do novo Digimon Story

Digimon Story: Cyber Sleuth Hacker’s Memory chega em formatos digital e físico ao PS4 e apenas digital no PS Vita. O lançamento para o Ocidente ficou em um vago, porém animador “início de 2018”. Abaixo, veja todos os detalhes fornecidos pela Bandai Namco.

Ficha

  • Gênero: JRPG
  • Jogadores: 1 (Offline) / 2 (Online)
  • Data de lançamento: Early 2018
  • Desenvolvedor: Media Vision
  • Publisher: Bandai Namco Entertainment
  • Dublagem: Japonês
  • Legendas: Inglês, alemão

Sinopse

Depois de ser acusado de um crime que ele não cometeu, Keisuke Amazawa não tem escolha a não ser mergulhar no mundo digital e investigar até provar sua inocência. Mesmo que isso signifique se juntar a um grupo de hackers e ajudá-los a resolver os problemas que ameaçam este universo misterioso.

Funcionalidades principais

  • Atmosfera Cyber Punk – Mergulhe em uma aventura mais profunda e sombria, nos limites entre o real e o digital.
  • Gameplay profundo e viciante – Experimente a mistura perfeita entre aventura e batalhas, com mais de 320 Digimon para descobrir. Curta uma maior variedade de estratégias de batalha em um gameplay clássico por turnos, melhorado através de skills e combos dos Digimon.
  • A estória não conhecida – Descubra a misteriosa trama paralela aos eventos de Digimon Story: Cyber Sleuth.

Novo Digimon anunciado para PS4 e PS Vita

Você conhece a série de RPG Digimon Story? O título mais recente da saga é Cyber Sleuth (PS4, PS Vita), que chegou ao Ocidente em 2016 e trouxe de volta a nostalgia do famoso anime. O RPG de turnos já ganhou uma continuação: Digimon Story: Cyber Sleuth Hacker’s Memory foi revelado neste final de semana pela revista japonesa V-Jump.

Digimon Story mantém sua fórmula em novo game

Também para PlayStation 4 e PS Vita, Hacker’s Memory vai se passar no mesmo ambiente do seu antecessor, mas com um novo enredo: no papel do protagonista Keisuke Amazawa, o jogador vai se enrolar em um caso criminal. Mais de 320 Digimon estarão disponíveis, incluindo os clássicos da primeira geração.

No Japão, o título chega em 2017, enquanto no Ocidente chega em 2018. Em terras nipônicas, haverá uma edição que inclui Cyber Sleuth e a recém-anunciada continuação. Fãs de Digimon, podem comemorar! Veja mais imagens e todas as novidades do game aqui.

Scan da revista V-Jump traz cenas do jogo

Scan da revista V-Jump traz cenas do jogo (créditos: Gematsu)

Final Fantasy XII The Zodiac Age: veja o que vem na edição de colecionador

O relançamento de Final Fantasy XII, chamado The Zodiac Age, está chegando ao PS4 em Julho. Para aumentar a expectativa, a Square Enix divulgou o conteúdo da edição de colecionador, que já está disponível para pré-venda na loja online.

A Collector’s Edition, que custará absurdos 200 dólares, vai incluir miniaturas “Judge Magisters”, trilha sonora do jogo, um steelbook com artes exclusivas e o que a Square Enix chama de art cards. Veja a imagem acima e tire suas conclusões se vale a pena comprar ou não…

 

 

Mu Chaos, um RPG online com um universo a ser explorado

É difícil encontrar um fã de RPG online que nunca ouviu falar de Mu Chaos. Este clássico para PC reúne uma grande base de jogadores e oferece uma experiência totalmente imersiva e interativa. O game traz o que há de melhor no gênero: players guiam seus personagens enquanto eles desenvolvem habilidades, equipam-se com itens, caçam monstros terríveis e batalham em guilds pela conquista de novos territórios.

No mundo de Mu é possível explorar uma variedade quase infinita de objetos e possibilidades, além de poder interagir com centenas de jogadores em um cenário vasto, imprevisível e tridimensional. Ficou com vontade? Baixe gratuitamente Mu Chaos e embarque nessa aventura empolgante.

Quem será o seu personagem? Um cavaleiro negro, uma fada, um feiticeiro negro, um gladiador, um mágico ou um lord? Com eles você poderá explorar cenários aquáticos, cavernas, florestas e ambientes em regiões inóspitas. Saiba mais sobre os personagens do Mu para ver qual combina melhor com sua estratégia de jogo. Afinal, cada classe possui características e poderes bem distintos.

Para embarcar nesta grande aventura do Mu Chaos você deve fazer o download e um rápido cadastro no site. É muito fácil criar conta no Mu. Ao iniciar o game, o primeiro passo é escolher um personagem.

Os personagens mais avançados possuem armaduras vistosas e com belos efeitos visuais, além de títulos de nobreza e honra que dão um ar de imponência frente a inimigos e despertam cobiça – e respeito – nos outros jogadores. Com algum avanço na jornada, dá até para fazer asas no Mu.

Ao mesmo tempo, a engine do game é otimizada para que Mu seja um jogo leve, que não exige um hardware robusto. Em outras palavras: diversão garantida sem estresse em fazer upgrade na sua máquina.

A jornada em Mu Chaos promete longas horas de gameplay. Mesmo após alcançar níveis máximos de pontuação, é difícil enjoar quando existe a possibilidade de disputar combates massivos no PvP, seja contra outros players ou na guerra entre guilds. Destaque para o ArkaWar que ocorre todos os sábados envolvendo cerca de 80 guerreiros, magos e elfas no mesmo campo de batalha, defendendo seus territórios contra equipes inimigas.

Muita informação de uma vez só? O site do Mu Chaos oferece dezenas de tópicos de ajuda e, na web, vários fóruns trazem dicas para os novatos. Além disso, a interação presente no jogo permite que os jogadores se ajudem e descubram novidades a cada momento. Experimente!

Lost Odyssey está gratuito no Xbox One e 360

Se você tem o Xbox One ou 360 e está com vontade de jogar um bom RPG, boa notícia: Lost Odyssey, lançado originalmente para o 360, está gratuito em ambas as plataformas até 31 de dezembro deste ano. Para baixar, clique aqui ou vá até a loja em seu console.

Lost Odyssey é da Mistwalker, estúdio do criador de Final Fantasy, Hironobu Sakaguchi. O game conta ainda com trilhas sonoras de Nobuo Uematsu, que trabalhou junto à Sakaguchi nos primeiros games da famosa franquia. Esta nova aventura é sobre a estória de Kaim, um personagem imortal que viveu mais de 1000 anos, mas que não lembra do seu passado. Com mecânicas de MMORPG, o título traz ainda o protagonista em diversas vidas, compondo várias famílias e se despedindo das mesmas, enquanto outros heróis tentam ajudá-lo a entender a sua origem. Veja abaixo o trailer.

True Fantasy Live Online, o MMO cancelado do Xbox

O Xbox original, lançado em 2001, foi a estreia da Microsoft nos consoles (veja os bastidores aqui). Embora tenha vendido mais de 24 milhões de unidades, este total representou apenas 1/6 do rival PlayStation 2. Um dos motivos do desempenho comercial ruim foi a falta de habilidade da empresa com o público japonês. Embora esta situação perdure até hoje com as plataformas mais recentes, o aparelho era uma verdadeira interrogação – e ter se dado bem em terras nipônicas poderia ter mudado completamente o seu destino.

True Fantasy Live Online, anunciado em 2002, seria o primeiro MMO do Xbox. Desenvolvido pela experiente Level 5, das séries Yokai Watch, Professor Layton e Dark Cloud, o jogo traria um imenso mundo aberto a ser explorado, com um charmoso estilo cel shading remetendo aos melhores RPGs daquela época. Vale lembrar que este era o mais ambicioso carro-chefe da novíssima Xbox Live. Se TFLO tivesse sido lançado e correspondido à altura do hype, a plataforma da MS poderia ter se tornado avassaladora em território nipônico, além de emplacar no Ocidente – já que era um momento bem favorável a este gênero. No entanto, o projeto terminou cancelado. O que deu errado? Veja em mais uma edição de nossa coluna No Limbo.

O anúncio

 

Finja que você está em 2002. Após o fiasco do Dreamcast e o início avassalador do PS2, o GameCube mantinha uma segunda colocação duvidosa e o novato Xbox era lembrado por um único título, Halo. Com apenas o aparelho da Microsoft se movimentando rumo a um serviço robusto de partidas online, era difícil acreditar que os consoles de mesa alcançariam o sucesso do PC nesta área. Os bem avaliados Phantasy Star Online e Unreal Tournament tropeçavam na quantidade pequena de usuários.

Em meio a este cenário, a MS anunciava um MMO RPG em parceria com a Level 5. O estúdio japonês era formado por vários desenvolvedores conceituados e, com pouco tempo de vida, já tinha as suas próprias franquias, além de colaborar com a Enix (antes da fusão com a Square) em Dragon Quest VIII. Veja o vídeo acima e tente imaginar como seria sua reação naquele ano. A comunidade de gamers, em grande parte, ficou muito animada, e True Fantasy Live Online passava a ser um dos títulos mais esperados para 2003.

Problemas na comunicação

Personagem, em cena de gameplay, explora uma floresta em meio a outros jogadores

Explorar um mundo imenso com mais 3 mil pessoas, em pleno Xbox e na sala de estar. Como não se empolgar?

2003 tinha chegado e, com ele, nenhuma novidade significativa sobre TFLO. Em setembro daquele ano, o presidente da Level 5 fez uma palestra na Tokyo Game Show e falou sobre as dificuldades de desenvolver um MMO. Embora o estúdio fosse experiente em RPGs, desenvolver por inteiro uma aventura online para 3 mil jogadores simultâneos era um desafio enorme. O teor da apresentação mostrava que as coisas não andavam bem, a começar pelo nome: “Em Uma Aparente Interminável Jornada: Uma Primeira Experiência com MMO RPG“.

Na TGS daquele ano, a Microsoft revelou uma versão jogável (curtíssima) para o público presente, além de anunciar que o projeto tinha sido adiado para 2004. A imprensa elogiou a demonstração, mas começou a questionar os recursos de comunicação do game. Além de frases pequenas predefinidas, a única forma de diálogo entre os jogadores era por chat de voz. Como funcionaria isto, considerando tanta gente de uma vez?

Após meses sem notícias, havia uma expectativa que True Fantasy apareceria na E3 de 2004, o que não aconteceu. Menos de um mês após, um representante da MS cancelou oficialmente o projeto, devido à “incapacidade de entregar (o título) em um nível de qualidade aceitável para o consumidor” e ao ambiente “incrivelmente saturado e competitivo do gênero” (não concordo com a segunda parte). Foi um balde de água fria.

“Falta de habilidade”

Ainda em 2004, o presidente da Level 5 disse que o relacionamento com a gigante norte-americana foi terminado de forma não amigável e culpou a falta de habilidade da última ao interagir com desenvolvedores japoneses. O clima entre as empresas tinha se tornado hostil e este foi o primeiro – e último – trabalho entre elas. Representantes da empresa americana, ainda culpavam a falta de progresso do projeto como o principal motivo do cancelamento.

Shane Kim, que naquele tempo era o Gerente Geral da divisão de jogos da MS, assumiu total responsabilidade em entrevista ao site 1UP em 2008. “Não tivemos o sucesso esperado com MMOs. Para este tipo de projetos, o investimento é basicamente o dobro de um título convencional e ainda não conseguimos encontrar o equilíbrio“. Ao mesmo tempo, o executivo acreditava que TSLO poderia ter sido bem sucedido no Xbox 360, lançado em 2005. Uma possibilidade, de acordo com rumores, que foi considerada pelos times antes do derradeiro fim.

Como teria sido o desempenho de TSLO? Não sei, mas Final Fantasy XI tinha várias características em comum e foi um grande sucesso nos consoles (PS2 e Xbox 360), passando 14 anos no ar. A Microsoft teve a sua oportunidade de fazer barulho, mas a receita – que envolvia inexperiência e diferenças culturais – parecia pronta para um desastre.