Sega

O PS Vita não morreu; veja 10 jogos para 2017

Parece inacreditável que uma plataforma sem apoio da sua própria fabricante consiga chegar tão longe. O PS Vita, lançado em fevereiro de 2012 nos EUA e no mês seguinte no Brasil, continua com fôlego: muitos games estão previstos para 2017. O BitBlog selecionou os mais aguardados.


10) Dynasty Warriors: Godseekers

Também para: PS4
Data de lançamento: 1 de fevereiro de 2017

Heróis se preparam para combate

Ame ou odeie, Dynasty Warriors está de volta

Mais um ano, mais um Dynasty Warriors. Será que, dessa vez, teremos o mesmo nível de qualidade da saga no PS2? Em Godseekers, Zhao Yun e o novato Lei Bin vivem os últimos dias da dinastia Han no ano de 220, quando tentam libertar uma maga, Lixia, de um santuário onde permanece aprisionada por séculos.

9) Oceanhorn: Monsters of Uncharted Seas

Também para: PS4, Xbox One, Windows, Mac OS X, Android e iOS
Data de lançamento: 2017, a confirmar

Cena com o protagonista em uma pequena vila, cercada pelo mar

Sim, Oceanhorn é lindo

Inspiradíssimo em The Legend of Zelda – mais precisamente em Wind Waker – e com colaborações de Nobuo Uematsu na trilha sonora (famoso por Final Fantasy), Oceanhorn é uma espécie de homenagem aos RPGs. Lançado primeiramente para iOS, foi eleito um dos melhores jogos mobile e logo chegou aos consoles de mesa. 2017 será a vez do PS Vita e Android receberem este clássico indie, cuja continuação já está a caminho.

8) Full Throtlle Remastered

Também para: PS4
Data de lançamento: 2017, a confirmar

Cena do game, com dois personagens

Os adventures da LucasArts estão de volta com tudo

Após remasterizar Grim Fandango e Day of the Tentacle para o PS4 e PS Vita, eis que o estúdio Double Fine resolveu reviver mais um adventure clássico da LucasArts. O retorno de Full Throttle terá gráficos desenhados à mão, com áudio refeito e a opção de alternar – a qualquer momento – entre os visuais antigo e novo. A aventura, criada pelo designer Tim Schafer, conta a trama de Ben, o líder de uma gangue de motociclistas, que é acusado de um assassinato e tenta limpar o seu nome a qualquer custo.

7) Windjammers

Também para: PS4
Data de lançamento: 2017, a confirmar

Partida entre dois adversários

Momento retrô do artigo

Originalmente para Neo Geo, o jogo de 1994 da SNK ficou famoso pelas acirradas partidas multiplayer entre duas pessoas, onde o objetivo é fazer gol rebatendo uma espécie de disco voador. O reboot pretende manter o visual 2D antigão do original, mas vai trazer partidas online, além de outros cinco modos. Aposto que vai ter uma galera fã do Neo Geo louca pra comprar este aqui…

6) Tokyo Xanadu

Também para: Windows (Steam)
Data de lançamento: 2017, a confirmar

Cena de combate

O jogo foi a fuga da Nihon Falcom das suas séries de fantasia

Já falávamos por aqui há algum tempo de Tokyo Xanadu. O lançamento ocidental foi, enfim, confirmado via Aksys Games. A Nihon Falcom desenvolveu o projeto tentando fugir das suas séries de fantasia – como Ys e The Legend of Heroes. Em mais um enredo clichê de jovens colegiais enfrentando o mal, não há muita inovação aqui, mas o conjunto da obra foi elogiado no Japão – onde o título já está disponível. Se tratando de um estúdio tão renomado em RPGs, a expectativa não poderia ser diferente.

5) Rainbow Skies

Também para: PS3, PS4
Data de lançamento: 2017, a confirmar

Cena gameplay de Rainbow Skies

O visual de Skies é bem detalhado

Dos criadores do cultuado Rainbow Moon (2013), surge um sucessor espiritual. Rainbow Skies também é um RPG tático, com um longo enredo, mas que dessa vez dá um foco ainda maior ao desenvolvimento dos personagens.

4) Toukiden 2

Também para: PS3, PS4
Data de lançamento: 2017, a confirmar

Cena gameplay de Toukiden 2

Na ausência de Monster Hunter…

Para alguns, o Toukiden original seria uma mera cópia de Monster Hunter. No entanto, não foi o que aconteceu: o game foi um sucesso de crítica e vendeu o suficiente para assegurar uma sequência, já disponível no Japão e confirmada para o Ocidente pela Koei Tecmo.

3) Valkyria Revolution

Também para: PS4 e Xbox One
Data de lançamento: entre março e maio de 2017

Herói enfrenta um robô gigante

Série da Sega é famosa nas plataformas da Sony

Da Sega, a franquia Valkyria é conhecida pelos seus combates táticos. No novíssimo Revolution, cinco amigos de longa data – motivados por vingança – levam o mundo a uma guerra. Será o chamado “Circle of Five” um grupo de heróis, ou uma aliança formada para causar o mal? Em meio a esta dúvida, as batalhas acontecem em tempo real, no lugar dos combates por turnos dos games anteriores. Várias opções de customização estão disponíveis, inclusive no que diz respeito à inteligência artificial dos seus companheiros.

2) Ys Origin

Também para: PS4 e Windows (Steam)
Data de lançamento: 21 de fevereiro de 2017

Calabouço do game, com plataformas acima de uma superfície de lava

Ys tá de volta! Todos (os fãs de RPGs japas) comemoram

Se você não conhece a elogiada franquia de RPG Ys, da Nihon Falcom, vamos te ajudar: é um dos nomes mais influentes do gênero, principalmente no Japão. Mesmo com vários de seus títulos limitados àquele país, graças ao lançamento de Ys: Memories of Celceta (leia nossa análise aqui) e Ys Seven no Ocidente, a série ultrapassou 1 milhão de cópias físicas em todo o mundo, o suficiente para ser considerada relevante.

Origin é uma espécie de prólogo, se passando 700 anos antes do jogo original. O único a não contar com o protagonista Adol Christin, inclusive. No game, demônios forçaram as deusas que governavam o mundo a recuar, sendo aprisionadas na sombria Devil´s Tower. Uma aliança de magos e guerreiros foi então formada para reestabelecer a paz no mundo. A edição de PS Vita e PS4 é um remake daquela já disponível na Steam, com gráficos e trilha sonora refeitas.

1) Ys VIII: Lacrymosa of Dana

Também para: PS4
Data de lançamento: 2017, a confirmar

Protagonista Adol Christin corre em uma praia junto a colegas

Hype altíssimo, principalmente após o elogiado Ys: Memories of Celceta

E lá vem mais Ys. Aguardadíssimo, Lacrymosa of Dana é o real sucessor da franquia, cuja trama principal parou em Ys Seven, do PSP. O novo game para PS Vita recebeu avaliação 34/40 na revista japa Famitsu, que elogiou o enredo e o sistema de batalha. Uma edição para PS4 ainda chega no meio do ano ao Japão. Nós, do Ocidente, ficamos aguardando uma data mais precisa para ambas as versões. A capa tá linda, a propósito…

Outros títulos que vale a pena esperar

Veja os games já confirmados para o Nintendo Switch

2017 marca o lançamento do famoso híbrido de console e portátil. O Nintendo Switch terá maiores detalhes revelados em um evento online no dia 12 de janeiro, mas não precisa esperar: o BitBlog consolidou todos os games já confirmados para a plataforma, além daqueles que estão só aguardando um empurrãozinho para se tornarem oficiais. Confira!

Confirmados

Link correndo de explosões

Breath of the Wild foi o primeiro game confirmado para o Switch

  • Just Dance 2017 (Ubisoft, março de 2017)
  • Project Sonic 2017 (Sega, 2017) – título provisório
  • Sacred Hero (Simplistic, 2018)
  • Seasons of Heaven (Any Arts, 2018)
  • Super Mario (Nintendo, sem data) – título provisório
  • The Legend of Zelda: Breath of the Wild (Nintendo, 2017)

Demonstrados, aguardando confirmação

Dragão com montanhas ao fundo

A Bethesda tá esperando algo inexplicável para confirmar Skyrim

  • Dragon Quest XI (Square Enix)
  • Mario Kart 8 (Nintendo) – título provisório
  • NBA 2K17 (2K Games)
  • Splatoon (Nintendo) – título provisório
  • The Elder Scrolls V: Skyrim (Bethesda)

Rumores “fortíssimos”

Robô (doll) voando o universo de Mira

Clássico do Wii U, Xenoblade Chronicles X poderá ter uma nova chance no Switch

  • Animal Crossing (Nintendo) – relançamento do GameCube
  • Dark Souls 3 (From Software)
  • Luigi’s Mansion (Nintendo) – relançamento do GameCube
  • Final Fantasy VII Remake (Square Enix)
  • Mario RPG: Invasion of the Rabbids (Ubisoft)
  • Mass Effect Andromeda (EA Games)
  • Sphinx and the Cursed Mummy (THQ Nordic)
  • Super Mario Maker (Nintendo) – relançamento do Wii U
  • Super Mario Sunshine (Nintendo) – relançamento do GameCube
  • Super Smash Bros. Melee (Nintendo) – relançamento do GameCube
  • The Binding of Isaac Afterbirth+ (Nicalis)
  • Xenoblade Chronicles X (Monolith) – relançamento do Wii U

Mega Drive será relançado pela Tectoy em 2017 com 22 jogos na memória

A Tectoy anunciou, nesta segunda-feira, que vai relançar o Mega Drive em edição limitada no ano que vem. O famoso console da Sega – que particularmente eu acho incrível porque fez parte da minha infância regada a Sonic – chegará com 22 jogos na memória. Ele virá com o nostálgico joystick de três botões e já entrou em pré-venda por R$ 400, com desconto para compra no boleto bancário. O preço é promocional e, posteriormente, deve ser reajustado para R$ 450.

De acordo com a Tectoy, o relançamento comemora 30 anos da empresa e está programado para junho de 2017. Os saudosistas certamente irão curtir o videogame de 16-bit com aquele mesmo design do fim da década de 1980. Clique aqui para ler mais informações sobre os recursos disponíveis no Mega Drive que chegará no ano que vem.

Relação dos jogos:

ALEX KIDD
ALIEN STORM
ALTERED BEAST
ARROW FLASH
BONANZA BROTHERS
COLUMNS
DECAP ATTACK
E-SWAT
FATAL LABYRINTH
FLICKY
GAIN GROUND
GOLDEN AXE
GOLDEN AXE 3
JEWEL MASTER
KID CHAMELEON
LAST BATTLE
OUT RUNNERS
SEGA SOCCER
SHADOW DANCER
SHINOBI 3
SONIC 3
TURBO OUTRUN

Sonic X-treme: a aventura cancelada do ouriço no Saturn

No meio da década de 90, os jogos em ambientes tridimensionais finalmente emplacaram. Empurrados pelo sucesso de Super Mario 64 e Crash Bandicoot, os estúdios precisaram se reinventar para incorporar esta tendência nos videogames da chamada quinta geração (Saturn, PlayStation e Nintendo 64).

Se o bigodudo foi aclamado pelo público em sua transição para o 3D, por outro lado, a franquia Sonic the Hedgehog teve problemas: Sonic X-treme, previsto para o Natal de 1996 no Saturn, foi cancelado, sendo considerado um dos responsáveis pelo fracasso comercial do console. Conheça mais sobre a aventura cancelada do ouriço em mais uma edição da nossa coluna No Limbo.


Mudando para o 3D

Sonic X-treme - 1

X-treme no Saturn era assim, com a visão fish-eye: algo incapaz para o Mega e o 32x

Após o desenvolvimento de Sonic & Knuckles terminar, a Sega sabia que era preciso trabalhar no próximo jogo do seu principal mascote. Sonic X-treme, originalmente um título 2D para o Mega Drive, já estava em produção quando a empresa interrompeu as atividades: era preciso fazer algo grandioso. Portanto, o projeto foi migrado para o Sega 32x, de forma a suportar ambientes tridimensionais.

Um dos grandes erros da Sega na década de 90 foi a ansiedade. O Sega CD e o 32x, acessórios para o Mega Drive, foram lançados em um curto período de tempo e confundiram o público. Quando o real sucessor do Mega, o Saturn, chegou em 1994 ao Japão, o timing da empresa se mostrou ineficiente. As vendas do 32x despencaram. Ao mesmo tempo, X-treme estava se tornando um game ambicioso demais para o acessório, e o projeto foi transferido para o Saturn.

Na ambiciosa plataforma, Sonic X-treme foi anunciado como o verdadeiro killer app: o título que seria capaz de vender o console, como Super Mario 64 veio fazer posteriormente com o N64. Daí, você imagina a pressão que existia sob os desenvolvedores. A matriz da Sega no Japão já tinha decidido que a data de lançamento do jogo seria no Natal de 1996, sem adiamentos. Com isso, o time passou a trabalhar de 16 a 20 horas por dia.

Dois times e muitos problemas

Sonic X-treme - 2

Uma versão do jogo com a mecânica 3D simples, sem fish-eye

A equipe era dividida em duas: o designer Chris Senn e o desenvolvedor Ofer Alon lideravam o desenvolvimento do jogo principal, enquanto Robert Morgan e Chris Coffin cuidavam das batalhas com os chefes em uma engine completamente diferente. A ideia era que os estágios permitissem uma movimentação livre, com visão semelhante a das câmeras fish-eye (com distorção a partir do centro da imagem). Já as áreas dos chefes não teriam este recurso, mas a câmera giraria em torno dos mesmos.

Uma visita realizada por executivos japoneses da Sega aos EUA, onde o projeto era desenvolvido, ligou o sinal de alerta: o game não estava nada bom. A visão fish-eye era ambiciosa demais para a realidade. O CEO da empresa ordenou que Morgan e Coffin assumissem também a parte principal do projeto, usando a mesma engine das batalhas contra os chefes.


Na engine de Morgan e Coffin, X-treme seria assim. Mas durou pouco

A esta altura, o ambiente estava completamente tumultuado: era março de 1996 e seria preciso fazer um milagre para entregar o game em nove meses. O novo CEO da Sega of America interviu e, a pedido do time, cedeu a engine criada para NiGHTS into Dreams, de forma a acelerar o desenvolvimento. Após duas semanas estudando o novo motor de jogo, vem o baque: Yuji Naka, criador de Sonic e responsável pela engine, ameaçou deixar a Sega se o seu trabalho fosse aproveitado em X-treme, que não tinha sua participação. A empresa cedeu e, mais uma vez, o projeto foi interrompido.

Correndo contra o tempo

A situação era desesperadora. Sendo obrigado a refazer os estágios principais do zero mais uma vez, Coffins trabalhou tanto que ficou em situação de saúde grave. Com uma rara pneumonia, o desenvolvedor líder precisou se afastar em meados de agosto. O produtor executivo Mike Wallis, que tentava supervisionar as duas equipes desde o início, não sabia mais o que fazer.

Em paralelo a este drama, Senn e Alon – do time originalmente responsável pelos estágios – não estavam convencidos de que os seus esforços teriam sido em vão. O motor de jogo que Alon criou, e que permitia a visão fish-eye, funcionava bem com o game no PC, mas não no Saturn, onde alcançava apenas 3 a 4 frames por segundo. Por isso, ele e Senn seguiram com os seus trabalhos por conta própria, e tentaram vender a proposta de lançar Sonic X-treme apenas no PC, onde tudo corria bem. A Sega não quis, pedindo foco ao Saturn. Alon, então, se demitiu.


A Sega até anunciou a versão de Senn e Alon na E3 1996

Quando o produtor Mike Wallis viu que nenhuma das duas abordagens estava funcionando, e que faltavam poucos meses até o lançamento, ele pediu aos diretores da Sega para cancelar o projeto. A verba de divulgação que seria usada em X-treme foi direcionada para NiGHTS Into Dreams, que se tornou o campeão de vendas do Saturn no Natal de 96. Para tentar compensar a ausência do ouriço, uma versão de Sonic 3D Blast com alguns extras foi migrada para o console em sete semanas e lançada em 30 de novembro.

Legado

Os fãs reclamaram do cancelamento. Muitos o apontam como o responsável pelo fracasso comercial do Saturn, que não teve nenhum Sonic da série principal. A frustração era enorme, porque Sonic X-treme tinha sido demonstrado na E3 1996, curiosamente usando a visão fish-eye (mesmo após a “liberação” do time de Senn e Alon, que tinha feito essa versão). Talvez a Sega não tivesse nada do projeto para mostrar em plena E3 e, mesmo assim, exibiu algo que que não poderia entregar.

Embora Sonic Lost World (2013, Wii U / 3DS) tenha herdado vários elementos do projeto, o público não pode jogar X-treme até 2015, quando algumas ROMs vazaram na internet. Nelas, é possível ver que os trabalhos ainda estavam iniciais e, de fato, não empolgavam. Talvez o cancelamento tenha sido a decisão certa a se tomar. Por isso, Sonic X-treme está, literalmente, no limbo.

O retorno de Streets of Rage que (quase) ninguém viu

Você conheceu Streets of Rage? Composta por três jogos, a série beat’em up (“destrua o que vier”) 2D foi um dos grandes sucessos do Mega Drive na década de 90. Com conversões para Game Gear, Master System, Sega CD e Arcade, a trilogia foi relançada posteriormente no PS2, GameCube, Wii, Xbox 360 e PS3. O que poucos sabem é que houve duas tentativas de resgatar a franquia, ambas malsucedidas. Na coluna No Limbo, desta vez, falaremos da segunda (e mais “conhecida”) delas, feita pelo estúdio Ruffian Games.

Tentando reviver a série

O charme "anos 80" tava bem visível no gameplay

O charme “anos 80” tava bem visível no gameplay

Criada em 2008, a escocesa Ruffian Games foi formada por pessoas que trabalharam em Project Gotham Racing, Fable e o primeiro Crackdown. De acordo com rumores, a Microsoft teria injetado dinheiro na empresa para que ela desenvolvesse Crackdown 2. Após este projeto, embora bem-sucedido, o estúdio não teve mais trabalhos AAA, focando suas atenções em títulos para o Kinect original. Em paralelo a tudo isso, surgiu uma ideia: reviver a franquia Streets of Rage. Para isso, obviamente, seria preciso convencer a Sega de que o esforço valeria a pena.

Em poucas semanas, a equipe da Ruffian montou um protótipo considerado “pre-pre-pre alpha” pelo diretor do estúdio, o inglês Gary “Gaz” Liddon. Em 2012, vazou um vídeo que mostra o gameplay desta versão, com a primeira fase sendo jogada pelo level designer Sean Noonan, que também participou do projeto. A ideia original era a de um reboot da série, que seria vendido apenas em formato digital para o PlayStation 3, Xbox 360 e PC. A Sega, no entanto, cancelou os trabalhos, alegando que era preciso focar em suas principais propriedades intelectuais, como Sonic the Hedgehog e Football Manager. O jogo nunca foi terminado.

Futuro?

O futuro de Streets of Rage pertence apenas à Sega. A companhia japonesa, no entanto, tem sido bastante questionada pelos fãs nos últimos anos. Desde o fim do Dreamcast, as maiores franquias clássicas da empresa (exceto por Sonic) foram subaproveitadas. Phantasy Star virou algo restrito ao Japão, Crazy Taxi foi reformatado para os smartphones em formato free-to-play, Skies of Arcadia e as demais foram engavetadas… Com o seu atual posicionamento, é muito improvável ver  a Sega trazendo Streets of Rage de volta, infelizmente.

Quer ver mais jogos que foram cancelados? Veja a nossa coluna No Limbo. Aproveite e confira o post que fizemos sobre Star Wars 1313, o game de ação que nós nunca poderemos jogar.

Sega vai lançar nova versão do Mega Drive compacto

Depois da Nintendo anunciar uma versão mini do NES, circulou na internet nos últimos dias o anúncio de um “inédito” Mega Drive compacto. Na verdade, o videogame já existe há alguns anos na Europa. Enquanto a Tec Toy fabrica uma edição especial do Mega Drive no Brasil, a empresa AtGames é licenciada pela Sega para vender uma outra versão no velho continente.

Mega Drive Classic - 2Este modelo não é nenhuma novidade para os europeus

O que realmente aconteceu: foi encontrado à venda em sites britânicos uma edição comemorativa do Mega Drive compacto, devido aos 25 anos de Sonic. Este modelo terá mais jogos do ouriço do que o anterior, sendo lançado em outubro por 50 libras. No mais, é o mesmo console já vendido na Europa há alguns anos: conta com dois joysticks sem fio, total de 80 jogos na memória e compatibilidade com cartuchos já lançados. O visual é idêntico.

Não existem ainda registros deste Mega Drive em outros continentes. No Brasil, a Tec Toy teria que fabricar algo parecido, já que é ela a única empresa licenciada para tal. Se você ficou triste pela edição brasileira ser mais “humilde”, aí vai uma dica: vários europeus têm reclamado que o Mega Drive compacto deles teriam problemas (alguns deles a edição brasileira também possui):

  • Os joysticks usam infravermelho para a comunicação sem fio, exigindo que os mesmos fiquem em um determinado ângulo para funcionar.
  • A emulação do som não teria ficado muito boa: nos títulos de Sonic, as músicas estariam fora do tom. Além disso, não há a opção estéreo.
  • Não há suporte a HDMI, sendo preciso usar cabos AV.
  • Sem compatibilidade com os títulos do 32x.

Portanto, este modelo, apesar de ser superior ao que é produzido no Brasil, parece ser uma boa opção para o jogador casual. Se você é um pouco mais exigente, no entanto, só resta aguardar que a própria Sega, um dia, fabrique algo mais robusto.

Sonic Mania e Sonic 2017 são anunciados pela Sega

Em transmissão para comemorar os 25 anos de Sonic the Hedgehog, dois novos games foram revelados. Ambos com a mesma proposta: revigorar o mascote. Pela proposta inicial, a Sega parece ter, enfim, anunciado o que os fãs queriam. Já estamos ansiosos!

Sonic Mania (PS4, Xbox One, PC)

Sonic Mania - 2Sonic Mania é o que a turma reclamona nostálgica mais esperava

Semelhante aos jogos clássicos da série, Sonic Mania traz novos estágios e versões melhoradas de fases antigas. Quem curtiu Sonic 1, 2, 3, CD e o Sonic & Knuckles vai se sentir em casa com a Green Hill Zone e outros estágios idolatrados pelos fãs.

Sonic, Tails e Knuckles serão personagens jogáveis. O game chega ao PlayStation 4, Xbox One e PC entre março e maio de 2017, sendo uma colaboração da Sega com a Headcannon, PagodaWest Games e o desenvolvedor indie Christian Whitehead. Veja o trailer abaixo:

Project Sonic 2017 (NX, PS4, Xbox One)

Project Sonic 2017 - 2Já vimos essa dupla antes, em Generations

Esse, sim. Com todo o respeito a Sonic Mania, que parece interessante, mas o Sonic da nova geração que aguardávamos é este daqui. Feito pelo Sonic Team – o mesmo de Sonic Lost World, Colors e Generations – o game vai contar com as versões clássica e moderna do herói (já vimos isso antes), em meio a um cenário apocalíptico.

O título foi confirmado para o Nintendo NX, além do PS4 e One. A previsão de lançamento é o final de 2017. Veja o trailer abaixo (e tente conter a empolgação):

Outros anúncios

A Sega anunciou ainda que Sonic Dash, para iOS, Android, Windows Phone e dispositivos Amazon, já passou dos 200 milhões de downloads. Por isso, quem acessar o evento especial in-game nesta semana vai receber a Green Hill Zone e o Sonic clássico jogável. Além disso, a empresa lembrou que Sonic Boom: Fire & Ice chega ao 3DS em 27 de setembro. Quem só tem o Wii U, pelo jeito, ficou deprimido com a ausência de novidades para o console.