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Halo 3 Anniversary pode ser lançado para PC

Halo 3 foi o primeiro da série principal a ser lançado apenas para consoles – no caso, o Xbox 360. Com isso, os jogadores de PC ficaram órfãos da saga, desde então… Mas a situação pode mudar.

Ao apresentar seus novos processadores R5 na Coreia do Sul em um evento especial, a AMD mostrou um vídeo com a arte de vários títulos  famosos – entre eles, Halo 3! Faria sentido relançar o jogo para PC agora, já que em 2017 a aventura de Master Chief completa 10 anos. Além disso, pode ser a melhor forma de reaproximar a franquia do pessoal que não tem Xbox, começando pelo Halo 3, depois o 4 e daí em diante.

Halo 3 Anniversary, relançamento em HD do jogo, fez parte do pacote The Master Chief Collection do Xbox One, então este também seria um candidato para ser levado aos computadores – pois traria também o quarto título da saga principal. Por enquanto são apenas rumores, então vamos ficar atentos.

Hackers invadem site da Odebrecht e deixam mensagem de apoio à Polícia Federal

Invasão site Odebrecht

O site da construtora Odebrecht, investigada na Operação Lava Jato, foi invadido por hackers na madrugada desta quinta-feira (10). A página inicial foi substituída por uma versão modificada pelo invasor, que assina como MrKryptoNet e diz pertencer ao grupo ProtoWave. Nela, há uma mensagem de apoio à Polícia Federal e xingamentos à empresa. “E ai galera da Odebrecht, como estão? Roubando bastante? Estão ricos né safadinhos (sic)”, diz um trecho. Em outra parte, o hacker alega que não roubou nem apagou nada, mas só deixou o aviso. Como tem virado praxe em ataques do tipo deface, uma música podia ser ouvida por quem acessasse a página. Identificamos a faixa como Automatic, do E-dubble. Por volta das 8h, quando tentamos entrar na página da Odebrecht, o site não estava carregando. Entretanto, uma mirror (espelho) da invasão ficou arquivada neste site aqui.

Marcelo Odebrecht, presidente da empreiteira, foi preso em 19 de junho deste ano durante a Operação Erga Omnes, um braço da Lava Jato. Ele é um dos dez brasileiros mais ricos do país, segundo a Forbes. O nome da operação, em latim, significa “vale para todos”. Veja notícias sobre a Odebrecht no Diario de Pernambuco.

ATUALIZAÇÃO: A Odebrecht enviou uma nota à imprensa se pronunciando sobre o ataque e repudiando a invasão. A empreiteira fala que tomará as medidas cabíveis.

Site do deputado Marco Feliciano é hackeado

Site Marco Feliciano

Um grupo hacker intitulado “ASOR Team”  invadiu e alterou a página oficial do deputado Marco Feliciano (PSC). No endereço, que é indicado na descrição do perfil do político no Twitter, há uma imagem com deuses de várias religiões e um longo texto com uma crítica à bancada evangélica. Quem acessa a página também escuta a música Na Segunda Vinda, do rapper Black Alien.

Em seu perfil oficial no Twitter, o deputado não havia se pronunciado sobre o ocorrido até às 19h30 desta quinta-feira (16). Na fanpage do grupo hacker ASOR Team foi postada a informação – não confirmada – de que a invasão aconteceu há oito dias.

Dependendo do endereço utilizado para acessar o site, ele é redirecionado para outro, que aparenta estar livre de invasões.

Segue o teor da mensagem:


 

Sob um discurso incoerente de liberdade religiosa, permite-se que exista uma bancada evangélica em um estado laico: o Brasil. Aos mais incautos, não há perigo aparente. É apenas uma parcela da população sendo representada, e somos uma democracia representativa.

Para Anonymous, esse argumento seria inválido, posto que defendemos a democracia direta, participativa; mas, deixando isso de lado, vamos analisar com mais calma e profundidade? Mas o que é Laico?

Secularismo francês (em francês: laïcité pronuncia-se [la.isite], em Português: laicismo) é um conceito que denota a ausência de envolvimento religioso em assuntos governamentais, bem como ausência de envolvimento do governo nos assuntos religiosos.

Durante o século XX, o conceito evoluiu para significar a separação entre Igreja (ou religião) e Estado. A palavra laico é um adjetivo que significa uma atitude crítica e separadora da interferência da religião organizada na vida pública das sociedades contemporâneas.

Os valores primaciais do laicismo são a liberdade de consciência, a igualdade entre cidadãos em matéria religiosa e a origem humana e democraticamente estabelecida das leis do Estado.

O que isso significa, na prática?

Significa que representantes políticos podem ter a religião que preferirem (ou não ter), assim como qualquer cidadão, mas que no momento de propor leis, emendas ou projetos, estes não devem ser fundamentados em seus princípios religiosos.

A Ideia Anonymous é uma ideia materialista e racionalista. Justamente por isso, a Tecnocracia é um de seus pilares.

E a Tecnocracia é o quê?

A Tecnocracia, ao contrário do que se tenta fazer parecer, não tem nada a ver com a meritocracia (que a Anonymous não defende).

Ela é um modelo de governabilidade funcional (independente do sistema econômico/político vigente) em que se aplicam as ciências em todas as cadeias produtivas, garantindo a sustentabilidade da espécie humana. No lugar de convenções econômicas (como ocorre com o libertarianismo, o liberalismo e o marxismo, por exemplo), adotam-se métodos científicos para a gestão dos recursos e da sociedade.

O que isso significa, na prática?

Que ao discutir questões relativas à saúde pública, por exemplo, o debate seja orientado por conselhos técnicos e profissionais (seja isso através do reconhecimento formal ou não), médicos, enfermeiros, psicólogos, assistentes sociais, etc. Que ao discutir questões relativas à educação pública, que o debate seja orientado por educadores, pedagogos, psicopedagogos, e assim por diante.

A Tecnocracia também defende maior esforço na capacitação técnica das pessoas, e um planejamento rigoroso desse desenvolvimento, criação de infraestruturas e aumento da qualidade dos diversos níveis de educação, assim como do acesso da população a eles.

O campo perigoso da tecnocracia é justamente quando ela se confunde com a meritocracia e deixa o poder nas mãos de classes “especializadas”, mas justamente por termos como primeiro pilar a Hiperdemocracia (democracia direta e participativa) esses eixos se complementam.

Voltando ao assunto

Se todos os representantes federais da bancada evangélica (FPE – Frente Parlamentar Evangélica) estivessem unidos num mesmo partido, teriam a terceira maior representatividade. Isso é muita coisa. Apenas para ter ideia do que uma bancada é capaz e fazer, a bancada ruralista conseguiu aprovar o novo Código Florestal mesmo quando o consenso do meio científico e universitário do País apontava para o contrário. Essa categoria foi sumariamente ignorada na construção desse processo. E é assim que funciona a política por aqui.

De acordo com dados obtidos através do site Transparência Brasil, mais da metade dos parlamentares que participam da bancada evangélica são alvos de processos judiciais na Justiça Eleitoral e no Supremo Tribunal Federal (STF) por diversos crimes, tais como peculato, improbidade administrativa, sonegação de impostos, formação de quadrilha ou bando, abuso do poder econômico em eleições de que participaram, reprovação de prestação de contas nos Tribunais de Contas de estados e municípios e aos próprios TREs de seus estados de origem.

Por que fere o princípio de um estado laico?

Ao entrar no site da FPE, o primeiro anúncio que encontramos foi CULTO toda quarta-feira 8:30h nos plenários Câmara dos Deputados. Lá mesmo, no site da FPE, encontra-se esta nota:

Em, 13 de a bril de 2014,às 8:30 no Plenário 1 a Frente Parlamentar Evangélica celebrou ao Senhor. O preletor , recomendado pelo eminente deputado Oziel de Oliveira (PDT-BA), estará ministrando a palavra de Deus por instrumentalidade do Espírito Santo. O Plenário 1, onde funciona a Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania, das 8:30h às 9:50h se transforma em Casa de Deus, espaço de adoração e louvor.

 Entre eles estão os projetos apelidados de “Cura Gay” (que contraria os consensos dos conselhos de Medicina, Psicologia, Psiquiatria e a OMS, entre várias outras entidades internacionais referentes à saúde) e o “Bolsa Estupro” (que prevê pagamento de um salário mínimo por 18 anos a mulheres vítimas de estupro para que mantenham a gravidez e criem seus filhos). Este segundo, PL 1.763/2007, ainda prevê orientação de psicólogos de orientação cristã a essas vítimas para convencê-las sobre a importância de manter a gravidez (também pago pelo Estado); ambos contrariando o Código de Ética dos profissionais de Psicologia, que veta a indução a convicções políticas, filosóficas, morais, ideológicas, religiosas e de orientação sexual.

Também são responsáveis pelo apelido pernicioso de “kit gay” ao kit Escola Sem Homofobia. O material proposto pelo MEC a partir do trabalho de especialistas de todo o País foi recolhido pela presidenta Dilma após a ameaça de a bancada evangélica não votar mais nada até que o kit fosse recolhido. Nessa situação, também ameaçaram convocar seu então ministro Palocci para prestar esclarecimento de seu enriquecimento caso o kit fosse aprovado. É a diferença entre agir com justiça ou barganha.

Quando em 2012 o STF aprovou por unanimidade a união homoafetiva estável, o deputado João Campos (PSDB/GO) entrou com um pedido e inclusão na legislação brasileira de um dispositivo que impedisse as igrejas a serem obrigadas a realizar cerimônias dessa natureza. Isso nunca foi ameaçado por nenhum projeto até então, mas verifica-se um esforço de confundir a opinião pública contra o direito civil, como se ele apresentasse de fato algum perigo à liberdade religiosa.

A bancada evangélica tem feito o monitoramento de 368 projetos da Câmara e do Senado, a maioria referente a questões de direitos individuais, e agido não de acordo com o programa dos seus partidos, legalmente constituídos e pelos quais foram eleitos, mas sim pelas orientações religiosas a que professam.

Entre as principais bandeiras está a defesa da “família tradicional” (da tradição evangélica, claro), usada para atacar e impedir a conquista de direitos de quaisquer outros modelos familiares, independente de representarem núcleos legítimos de afeto. Outra pauta comum é a do ensino religioso nas escolas (da religião cristã, claro) e até mesmo absurdos como ensino de Criacionismo como uma alternativa científica à Evolução.

A bancada evangélica também é responsável por barrar o projeto que criminaliza a homofobia, o chamando injustamente de “lei da mordaça”, interrompendo um processo do direito humano que já vinha avançando com programas semelhantes para mulheres, negros, crianças e idosos.

Opiniões sobre um estado laico

A consolidação do Estado Laico – garantido na nossa Constituição, mas como vimos, bastante frágil em sua prática – não é importante apenas para a comunidade LGBTT..