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Metade dos brasileiros usuários de smartphones já quebrou tela do aparelho

Eu sou desastrado, admito. Já trinquei a tela de smartphones duas vezes e a experiência, obviamente, é terrível. Primeiro pelo custo, afinal telas normalmente exigem um reparo mais caro, podendo chegar na casa dos R$ 300 se a “vítima” for um iPhone ou Galaxy. Segundo pelo inconveniente que é ficar sem o aparelho. Terceiro pelo valor afetivo. Hoje o celular é tratado quase que como um amigo ou extensão do corpo. Se você pensa que é exagero, leia isso aqui.

Mas eu não estou sozinho. Na verdade, uma pesquisa mundial encomendada pela Motorola à KRC Research ouviu mais de 6 mil pessoas no Brasil, Estados Unidos, México, China, Reino Unido e Índia sobre o problema, que é mais comum do que se pensa. Por aqui, quase metade dos usuários de smartphones já teve a tela trincada ou estilhaçada.

Leia as conclusões da pesquisa:

48% dos brasileiros que têm smartphones relataram que já tiveram a tela trincada ou estilhaçada. E do total de pessoas pesquisadas que têm este tipo de aparelho no país, 28% continuaram usando mesmo com a tela quebrada e 20% responderam que já tiveram a tela quebrada mais de uma vez.

Os brasileiros, ao passar pela situação de deixarem seus smartphones caírem, disseram que ficaram frustrados (53%), com medo (34%) e ansiosos (19%).

Sobre os fatores que provocaram a queda, 32% disseram que o aparelho caiu quando se levantaram porque não perceberam que ele estava no colo. Além disso, 24% apontaram que a tela se quebrou quando o smartphone caiu do bolso. Quem adora tirar selfie também pode se dar mal. Quase um em cada dez pesquisados (7%) teve a tela danificada enquanto tentava tirar fotos de si mesmo.

PS: No meu caso, a culpa foi do bolso. É inclusive uma das razões para eu detestar calças com bolsos pequenos ou apertados.

A tela quebrada foi responsável por machucar alguns usuários. No entanto, 23% dos entrevistados dos países analisados continuaram usando o aparelho mesmo após ter cortado os dedos em uma tela quebrada ou estilhaçada. A Índia é o país com o maior índice desse aspecto, com 36%; os EUA registram 27%; China, 20%; Reino Unido, 19%; Brasil, 19%; e México, 15%.

O estudo também mostra o tempo que os brasileiros demoram para arrumar a tela quando ela se quebra. Pouco mais de 31% dos brasileiros revelaram ter levado menos de uma semana para consertar o aparelho, e 52% levaram até duas semanas para reparar o dano.

Quatro ideias empreendedoras e tecnológicas que fizeram sucesso no KickStarter

Sensel Morph Kickstarter

O Kickstarter é considerado o maior site de financiamento coletivo do mundo, onde pessoas podem pedir recursos para custear projetos e lançá-los. Já falamos um pouco da plataforma aqui no BitBlog, em um post sobre games que tiveram arrecadação expressiva e foram bem-sucedidos no Kickstarter. Desta vez listamos quatro ideias interessantes com viés tecnológico. Vamos torcer para que elas virem realidade e deem certo. Mas, caso não alcancem êxito comercial, fica o desejo de que sirvam de inspiração para outros empreendedores.

Sensel Morph

É um dispositivo multitoque e sensível à pressão. Imagine um teclado, porém sem teclas e extremamente fino, como um mousepad. Isto é o Sensel Morph. Ele reconhece não apenas dedos, mas outros objetos, a exemplo de canetas e pincéis. A tecnologia é extremamente versátil e permite a adição de “capas” com diferentes interfaces. A ideia principal é otimizar a experiência do usuário com um dispositivo que se adapta ao que está sendo feito. A expectativa dos idealizadores é entregar um Sensel Morph a todos que doaram pelo menos US$ 199 ao projeto até junho de 2016. Ele já conseguiu US$ 330 mil.

SmartHalo

SmartHalo

Você já deve ter ouvido falar em smartphone, smartwatch e smart TV, mas provavelmente não conhecia nada sobre smartbikes. A proposta do SmartHalo, que lembra uma grande bússola digital, é transformar as magrelas em bicicletas inteligentes. Ele funciona integrado ao celular e guia o ciclista através de luzes no painel para chegar em um destino. O aplicativo ainda avisa onde a pessoa deixou a bicicleta e dá informações meteorológicas, indicando se vai cair uma chuva pesada ou o tempo está bom para pedalar. O SmartHalo também vem com tecnologia antifurto. Ele conseguiu arrecadar mais de $ 325 mil CAD (dólares canadenses) e, a partir de maio de 2016, será enviado a alguns financiadores do KickStarter.

Robin

Robin smartphone Kickstarter

Um smartphone inteligente. Parece redundante? É este o conceito do Robin, um aparelho que opera totalmente na nuvem. “Nós o criamos porque cansamos de esperar pelos outros. Ninguém mais estava desenvolvendo o aparelho que a gente gostaria de ter e achamos que você também irá desejá-lo”, escreveu a equipe da empresa Nexbit na página do Kickstarter. Para otimizar espaço, o Robin sobe todos os arquivos na nuvem, porém mantém no smartphone os aplicativos mais utilizados pelo usuário, garantindo boa performance. O design dele busca fugir dos padrões do mercado e, ao mesmo tempo, proporcionar um bom encaixe na mão. Na terça-feira em que este post era escrito (08/09), o projeto havia arrecadado mais de US$ 900 mil. A intenção é distribuir o Robin em fevereiro de 2016.

UpLight

Quem nunca acordou de manhã cedo indisposto para ir trabalhar? Quem nunca levantou da cama com um mau humor terrível? A UpLight promete um despertar mais agradável apenas regulando a cor de uma lâmpada LED. Ela possui cerca de 16 milhões de variações que se ajustam ao ambiente e reduzem o consumo de energia elétrica. Especialistas em sono usam terapia de luz para tratar distúrbios dos pacientes. A UpLight segue o mesmo embasamento científico, trabalhando o momento ideal para o corpo ativar a melatonina e o cortisol. Curiosamente, a ideia nasceu em 2014, durante um Startup Weekend San Diego. No site de financiamento coletivo, arrecadou aproximadamente US$ 20 mil de uma meta de US$ 50 mil. A previsão é distribuir a UpLight até dezembro deste ano.

Dá para sobreviver só com plano de dados no celular?

Celular plano dados voz

O setor de telefonia móvel passa por uma transformação no mundo inteiro. Conforme amplamente comentado, inclusive aqui no blog, a tendência é de queda na contratação dos pacotes de voz e crescimento dos pacotes de dados. Em outras palavras, o consumidor está cada vez mais imerso na cultura do smartphone e adere a aplicativos como WhatsApp, Facebook e Skype, preferindo se comunicar por texto ou VoIP. Publicamente, as operadoras brasileiras vêm adotando reações diferentes ao sucesso dos apps. Enquanto Tim e Claro investem em parcerias com o WhatsApp, a Vivo praticamente decretou guerra ao serviço.

Operadoras x WhatsApp

Taxistas x Uber

Emissoras x Netflix

Enquanto todos se engalfinham, um amigo meu, o webdesigner Dennis Calazans, 29 anos, decidiu tomar uma atitude drástica. Heavy user de smartphones, ele já teve chips de todas as quatro principais operadoras de telefonia do Brasil. No último dia 28, abri meu Facebook e dei de cara com um post de Dennis anunciando a decisão. “Caros amigos, gostaria de informar que decidi abrir mão das chamadas telefônicas pela operadora. Meu chip do smartphone agora é só de internet”, escreveu em sua própria timeline.

Caros amigos, gostaria de informar que decidi abrir mão das chamadas telefônicas pela operadora. Meu chip do smartphone…

Posted by Dennis Calazans on Quinta, 27 de agosto de 2015

Conheço Dennis há alguns anos. Ele é um cara muito inteligente, professor da Unibratec e apaixonado por tecnologia e design. Também é viciado no celular. Achei interessante a iniciativa e combinei que pegaria o relato dele ao longo dos dias e publicaria aqui no BitBlog passada uma semana da experiência.

O resultado você confere abaixo:


Dia 1

“Como eu sou um cara de tecnologia, sempre pensei em viver essa experiência. Sentir na pele as dificuldades de não contar com um telefone para ligar e receber. Mas, depois de viajar, eu vi que não preciso de chamadas de voz para me comunicar. Tirei a minha dúvida.

Depois de problemas não resolvidos com a operadora e, é claro, com a necessidade constante de economia, decidi abandonar o plano “família”, onde tinha que ter alta quantidade de minutos, para poder ter grande quantidade de dados, já que vários números utilizavam a mesma franquia.

Resolvi fazer um plano de dados e apostar na comunicação assíncrona dos bate-papos, mensagens de voz, acreditar nas chamadas de internet e nos serviços que ligam e recebem para telefones utilizando dados.

No primeiro dia, utilizei o meu chip de voz até ser cancelado. Acho que temia não poder ligar. Fiquei sentindo como se meu telefone faltasse um pedaço. Testei ligar e receber com uma amiga e nenhuma das duas ações se concretizam. A sensação é de sair só com um tablet conectado à internet ou quando a gente está viajando que compra um chip local só para navegar na rede”


Dia 2

“Hoje eu tive a primeira experiência impactada pela decisão de só usar dados. O pessoal da faculdade precisou me ligar, mas não conseguiu. Acho que é uma coisa que eu preciso educar as pessoas sobre como lidar e se comunicar pela internet. Através de casos como esse, vão aprendendo e repassando a informação.

De resto, minha comunicação com família e amigos não mudou. O que tenho feito é utilizar as chamadas de voz pelo Facebook e WhatsApp em vez de recorrer ao telefone normal. Até agora, perfeito. Mas ainda assim, penso em direcionar as chamadas do meu chip pré-pago para o telefone do meu pai ou até mesmo ter um safado só pra receber. Apenas para não perder as ligações e outras oportunidades.

Acho que fiz uma boa escolha. Até agora. Quero ver quando passar mais de três meses e vivenciar os possível perrengues. Estou imaginado no Natal e Ano Novo, quando o tráfego de internet se intensifica, ou em situações de certa urgência que preciso de agilidade.

Esqueci de dizer que fui duramente questionado sobre a minha decisão. E o argumento mais utilizado era que apesar das comunicações serem em sua maioria por mensagens de texto, voz e até ligações de Whatsapp ou Facebook, as empresas que têm o meu telefone celular cadastrado podem não conseguir entrar em contato comigo.

Sim, isso é um risco que eu só corro se quiser ser radical e não tiver uma forma de usar o pré-pago só para receber. Não é que não faço questão de não ter um número para voz. O que faço questão é de não ter um plano de voz atrelado a um plano de dados.

Eu me sinto muito menos explorado contratando um plano de tablet para o celular e utilizando o pré-pago apenas para receber”


Dia 4

“O chip só de dados tá indo superbem. Eu peguei um celular velho para colocar o chip pré-pago que eu estou usando, mas até agora ele não foi necessário. Todos os meus amigos que falam comigo, minha família, nada mudou. Alguns amigos até estão interessados em fazer a mesma coisa. Um professor da faculdade disse que ia adotar a mesma ideia. As pessoas ficam curiosas e começam a coletar informações se funciona.

Quando vou para a casa da minha avó, existe um serviço de segurança na rua compartilhado com os vizinhos. A gente precisa ligar e solicitar que eles acompanhem a chegada. Nessas situações eu preciso usar Skype, Viber ou qualquer aplicativo desses para fazer chamada.

O mais importante de reforçar é que vou reduzir o meu custo para 30% do que eu tava gastando. O plano que eu contratava era R$ 349 e me dava 8 GB + mil minutos que eu compartilhava com mais quatro pessoas da minha família. Os pacotes de voz atrelados a dados eram limitados a 8 GB e eu precisava de mais para mim, já que dividia. Agora estou pagando só R$ 109,90 por uma franquia com 12 GB de dados sem voz. Só não ficou mais barato porque eu decidi pegar o maior plano de dados. Talvez descubra que não é necessário tanto e reduza”


Dia 8

“Definitivamente eu não me arrependi. Principalmente porque quem, nos primeiros dias, não conseguiu falar comigo por telefone, terminou me procurando pela internet. Acho que é uma questão de cultura. Eu acabei mantendo meu número num plano pré-pago só para receber ligações.

Muitas pessoas acharam que eu queria não ter mais um número de telefone. Na verdade, isso é impossível, pois cada SIM tem um número de telefone. Porém, o que é apenas de dados não recebe nem realiza ligações. Mas ainda envia e recebe SMS.

Um vendedor de uma operadora me disse que o chip de tablet não poderia ser utilizado no smartphone, mas nada muda. É como se ele quisesse me convencer que existe alguma diferença entre um tablet e um smartphone.

A única coisa inconveniente é ter que utilizar dois aparelhos. Existem bons smartphones Dual SIM que nada muda, em relação ao hardware, quando comparado com a versão mono SIM. Pode ser uma opção no futuro”

Nordeste é a região do Brasil onde a Motorola mais cresce

Coletiva de Imprensa da Motorola

A relação das pessoas com o celular está ficando cada vez mais pessoal e elas querem ter poder de escolha para personalizar os aparelhos de forma que combinem com suas respectivas identidades. É nisso que acredita a Motorola, explica o diretor de vendas para o varejo no Brasil, José Cardoso. O executivo conversou com jornalistas durante uma coletiva de imprensa realizada na manhã desta terça-feira (18), no Recife. Além de detalhar o conceito por trás dos smartphones Moto G (3ª geração), Moto X Play e Moto X Style, ele revelou que o Nordeste é a região do Brasil onde a companhia mais cresce e é o segundo mercado mais importante para a fabricante no país.

“Segundo dados do IDC, a indústria nacional de smartphones está praticamente estagnada, mas desde o início do ano até hoje a Motorola cresceu 18%. Não podemos divulgar os números do Nordeste, mas a média da região ficou acima disso e ultrapassou as outras regiões”, afirma José Cardoso. Como reflexo disso, a fabricante dobrou investimentos em comunicação para o público nordestino e triplicou a rede de distribuição no varejo. Especificamente em Pernambuco, no início deste ano foi anunciado o investimento de R$ 40 milhões na instalação de um novo laboratório no Centro de Informática da UFPE, que irá atuar em pesquisa e desenvolvimento.

Confira alguns pontos abordados durante o evento:

Motorola Personalização Moto Maker

Personalização

A Motorola lançou, no Brasil, o Moto Maker, uma plataforma onde os usuários podem customizar as capas de smartphones e comprá-los sem custo adicional pela personalização. Disponível apenas para o Moto G, é possível fazer 200 combinações de cores diferentes. Há outras opções, no entanto, que trazem um pequeno acréscimo no preço, como gravar um texto na capa. Nas próximas semanas, o Moto X Play e o Style devem entrar no rol de modelos customizáveis.

De acordo com o gerente de produtos da Motorola Brasil, Renato Arradi, a quantidade de compras personalizadas superou em 30% as expectativas da empresa. “O cliente entende que é um produto feito para ele e aceita esperar até mais tempo para receber o aparelho”, avalia.

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Moto G

A terceira geração do Moto G, que também atende pelo nome de “novo Moto G”, foi lançada no final de julho no Brasil. Renato Arradi explicou que a estratégia para o produto é focar em tela, desempenho, interface e personalização. Uma das novidades é o selo PX7, que confere resistência à água em até um metro de profundidade durante 30 minutos. Não é o suficiente para proteger o aparelho caso ele caia numa piscina, mas o torna invulnerável a uma ducha no banheiro ou chuva.

A decisão da Motorola em apostar na resistência à água pode ser compreendida através de um estudo, citado pelos executivos durante a coletiva de imprensa, que mostra que um terço dos problemas que usuários sofrem com smartphones são relacionados à água.

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Moto X Play

O grande diferencial do aparelho, já disponível no Brasil, é a bateria, que dura até 36 horas de acordo com a Motorola. A autonomia aumentou 50% em relação ao antecessor. Outra mudança é que o modelo passa a ser dual chip. As capinhas podem ser trocadas a gosto pelo usuário.

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Moto X Style

Aqui o foco é design, que traz um bonito acabamento curvo. Serão comercializados modelos com a parte traseira do smartphone revestida com madeira, bambu e couro, além de cores variadas. A Motorola trabalhou para que ele tivesse uma boa experiência de tela para o usuário, atingindo a proporção de 76% na relação tela/frente do aparelho. A fabricante também trouxe uma nova tecnologia que acelera o carregamento do celular. Renato Arradi diz que uma bateria zerada chega a 100% com uma hora e trinta minutos de carga. O Moto X Style não teve preço revelado e chega ao Brasil em setembro.

 

Um quarto dos brasileiros prefere ficar sem sexo a ficar sem smartphone

 

sexo pesquisa motorola smartphones

As pessoas amam mais os seus smartphones do que dormir, fazer sexo ou curtir o companheiro? Esta foi a pergunta feita pela Motorola em uma pesquisa online, realizada entre 29 de junho e 13 de julho de 2015, com mais de 7 mil usuários de smartphones acima dos 18 anos. Os respondentes são de sete países: Estados Unidos, Reino Unido, Brasil, China, Espanha, México e Índia.

Os dados impressionam. No Brasil, 25% dos participantes revelaram que optariam por ficar um fim de semana sem sexo a passar o período sem smartphone. Se houvesse um incêndio na residência, 54% dos brasileiros disseram que o celular seria um dos primeiros itens que tentariam salvar.

O levantamento mostra que os aparelhos são cada vez mais uma extensão do corpo humano, o que em marketing é chamado de self estendido. Ou seja, o celular já faz parte de nossa identidade e temos uma relação muito pessoal com ele. Mais do que isso, incorporamos os valores simbólicos do produto. Para as marcas – no caso, a Motorola – a constatação serve para reavaliar o posicionamento e traçar novas estratégias para fisgar o mercado.

Confira a pesquisa completa:

Pesquisa Motorola Smartphone